Na ressaca da fraude as contas denunciam os infractores
• A soma dos votos dos três candidatos às presidenciais excede o número dos votos válidos
O somatório dos votos atribuídos pela Deliberação da CNE n.º 75/2009 de 10 de Novembro aos três candidatos presidenciais, excede 100%. O STAE assume o erro e diz que vai corrigir, mas ainda não se sabe agora quantos votos teve de facto cada candidato. Está também por saber se a CNE vai promover outro acto público para anunciar uma deliberação com as contas certas.
É mais uma situação irregular despoletada pelo Boletim Sobre o Processo Político em Moçambique, conjuntamente editado por Joseph Hanlon, da AWEPA e CIP. Os resultados eleitorais atribuídos aos candidatos presidenciais, pela Comissão Nacional de Eleições, excedem 100%, ou seja, o somatório dos votos atribuídos aos três candidatos é superior ao número total de votos válidos dos encontrados nas urnas.
Com esta situação detectada pelo Boletim da AWEPA/CIP, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) fica ainda mais sob suspeita de alinhamento com o partido Frelimo e o seu candidato ajudando isso a dar razão a quem defende que estas eleições foram as mais fraudulentas de todas as que até aqui tiveram lugar no País desde 1994.
Desta vez há mais votos válidos do que a soma dos votos dos três candidatos às presidenciais, o que leva a supor que eventuais arranjos para fabricação de resultados tenham resultado neste novo absurdo eleitoral.
O que referido o Boletim da AWEPA/CIP escreve é de facto real. A Deliberação da CNE n.º 75/2009 de 10 de Novembro dá 3 942 178 votos, como sendo o total de votos válidos obtidos pelos três candidatos presidenciais. Distribuindo estes votos por cada candidato, a CNE atribui a Armando Guebuza, 2 974 627 (75,46%), a Afonso Dhlakama, 650 679 (16,51%) e a Daviz Simango, 340 579 (8,64%). Só que, na verdade, quando se soma estes votos distribuídos pelos três candidatos, apuram-se 3 965 885 votos, o que está acima de 3 942 178, anunciado como número total de votos válidos para as presidenciais. E se o somatório for em percentagem, encontramos 100.61%, isto é resultado de 75,46% de Guebuza, mais 16,51% de Dhlakama, mais 8, 64% de Daviz Simango.
Contactado o porta-voz do STAE para explicar a proveniência dos votos a mais, Lucas José, disse que resultaram de “erro de somatório dos técnicos do STAE, quando faziam a contagem dos editais vindos das províncias.”
Apuramento não foi feito pelo software
Lucas José disse ainda o que não se sabia. Segundo ele, (afinal!!..) afinal o apuramento final dos votos na CNE, não foi feito através do software adquirido pela CNE, para o efeito.
“Não usamos o sistema, não usamos o software, foi somatório manual feito pelos técnicos do STAE”, disse Lucas José ao Canalmoz, quando questionado sobre a razão que levou a que tamanho e tão grave erro tenha levado a mais este absurdo eleitoral, isto é dar um resultado errado que lança suspeitas de grande gravidade sob o órgão eleitoral.
Com este escândalo está de novo tudo em aberto, porque fica-se agora por saber se o erro provém de uma simples conta de somar os votos dos três candidatos às presidenciais, ou vem de trás, de fraude evidente.
O STAE não tem competência jurídica para corrigir os números que constam da Deliberação da CNE n.º 75/2009 de 10 de Novembro. Espera-se agora que a CNE venha a público esclarecer este grave erro que
Os números reais que ficaram para cada candidato, após as correcções que alega terem sido feitas pelo STAE., o porta-voz deste organismo de administração eleitoral, Lucas José ainda não foi capaz de revelar. Prometeu ao Canalmoz dar-nos a nova deliberação corrigida amanhã (hoje).
A Deliberação da CNE n.º 75/2009 de 10 de Novembro foi apresentada em acto público, no dia 11 do corrente. A pergunta que fica à espera de resposta é se a CNE vai de novo promover um acto público para que este grave erro seja corrigido em igual fórum, ou se antes vai tudo ser feito à socapa como se nada de grave de facto se esteja a passar.
(Borges Nhamirre) - CANALMOZ - 13.11.2009
NOTA:
Uma vergonha!
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE




Sempre o mesmo trio. A derrota estrondosa que sofreram esta vos a fazer mal. Olha, amanha Mocambique vai jogar contra a Tunisia por isso nos os mocambicanos estamos atarefados a procura de mais uma vitoria, poupem nos com as vossas palhacadas. Entao Gil como vai o processo de indemnizacao dos bens que ca deixaram? Quero vos desejar tambem boa sorte no vosso jogo com a Bosnia. Esquecam as eleicoes em Mocambique porque ja fazem parte do passado vao a Luz apoiar a equipa das quinas, porque bem precisa.
Posted by: Naftal | 13/11/2009 at 18:54
Feliz da nação que tem mais votos do que gente pra votar!
Nação tão consciente, tão cidadã, que até os mortos saíram das tumbas para o ato cívico! Somente os fantasmas identificados e que deixaram rastros, foram 23.707 !
