MOÇAMBIQUE E A ARCA DOS TESOUROS

Por António Jorge Silva
Director Técnico de Turismo
Moçambique possui potencialidades turísticas que continuam a ser desvendadas.
Do Rovuma à Ponta do Ouro, os seus cerca de 2.500Kms de costa, escondem verdadeiras jóias de inegável interesse e que, por múltiplas razões, tendem a escassear em todo o resto do mundo.
Umas só agora descobertas, outras redescobertas e outras ainda, por descobrir.
Por si só, a Industria do Turismo, poderá vir a revelar-se uma das mais importantes fontes de receita do País, contribuindo de modo muito substancial, para a sua subsistência e desenvolvimento.
Em boa verdade, Moçambique dispõe de recursos inigualáveis nas áreas do turismo cinegético, do turismo de caça e pesca desportivas, do turismo exótico e também do ecoturismo, já para não falar, de um modo mais geral, no turismo de lazer. O turismo cultural não deve, também, ser descurado.
São tipos de turismo que, convenientemente implementados e capazmente geridos e explorados, poderão tornar-se também, num excelente veículo de conservação e protecção da Natureza.
Leia em:
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Este trabalho de abordagem sobre o panorama turístico de Moçambique prima não só pela informação minuciosa que contém, que actual quer histórica, mas também, e sobretudo, pelas opiniões bem formadas que o autor, a custo zero, deixa ficar para quem as desejar utilizar. Este trabalho, saído da pena de quem conhece Moçambique e as suas potencialidades como poucos, com larga experiência como jornalista, fotógrafo e técnico de turismo, tem uma mais valia acrescida pelo facto do António Jorge continuar a viver com grande paixão os problemas daquele país!
Parabéns TóJó e continua a tua luta, que mesmo à distância, terá os seus frutos porque nem tudo cái em saco roto sobretudo quando se dizem as verdades que teimosamente são ignoradas pelos governantes!
Um abraço solidário!
Posted by: Celestino Gonçalves | 30/05/2007 at 23:57
Quero saudar António Jorge Silva pelo trabalho que elaborou («Moçambique e a Arca do Tesouro»), que espero seja lido e meditado pelos detentores do Poder no Maputo. Quando AJS levanta a questão das condições impostas para a exploração dos blocos de turismo de caça ao redor da Reserva do Niassa - pelo prazo de 10 anos! -, está a ver o problema de forma muito inteligente e com o seu saber de técnico do sector. Pelo prazo de 10 anos, quem vai investir a sério no turismo cinegético do Niassa? A menos que os governantes do Maputo queiram sujeitar as populações locais ao comércio negreiro!!! Bom, mas o mais doloroso no trabalho de AJS é o retrato que faz do que se vem passando em Manica e Sofala. O Parque Nacional da Gorongosa - essa «jóia da coroa» - está em recuperação pela Fundação Carr, depois do tremendo extermínio de espécies durante a «guerra civil». Que, pelos vistos, continua... Como é possível que os governantes do Maputo não apostem fortemente, em termos de Turismo, na Beira e sua região? Será por que Simango é da Renamo? Bom... Aconselho a que leiam o trabalho de António Jorge Silva. Um excelente trabalho também no plano... histórico. Sabe bem saber que, afinal, não estamos sós...
Posted by: Santa Cruz-1944 | 25/05/2007 at 00:36