A garantia foi avançada ao presidente do Observatório Eleitoral, Brazão Mazula, que se deslocou ªaquela cidade para a entrega oficial do relatório preliminar da observação realizada pela agremiação que dirige sobre o processo eleitoral, que abrangeu as gerais e provinciais.
Nós conversámos longamente com o presidente Afonso Dhlakama acerca dos pronunciamentos veiculados pela Imprensa de que ele iria incendiar o país e ele tranquilizou-nos garantindo que não haverá guerra em Moçambique. No entanto, ele mostrou-se insatisfeito pela maneira como o processo eleitoral foi conduzido – informou Brazão Mazula.
Falando a jornalistas, Afonso Dhlakama confirmou que jamais retornaria guerra e que se fosse o caso isso já teria acontecido nas eleições gerais de 1994, 1999, 2004 e nas autárquicas de 2008, onde ele e o seu partido saíram derrotados.
Quando nós dissemos que Moçambique iria arder, eu Afonso Dhlakama não disse que iria pegar fósforo para incendiar Moçambique, vocês jornalistas devem entender quando alguém fala, eu disse que ao se confirmar que há fraude, o país iria arder. Há várias maneiras de arder, como por exemplo, através de manifestações –explicou Dhlakama, num recuo ao pronunciamento inicial feito em Nampula, logo após o término da votação.
Segundo disse, a sua inquietação de que o processo de votação não foi transparente reside no facto de o seu partido ter constatado supostos casos de membros de assembleias de votos que votaram mais de uma vez.
Sabemos que cada um dos sete elementos das assembleias de voto recrutados na base da sua inclinação partidária, que é a Frelimo, tinha cinco boletins falsos para beneficiar Guebuza e o partido Frelimo, e nós não vamos admitir que isso fique assim.
Na passada quarta-feira, o presidente do Observatório Eleitoral, Brazão Mazula, entregou o relatório preliminar daquela organização ao candidato presidencial da Frelimo, Armando Guebuza. Projecções constantes no documento dão uma larga vitória a Guebuza e ao partido que suporta o seu Executivo.
Na ocasião, Mazula apelou aos candidatos que saírem derrotados do pleito para que assumam uma postura de dignidade e que felicitem o concorrente vencedor logo que os resultados da votação sejam anunciados oficialmente.
Diversos segmentos da sociedade civil, entre políticos, religiosos, académicos, jornalistas e outros já vieram a público repudiar os pronunciamentos belicistas de Afonso Dhlakama, apelando para a preservação da paz e tranquilidade em Moçambique.




Sr. Carlos Cruz... José,
Sua ironia supõe-se em pretensa sabedoria, ou então fútil arrogância.
É a primeira vez que aqui comenta? Primeiro conheça o sítio onde pretende mostrar o valor de suas idéias, não com pretensa superioridade mas sim EM PÉ DE IGUALDADE, inclusive nas questões que dizem a favor da educação e do respeito para com os demais. É o mínimo para aqui se fazer respeitado!
Mesmo não tendo utilizado palavras de baixo calão ou ofensas direcionadas a esse ou aquele, o senhor avilta o local onde quer aparecer, com tiradas insinuantes de menosprezo às opiniões que aparecem.
Acariciar uma rosa e esmagar um inseto, para mim tem o mesmo tamanho, se a ação se fizer necessária ao meu direito de opinar segundo minhas convicções e conceitos alicerçados na educação moral, social e cívica que aprendi com pais e mestres desde a infância. Porém, aceito o contraponto e a divergência mesmo enérgica, quando essa venha em tom claro, fundamentado e acima de tudo respeitoso.
Já quanto a moleques, eu desprezo (e creio que os demais que aqui opinam também desprezam), mesmo que sejam moleques letrados e pretensamente "sabidos" na forma de escrever, que enredam as palavras de tal forma a parecerem lhes conferir a inteligência de que não dispõem.
Entendi perfeitamente o sentido da sua ironia, mas afirmo que é fútil e imbecilizada para vingar sobre o mais simples comentário que por aqui vier a ler, pois seja de quem for esse comentário, será sempre mais considerado do que suas tiradas de pseudo inteligência.
Conserte-se, e continui aqui mesmo, democráticamente, com opiniões e críticas já agora respeitosas e válidas quando essas se referirem aos demais opinadores ou suas opiniões formuladas.
Posted by: JJLABORET | 06/11/2009 at 19:27
Xi chó Coruz...o Chó tá memo di provocar...
Puríticas é muitos compricado!
Então os Reições, são os piorr....!
Agora comentando sem subterfúgios...
A concorrência comercial dita tudo...
Perguntem ao Dr.Tokio Sexuale , ministro "milionário" da RSA e membro proeminente do ANC, ligado a multinegócios, se verá com bons olhos o desenvolvimento da rede viária e ferroviária de Moçambique-que terá um impacto (relapsing)recidivo- cerca de 27% de redução- de movimentos nos portos de Durban, Richards Bay e Port Elizabeth, bem como outros 13%/28%-carvão e derivados nas divisas, no ramo carbonífero e de outros PRODUTOS MINÉRIOS-PRECIOSOS E PRECIOSAS (, a qual a FRELIMO "deixa andar"(se calhar até estão individualmente alguns "camaradas" a encher os baús).
