10/07/2009

“O País” manipula opinião pública

No ordenamento da lista dos deputados da Zambézia à AR

A Frelimo elegeu no último sábado seus candidatos a Assembleia da República, para o círculo eleitoral da Zambézia, por sinal o segundo do país.

No total são 43 eleitos que certamente alguns não terão passaporte para estarem na casa do povo na próxima legislatura.

Só que o mais surpreendente, o jornal “O País”, na sua edição nr 493 datada de 7 de Julho corrente, contraria tudo manipulando assim a opinião pública dos leitores mais atentos dos camaradas que votaram nos seus candidatos.

Nesta mesma edição, e olhando a lista divulgada pelo partido Frelimo nesta parcela do país, aquele jornal avança que Nyeleti Mondlane, Salimo Abdula, Albertina Tivane, Lucas Chomera, Carvalho Muária, só para citar alguns nomes, figuram nas posições cimeiras, sendo a Nyeleti em primeiro lugar e outros seguindo a ordem alfabética.

Mas a realidade segundo a lista em nosso poder, mostra contrário daquilo o diário tablóide avançou.

Ora, para situar o estimado leitor, na lista divulgada pelo partido naquela parcela do país, figura em primeiro lugar com 78 votos o deputado Zeca Morgado, que concorreu para sua continuidade. A seguir, está o jovem Hélder Ernesto Injojo, Secretário da OJM com 75 votos. A Nyeleti Mondlane, está em 6º lugar com 67 votos abaixo de Bonifácio Gruveta (70 votos). Já Salimo Abdula é o 36º eleito com 39 votos, enquanto que Albertina Tivane está abaixo de Salimo com 37 votos. Para esclarecer melhor, Carvalho Muária, que segundo “O País” está em 5º lugar, na lista oficial da Frelimo na Zambézia, Muária figura em 14º lugar com 66 votos muito acima de Lucas Chomera que está em 17º lugar com um total de 68 votos.

Lembre-se que as eleições do partido Frelimo no círculo eleitoral da Zambézia, tiveram momentos de empate e desempate, onde procurava-se melhor posicionamento dos camaradas.

DIÁRIO DA ZAMBÉZIA – 10.07.2009

AFRICAN INDABA

Dedicated to the People and Wildlife of Africa.

May/June 2009 Issue

Read our cutting edge hunting and conservation news from Africa online clicking at “Latest Edition” (http://www.africanindaba.co.za/news.htm). Download and print your own copy of the newest African Indaba HERE.

Contents of this issue

Febre Obama toma as ruas de Acra

Camisas de Obama, gorros de Obama, fotos de Obama: os ganenses de Acra celebram nas ruas da capital a visita, que começa nesta sexta-feira à noite, do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em sua primeira viagem à África como chefe de Estado.

Quase 10.000 policias foram mobilizados para garantir a segurança do casal presidencial americano, Barack e Michelle Obama, na capital, mas o esquema de segurança não reduz o entusiasmo dos moradores de Acra. Muitos cantam uma música composta em homenagem a Barack Obama por um célebre locutor de rádio, Black Rasta.

Rasta fez a canção durante a campanha eleitoral americana de 2008, sem pensar que a mesma voltaria a se tornar um sucesso um ano depois, para a visita de Obama, que para muitos encarna o sonho afroamericano. Em Makorla, o grande mercado de Acra, e Osu, o bairro de negócios do centro da cidade, tudo que se possa imaginar com a foto de Obama é vendido: chaveiros, copos, etc. Mas na temporada de tempestades, o grande sucesso é um guarda-chuva com os rostos sorridentes impressos de Obama e de seu anfitrião, o presidente de Gana John Atta-Mills, que assumiu o poder em janeiro, poucos dias depois da posse do americano.

A polícia já fechou o trânsito nas principais avenidas da capital, como a que leva ao aeroporto Kotoka, onde o Air Force One pousará à noite. Durante a visita de 24 horas a Gana, Obama se reunirá com Atta-Mills e fará um discurso no Parlamento.

Com a esposa Michelle, descendente de escravos, viajará de helicóptero ao Forte Cape Coast, 160 km ao oeste da capital, um local histórico, muito importante no período do tráfico negreiro para a Europa.

@VERDADE - 10.07.2009

Censo eleitoral está a ser um fiasco

RECONHECEM AUTORIDADES ELEITORAIS

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de Moçambique reconheceu que o número de eleitores já inscritos na actualização do recenseamento para as eleições gerais de 28 de Outubro “está abaixo das expectativas”.

Desde o arranque do processo de actualização do recenseamento eleitoral a 15 de Junho último e dos 438 150 eleitores previstos apenas 140 mil pessoas se inscreveram, afirmou, esta quinta-feira, o director da Organização de Operações Eleitorais do STAE, Mário Augusto.

A operação, que abrange pessoas que vão completar 18 anos até ao dia das eleições, eleitores que mudaram de residência, ou que tenham perdido ou danificado o cartão eleitoral, termina no próximo dia 29.

