Seis países africanos, incluindo Moçambique, receberão cerca de 740 milhões de euros em doações e empréstimos para ajudar ao desenvolvimento de energias renováveis e para adaptação às alterações climáticas, anunciou hoje em Barcelona o Banco Mundial.
Moçambique, Níger e Zâmbia vão receber entre 33 e 47 milhões de euros cada, para enfrentar as "importantes perdas potenciais" de vidas humanas e de terras devido às mudanças climáticas e para implementar rapidamente "estratégias de resistência" e programas nacionais de adaptação às novas condições climáticas, precisou a organização, em comunicado.
Os outros países africanos - Marrocos, África do Sul e Egipto - vão beneficiar de empréstimos com "taxas de juros muito baixas" de 100, 336 e 200 milhões de euros, respectivamente, "para reforçar o investimento em energias limpas", acrescentou o Banco Mundial.
Os valores foram acordados pelos Fundos de Investimento Climático (CIF), instrumento criado em 2008 que integra os bancos de desenvolvimento regionais de África e Ásia, o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), o Banco Inter-americano e o Banco Mundial.
Os principais países industrializados prometeram mais de quatro mil milhões de euros para estes fundos, que são instrumentos internacionais de investimento criados para incentivar o desenvolvimento de tecnologias limpas em países em desenvolvimento e reforçar medidas inovadoras de combate contra as alterações climáticas.
O empréstimo atribuído à África do Sul tem como principal objectivo apoiar o país a atingir uma produção de quatro% de electricidade proveniente de fontes renováveis até 2013, bem como melhorar a eficiência energética em 12% até 2015.
Equipar um milhão de lares sul-africanos com um aquecedor de água solar durante os próximos cinco anos é outro dos objectivos.
Em Barcelona está a decorrer até sexta-feira a última reunião preparatória da cimeira da ONU para o Ambiente em Copenhaga, agendada para o próximo mês de Dezembro.
Na capital dinamarquesa, entre 7 e 18 de Dezembro, os líderes mundiais vão trabalhar para um acordo que irá suceder ao Protocolo de Quioto, que expira em 2012 depois de acordado em Dezembro de 1997 e de ter entrado em vigor apenas em Fevereiro de 2005 após um arrastado processo de ratificação.
Oje




O que se espera é que Moçambique invista já em reflorestamento e protecção costeira. Os financiamentos deverão ser dirigidos às comunidades para custearem-se as acções de reflorestamento. Mesmo a protecção costeira deve ser baseda no plantio de vegetação costeira, principalmente casuarinas. As acções devem ser planificadas e coordenadas por planos de ordenamento territorial, elaborados à maneira da Agenda 21 das Nações Unidas. Esta maneira de planificar e executar as acções implica democracia. Sem democracia não funciona. É como tentar fazer funcionar um motor a gasolina pondo diesel no tanque. Vai ser complicado, com esta democracia à maneira da Frelimo. Os observadores internacionais, desta vez, não vão ter meias medidas em impedir as práticas comuns de corrupção a que estamos habituados a ver em Moçambique. É que o que está em causa é a vida do planeta. Já estão em greve de fome ecologistas de todo o mundo para se salvar a vida na Terra. O que se vai fazer em Moçambique diz-lhes respeito, e não creio que aceitem fazer o seu sacrifício para que o dinheiro vá parar às mãos de gente corrupta ligada ao poder político.
Não estamos longe dos ventos da mudança. Ouxalá.
Posted by: José Carlos Cruz | 07/11/2009 at 20:05
Que bom.
Mas quem realmente ira beneficiar-se dessa doacao, os pobres ou os politicos? Homework!
Posted by: Ze Manel | 07/11/2009 at 14:17