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26-04-2004

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Comments

Daniel Santos

Sou filho de retornados de Luanda e só quando eles me explicaram o ponto de vista deles é que eu ouvi uma opinião negativa acerca do 25 de Abril. Daí até formar a minha própria opinião, hoje negativíssima, foi um passo gradual ao longo dos anos. A pedido de minha mãe gostaria de usar este meio para contactar algum membro da família Mota Veiga, que morou na Gabela aquando os meus pais là moraram. O meu mail é Danielsantos74@yahoo.com. O meu pai era funcionário no Banco de angola e a minha mãe modista. Fico à espera.

joao silva

Nasci e fui criado em Lourenco Marques de onde sai rumo a Portugal em 1975; nao me adaptei e nao suportava a descriminacao, peguei nas malas rumo aos Estados Unidos da America aonde cheguei em abril de 1978. aqui estou no estado de New Nersey. tenho muitas memorias da minha cidade natal que espero visitar em 2010. um abraco a todos os coca colas. Joao Manuel Cerqueira da Silva

João Paulo da Silva Coelho

Nasci em stp e principe em 1965 eu e os meus dois irmãos meu pai alentejano e minha mãe algarvia. Tambem senti na pele o sentido pejorativo da palavra retornado. Meu pai como repatriádo também teve que começar uma vida completamente do zero, foram 20 anos de África que ficaram para trás sem contar para nada nem para a reforma conta. Meu pai não foi dos mais infelizes daqueles que não trouxeram nada conseguiu ainda tazer alguma coisa para iniciar uma nova vida. Porque em stp não houve uma guerra como nas outras colónias, houve uma pequena revolução que práticamente nâo passou disso. Mas mesmo assim houve muita gente que veio com uma mão á frente e outra a trás. Cá na metrópole qundo iniciei a minha vida escolar a palavra retornado não a sentia com muito desagrado talvez porque nessa altura tinha 8 anos e então não lhe desse o verdadeiro sentido, aonde eu ia aos "arames" era quando me envolvia numa zaragata com os meus colegas de escola e me diziam: "pensas que vens fazer aqui o mesmo que fazias lá aos pretos".Nesta sitiação é que eu ficava mesmo mal e então respondia de qualquer maneira. Porque em stp nunca senti rácismo eu andava na escola com colegas brancos e pretos os empregados de balcão da loja do meu pai eram brancos e pretos e assim como os do escritório, na farmácia o enfermeiro era preto o director do hospital central era preto nunca senti o minimo de racismo senti racismo quando cheguei á metrópole aí sim senti uma serta diferença. E ainda hoje muitas veses somos apelidados como brancos de segunda já com um sentido menos pejorativo, mas vão dizendo. Eu também acho que fomos vendidos para mim o grande culpado disto foi o senhor Mário Soares que fez uma descolonisação de envergonhar o mundo o titulo que eu dou ao seu feito que o tem tanto vangloriado foi (SALVE-SE QUEM PODER). Realmente foi uma vergonha. A segunda pessoa que eu culpo mas menos e que tanto falam mal foi o SALAZAR, este foi o que teve menos culpa só teve culpa numa coisa foi quando criou a moeda para as colónias aí sim teve culpa porque criou uma moeda para cada colónia, mas ele fez isto com boa intenção fixar lá os portugueses para faser das colónias futuras nações. Mas mal pensava ele que estava a cortar as pernas dos portugueses. Porque se o escudo fosse o mesmo portugal hoje era mais rico, os portugueses que vieram sem nada tinham feito um pé de meia .

Mamé

pedem comentários e depois não acrescentam aos outros?Escrevi alguma coisa errada ou mentiras?

marta

o meu pai,avó,tios e primos nasceram em angola, na cidade de nova lisboa e tal como voces vieram para portugal com o "rotulo" de retornados ,nome que detesto,chegaram sem conhecer o país, e a familia separou-se, uns ficaram pelo norte, minha avó em lisboa o meu pai foi ter com a familia do meu avô nos açores. por causa desta situaçao a familia separou-se e a minha avó morreu sem nunca mais voltar a sua terra natal

Joao Faria

Depois de ter vivido e trabalhado em Angola 18 anos e 7 meses
no dia 6 de Setembro de 1975 abandonava Angola com a esposa e três filhos, em portugal
na terra que me tinha visto nascer senti-me um estrangeiro, com uma marca
de retornado, havia que partir desta vez para o Canada.
Vencemos outra vez a experiência e a vontade de vencer abriu as portas
para uma integração total neste Pais.
A Portugal nunca fui ainda que tive-se ganho na companhia onde trabalho
uma viagem com estadia paga no Algarve pôr três semanas, porque ha ainda
figuras como o Mário Soares que contribuirão para aquilo que chamávamos venderam-nos.

Ana Rita

Os meus avós vieram de Angola no 25 de Abril, vieram recordando os momentos felizes que lá passaram. A minha mãe e o meu tio eram muito pequenos por isso não se recordam da desgraça que lá ocurreu.
Toda a gente recusava alugar 1 quarto aos retornados, por isso os meus avós tiveram de viver numa casa que estava desabitada.
Eu penso muitas vezes "O que é que eu fazia se me acontecesse isso?"
E é tudo o que eu tenho a dizer sobre os retornados.


Luis Filipe Dos Santos

Sou retornado mas vivo fora de Portugal desde ja 25 anos. Naci e vivi em Angola os meus anos mais bonitos os meus pais pasaram muitos problemas ao chegar a Portugal e eu tambem, mas a maior tisteza e o que dizes fomos vendidos.....
Agora 26 anos depois comecei por iniciativa propia a contatarme com a gente em Angola pois nao vou a morrer com os deseijos da minha terra, ha muitas oportunidades para ver se posso voltar á terra que me viu nacer e por o menos verla outra ves ou tentar as saudades sao tantas esperamos e vemos que se pode fazer.

Desculpem o meu Portugues mas tenho tantos anos fora de de territorio Portugués que ja quase me esqueci de todo so agora comecei a falar outra ves.


Um abrazo a todos o meu correio e felipedosantos@hotmail.com


UM ANGOLANO DE ALMA E CORACAO

paulo cadavez

eu nasci na bonita cidade de lourenco marques e vivi no alto maie(nao sei se esta bem escrito)o meu pai Eduardo Armando Cadavez foi militar e depois trabalhou nos caminhos de ferro de lourenco marques a minha mae Rita Ferreira Marques Rodrigues era dona de casa ,ambos ja faleceram e eu ainda hoje recordo a tristesa e saudade que sentiam quando falava-se de mocambique eu nao consigo perdoar aos que para beneficio proprio venderam-nos e ao fim de20 anos em portugal deixei esse pais que tao mal tratou os meus pais os traumas que eu passei na escola porque dizia capim,qinhenta e maxibombo, gostava de ver lourenco marques outra vez para poder chorar todas as coisas mas que tivemos que viver .um abraco a todos bem hajam
Paulo Cadavez

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