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04/01/2008

AS PERGUNTAS QUE FAÇO SÃO MUITO SIMPLES:

1-O QUE E QUE SE PASSA COM A NOSSA AFRICA? ONTEM FOI A SOMALIA, O BURUNDI, O RUANDA, A LIBERIA, A SERRA LEOA, ANGOLA, MOÇAMBIQUE. HOJE É O CONGO, SOMALIA, QUENIA,. E AMANHA, QUEM SERÁ? O ZIMBABWE? A AFRICA DO SUL? MOÇAMBIQUE OU ANGOLA? ERITREIA OU ETIOPIA?

2-SE UMA DEMOCRACIA ESTÁVEL COMO A DO QUENIA PODE 'DESAPARECER' EM MINUTOS, O QUE DIZER DE PAÍSES COMO O NOSSO QUE TEM FERIDAS PROFUNDAS DE MAIS DE 26 ANOS DE GUERRA?

3-NÃO SERÁ ALTURA DE REPENSARMOS PROFUNDAMENTE SOBRE OS MODELOS DE DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO EM AFRICA?

4-ESTAREMOS A CAMINHAR PARA A PAZ OU ESTAMOS A CRIAR FOCOS DE PÓLVORA QUE PODEM ARREBENTAR A QUALQUER MOMENTO?

5-ONDE ANDA O MECANSMO DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS DA UNIÃO AFRICANA? SE NÃO FUNCIONA ENTÃO PARA QUE É QUE GASTAMOS MILHÕES A PAGAR QUOTAS PARA UMA ORGANIZAÇÃO QUE QUANDO É NECESSÁRIA NÃO APARECE?

6-AS ELEIÇÕES NO SEIO DO ANC MOSTRARAM A GRAVIDADE DAS CLIVAGENS NA SOCIEDADE SUL AFRICANA NO GERAL E NO ANC EM PARTICULAR. DEPOIS DO ZIMBABWE, NÃO SERÁ A AFRICA DO SUL A SEGUIR? E SE A AFRICA DO SUL ARREBENTAR O QUE SERA DE NÓS?

Manuel de Araujo, Deputado pela RENAMO-UE
www.manueldearaujo.blogspot.com

Comments

Devo dizer que tenho uma visao um bocado cinica das intervencoes internacionais em favor dos chamados valores civilizacionais. Para isto muito contribui os resultados de accoes como a invasao do Iraque (onde morre muito mais gente agora do que no tempo do dito cujo...) como a falta de intervenccoes quando a necessidade das mesmas e gritante (Rwanda, Liberia, Serra Leoa). A questao de quem faz dinheiro aonde levanta mesmo muitas perguntas, e nao sei se me agrada usar populaccoes inteiras como pecas de xadrez num jogo economico pouco esclarecido.

A realidade e que a populaccao de muitos paises Africanos ainda e muito vulneravel. Nao e qualquer um que deveria poder la por os pes.

Por outro lado existem muitas Reinos com sistemas democraticos em vigor, muitos deles ha mais de 30 anos:
Reino Unido
Suecia
Dinamarca
Noruega
Espanha
Australia
Nova Zelandia
Canada

Quanto a questao da necessidade de um modelo proprio para Africa, devo lembrar que as variadas Democracias Europeias e Norte-Americanas funcionam com modelos bem distintos um dos outros e desenvolvido durante seculos para fazer face a condicionantes locais. No entanto continuam a ser democraticos, uma coisa nao poe em causa a outra. Nao vejo como e que um modelo especifico deva ser adaptado pelos paises Africanos, quando este mesmo e rejeitado pelas restantes nacoes Europeias que sao culturalmente bem mais proximas. Acho ate bastante perigoso, uma vez que cria figuras e instituiccoes com as quais um numero significativo nao se identifica / reconhece.

Tambem nao vejo as discussoes sobre etnias e nacoes como sendo perda de tempo. Temos aqui apresentado um argumento com premissas e conclusoes. Uma premissa confusa leva necessariamente a conclusoes pouco satisfatorias. E importante acordar defeniccoes para manter uma comunicacao mais eficaz.