O número de eleitores até agora inscritos corresponde a 30 % do universo a recensear e já devíamos estar mais ou menos na metade”, acrescentou Mário Augusto, frisando em seguida que “estamos abaixo, em relação às metas previstas”.

O actual processo de recenseamento é alargado a moçambicanos residentes em alguns países africanos e europeus.

CORREIO DA MANHÃ – 10.07.2009

ASSIM VIVEM OS JORNALISTAS MOÇAMBICANOS:

Injustiçados e abandonados

Cerca de 20 jornalista de diferentes órgãos de Comunicação Social moçambicana ao nível da região Centro do País, abandonaram, anteontem, a sala de sessões onde decorria o Seminário regional do Medias em Matéria do Ambiente, alegadamente por sentirem injustiçados e abandonados após aperceberem-se que o mesmo não passava de mais uma burla dos organizadores, nomeadamente: o Centro de Desenvolvimento Sustentável(CDS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental(MICOA).

Dados na posse do «vt», indicam que o mau-estar instalou-se logo que os jornalistas das quatro províncias do centro de Moçambique, respectivamente, Manica, Sofala, Tete e Zambézia se aperceberam que a organização não estava presente no evento, aliado ao facto de condições mínimas e necessárias não terem sido criadas para o efeito, isto após sucessivos adiamentos para a sua realização.

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África Ocidental: ONU, CEDEAO e Interpol lançam iniciativa conjunta contra narcotráfico

A Comunidade Económica da África Ocidental (CEDEAO), Interpol e Nações Unidas, incluindo o departamento de operações de manutenção de paz, lançaram uma iniciativa conjunta para combater o tráfico, principalmente de droga, através de países como a Guiné-Bissau.

A Iniciativa para a Costa da África Ocidental "visa acabar com a porosidade das fronteiras da África Ocidental, com a governação frágil e corrupção, que permitem que os traficantes de droga operem num ambiente de impunidade", refere comunicado divulgado pela ONU, a propósito do lançamento da Iniciativa, quarta-feira em Nova Iorque.

Segundo o estudo "Contrabando Internacional e o Império da Lei na África Ocidental - Uma Avaliação das Ameaças", esta semana divulgado pelo departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), o tráfico ilegal de pessoas, drogas, petróleo, tabaco, medicamentos falsos, resíduos industriais e diamantes está a tornar a África Ocidental uma mina de ouro para o crime organizado internacional.

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Brasília disponível para financiar obras desde que empreitadas sejam brasileiras

O Governo brasileiro está disposto a negociar empréstimos a Moçambique para grandes obras, pedindo em contrapartida que as empreitadas sejam executadas por empresas brasileiras. Ivan Ramalho, vice-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, está em Maputo com uma delegação de empresários, que se reuniram quinta-feira com empresários moçambicanos, decorrendo paralelamente encontros entre representantes de dois bancos brasileiros com responsáveis do Governo de Moçambique. O objectivo, explicou o governante brasileiro à Agência Lusa, é identificar com o Governo moçambicano obras que possam ser financiadas pelo Brasil, como portos, aeroportos ou hidroeléctricas, negociando um projecto de financiamento para as mesmas. O Brasil, disse, tem grandes empresas de construção, “com grande experiência internacional” e que “têm grande desejo de ampliar as operações em África”, onde muitas já estão instaladas e onde “estão prontas para realizar obras”. “O Governo (brasileiro) pode financiar estas construções desde que essas obras sejam executadas por empresas brasileiras”, acrescentou Ivan Ramalho.

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“Queixa da Renamo à PGR sustenta-se em dados absurdos”

– alega director-geral do STAE, Felisberto Naife

Reagindo à queixa apresentada formalmente à Procuradoria Geral da República (PGR) pela Renamo, em que esta formação política acusa o Director-Geral do STAE, Felisberto Naife, de violar o artigo 73 da Constituição da República, ao tentar beneficiar a Frelimo viciando dados do recenseamento eleitoral, Felisberto Naife, director-geral do Secretariado de Administração Eleitoral (STAE) diz que é uma acusação baseada em dados absurdos.

As 4.ªs Eleições Gerais (Presidenciais e Legislativas) e as 1.ªs para as Assembleias Provinciais no país são a 28 de Outubro próximo. A pouco mais de três meses desse importante evento, o ambiente político é de cortar a faca. O maior partido da oposição apresentou queixa na Procuradoria-Geral da República contra o director geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), acusando-o de adulterar o processo de actualização do recenseamento eleitoral em curso até 29 do corrente mês, alegadamente para beneficiar o partido Frelimo do actual chefe de Estado Armando Guebuza. O director do STAE não se conteve e reagiu ao «Canal de Moçambique», considerando a queixa da Renamo “absurda”.

