O ZIMBABWE está comprometido em honrar a sua dívida para com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), estimada em cerca de 50 milhões de dólares norte-americanos. O Embaixador do Zimbabwe em Moçambique, Agrippah Mutambara, disse ontem, em Maputo, a jornalistas à saída de uma audiência com a Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, que as autoridades de Harare têm a obrigação de saldar a dívida mas o processo está relativamente atrasado devido a dificuldades resultantes das sanções impostas ao país.
Refira-se que o Ministro da Energia, Salvador Namburete, afastou, recentemente, a possibilidade de um eventual corte de fornecimento de energia eléctrica da HCB àquele país vizinho, como forma de pressioná-lo a liquidar a sua dívida.
Falando sobre o encontro que manteve com a Presidente da Assembleia da República, Agrippah Mutambara disse ter-se tratado de uma audiência que serviu para partilha de experiências entre os dois países, defendendo que ambos possuem estratégias comuns visando preservar a paz e no âmbito da redução da pobreza.
“Informei à Presidente da Assembleia da República sobre os progressos que se estão a registar no meu país no âmbito da revisão da Constituição, tendo em vista as eleições deste ano”, disse o embaixador, acrescentando que apesar dos obstáculos, os zimbabweanos estão a conseguir melhorias nesse domínio.
Explicou que as autoridades do seu país estão neste momento engajadas na criação de políticas que visam a indigenização e empoderamento dos negros, cujo objectivo é garantir que a maioria da população zimbabweana usufrua dos recursos disponíveis.
Diferentemente de Moçambique, a revisão constitucional no Zimbabwe deverá ser submetida a referendo, por mexer com os poderes existentes.
Entretanto, ainda ontem, Verónica Macamo conferenciou com o novo Embaixador do Japão em Moçambique, Eiji Hashimoto, e com o novo coordenador do programa das Nações Unidas para a SIDA (ONUSIDA) em Moçambique, Raul de Melo Cabral. O novo embaixador nipónico destacou as relações existentes entre os dois países e povos, afirmando que a visita que o Primeiro-Ministro, Aires Ali, e a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, vão efectuar ao seu país servirá de ocasião para a consolidação dessas relações.
Eiji Hashimoto afirmou que o Japão está sobremaneira interessado em envolver-se nos programas visando o combate à pobreza em Moçambique, indicando que a nível do sector privado, empresas nipónicas possuem interesse em participar na exploração de recursos minerais, bem como em estabelecer parcerias com o Brasil no âmbito do “Corredor de Nacala”.
Por seu turno, o novo coordenador do sistema das Nações Unidas em Moçambique para a Sida disse que o encontro com a Presidente da AR serviu, sobretudo, para reiterar o papel dos parlamentares na produção de legislação apropriada visando lidar com este flagelo. Raul de Melo Cabral defendeu que é importante que haja leis que promovam a integração de pessoas infectadas. Moçambique, a nível da região, pode fazer ouvir a sua voz junto dos parlamentares dos restantes países.





