Nas províncias de Cabo Delgado, Manica, Tete e Gaza
“Ter minas é ter muito dinheiro. Dormir em cima de uma mina é o mesmo que dormir em cima de dinheiro. Se descobrirmos minérios em grandes quantidades, vamos falar com os bancos chineses para nos darem dinheiro. Queremos construir a vossa economia”, prometeu Jorge Wang, director adjunto da Sogecoa Moçambique, em entrevista com o Canalmoz afirmando que “a China está disponível a tentar ajudar este país irmão a se erguer”.
Um grupo de empresas chineses solicitou em Janeiro passado, ao Ministério dos Recursos Minerais, licenças de pesquisa e prospecção de ouro, ferro, tartalintes, diamantes e calcário nas províncias de Cabo Delgado (norte) Tete e Manica (centro) e Gaza (sul).
Trata-se do grupo Sogecoa Moçambique Limitada, que no dia 19 de Janeiro último requereu a atribuição da licença de prospecção e pesquisa de ouro, no distrito de Chiuta, na província de Tete, e da China-Mozambique Cement e Mining Development Limitada, que a 4 do mesmo mês requereu a atribuição de licença de prospecção e pesquisa de calcário, no distrito de Massingir, província de Gaza.
Jorge Wang, director adjunto da Sogecoa Moçambique, disse em entrevista com o Canalmoz que este grupo vem trabalhando no sector de construção de infra-estruturas, mas a partir de já quer investir no sector mineiro moçambicano. As licenças deverão sair ainda este mês de Fevereiro.
“Teremos a resposta do Ministério dos Recursos Minerais nos próximos dias. Vamos trazer investidores. Se encontrarmos diamantes, seremos nós a investir na exploração e se encontrarmos outros minérios vamos ceder a terceiros através das nossas licenças”, disse prosseguindo que a China – Mozambique Cement & Development Company – também já submeteu pedidos de pesquisa e prospecção.
“Ter minas é ter muito dinheiro. Dormir em cima de uma mina é o mesmo que dormir em cima de dinheiro. Se descobrirmos minérios em grandes quantidades, vamos falar com os bancos chineses para nos darem dinheiro. Queremos construir a vossa economia”, prometeu afirmando que a China está disponível a tentar ajudar “este país irmão a se erguer”.
Quanto aos custos, os trabalhos de pesquisa e prospecção que envolvem o grupo Sogecoa Moçambique, vão custar, segundo a fonte que estamos a citar, cerca de 300 mil dólares norte-americanos.
“Neste momento, estamos à espera da licença”, disse acrescentando que a Sogecoa já iniciou ‘lobbies’ para cooperar com algumas empresas que têm licenças nas mesmas áreas.
“Queremos fazer joint-ventures, entrando, por exemplo, nos aspectos da responsabilidade social, energia, vias de acesso e abertura de furos de água”, afiançou.
“Vamos negociar com estas empresas que têm licenças que não exploram. Temos casos de empresas públicas, privadas e singulares. Os nomes destas empresas é segredo, mas no momento oportuno vão conhecê-los”, disse referindo que Moçambique tem minas que “ainda estão a dormir”.
Investidores
Além da China – Mozambique Cement & Development Company – que também solicitou ao MIREM licença para pesquisa e prospecção de calcário no distrito de Búzi, província de Sofala, e da empresa Sogecoa Moçambique, que solicitou licenças para prospecção de ouro nos distritos de Chifunde e Gorongosa, nas províncias de Tete e Sofala, sobressaem, outras duas.
A empresa África Great Wall Cement Manufacturer que pretende fazer a prospecção de argila no distrito de Magude, na província de Maputo, a China International Fund e a SPI (Holding da Frelimo), que criaram a CIF-Moz – empresa que efectua a pesquisa de argila e ferro naqueles distritos.
Os trabalhos efectuados pela CIF-Moz concluíram que existem condições para a instalação de uma fábrica de cimento no distrito de Matutuíne, num investimento de cerca de 35 milhões de dólares norte-americanos.
Empresas chinesas estão a fazer investimentos de muitos milhões de dólares nos distritos de Magude e de Matutuíne, na província de Maputo. (Cláudio Saúte)
CANALMOZ – 07.02.2011