Felisberto Naife disse à reportagem do «Canal de Moçambique» começou por manifestar-nos que pessoalmente prefere não reagir à queixa feita, no passado dia 8, pela Renamo, ao Procurador-Geral da República, sobre as alegadas anomalias encobertas pelo STAE, no actual processo de actualização do recenseamento eleitoralem Moçambique. Mas acabou quebrando o silêncio:

Leia em: http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=5956

Conselho Municipal incapaz de evacuar vendedores ambulantes

Anarquia na cidade de Maputo  

  • Os esforços são bastante antigos, mas as autoridades da capital do País não têm conseguido fazer reverter o cenário actual de crescimento vertiginoso do comércio informal na urbe

“Estamos a notar um surgimento de novos focos do comércio informal ou de venda ambulante. A desorganização que se verifica neste tipo de comércio é um desafio para nós. Actualmente vende-se um pouco de tudo sobre os passeios. Até comida!...”José Matavele, director da Direcção Municipal  de Mercados e Feiras.

O comércio informal na Cidade de Maputo está, vertiginosamente, a crescer de forma desorganizada. Por diversas vezes, as autoridades, prometeram aos formais que pagam impostos e se dizem prejudicados por quem compete com eles de forma desleal, que o caso seria resolvido. Bem antes pelo contrário, a situação está a piorar. As autoridades fingem não ver isso embora os factos no terreno falem por si.

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Lançamento de livro sobre “Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono”

  • Antropóloga moçambicana Alcinda Honwana entre as personalidades estudadas

A Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com a Associação Viver a Ciência, e as editoras Círculo de Leitores e Temas e Debates vão proceder ao lançamento, em Lisboa no próximo dia 14, da obra, «Vidas a Descobrir - Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono». Trata-se de um livro coordenado por Joana Barros e que tem como co-autores os jornalistas Ana Sousa Dias, Rafael Marques e Chó do Gúri.

O livro leva os leitores a uma “viagem cultural e científica por vários continentes, apresentando as histórias de mulheres de origem lusófona que construíram carreiras profissionais ímpares no mundo da ciência.” Entre as cientistas visadas no estudo conta-se a antropóloga moçambicana, Alcinda Honwana. Para além da cientista do nosso país, o livro inclui nove outras personalidades, designadamente Anabela Leitão, engenheira química (Angola); Norma Andrewa, microbióloga (Brasil); Thaisa Storchi Bergmann, astrofísica (Brasil); Niàde Guidon, arqueóloga (Brasil); Fátima Monteiro, Ciências Politicas da Universidade Católica portuguesa (Cabo Verde), Amabélia Rodrigues, Epidemiologia, Projecto Saúde Bandim (Guiné-Bissau);  e Cláudia de Sousa, primatóloga (Portugal); Irene Fonseca, matemática (Portugal);  e Maria de Jesus Trovoada, antropóloga e bióloga (São Tomé e Príncipe).

A obra, segundo Joana Barros, doutora em Biologia Celular e Molecular do cancro pela Universidade de Londres, representa "uma oportunidade de romper com estereótipos que apresentam cientistas como homens enfadonhos que passam a vida fechados entre quatro paredes. Mostra a diversidade que existe no mundo científico não são ao nível dos seus actores, de diferentes etnias, motivações e contextos culturais, mas também a nível das questões tratadas e de ambientes de trabalho".

CANAL DE MOÇAMBIQUE – 10.07.2009

VILA DO MILÉNIO AINDA É UM SONHO

Mesmo com dinheiro disponível

-Missão conjunta engasgada na Terça-feira em Itoculo

-Japão desembolsou seis milhões de dólares para a primeira fase

Três anos depois do lançamento do programa Vilas do Milénio, a equipa técnica que integra os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Agricultura, Saúde, Educação e Cultura, Administração Estatal, Mulher e Acção Social, Negócios Estrangeiros e Cooperação, ainda não definiu qualquer plano de actividade, embora com dinheiro disponível para a primeira fase do processo.

Técnicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), entidade que coordena as actividades, alegam estarem, ainda, a fazer o levantamento das necessidades junto das próprias comunidades.

Esta terça-feira, 7 de Julho, uma missão conjunta chefiada por Atsuko Negami, assessora para Cooperação Económica na Embaixada do Japão, e Antoine Bureau, representante da Organização Mundial de Saúde, em Moçambique, esteve no Posto Administrativo de Itoculo, distrito de Monapo, para, supostamente, se inteirar dos principais constrangimentos das populações para constarem da matriz das realizações a serem desenvolvidas nos próximos cinco anos.

Num encontro com os representantes sectoriais, alguns populares quiseram saber algo acerca do início programa, mas ninguém ousou a abrir a boca.

Mesmo interpelado, depois, pelos jornalistas, o representante do Ministério da Ciência e Tecnologia manteve-se incomunicável.

Refira-se que “Vilas do Milénio “ é um programa do governo moçambicano, que conta com a apoio de alguns organismos internacionais, dentre os quais se destaca o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para População.

Na primeira fase serão contemplados apenas três distritos, nomeadamente Chókue, Alto Molócuè e Monapo, nas províncias de Gaza, Zambézia e Nampula, respectivamente.

