Vandalismo no centro de cólera de Cabo Delgado
- confirma porta-voz do Misau, Leonardo Chavane
O vandalismo registado quarta quarta-feira última no centro de cólera de Cabo Delgado, mais concretamente na localidade de Muadja, no seio dos doentes, aumentou o número de óbitos e feridos, disse ao Canalmoz o porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavane.
“A população local instalou agitação e até criou vandalismo no centro de tratamento de cólera de Cabo Delgado”, confirmou Leonardo Chavane.
Acrescentou ainda que as populações locais, ou seja, as comunidades, encaram as autoridades da saúde com desconfiança, “o que é mau e pode aumentar o número de mortes pelo facto de se recusar a seguir o tratamento da cólera convenientemente”, disse.
“Reconhecemos que a cólera mata, razão pela qual estamos a trabalhar conjuntamente de forma a combater atitudes de vandalismo. Não podemos nos distrair e deixar o caminho aberto para os oportunistas criarem agitação”, disse Chavane.
Chavane diz ainda que o número de doentes a dar entrada no centro de tratamento de cólera está a aumentar. A situação é grave. Talvez seja momento de pico uma vez que se repete de dois em dois anos no nosso país, afirma.
Questionado pelo Canalmoz se já existem culpados de forma a serem responsabilizados uma vez que o vandalismo criou mortos e feridos, Leonardo Chavane preferiu minimizar a situação. Afirmou apenas que está ser levado a cabo um trabalho no terreno com o sentido de se apurar os autores do vandalismo.
Sobre o número de mortos e feridos durante o vandalismo, a fonte afiançou que ainda se desconhece. Refere que as atenções de momento estão viradas para os cuidados médicos.
Referir que no passado se registaram 12 mil casos de cólera e no presente já existem 19.192 com 152 óbitos. Desde o último surto da cólera em Agosto último, a província de Cabo Delgado já registou 958 casos e quatro óbitos. Grande parte destes casos ocorreu nos distritos de Ancuabe, Mocimboa da Praia e Montepuéz.
H1N1
Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavane, disse que quanto aos casos de gripe H1N1 não houve alteração de resultados, ou seja, dos três pendentes nas unidades laboratoriais da vizinha África de Sul dois acusaram negativo restando apenas um ainda por confirmar o resultado.
Chavane fala depois de casos da gripe H1N1. Diz que que os números são os seguintes: 128 casos suspeitos sendo 57 positivos, 61 negativos, 9 descartados e um por confirmação das análises laboratoriais da vizinha África de Sul.
Dos 128 casos suspeitos da gripe H1N1 importa referir que se registaram com maior incidência nas províncias de Maputo Cidade (103), Maputo Província (15), Gaza (5), Inhambane (3), Sofala (1) e Tete (1).
Segundo ele desde a eclosão da gripe H1N1, na primeira semana de Agosto, os dados apontam que existem pessoas contaminadas do sexo feminino, do masculino como também crianças de um ano de idade até aos 11.
(Conceição Vitorino) CANALMOZ – 13.011.2009




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