Caríssimo umBhalane, grato pelas referências que li à chegada/regresso de uma breve ausência para retemperar forças nestes músculos (?) outrora fortalecidos pelas caminhadas zambezianas (também por Mopeia...) e que, pelos vistos, não se dão bem só com a «volta dos tristes» a que este triste país e seu regime xuxialista vem condenando os «colonialistas» que ajudaram «qualquer coisinha» a erguer novos Estados multiétnicos...

Depois de uma leitura mais atenta do que se vem escrevendo, prometo voltar.

Entretanto, um abraço para todos e desejos sinceros de um 2008 com muita saúde, boas amizades e dinheiro para umas fumaradas tão prazenteiras com as do sargento-mor da ASAE, cujos vícios que trouxe de Macau não o deixam afastar-se dos espaços dominados pelo Stanley Ho.

Caro Sr. 2M

Comecemos por umas citações, e curiosidades.

"Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".
-Winston Churchill, em discurso na House of Commons, 11 de Novembro, 1947

"Democracia é a regra do povo, pelo povo e para o povo".
"Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda".
-Abraham Lincoln

“Governo do povo, pelo povo e para o povo".

Curiosidades
• Das 165 repúblicas actuais, só 11 mantêm regime democrático há mais de 30 anos:

o EUA
o França
o Alemanha
o África do Sul
o Colômbia
o México
o Portugal
o Itália
o Irlanda
o Suíça
o Áustria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia


A Democracia tem as suas fraquezas, e como vemos, não é fácil, nem de conquistar, nem de estabilizar.

Das fraquezas da democracia, já foram enumeradas algumas:
Voto étnico, racial, religioso, classe, etc,;
Demagogia, populismo, manipulação eleitorado de forma geral…;
Fraude, apropriamento da máquina eleitoral, dos aparelhos do Estado e/ou partidários;
Repressão sobre as oposições, intimidações, sanções profissionais, económicas e familiares;
Muitos outros.

Por isso devemos todos, nomeadamente neste fórum, dizer bem alto:
“A LUTA CONTINUA”.

“…não é o sistema que está errado, são os actores desse sistema. E são esses que devem mudar ou ser mudados... Será um processo longo. Sem dúvida.”

Mas é cada povo que faz o seu destino.
E há muitos Povos que precisam de ajuda para o fazer.
Essa ajuda passa pelo auxílio a organizações políticas credíveis, com chefias credíveis, ou pelo menos melhor do que as outras.
Que têm que ser apoiadas, incentivadas.

Todos os Povos, de quando em vez, produzem grandes líderes:

Mahatma Gandhi
Franklin D. Roosevelt
Martin Luther King
Winston Churchill
Charles de Gaulle
Konrad Adenauer
Léopold Senghor
Nelson Mandela

Homens com estatura, autoridade moral e democrática.

Todos nos lembramos, e o Sr. de certeza absoluta, da metáfora da má moeda que expulsa a boa moeda.

Do mesmo modo, os políticos incompetentes afastam os competentes.
E assim por diante.

Provoca-se o alheamento dos melhores.
Elimina-se a concorrência.
Um chefe esperto nomeia incompetentes. Nunca estará em perigo.
Nivelar por baixo, é bem mais fácil.
Depois há a inveja, a mesquinhez, e a ambição.
Com uma pitada de partidarismo, uma colher de nepotismo, amiguismo, seguidismo, calculismo, oportunismo, …e temos o CABRITISMO PERFEITO.

O cabrito come onde está amarrado. Nem mais.

A Europa também tem sentido a falta de líderes fortes.

África acusa um deficit muito maior. Aliado a uma sociedade civil em embrião, ainda sem voz, comprada, domesticada, ou amordaçada.

O Sr. tocou na ferida.
O que África precisa é de governantes com sentido de responsabilidade social.
Está tudo dito.

Estamos a chegar lá. Devagar. Mas vamos chegar.

De facto, o combate não pode ser feito de forma genérica, há que denunciar nas sedes próprias, ir ao âmago das questões.
Cavar fundo. Estripar o tumor, o cancro.
Sem contemplações, sem cedências.