Pergunte aos seus botões....
Será que a SADC, é factor de coesão ou de "controle" do mais forte financeiramente, limitando e "controlando" a progressão dos mais "pobres e com pouca capacidade de conhecimento literário"!
Manipular, manipular...isso NÃO IRIA FUNCIONAR COM O ENGº Daviz Simango-LEIA AS ENTRELINHAS DO PROGRAMA DO GOVERNO MDM!
Assim tudo estaca ZERO!
Se calhar, que eu não seja mal interpretado, MAIS PALHA PARA...
OU..
SE CALHAR...
NÃO DIGO...ERA UMA PIADA SOBRE O APARTHEID...É FORTE...
Cabe agora ao PR Guebuza, (que se rodeie de BONS CONSELHEIROS DE ESTRATÉGIA EM DESENVOLVIMENTO IMPOLUTOS MOÇAMBICANOS-HÁ, É SÓ PROCURÁ-LOS MESMO EM MOZ-e ponha bajuladores de lado)! PANCADINHAS NAS COSTAS, a um povo esfomeado, pode reviver ÁFRICA!
Se há manipulação de eleições-até pode ser maneira confortável de limitar a curiosidade do vizinho, tá!
Eu faria, ATÈ PAGAVA, para manter o meu status de negócio, porque é UMA QUESTÃO ESTRATÉGICA!O VIZINHO "e os filhos" QUE SE DANEM!
É um comentário conspirativo, TIPO JFK do Oliver Stone!
CAPICHE!
FUNGULANE MASSO!
Posted by: Mussandipata | 06/11/2009 at 17:47
Sr José Carlos Cruz
Leio com o máximo respeito todos os comentários alusivos a matérias que me interessam.
Como eu, muitos outros hão.
Mas, já não há pachora:
1 - pela falta de respeito para com o local onde comenta;
2 - profunda falta de respeito para com os leitores;
3 – profundíssima, e grave falta de respeito para com o Povo Moçambicano;
4 - falta de respeito para com Dhlakama, que o Sr. diz não conhecer;
5 - de apenas provocação se poder tratar, e a net está cheia desses habilidosos, de pesca à amostra;
6 - ou então...tire as ilações que quiser.
Para lhe facilitar o contraditório, jeito de viver bem Ocidental, devo dizer-lhe, desde já, que
Dhlakama tem tanta responsabilidade no que conclui, como no massacre de cerca de 25.000/35.000 de Matabeles, cidadãos do Zimbabué, no decorrer da operação Gukurahundi , às mãos do “democrático” Mugabe/ZANU,
ou nos massacres correntes, passados e futuros do Darfur e Sul do Sudão, pelo também muito “democrático” Bachir;
ou pela conquista, e consequente colonização do Sahara Ocidental, RASD, por Marrocos, país africano, membro da UA.
Passe muito bem.
Com os melhores cumprimentos.
umBhalane
Posted by: umBhalane | 06/11/2009 at 16:58
Estou há pouco tempo em Moçambiue e não entendo nada desta política. Podem ajudar-me? É que estou a perceber os factos de modo isolado, como se fosse por meio dum microscópio, e preciso que me montem as imagens num conjunto que faça sentido. Estou a ver, por exemplo, uma enorme miséria por todo o País, apesar de haver alguns indivíduos que demonstram viver em opulência; vejo um território imensamente rico em recursos naturais, que poderia ser dos mais poderosos do mundo, mas que é dos mais fracos; vejo um meio ambiente degradado, com florestas a arder ou a tombar para serem exportadas para a China e um longo litoral a ser destruído pelo mar; vejo professores e enfermeiros a ganharem salários de miséria; um sector industrial completamente falido e a maior parte das empresas fechadas; uma ausência quase total de valor acrescentado à economia nacional, a maior parte da actividade económica dedicada ao informal; uma gritante taxa de analfabetismo, uma pavorosa taxa de mortalidade infantil e não só; uma completa desmoralização da sociedade, não se dando nesta sociedade importância ao roubo e ao linchamento; e muito mais, que neste espaço não cabe, mas que tem o mesmo valor negativo do que já mencionei. Segundo um relatório do Banco Mundial, a maior parte da população está a ficar cada vez mais fraca, por se alimentar principalmente de mandioca em vez de milho, devido a incapacidade económica geral do País (devido a políticas erradas de governação e não por falta de recursos). Ora me parece que já se identificou a personalidade culpada de toda esta má governação. Chama-se Afonso Dhlakama, o qual aparece bem caracterizado no semanário Zambeze de 5 de Novembro (ontem). Reparei que esta tenebrosa figura aparece em terceiro lugar na corrida eleitoral, de acordo com a imagem na primeira página do Zambeze. Mas afinal ainda há pessoas que apostam nele ao ponto de chegar a terceiro lugar no pódio, junto com as nobres figuras de Guebuza e Simango? Porque não mandá-lo embora dali já, e assim acabarmos com toda esta história da miséria em Moçambique? Não é melhor tirá-lo do poder e experimentar os outros dois? Por favor, ajudem a compreender isto.