Para a concretização do arranque do projecto, o Japão desembolsou seis milhões de dólares americanos destinados à edificação de várias infra-estruturas nos próximos dois anos e meio em três das onze vilas do milénio que o país se propõe implantar futuramente.

WAMPHULA FAX – 10.07.2009

Mamá África firma tablas entre sus cachorros (2-2)

6 de julio de 2009
Hoquei_vigo_2009 No fue un partido enorme pero sí tuvo sus dosis de emoción. El Angola-Mozambique estuvo al nivel mediático que se esperaba: gran cobertura en ambos países africanos y también en Portugal, habida cuenta de que ambos son países lusófonos. Angola, en el duelo de técnicos catalanes, llevó siempre la iniciativa en el marcador, primero gracias a un penalti marcado por "Johé" Vieira (1-0), después con un tanto de Centeno (2-1). La "grada angoleña", 50 fans del equipo nacional, estaba entregada. Pero Mozambique siempre respondió. Pereira igualó en el primer tiempo (1-1) y, con 2-1, Angola tiró su mejor opción: "Johé" erraba un penalti que podía haber convertido el marcador en más holgado. Después, Adriao le devolvería el regalo fallando un penalti a favor de Mozambique. No obstante, era día de tablas: Angola mandaba un lanzamiento al palo y en la siguiente acción empataba el mozambiqueño Soares (2-2). A minuto y medio del final, Angola aún puso cerco a la meta rival, pero sus tres lanzamientos no encontraron el objetivo. Los mozambiqueños se abrazaban, señal inequívoca de que para ellos era un buen resultado... si España golea a Angola por más que el 7-0 que les hizo a los de Barberá, puede haber una gran sorpresa. Por ahora, Mamá África dictó sentencia: entre mis cachorros nadie pierde de forma directa.
In http://www.mundialvigo2009.com/noticias.php?lang=es&s=111

NOTA:

Assim, tal e qual: "cachorros". Na página oficial do Campeonato do Mundo de Hoquei em Patins, em Vigo, Espanha.

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE

09/07/2009

Mogae critica líderes africanos

Festu_Mogae O EX-PRESIDENTE do Botswana Festus Mogae estima que a tendência de alguns líderes africanos a prolongar o seu mandato presidencial faz parte das razões do subdesenvolvimento do continente.

Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias

Durante uma conferência realizada terça-feira no Estado nigeriano de Bayelsa, rico em petróleo, por ocasião do 45º aniversário do governador desta localidade, Timipre Sylva, Mogae mencionou igualmente a ausência de uma governação transparente e a alienação excessiva da população entre outros problemas do continente.

Mogae, 69 anos, que dirigiu o Botswana durante 10 anos antes de ceder voluntariamente o seu posto em 2008, julgou que a decisão de alguns líderes de manipular a Constituição do seu país para prolongar o mandato obstrui a democracia em vários países.

“Para que a democracia prospere no continente, os líderes políticos devem aprender a transmitir o poder no momento oportuno”, disse o ex-chefe de Estado tswana, acrescentando igualmente ser “necessário” que os recursos disponíveis num país sejam utilizados para desenvolver a população, pois, frisou, elas lhes pertencem”.

Ele exprimiu-se assim à luz das tentativas do actual Presidente nigerino, Mamadou Tandja, de prolongar o seu mandato.

O projecto de Tandja de modificar a Constituição, a fim de poder disputar um terceiro mandato após o termo dos seus mandatos autorizados pelo texto fundamental em Dezembro de 2009, mergulhou o seu país em distúrbios políticos, estimou.

Mogae venceu o Prémio Mo Ibrahim de 2008 que recompensa a boa governação em África, dotado de um envelope de cinco milhões de dólares americanos para um período de 10 anos, e, depois, 200 mil dólares americanos por ano para a vida.

A prosperidade e a estabilidade do Botswana são atribuídas à sua liderança notável à frente do seu país. 

Madagáscar : Governo admite eleições este ano

O GOVERNO de Madagáscar propõe a realização de eleições até ao fim do ano. Este anúncio foi feito ontem pelo ministro malgaxe dos Negócios Estrangeiros, Ny Hasina Andriamanjato, à chegada, à Antananarivo, do mediador da SADC, o ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano, indicou Agência Reuters.

Maputo, Sexta-Feira, 10 de Julho de 2009:: Notícias

“O Governo está pronto para realizar eleições presidenciais e legislativas antes do final do ano em curso caso existam meios para tal”, disse Andriamanjato.

O chefe da diplomacia malgaxe indicou que as novas autoridades se desligaram do processo de realização das eleições, pedindo, por isso, à comunidade internacional e à sociedade civil para organizar o pleito.

A SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) indicou o antigo Presidente moçambicano para reactivar as conversações sobre a crise política que alarmou os investidores e afastou  uma série de potenciais turistas, levando à redução do crescimento económico.

A realização das eleições e quem estará habilitado a candidatar-se nelas tem sido a maior preocupação das partes envolvidas no processo. Andry Rajoelina tem 34 anos e, segundo a actual Constituição de Madagáscar, ele não é elegível. Observadores atentos pensam que esta situação levará à mudança da lei fundamental do país, uma vez ser impensável a exclusão de Rajoelina numa eventual corrida eleitoral.