Os Países Livres devem apoiar criteriosamente os Países e Povos que melhor se comportam nas matérias de Liberdades, Direitos e Garantias.
Estes Países têm que ser ajudados.

Os que preferirem o outro campo, têm que esperar, apenas, oposição do Mundo Livre.
Sem hesitações.

Porém,

NÃO SE DEVE CONFUNDIR O POVO COM O REGIME INSTAURADO.

Deve-se continuar a auxiliar o Povo.
Assim ele o queira.

A luta política é isso mesmo.

Vai demorar gerações?
Espero bem que não.
Ainda quero ver o resultado.

«Reversão de HCB remove último reduto da dominação estrangeira» Comments (18)

AS PERGUNTAS QUE FAÇO SÃO MUITO SIMPLES: Comments (24)

E ainda falta, e que falta, o Sr. Santa Clara 1944.
Por favor apareça, mas seja meiguinho (piada).

E outros, que isto não é privado.
Aqui se pode falar.

Arranjou-a bonita, Sr. Manuel de Araújo, Deputado pela RENAMO-EU.

«Reversão de HCB remove último reduto da dominação estrangeira» Comments (18)

AS PERGUNTAS QUE FAÇO SÃO MUITO SIMPLES: Comments (24)

E ainda falta, e que falta, o Sr. Santa Clara 1944.
Por favor apareça, mas seja meiguinho (piada).

E outros, que isto não é privado.
Aqui se pode falar.

Arranjou-a bonita, Sr. Manuel de Araújo, Deputado pela RENAMO-EU.

Caro Sr. JLABORET (esta é só para si...)

Quando vejo os seus comentários não me consigo esquecer da sua observação de há uns tempos atrás sobre os colonisadores portugueses que tanto exploraram os "seus irmãos" africanos...

Outro dia um amigo norte americano por graça dizia-me o mesmo. Disse-lhe que "nós" os malvados portugueses "só" os escravizámos, não os dizimámos... Como é amigo, entendemo-nos.

Espero que o sr. também já tenha reflectido sobre o tema.

No "novo mundo" lembram-se com demasiada frequência das atrocidades cometidas pelo velho. Esquecendo-se porventura que são cidadãos de 2ª geração do velho mundo e que têm tanta ou mais responsabilidades. Lá porque o país só tem 2 séculos de história, não deixa de a ter. E seria bom conhecê-la...

Dê da minha parte um abraço aos "primos" Guaranis.

Ainda sobre a responsabilidade. Não consigo entender até que ponto os dirigentes se alheam das populações. É um fenómeno incrível pela frieza e crueldade que revela. Entende-se que queiram viver folgadamente - quem não? - mas os extremos a que chegam? é de facto uma tristeza. Tanto mais ue muitos se bateram em tempos por ideais e arriscaram a vida por coisas tão importantes como independência, liberdade, bem estar do povo,... Estariam de má fé? Não me parece. Mas então como se explica? É verdadeiramente assustador. E revoltante.

Mais uma questão: não é interessante como alguns dirigentes no Quénia, como no Zimbabwe ou noutros países africanos pedem a ajuda - interferência, sim interferência - da comunidade internacional? Países tão ciosos das suas independências? Não tenho dúvidas que se referendasse o mesmo tema no Congo, no Ruanda ou no Sudão o reultado seria um muito expressivo: por favor interfiram!

Os dirigentes africanos, aqueles que abusam dos seus povos, devem ter isto bem presente. Porque um dia vai acontecer. Quer queiram quer não.

O abuso do poder é o maior e mais definitivo problema de África, desde os tempos coloniais. E se antes esses sistemas levaram a interferências externas, será uma questão de tempo até que as consciências evoluam para que a legitimidade deste tipo de interferência seja um dado adquirido. A bem dos povos africanos, esperemos que não falte muito...

Apesar de muito interessante a discussão vai-se afastando do tema do artigo.

Os conceitos de nação, étnia, retratam, explicam ou contextualizam uma parte da realidade mas não explicam por si só as erupções "sasonais" de violência em África.