Posted by: José Carlos Cruz | 06/11/2009 at 16:28
Uma coisa é certa, o dia que o povo Moçambicano decida votar por um outro partido ou presidente que não tenha nada que ver com Frelimo nem Renamo, nao haverá força no país que impedirá.
Eventualmente gente vai dando-se conta de quem é quem e isso fará que tudo no país mude definitivamente.
O que pude observar nestas eleições é que alguns partidos já estão perdendo credibilidade, de contrario não haveria tanta gente neutra.
Para as próximas eleições, se realmente o partido do Davis é sério, haverá uma surpresa no país.
Quanto a Renamo, o Sr. Dhlakama deve entender que já é tempo para que outro assume o mando do seu partido.
Posted by: Ze Manel | 06/11/2009 at 14:30
Ah Naftal, seja sério!
Onde é que eu entro nisso? Só porque exigi mais seriedade da análise das reclamações do Dhlakama? Só por isso já me identificas como quem quer um país aos tiros?!
Ah, o que é isso meu irmão?
Juro que é a primeira vez que sou rotulado neste blogue. Tenho comentado muitos artigos, uns a favor e outros contra, mas nunca me disseram isso, irmão. Eu gosto das posições de todos os comentadores, e em especial quando são diferentes das minhas. É para eu aprender! E ja aprendi muito com isso.
Baixe as armas Naftal. Comente IDEIAS e somente IDEIAS, please.
Torres
Posted by: Torres | 06/11/2009 at 06:33
O Dhlakama acaba de desiludir alguns que queriam ver o pais a arder oomo o Torres, obrigado Dhlakama por nao mudar a sua postura, contudo continuaremos vigilantes porque o fosforo que Dhlakama deitou fora pode ser achado por alguns miopes como o Torres. Compatriotas abramos olhos para vermos bem os agitadores incendiarios como o Torres.
Posted by: Naftal | 06/11/2009 at 05:57
Caro Torres,
Bom comentário o seu, meu caro. Porém tem um senão:
sua frase,
..." Será que não estamos a ser objecto colectivo de lavagem cerebral e induzir-nos a ver em Dhlakama como um monstro?"...
Digo-lhe que, no meu caso em particular, tenho comentado não contra o Dhlakama mas sim contra algumas de suas falas e atitudes dentro e fora do seu partido. No caso em epígrafe, um pronunciamento público impensado, mal formulado, daquele líder partidário (e figura histórica, quer queiram quer não) deu vazão a tudo o que se comentou e ao juízo que lhe fizeram de que estaria "maluco", senil, imbecilizado, etc.
Se há suposição de "lavagem cerebral", essa me parece que é propiciada pelo próprio com as suas declarações esdrúxulas.
Abração.
Posted by: JJLABORET | 06/11/2009 at 05:05
Não devemos minimizar as ilicitudes que ocorreram nestas eleições. Quando Mazula apela aos candidatos derrotados para que felicitem o vencedor está a tentar minimizar e fazer ouvidos de mercador a uma gama de irregularidades neste processo. Os observadores não estão preocupados com tudo isso.
Como alguém já disse, e eu repito: será que pode-se tentar averiguar as reclamações dos partidos da oposição, de uma forma ISENTA e TRANSPARENTE? Pode-se estimar se tudo isso não tem impacto nos resultados finais? Será que 1 voto não faz diferença? E ao dissermos isto, não estamos a tirar importância a opção do dono desse 1 voto?
Não é essa falta de crítica e rigor que leva à fraqueza da CNE/STAE? É que eles sabem que todas as irregularidades serão tomadas como “não afectando os resultados finais”. Tem sido assim, desde 1994.
Porque é que pensamos que Dhlakama reclama como descupa para derrotas? Será que já houve uma avaliação e tratamento independente sobre a veracididade ou não das suas constantes alegações? Todos nós vimos agressões, proibições de campanhas, vimos sedes e casas queimadas, recolha de cartões de eleições, vimos a composição da CNE, etc.
Já analisamos a distribuição das mesas de votos (haviam poucas mesas/por eleitores na Zambézia, e mais em Gaza) (fonte: estudo do Dr. Luis de Brito). Será que mesmo as tais irregularidades não pesam nestas eleições? Qual é o peso relativo de todas essas irregularidades? Quem é culpado por tudo isso? Será que foi ou será responsabilizado?
Será que não estamos a ser objecto colectivo de lavagem cerebral e induzir-nos a ver em Dhlakama como um monstro? Será que o passo seguinte não será com Deviz Simango?
Não estamos a ser manipulados?
Sejamos exigentes na análise: devemos avaliar o peso de cada detalhe eleitoral. Estamos nas nossas 4as eleições e não podemos tolerar manipulações piores que as de 1994.
Abramos olhos, compatriotas.
Posted by: Torres | 06/11/2009 at 02:47
Eu não disse. Parabéns Dhlakama.
Um abraço
Posted by: Viriato Dias | 05/11/2009 at 23:33