Rajoelina tomou o poder em Março com o apoio dos militares, destituindo assim Marc Ravalomanana que cumpria o seu segundo e último mandato, previstos na Constituição.

Ravalomanana deixou o país a 25 de Março, mas continua a ser reconhecido pela comunidade internacional como presidente malgaxe democraticamente eleito.

Na sequência de destituição de Ravalomanana, a SADC suspendeu Madagáscar do bloco regional. Neste momento, a organização está envolvida na solução da crise através do diálogo, tendo, neste contexto, indicado Joaquim Chissano como mediador.   

As conversações deverão incluir o antigo presidente de Madagáscar, Didier Ratsiraka, deposto por um movimento popular liderado por Ravalomanana, após este rejeitar os resultados eleitorais em que os dois eram os principais concorrentes.

Entretanto, a União Europeia divulgou ontem um comunicado em que anuncia a suspensão das actividades de cooperação com Madagáscar excepto a ajuda de carácter humanitário e alguns projectos de que beneficiam directamente as populações.

O anúncio foi feito no fim das consultas no âmbito da ACP (África, Caraíbas e Pacífico) entre responsáveis europeus e Rajoelina, em Bruxelas, Bélgica.

Nos termos da parceria, no quadro da ACP, a União Europeia pode suspender total ou parcialmente a cooperação com um país do grupo, culpado de violação de graves princípios democráticos.

O TPI não tem como alvo líderes africanos

Segundo Sylvia Figueiredo, juíza do Tribunal Penal Internacional

Chama-se Sylvia Helena de Figueiredo Steiner, de na­cionalidade brasileira, e é juíza há mais de 30 anos. Actu­almente, é juíza do Tribunal Pe­nal Internacinal (TPI), cuja sede situa-se na cidade holandesa de Haia. O mandado de captura emitido pelo TPI contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, acusado de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade, conta com a sua assinatura.
Steiner, que integra o corpo de magistrados do TPI desde 2003, é uma das

magistradas que com­põem a primeira secção prelimi­nar do TPI. A juíza brasileira, que trabalha com a magistrada ganense Akua Kuenyehia e com a letã Anita Usacka, é responsá­vel por procedimentos prelimi­nares em casos envolvendo a Re­pública Democrática do Congo e a região sudanesa de Darfur, onde conflitos étnicos e políti­cos já deixaram mais de 300 mil mortos e 2.5 milhões de refugia­dos.
Steiner esteve recentemente na capital do país, para tomar par­te de uma conferência promovi­da pela Ordem dos Advogados, cujo objectivo era analisar as vantagens e desvantagens que o país pode ter, caso decida aderir ao TPI.
Em entrevista exclusiva ao “O País”, Steiner fala do TPI e dos processos que, neste mo­mento, estão em curso naquele Tribunal, incluindo o mandado de captura contra o presidente sudanês, Omar al- Bashir.

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A História tal como foi

Com frequência escondem-se, deformam-se ou proíbem-se referências a acontecimentos marcantes do passado, para legitimar poderes ou projetos vindos depois.

Jonuel Gonçalves, revista África 21

ESCRAVOS_CAFE Pintura de Debret - Escravos carregando café

 

 

Rio de Janeiro - Um filme argentino de há vários anos mostrava uma professora explicando em sala de aula, que um famoso assassinato político da História do país continuava décadas depois sem que se conhecessem os criminosos. Um aluno respondia que «não se conhecem porque foram os assassinos que escreveram a história». Este diálogo cinematográfico traduz um dos problemas sobre conhecimento histórico.
Com frequência escondem-se, deformam-se ou proíbem-se referências a acontecimentos marcantes do passado, para legitimar poderes ou projetos vindos depois. É nessa mesma lógica que se inventam heróis e traidores, às vezes invertendo escandalosamente os papéis. Além dos mitos de todos os tipos.
Diversos livros recentes ajudam-nos a ver com mais nitidez importantes momentos da História da humanidade e suas implicações atuais, três dos quais focam o Atlântico Sul.
Martin Page no seu A primeira aldeia global (edição Casa das Letras, Lisboa) relativo à História de Portugal, escreve que o Infante D. Henrique «foi responsável por menos de um terço das viagens que, com patrocínio real, partiram de Portugal. Nenhuma delas chegou mais longe que a Serra Leoa», acrescentando que, apesar do apoio do rei para desenvolver Sagres, nada mais lá fez que alguns modestos edifícios.

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Tráfico de droga e golpes de Estado ameaçam África Ocidental

"Outros desafios emergentes como as actividades terroristas no Sahel, a pirataria no Golfo da Guiné, o tráfico de droga e o crime organizado comprometem os esforços de paz na sub- região", alerta ONU.