Eu prefiro partir das pessoas, do cidadão comum, para analisar estas questões. Como sou um deles, é mais fácil pôr-me nessa posição e tentar imaginar o que me faria entrar num processo de violência. Por extrapolação e tentando entender os outros, aquilo que nos faz diferentes, tento perceber estes fenómenos. São poucos os que conheço que pensariam em pegar em armas para defender um candidato a presidente, ou mais genericamente, por questões étnicas (demasiado abstracto para justificar o que quer que seja). Mas serão muitos mais os que não hesitariam fazê-lo para defender a sua família ou os seus pertences. E esta é verdadeiramente a questão: a violência gratuita é instigada para criar um clima de medo e de insegrança (das pessoas) obrigando estas reagir defendendo o que lhes é realmente importante - a família, o que é seu, incluíndo a vida. A étnia poderá entrar mais tarde, quando as pessoas se agregam por afinidades, procurando segurança e tentando identificar um inimigo comum...

Todos têm como adquirido a falta de instrução em África. Ora como é que em grande medida desconhecendo a sua própria história e noções como étnia ou nação, o africano comum será tão fanático por estes conceitos a ponto de se tornar violento? Eu não consigo acreditar que esse possa ser sequer um dos motivos mais importantes (porque existirão vários). Casos como o conflito Israel-Palestina explicam-se por clivagens muito fortes e com antecedentes históricos no passado mais ou menos recente. Mas este não é o caso do Quénia. Como não é o caso do Zimbabwe ou Guiné Bissau, da Argélia ou Serra Leoa.
Em Moçambique, por exemplo, não creio que a questão da étnia possa por si só ser alguma vez factor de violência. Não há antecendentes fortes de clivagens étnicas violentas, nem as diferenças entre étnias são tão demarcadas que o possam justificar. Se algum sentimento existe será o de pertencer a Moçambique.

Cada caso é um caso e meter tudo - violência em África - no mesmo saco é um erro. Especificamente, na questão da violência no Quénia, tudo começa pela disputa dos resultados de umas eleições. Começa por quem perde as eleições, aparentemente (muito provavelmente...) porque estas foram viciadas. Sendo os mais convictos apoiantes deste candidato supostamente da sua étnia, os conflictos poderão acessoriamente ser classificados como "étnicos". Mas, repare-se: se qualquer dos candidatos teve algum tipo de maioria que lhe permita ser eleito, não será necessário que os votantes sejam de várias étnias? Parece-me óbvio.

Nesse caso, até que ponto a questão étnica é tão preponderante em África, como fonte, justificativo ou origem de violência? Na minha opinião: muito pouco.

Por outro lado o que existe recorrentemente em África é uma assoberbada luta pelo poder. Os líderes raramente respeitam os resultados de eleições livres. Frequentemente recorrem à intimidação, à adulteração de resultados e, não menos vezes, ao uso da força de que dispõem para ganhar ou não perder o poder. No Zimbabwe foi assim. No Quénia também. E em muitos outros casos. Parece-me portanto que esta ambição pelo poder é de facto o factor que determina a violência em África.

Outra questão - explicitamente levantada no artigo - é a ideia de modelos próprios de democracia para África, mais genericamente de governo. Modelos que previnam e evitem a violência. Diz-se que o problema dos europeus é verem África de acordo com os seus padrões e que estes não se aplicam. Pode ser. Mas qual a alternativa? Serão as ditaduras ou os sistemas de partido único que poderão trazer a estabilidade? A práctica não o demonstra. Regra geral também estes sistemas acabam por gerar injustiças, insatisfação e tarde ou cedo a violência regressa. Qual a resposta?

Eu não creio que África precise de modelos específicos. Note-se que normalmente quem os defende são os próprios dirigentes, mais preocupados em manterem-se como tal do que com a justeza dos seus argumentos. O que África precisa é de governantes com sentido de responsabilidade social. Que entendam que o bem estar do seu povo é o primeiro objectivo da governação. Veja-se o caso de líderes como Mandela, que num sistema democrático como os outros conseguiu manter a estabilidade do país. E veja-se como no mesmíssimo país e sistema democrático outros líderes põem em causa a estabilidade. Não há alternativa: trata-se de criar uma consciência de responsabilidade social. Neste caso, não é o sistema que está errado, são os actores desse sistema. E são esses que devem mudar ou ser mudados... Será um processo longo. Sem dúvida. De gerações.

