José Eduardo Agualusa, na sua obra "Estação das Chuvas", publicado em 1996, plagia o autor de "Angola, comandos especiais contra cubanos", de Pedro Silva editado em 1978.
Verifiquem em: Download Plagio_agualusa_marangoni
Verificarão que o plágio é evidente.




Já ouviram falar em escritores pós-modernos? A crise da modernidade? Bricoleur? Re-leituras? Metaficção historiográfica? Reconstituiçôes identitárias pós-coloniais?
Pois bem, creio que Agualusa é um maravilhoso "sintoma" do nosso tempo. Quantas questões pertinentes traz à cena! Como sou brasileira cito " O Ano em que Zumbi Tomou o Rio", ele re-conta e re-monta o passado dando outras perspectivas ao presente.
Ou vcs são/estão muito conservadores, resistentes (por algum motivo que desconheço) ou como se diz "gosto é igual a pescoço, cada um tem o seu".
E o companheiro brasileiro acima, a cordialidade está em crise. No mais, quais os parâmetros utilisados para classificar Agualusa enquanto "gato por lebre"?
Outra coisa, a definição dele enquanto afro-luso-brasileiro, considero perfeitamente cabíbel e evidenciável ao longo de sua obra, o escritor se coloca num entre-lugar.
Érica dos Anjos
Salvador - BA
Brasil
Posted by: Erica dos Anjos | 19/08/2009 at 06:07
Algo está confuso para mim: se um livro "está mais para a história", como disseram abaixo, é por isso passível de ter partes utilizadas com todos os seus detalhes sem que se lhe atribua os devidos créditos e, assim, sem constituir plágio?
Outra: uma coisa é utilizar "fatos reais" para escrever ficção, outra coisa completamente diferente é utilizar, para o mesmo fim, a narração memorialística de tais fatos feita por uma pessoa e publicada em livro. Entre "fatos" e "descrição de fatos" há um abismo considerável. Mesmo aquilo que chamamos de História não é "a" História, mas "uma" História contada pelos vencedores.
E então?
Posted by: Sandro Brincher | 11/07/2009 at 04:34
Depois de todos os desvios da personalidade do Agualusa. So faltava mais esta. ha muito q me diziam q ele plagiava. Agora confirmei. "Um homem que não tem pátria não tem moral." Ditado Japonês
Posted by: Mulato | 05/07/2009 at 14:14
sinceramente, também me parece um abuso chamar plagio à descriçao de uma historia factual. A mesma historia pode ser contada por varias pessoas diferentes e cada uma terá o seu próprio estilo e forma de contá-la. é o que me parece que aconteceu nestas duas versoes.
E ainda que fosse verdade, gabo-lhe a paciencia em estar a dedicar tempo e energia a isto com tantas coisas mais giras ou mais importantes que poderia fazer, mas enfim, mas isto sou eu a dizer, que também poderia estar a fazer coisas mais giras ou mais importantes em vez de estar a dedicar tempo e energia a comentar... incorerências da vida quotidiana....
Posted by: sete e pico | 26/06/2009 at 16:59
Sensata e quase irrefutável a opinião de JPT.
Claro está que Aqualusa ficcionou de um episódio real, e tratando-se de episódio real a fonte da sua obra, não cabe dizer que plagiou, a menos que o livro de Pedro Silva "Angola, comandos especiais contra Cubanos" seja também uma obra de ficção. Mas o livro de Pedro Silva me parece mais como um relato personalizado dos fatos acontecidos naquele país. Tá mais para a história.
Claro está que autores diversos podem tratar e escrever sobre fatos históricos (matriz fixa) em alguns casos usando até palavras idênticas, sem que a isso se dê como plágio.
Posted by: JJLABORET | 24/06/2009 at 19:34
Falou JPT.
Escrever mais o quê?
Posted by: umBhalane | 24/06/2009 at 16:59
É muito forçado dizer que se trata de um plágio. O escritor leu (parece-me evidente) um relato factual e inspirou-se para ficcionar um episódio de guerra. Diga-se que na ficção não reina o costume deontológico da nota de rodapé ou da referência bibliográfica - típico do texto académico mas não do ensaístico. Assim sendo acho muito exagerado e injusto acusar Agualusa de alguma coisa neste caso, quanto mais de plágio - alguns autores, alguns friso, costumam juntar às obras ficcionais um conjunto de fontes bibliográficas, mas também isso é uma excepção (e, por vezes, até será um truque retórico para realçar o realismo pretendido).
Quanto à questão das origens do(s) escritor(es) acho-a absolutamente excêntrica a qualquer imputação literária. E não só quando vocalizadas em terras brasileiras, tão explicitamente compósitas em termos de origens.
Posted by: jpt | 24/06/2009 at 10:41
Estive para comentar também, de imediato.
Mas porque sou, por vezes, demasiado impulsivo, aguentei...
Agora, o Sr. MRReisCosta deu-me a ocasião propícia, embora possamos ter, porventura, opiniões diferentes.
"luso-moçambicano"???
Penso que Mia Couto é Moçambicano.
Luso-Moçambicanos não existem, já que não há nacionalidade dupla, ou dupla nacionalidade, como é o caso, e muitíssimo bem, do Brasil.
Nem Luso-Moçambicanos, nem Moçambicanos-Lusos - NÃO HÁ.
De ascendência Lusa, Portuguesa,...como queiram.
Quanto ao Sr. José Eduardo Agualusa, um homem de ascendência diversificada, penso que até com raízes do Brasil, seria bom ser conveniente com ele, até porque o Povo Brasileiro é um Povo que não gosta de engrossar, não.
Penso que foi um pequeno deslize.
Fica tudo numa boa.
Posted by: umBhalane | 20/06/2009 at 10:25
"luso-moçambicano"???
"esse...", o quê???
Não se trata assim ninguém, nem assunto nenhum.
Posted by: MRReisCosta | 20/06/2009 at 01:22
Que vergonha!
Juntamente com o luso-moçambicano Mia Couto esse José Eduardo Agualusa é considerado uma "estrela" da literatura africana de expressão portuguesa aqui no Brasil.
Proponho que divulguem o assunto entre os jornais brasileiros pois é bom que também aqui se saiba que há pessoas tentando empurrar para as demais o famoso "gato por lebre".
Cordiais saudações
Ricardo Martins Soares
Curitiba - PR
Brasil
Posted by: Ricardo Martins Soares | 19/06/2009 at 00:20