Apesar dos progressos para uma paz duradoura na região, o tráfico de droga, o crime organizado e os golpes de Estado ameaçam a paz e a segurança na África Ocidental, afirmou, quarta-feira (8), o representante especial da ONU para a sub-região, Saïd Djinnit, num relatório ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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Hóquei em Patins: Moçambique - 3 - 0 - Holanda

Em partida disputada hoje a contar para o apuramento dos 9.º ao 16.º classificados, Moçambique venceu a selecção holandesa por três bolas sem resposta.

José Soares e Paulo Pereira (por duas vezes) marcaram os tentos moçambicanos.

Bruno Pimentel e José Soares viram a cartolina amarela, enquanto que a Bruno Adrião foi mostrado o cartão azul.

MARP Recomenda o Estado para Privatizar a Terra

O Presidente da Republica, Armando Guebuza, recusou a proposta de privatização da terra em Moçambique que consta do relatório do Mecanismo Africano de Avaliação de Pares (MARP), apresentado na Cimeira da União Africana (UA), que sexta-feira terminou na Líbia.

Segundo a Lusa, o relatório do MARP recomendou ao estado moçambicano que privatize a terra para a tornar um activo económico, porém, Armando Guebuza diz que esta proposta seria prejudicial à população moçambicana pobre, que é a maioria. Moçambique tem mais de 21 milhões de habitantes, 68 por cento dos quais a residir nas zonas rurais. A maior parte vive dependente da agricultura, sector que, aliás, é a base de subsistência de 80 por cento da população do país.

A avaliação no âmbito do MARP resulta de uma análise do Governo, de um grupo de personalidades moçambicanas, incluindo Graça Machel, e de uma missão enviada pela União Africana.

O MARP foi criado em 2003 pela UA para a avaliação voluntária dos estados membros em indicadores como estabilidade económica e política, boa governação e práticas democráticas. Questionada sobre a sugestão do mecanismo de avaliação paritária, Graça Machel, viúva do primeiro presidente moçambicano Samora Machel, negou que a estatização da terra seja um entrave para o desenvolvimento de Moçambique.

SUJESTÃO – 09.07.2009

África: Crescimento chega aos 2,8% em 2009, podendo subir para os 4,5% em 2010 - BAD

O crescimento económico em África chegará aos 2,8 por cento do produto interno bruto em 2009, podendo crescer parcialmente para os 4,5 por cento em 2010, segundo um relatório apresentado quarta-feira pelo Banco Africano do Desenvolvimento, na Tunísia. De acordo com o relatório, realizado em parceria com a União Europeia (UE) e com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o crescimento do continente será profundamente marcado pelas disparidades regionais. As economias mais abertas serão as mais afectadas pela crise, sobretudo aqueles que assentam nos recursos mineiros e na exportação de petróleo (Nigéria e Botswana), a África Oriental, essencialmente agrícola, estará mais protegida (Ruanda e Etiópia).

O aumento do preço do petróleo, fertilizantes e bens alimentares provocou picos de inflação até aos 13,5 por cento (contra 7,9 em 2007) nos países importadores. Os países cuja economia depende amplamente das exportações de petróleo também registaram taxas de inflação na ordem dos 10 por cento em 2008 contra os 7,2 verificados no ano anterior. "As economias mais resistentes são aquelas que mantém relações sul-sul no continente e com os países emergentes, incluindo com a China", afirmou Guillaume Grosso, conselheiro político da OCDE. O relatório, que inclui estudos da situação económica de 45 países, tem grande enfoque na "inovação e tecnologias de informação e comunicação", um sector com uma taxa de crescimento "ainda fraca." "Há uma ruptura numérica em África não só com o mundo industrializado mais entre países africanos", referem os autores do estudo, sendo a taxa de penetração da Internet inferior a 7 por cento na África subsariana e superior a 40 por cento na África do norte.

LUSA – 09.07.2009

G8: Compra de terrenos agrícolas em África terá "manual de boas práticas"

O grupo das oito economias mais industrializadas do mundo (G8) vai propor um "manual de boas práticas" para a compra de terrenos agrícolas em África, segundo o projecto de comunicado final da reunião que decorre em L´Aquila.

"Vamos trabalhar com os nossos parceiros e com as organizações internacionais para elaborar uma proposta comum sobre os princípios e as melhores práticas em matéria de investimento agrícola internacional", refere o projecto de texto, citado pela AFP.

A proposta inspira-se num recente relatório das Nações Unidas que levanta dúvidas sobre a compra em grande escala de terrenos agrícolas em África pelos investidores privados e sobre os perigos que este fenómeno acarreta. A China e a Coreia do Sul, mas também alguns países do Médio Oriente, estão entre os principais compradores, interessados em produzir para exportar bens alimentares para os seus mercados internos. "As compras de terrenos agrícolas estão em rápido crescimento em África e noutras zonas, acarretando o risco de que as populações rurais mais pobres percam os seus direitos sobre as terras e outros recursos naturais, se estas operações forem mal conduzidas", refere o relatório da ONU, que resultou de um estudo em oito países.