Isto e uma questao estrutural que deixa muitas Nacoes vulneraveis a influencias externas quando estas divisoes procuram apoios externos para apoiar a sua causa. E comecam as negociatas...

As diferencas eram muitas vezes estimuladas, bastando enaltecer determinado grupo, convencendo-os da sua superioridade, normalmente o grupo mais claro, ou um grupo mestico. Isto servia tambem como propaganda (quanto mais claro, mais avancado...). Factores menos marcantes no caso Portugues, e muito embora as diferentes etnias existam em Mocambique, penso que sao menos dados a perseguirem-se.

A Inglaterra e a Escocia sao de facto Nacoes, mas o Pais de Gales ja nao e considerado uma Nacao.
A Europa pode ser justamente acusada de ignorar nacoes e outras formaccoes politicas (Imperios) na delimitaccao de fronteiras em Africa. A politica de entao (sec XIX) era dividir e governar, a boa maneira Britanica, potencia dominante da altura. Isto parece-me premeditado.

Fiz agora uma pesquisa para clarificar os termos utilizados:
Nacao difere de etnia na medida em que pressupoe uma conotaccao (e organizaccao) politica, esta a de que poderia (ou e) tornar-se num Estado-Nacao (o que nao e viavel sem a base territorial). Nem todos os grupos etnicos (Europeus ou Africanos) se enquadram nesta definiccao.

1. Não está dito em lado nenhum que o Povo Macua é um Estado-Nação.
Está dito, sim, que são uma Nação.
Que os Europeus os classificam como etnia ou tribo.
Mas caso estivessem na Europa, mormente na Ibéria, seriam considerados sem margem para quaisquer dúvidas, uma NAÇÃO, que do meu ponto de vista, de facto, o são.

NADA DE CONFUSÕES.

Não estiveram os nossos antepassados a construir os alicerces de um Estado, para se cogitar sequer, divisões ou secessões.
Sou pela construção, contra a destruição. Sem margem para quaisquer dúvidas.

O conceito de Nação não implica de modo algum que determinado povo esteja confinado a um território pertença de 1 só Estado.
Se assim fosse, a Europa não poderia ser acusada, e bem, de ter ignorado Nações Africanas, e delimitado fronteiras sem ter isso em consideração. Dividiu Povos/Nações, grupos homogéneos de pessoas com identidade cultural, e com sentido de pertença a um colectivo, com quem se identificam perfeitamente.

2. Estados Europeus com mais de 1 Nação:

Espanha (País Basco, Catalunha…), França (Bascos), Reino Unido (Escócia, Inglaterra…), Bélgica (Valões, Flamengos), Rússia (Tártaros, Ucranianos,…), Finlândia (Suecos), Suiça…

Na Liberia nao ha brancos a atrapalhar?

Ui... essa conheco eu bem meu amigo! Muito bem!

Se bem que nos dias que correm o testemunho foi passado. Mais um exemplo do retrocesso da influencia Ocidental por esse Mundo fora...

O mesmo se pode dizer do povo Zulu, alias dividido entre a Africa do Sul e o Zimbabwe onde adquire uma denominaccao difente. Aos Boers falta-lhes ainda uma base regional que perderem quando fugiram a invasao Britanica do Cabo. Logo nao sao uma Nacao.

A Europa esta organisada principalmente atraves de Estados-Nacoes o que, de grosso modo significa que o Estado e o povo/grupo etnico sao coincidentes. Os conflitos tendem a ser entre Estados diferentes, enquanto que em Africa tendem a ser dentro do proprio Estado e frequentemente dividido entre linhas etnicas. Ao povo Macua falta-lhes um Estado proprio para serem um Estado Nacao.

Permitam-me.

O grande problema dos Europeus, vulgo brancos, é verem África sob o ponto de vista “branco”.

