Por administradores e primeiros secretários do partido no poder
O jornalista e director do semanário Magazine Independente, Salomão Moyana, afirmou, em Maputo, que os Fundos de Investimento de Iniciativas Locais, FIIL, que o Executivo injecta, aos distritos, anualmente, mais do que os desenvolver, servem para aliciar pessoas a serem membros da Frelimo.
Moyana disse que a concessão dos FIIL – também, conhecidos por sete milhões de meticais, por ser, inicialmente, de sete milhões de meticais alocados para cada distrito – tem à cabeça os administradores e primeiros secretários do partido no poder, Frelimo.
Falando, há dias, numa palestra subordinada ao tema “Ciência Política como Factor de Desenvolvimento”, na na Universidade A Politécnica, Moyana disse que os famosos sete milhões de meticais podem ser usados para a elaboração de trabalhos de carácter científico, por estudantes da Ciência Política, para aferirem até que ponto os mesmos servem para ajudar os distritos a desenvolver, assim como em que medida servem para o aliciamento político de pessoas a filiarem-se no partido no poder.
“Os sete milhões de meticais servem para agradar algumas bases e os que se beneficiam deste dinheiro são escolhidos, a dedo, pelo administrador e pelo primeiro secretário distrital. O caso mais caricato é que os que não o devolvem são apelados a fazê-lo e não há medida tomada, senão preservar a lealdade política”, disse, afirmando que a introdução do curso de Ciência Política, nesta instituição de ensino superior, vai permitir que situações desta natureza sejam vistas de uma forma crítica.
“Para que servem os sete milhões?” – questiona o jornalista e prossegue – “não servem para o desenvolvimento económico do distrito, mas sim, para fins políticos”.
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