Sequestros abalam comunidade asiática.
Entretanto, não se confirmam as informações segundo as quais a idosa sequestrada na semana passada tenha sido restituída à liberdade. Consta que os sequestradores exigem 10 milhões USD.
Vários empresários moçambicanos de origem asiática estão alarmados com a onda de sequestros na capital do país. Assim e numa tentativa desesperada para evitar cair nas mãos dos sequestradores, os mesmos “transferiram” os seus escritórios para as suas residências para não saírem de casa. Esta informação foi ontem avançada ao nosso jornal por um proeminente empresário e membro da referida comunidade, que descreveu a situação como “alarmante e preocupante não só para a comunidade, mas também para o país em geral, na medida em que os investimentos podem retrair por causa da insegurança. Conheço muitos empresários que não saem de casa para os seus escritórios. Toda a actividade é feita a partir de casa, sendo que nas suas empresas só estão os empregados”. A mesma fonte disse ainda que, para além do regime de “reclusão forçada” a que estão sujeitos na tentativa de não serem raptados, estes empresários “até retiraram as crianças da escola pois parece que os sequestradores conhecer toda a estrutura familiar. Assim, evitam que as suas crianças possam ser sequestradas para forçar os pais a pagamentos de resgates milionários”, esclareceu a nossa fonte.
A fonte acrescentou haver empresários que decidiram “abandonar temporariamente o país até que as autoridades consigam controlar a situação”.
“É errado chamar asiáticos”
A nossa fonte referiu ainda que reina no seio destes moçambicanos um ambiente de preocupação pela forma como “estes moçambicanos são tratados na praça pública”.
O PAÍS – 16.02.2012