Quando cheguei em 1979 a Portugal, já com 30 anos inteiramente vividos em Moçambique, apesar da minha herança genética e cultural Portuguesa, senti algumas “dificuldades”, algumas diferenças.
O que foi perfeitamente natural, entenda-se. E eu sou apenas de 1ª geração.

Invertamos a situação. Mero exercício.

Como podem brancos inteiramente Europeus, que de África conhecem apenas alguns jogadores de futebol, sabendo vagamente haver leões, entender África – a Alma Africana.
(Apenas para suscitar o debate).

Os resultados estão à vista. Não carecem de demonstração.

África do Sul, sempre a África do Sul, (já escrevi isto noutro post).

Acredito sinceramente no sucesso da África do Sul.
Sou estruturalmente positivista a esse respeito.
Torço pela RSA. Desejo êxito à África do Sul.

Até porque da sorte da RSA, depende muito da sorte da África Austral.
Que o diga o Sr. Engº Eduardo dos Santos. Ele sabe.

Centremos as ideias.

“…enquanto que os países Africanos dilaceram-se internamente, …”

Como foi com a Europa? De um modo geral.
Ainda não havia TV, nem a preto e branco, nem rádio, nem jornais, nem…perde-se na bruma dos tempos. Mas que foi rijo, foi. Imagina-se. Sem ONU, NATO, ONG’s…
Deve ter sido um fartar de vilanagem.

África deve seguir o mesmo caminho?
Penso, e desejo que não. O mundo avançou muitos séculos. De forma desigual, é certo.
Hoje conhecem-se outros métodos, outras ferramentas para fazer as coisas.

Temos os “nuestros hermanos” bem perto de nós.
Esqueçamos a Bélgica, a Jugoslávia, …
Os nossos amigos, e vizinhos “Espanhóis”.
Dito por um Português, filho do Império, é com autoridade que o digo.
Amigos e vizinhos.
Não sou dos que partilho o aforismo “que de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos”.
Antes pelo contrário.

Juntos, mas nada de misturas (é o meu lema).

Amigos e vizinhos, APENAS. Amigos, sobretudo, porque vizinhos fatalmente o somos.

Acirro estas questões, de propósito.
Para demonstrar, que na Velha Europa, também há resquícios, e não só, daquilo que se imputa apenas a África.

Em África chamam-lhe etnias, tribos. Na Europa Nações.
Pasme-se.

Na Ibéria conheço as seguintes etnias, tribos – Castelhanos, Galaico-Portugueses (Lusitanos?), Catalães, Bascos. Vulgarmente conhecidas por Nações, sejam com, ou sem Estado.
É chique, Europeu, = Nações.
Em África não passariam de tribos. Desceriam de “divisão”.

O que é que são os Zulus, na RSA?
Os Macuas em Moçambique? 4 Milhões num território estável e contínuo.
O que são os Boers na RSA?

Já sei. São brancos, e chegaram de barco.
Os outros são pretos, chegaram a pé, e depois!
De barco não vale, é batota. Só a pé! A pé é que vale.
Fazer o quê?
Como disse o terrorista Yasser Arafat – empurrá-los para o mar, e tingi-lo de sangue (dos israelitas).

Lembrei-me, agora, que no Quénia não há brancos a “atrapalhar”.
Nem no Sudão, Nigéria, Serra Leoa, Libéria, Sahara (República Árabe Saharaui Democrática), Congo, Somália, …Que será então? Qual o problema?

O real problema?

Influência externa dos brancos.
NEO-COLONIALISMO.
Brancos.
Apressa-se a horda de cabritos, enquanto vai canalizando o que roubam para os países, precisamente dos brancos. É mais seguro, e o seguro morreu de velho.
Mesmo aqueles que fuzilaram soldados portugueses, apenas por o terem sido, fantasmas de ditadores.
É bom não esquecer. Ter memória. Conhecer história, e a história.
A HISTÓRIA É A MEMÓRIA DOS POVOS. A VERDADEIRA.
Ditadores assassinos, ladrões que esbulham e oprimem o seu próprio povo, enchendo a boca de acusações torpes e infundamentadas, contra aqueles a que nas horas de aflição se acolhem para proteger a família, e a si próprios. Para resguardar o que ROUBAM.
Como se a colonização não tivesse já pecados suficientes.
Como se esses só, não bastassem.