Mas eu, que não sou conformista, acho muito pouco para os tantos que já "bateram as botas" durante e depois da "libertação".
E aqueles fantasmas legítimos, verdadeiros, que não têm sombra nem deixam rastros? Quantos votaram? Isso é incógnita!
Vamos aperfeiçoar mais essa "democracia moçambicans", e alargar a oportunidade para que mais e mais fantasmas tenham o direito igualitário de votar, ao lado dos vivos. Os muito "vivos" mesmo!
Quem sabe em 2014 seja decretado feriado no além, para que os mortos desçam para votar em maior número, e já naquela data ocorra a união democrática de vivos e mortos para o bem de Moçambique? E a oposição seja varrida da política por desígnios dos céus?
Como diria o padre da anedota chula:"tudo é possível, filho"!
E eu direi: tudo é possível, camaradas!
Posted by: JJLABORET | 13/11/2009 at 17:39
O MDM deve incluir no seu vocabulário o termo diversidade. Diversidade económica, que significa que o conjunto das empresas, das associações económicas e das cooperativas constitui a unidade básica da economia, tal como a família é a unidade da sociedade (não deve ser o Estado, ou o Conselho Municipal, a operar directamente no terreno, competindo com as unidades económicas); diversidade biológica e biodiversidade, o que implica respeito pela Natureza e pelos recursos naturais, coisa que ainda não se observa na actual governação na Beira. Apraz-me, no entanto, ver já indícios de diversidade social e cultural na gene do MDM. É uma pequena luz no fundo do túnel. Estes são os princípios da democracia que devem nortear os construtores da política no MDM. Construir-se uma sociedade diversificada, complexa em estruturas, que lhe confira mais chances de sobrevivência num mundo cada vez mais agressivo. Ainda falta muito trabalho ao MDM.
Posted by: José Carlos Cruz | 13/11/2009 at 17:36
O colono "amansou", o comunismo "distraiu", o liberalismo embebedou com "tontonto e cabanga dos milhões"!
Vamos lá a ver se consigo rimar,
O Colono civilizou, o comunismo destruiu, o liberalismo baralhou com milhões (mola), e wiskie para os novos patrões!
Gosto mais.
Desculpa lá Mussandipata, não estou a "emendar", estou a colocar a minha versão.
Aproveito as boas ideias.
Posted by: umBhalane | 13/11/2009 at 16:56
"Espero que os homens mais sérios e inteligentes entre os poderosos no País decidam pôr fim a esta farsa e rapidamente trabalhem para unir todas as forças da Nação à volta da causa mais importante: organizar a sociedade para usar os imensos recursos naturais e iniciar o desenvolvimento sustentável. Não se justifica toda a miséria material e social do povo moçambicano, sendo um dos países mais ricos do mundo em recursos naturais. E o mundo precisa desesperadamente de Moçambique, potencialmente um dos grandes absorvedores de carbono da atmosfera".
BATEU NO TAPETE.KO TÉCNICO!
MAS QUE POVO?
O colono "amansou", o comunismo "distraiu", o liberalismo embebedou com "tontonto e cabanga dos milhões"!
O Engº terá de manter os seus princípios: inclusão e Moçambique para Todos!
O mote está dado. Em 5,5 meses, 8 deputados!
Em 2014, será???
Obama começou assim, com 3%.Objectivo 50.1%.2014!
VEREMOS!
Posted by: Mussandipata | 13/11/2009 at 16:23
Onde está o problema?
Afinale?
Tem votos mais, não tem problema! - diminui-se, em qualquer lado, só que na frelimo é que não.
Agora, é bom não usar o sistema, usar o software, talvez se usarmos o sistema e não usarmos o sotware, não sei mesmo se o hardware vai estar capacitado para aguentar, mas até podemos, bla, bla, bla.
Acerta-se de vez, de jeito maneira.
Se ficar mal outra vez, acerta-se de novo.
Inté.....ficar certo DE VEZ.
Brincamos!!!!!!!!!
Posted by: umBhalane | 13/11/2009 at 15:06
A verdade absoluta não existe, apenas aproximações. Chegamos por vezes perto da verdade por meio de aproximações sucessivas. Parece-me, contudo, que a democracia em Moçambique está a afastar-se cada vez mais de nós. Precisamente no momento em que mais ela é necessária. Os complexos problemas económicos, sociais e ambientais que o mundo enfrenta exigem dos povos o conhecimento da verdade, da realidade e da ciência, e não montagens espectaculares de pseudo democracia. Estamos a seguir um caminho muito errado em Moçambique. Espero que os homens mais sérios e inteligentes entre os poderosos no País decidam pôr fim a esta farsa e rapidamente trabalhem para unir todas as forças da Nação à volta da causa mais importante: organizar a sociedade para usar os imensos recursos naturais e iniciar o desenvolvimento sustentável. Não se justifica toda a miséria material e social do povo moçambicano, sendo um dos países mais ricos do mundo em recursos naturais. E o mundo precisa desesperadamente de Moçambique, potencialmente um dos grandes absorvedores de carbono da atmosfera.
Posted by: José Carlos Cruz | 13/11/2009 at 14:51