O G8 vai discutir na sexta-feira a situação em África, numa reunião de trabalho em que participam países africanos como a África do Sul, Angola, Etiópia, Nigéria e Senegal.

Hoje, as organizações não governamentais acusaram o G8 de não cumprir as suas promessas de aumento da ajuda a África e pediram medidas urgentes.

Em 2005, o grupo chegou a acordo para disponibilizar, até 2010, 50 mil milhões de dólares em ajuda aos países africanos, que estão entre os mais pobres do planeta.

Segundo estas ONG, entre elas as Oxfam, faltam 23 mil milhões de dólares para que seja cumprida a promessa. "É altura de o G8 se sentar à mesa das discussões e produzir um programa de urgência. Vinte e três mil milhões de dólares não é muito comparado com o que foi gasto para manter os bancos em funcionamento", afirmou Farida Bena, directora da Oxfam

em Itália. Os

dirigentes do G8 vêem "sinais de estabilização" da economia, mas advertem que os "riscos subsistem", num projecto de declaração hoje revelado por fonte diplomática.

"A situação continua incerta e os riscos subsistem para a estabilidade económica e financeira. Notamos sinais de estabilização nas nossas economias e pensamos que a inversão de tendência será reforçada quando as medidas (de apoio) atingirem o seu pleno efeito", refere o documento dos oito países mais industrializados. A pior crise económica do pós-guerra é um dos temas em destaque na cimeira do G8 (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Japão) que decorrerá até sexta-feira em L'Aquila, cidade italiana devastada por um forte sismo a 06 de Abril passado.

LUSA – 09.07.2009

Especialistas do Brasil avaliam desenvolvimento de biocombustíveis em Moçambique

Especialistas brasileiros estão desde segunda-feira em Maputo para avaliar as possibilidades de desenvolvimento do sector de biocombustíveis em Moçambique, informou a Televisão de Moçambique.
A visita dos especialistas segue-se a um convénio assinado entre a Universidade de São Paulo e o Instituto Superior de Ciência e Tecnologia (ISCTEM), ao abrigo do programa Proáfrica, financiado pelo Governo do Brasil, sendo o primeiro passo de um projecto de longa duração na área de pesquisa envolvendo cientistas dos dois estabelecimentos de ensino.
As áreas da bio-energia, etanol, biodiesel e de produção de energia eléctrica a partir de resíduos orgânicos deverão constituir o principal foco do trabalho dos especialistas brasileiros e moçambicanos.
País avançado no desenvolvimento da indústria dos biocombustíveis, o Brasil vai garantir a transferência de tecnologias necessárias para que peritos moçambicanos consigam propor políticas, avaliar formas de realização dos programas de desenvolvimento do biodiesel na economia moçambicana.
A Universidade de São Paulo vai desenvolver um outro programa destinado a fortalecer a internacionalização das instituições moçambicanas de ensino superior, sobretudo nas áreas de economia, contabilidade e gestão.

(macauhub) - 09.07.2009

Dois peixes com legumes

Por: Edwin Hounnou

Dois Peixes com Legumes é uma publicidade enganosa que começa ainda de madrugada. É uma publicidade enganosa que está a passar na Rádio e TV. Incita nos potenciais eleitores a escolherem o prato de peixe com legumes, nas próximas eleições Presidenciais, Legislativas e para as Assembleias Provinciais. Aparece um casal, num restaurante, para jantar. A mulher, autoritária, impõe ao marido que consultava o menu, a ter que comer um prato de peixe com legumes.

A publicidade passa, em parte, num cenário com fundo vermelho, que simboliza as cores do partido Frelimo.

Aos que duvidavam da parcialidade de alguns membros da Comissão Nacional de Eleições, CNE, têm, agora, a oportunidade de dissipar as zonas de penumbra porque aquele órgão de condução do processo eleitoral está arregimentado a interesses obscuros.

Essa publicidade que induz aos eleitores a escolherem a Frelimo é da autoria da CNE. Este órgão que deveria inspirar confiança nos eleitores, é suspeito de colaboracionismo.

Esta publicidade é só tolerável onde a oposição é inexistente ou anda distraída. Por serem tendenciosos, os seus mentores deveriam ser repudiados e expulsos daquele órgão eleitoral. Esta publicidade deveria ser considerada delito eleitoral, punível nos termos da legislação em vigor. A oposição deveria fazer uma queixa ao Conselho Constitucional e pedir, com agravo, a expurgação dos seus mentores da CNE, acusados de práticas fraudulentas.

Nem mesmo que seja para preservar as altas mordomias em que se encontram envolvidos os membros da CNE, eles deveriam, por incumbência da sua missão, abster-se de ajudar partidos a manterem-se no poder ou apoiá-los a subir. Esta aspiração colide com a sua tarefa que consiste na condução dos processos eleitorais com equidistância, isenção, objectividade e transparência, segundo reza a cartilha que pontapeiam.

A CNE, que o discurso oficial tenta passar a imagem de um órgão digno de confiança do povo e dos partidos concorrentes porque dirigido, na sua maioria, por uma suposta incaracterística sociedade civil com cartões de partidos nos bolsos e quotas em dia, deixa prever que fará muita confusão para agradar ao patrão, nas eleições do próximo Outubro.

