A
Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), principal partido da oposição,
acusou hoje o Governo de "estar a passar uma certidão de óbito" à
maioria do povo, por não ceder às exigências dos médicos, em greve há cinco
dias.
Os
profissionais de saúde moçambicanos, incluindo os médicos, estão em greve desde
segunda-feira e ameaçam prolongar a paralisação, caso o Governo não satisfaça
as suas exigências de melhorias de condições salariais e de trabalho.
Na
primeira reação à greve, o principal partido da oposição moçambicana considerou
hoje, em Maputo, que o executivo "abandonou o povo moçambicano", ao
ter falhado numa solução que impedisse a paralisação.
"O
Governo da Frelimo (partido no poder), ao não respeitar as exigências dos
médicos, está a passar uma certidão de óbito à maioria do povo, que depende dos
hospitais, centros e postos de saúde públicos", disse, em conferência de
imprensa, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga.
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