
"Posso Ter Que Sair de Moçambique"
Por ALEXANDRA LUCAS COELHO
Quinta-feira, 15 de Junho de 2000
Há um crescente "discurso da raça" em Moçambique. O que aconteceu no Zimbabwe pode ser "um rastilho". Enquanto membro da escassa minoria branca, o mais célebre nome da cultura moçambicana fala pela primeira vez no receio de vir a "ter que" abandonar o seu país. Quanto às cheias, "a Frelimo deu a volta por cima e saiu reforçada". Fragmentos de uma nação (ainda) por construir, trazidos por Mia Couto, que
hoje em Lisboa lança o seu novo romance, "O Último Voo do Flamingo".
Quantos pretos vão ao lançamento de um livro de um branco? E vice-versa? Não é uma anedota, não é uma adivinha, é a aritmética muito elementar a que chegou em Moçambique o "discurso da raça", como o resume Mia Couto.
Aconteceu-lhe no fim do mês passado, quando publicou em Maputo o seu novo romance, "O Último Voo do Flamingo" - que o escritor lança esta tarde, em Lisboa, numa edição da Caminho -, ver essas contas feitas na imprensa moçambicana.
Leia em:
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E estamos em extinção, diz o Sr. Mia Couto, escritor de peso, bem movimentado nos meios de comunicação.
Por favor, moçambicanos, segurem-no aí.
Protejam os espécimes em vias de extinção.
Não só na Gorongoza.
Agora, se tiver que vir, que venha.
É só mais um.
Nós sabemos perdoar!
Mas façam um esforço.
Posted by: umBhalane - Serinus mozambicus | 26/11/2007 at 14:29