É esta CNE fechou os olhos e fez-se de surda aos candidatos da Renamo para o município de Mandlhkazi preso no início da campanha eleitoral, pela polícia por motivos aparentemente políticos contrariando a lei. Os de Dondo e Gorongosa, impedidos, por indivíduos que queriam estar sozinhos na pista, de concorrer às eleições autárquicas de Novembro de 2008, alegando que eram não-residentes nos municípios em que pretendem concorrer.

A CNE ficou calada e dobrou-se em si feita que nem caracol apavorado, perante graves atropelos à lei eleitoral.

Não tugiu nem mugiu, apesar de protestos contra as ilegalidades protagonizadas por indivíduos ligados ao partido no poder. Ao arquitectar fraude de tal modo, a CNE vira um problema sério para o processo eleitoral.

A TRIBUNA FAX – 09.07.2009

Albano Silva quer indemnização de 25 biliões de MT de antiga família

AO PROCESSAR O JORNALISTA ALVARITO DE CARVALHO E JORNAL ZAMBEZE

O Advogado Albano Silva exige o pagamento de 25 milhões de meticais, ou seja, 25 biliões de meticais da antiga família, ao jornalista Alvarito de Carvalho do Semanário Zambeze.

A exigência do proeminente causídico vem na sequência de uma acção judicial que moveu contra o escriba e ao jornal Zambeze, incluindo o Director Editorial do mesmo semanário, Fernando Veloso, que os acusa de moverem uma campanha de difamação contra a sua imagem e ao seu bom nome desde o ano de 2004 até aos tempos que correm.

Uma acusação do Ministério Público que carimbou o pedido de indemnização elaborado e distribuído as partes interessadas, refere numa das suas passagens que, o arguido Alvarito de Carvalho é autor dum conjunto de peças jornalísticas publicadas no Semanário Zambeze, durante os anos que vão desde 2004 a 2009, que tratam sempre do mesmo tema relacionado com o desempenho profissional do ofendido (Albano Silva) no caso BCM.

Diz ainda a acusação, que o arguido referiu-se sempre ao ofendido, como um indivíduo arguido num processo-crime, indiciado da prática de actos de suborno; tentativa de suborno; desvio e falsificação de documentos; titular de contas especiais e ilícitas e beneficiário de fundos da fraude; manipulador de processo a que os administradores e o estafeta não fossem acusados; sonegador de provas do processo BCM; prestação de informações falsas sobre o valor exacto da fraude para enganar o Ministério do Plano e Finanças entre outros.

A acusação do MP com cerca de 40 pontos, refere que, Alvarito Carvalho, com a sua conduta violou de forma reiterada e continuada, os deveres impostos ao exercício da actividade de jornalista, impostos nos artigos da Lei da Imprensa.

Não exerceu a sua profissão na base do respeito pela Constituição da República e dignidade humana. Não respeitou os direitos e liberdades dum cidadão.

O mesmo documento, condena o Director Editorial, Fernando Veloso afirmando que ele consentiu que o jornal que dirige fosse utilizado para fazer campanha de imprensa contra um cidadão que sempre cumpriu os seus deveres de Advogado, de modo a transformá-lo em criminoso, e de modo a satisfazer caprichos de criminosos já condenados.

Numa outra passagem da acusação se aponta que, ambos os arguidos agiram conscientemente, sabendo que estavam a cometer um crime. Nenhum deles provou qualquer dos factos ofensivos imputados ao ofendido. Mais adiante a acusação do MP diz, com a conduta, o arguido Alvarito Luís António ou seja, Alvarito de Carvalho, autor dos escritos difamatórios, das acusações falsas e sem provas, cometeu o crime de abuso de liberdades de imprensa previsto e punidos na lei de imprensa. Igual crime cometeu o arguido, Fernando Veloso, na qualidade de Director Editorial.(PM)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 09.07.2009

Oposição que se preza trabalha e não dispersa oportunidades

Canal de Opinião

por Noé Nhatumbo

Quando elementos que claramente não reúnem possibilidades de se fazer eleger pelas mais diversas razões mas que insistem em concorrer nos pleitos eleitorais, estamos perante um fenómeno político de auto-destruição ou de cumprimento de agendas específicas e alienantes. A dispersão dos votos evidentemente aproveitada pelos partidos mais bem inseridos no terreno, fortalecidos pelo acesso facilitado aos recursos do estado e aos do empresariado privado bem como das empresas públicas, torna a vitória dos mesmos em algo previsível. Afinal quando alguns porta-vozes de partidos conhecidos e com expressão nacional proclamam que vão vencer com uma margem folgada, confiam em alguma coisa concreta. Querem à custa dos recursos disponíveis, utilizados ilicitamente sob protecção de um sistema judicial que lhes é favorável, mostrar ao mundo uma repetição da vitória do MPLA em Angola.

Contra factos não argumentos.

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