É barato, e dá milhões.

A roda já foi inventada há muito tempo.
Espanha resolveu os seus problemas (falta o problema Basco).

Cansei!

Nao, nao pode ser o Espanhol!!!!!!
Entao para que e que investimos tanto tempo a colonizar o resto do mundo?

Isso e quase alta traicao, o amigo!

Ao contrario do que se passa na Europa e em Africa, no Brasil (EUA, Australia, etc) os diferentes grupos nao tinham uma base regional ancestral com excepcao dos Indios cujo destino como povo e bem conhecido (genocidio). Isto faz uma grande diferenca.

Caro JJLABORET

Começo por agradecer as suas gentilezas, que me deixam grandemente embasbacado, sem jeito.

Mas, vou maça-lo de novo.

É que preciso mesmo de uma opinião neutra.

Não é que eu não tenha a minha.

Preciso de uma não contaminada.

Separada por um oceano de água, que também nos liga - Atlântico.

Uma opinião distante dos acontecimentos que marcaram fortemente estas gerações.

Até porque, sendo JJLABORET oriundo das Capitanias, Colónia, Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Império e Republica do Brasil, tem conhecimento sólido como se faz o que a seguir transcrevo de novo, e com o qual estou inteiramento de acordo.

Assino por baixo.

A questão é: como se fez, se forjou essa união linguística, no caso vertente o Português.
Mas que pode ser aplicado a qualquer outra - Inglês, Francês, Espanhol, Russo.

"...é preciso primeiro do que tudo, estabelecer uma língua comum a todos os cidadãos...mas a mágica está no estabelecimento de uma só língua, de norte a sul do país."

O Brasil é de uma riqueza exemplar quanto ao que especificou - Portugueses, Negros de todas as partes de África, Índios, Europeus e Asiáticos de origens diversas, que com originalidade própria se entendem em Português.

Como se faz, agora, é fácil. Construir escolas, universalizar ensino de qualidade.

Mas como se forjou essa identidade no passado, quem a construiu?
Com que trabalho e obstáculos?
Foi fácil, barato?
As vidas, as fazendas, as doenças, as viúvas, os orfãos, a construção, reconstrução, a perda?

QUEM FOI?

Para mim as consequencias de uma eventual queda da Africa do Sul seriam mais economicas, embora haja sempre o risco de um contaminaccao ideologica, especialmente com as fronteiras abertas. Eu nao confio na viabilidade daquele pais, e e tambem por isso que ligaccoes economicas ao mesmo me desagradam profundamente... Acho que nao e a altura certa.

Tambem acho que a Africa do Sul ja esta com ha-de ir. Para mim, o Zuma e apenas mais um sintoma do que se esta a passar nas bases. Aconselho quem la esta a sair rapidamente. A Jugoslavia e um optimo exemplo, uma vez que foi delineada de acordo com alguns dos principios que definiram as fronteiras africanas. Era tambem multi-etnica, pelo nao era um estado nacao.

Eu pessoalmente acho que uma democracia saudavel assenta em pelo menos 3 pilares:
Uma economia pujante e equilibrada
Um sistema de educacao abrangente e eficaz
Um Estado de Direito onde ha o respeito pela Lei.
Convem tambem lembrar as que nacoes Europeias guerreavam outras nacoes Europeias enquanto que os paises Africanos dilaceram-se internamente, com excepcoes.

Caro irmão umBhalane...
Não me canso de admirar a sua lucidez quando comenta! Não faz concessões nem tripudia sobre a verdade! É justo e correto de tal forma que às vezes seu escrito mesmo parecendo um libelo, soa com tal elegãncia e forma que me faz invejar o estilo! Parabéns, professor, por essa sua resposta ao "nobre deputado". Homens como você, meu caro umBhalane, me fazem acreditar num futuro melhor para a adorada Moçambique e quiçá para toda a África.

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