As empresas mineiras estrangeiras que extraiem carvão em Moçambique, entre elas a brasileira VALE, não trazem benefícios para os locais, embora explorem as suas enormes reservas, segundo um estudo publicado pelo Observatório dos Recursos do Sul de África(SARW).
Só as empresas estrangeiras beneficiam com a prestação de serviços e produtos. È quase inexistente a participação de empresários locais”, acrescentou o estudo sobre as actividades extractivas das empresas VALE e Rio Tinto.
Em 2004, o gigante brasileiro converteu-se na primeira empresa mineira a nível mundial ao conseguir uma concessão em Moçambique.
Em 2011 a empresa abriu a sua mina em Moatize (noroeste) unindo-se à australiana Rio Tinto na exploração das reservas de carvão deste país africano.
“ Muitas das companhias contratadas em prestar serviços a estes grandes projectos vêem do Brasil e da África do Sul. Segundo os moçambicanos, quase tudo o que estas empresas utilizam é importado, desde comida a materiais de construção”, revelou o estudo.
As reservas de carvão foram pouco exploradas desde a independência de Portugal em 1975.Uma guerra civil de 1977 a 1992 devastou a economia e destruiu as infraestruturas.
AFP – 02.02.2012





