O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, exortou ontem, no Maputo, a todos os moçambicanos a apropriarem-se do espírito aguerrido e de sacrifício das mulheres combatentes da luta de libertação nacional para combater a pobreza no país.
Discursando nas celebrações dos 45 anos da fundação do Destacamento Feminino (DF), Guebuza afirmou que o papel pioneiro do Destacamento Feminino no processo de emancipação da mulher moçambicana foi fundamental para a multiplicidade de organizações femininas, bem como o crescimento do número de raparigas na escola e o aumento de mulheres em diferentes sectores de actividade, no nosso país.
“Prestamos hoje uma singela homenagem a toda mulher combatente pela nossa libertação. Prestamos, igualmente, homenagem a toda mulher moçambicana pela contribuição que tem dado na defesa, valorização e consolidação da independência nacional e, em particular, na luta contra a pobreza”, frisou o Chefe do Estado.
Lembrando a história desta organização feminina, Armando Guebuza disse que desde a sua fundação, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) defendeu o envolvimento da mulher em todas as frentes de luta como um imperativo para o sucesso da própria luta.
“Por exemplo, o I Congresso da FRELIMO, que teve lugar de 23 a 28 de Setembro de 1962, declarou e nós citamos “promover, por todos os métodos, o desenvolvimento social e cultural da mulher moçambicana”, disse.
Neste contexto, referiu que a 4 de Março de 1967 um grupo de 25 mulheres concluiu o primeiro curso de formação político-militar e se transformou no primeiro contingente do Destacamento Feminino (DF).
“O Destacamento Feminino constituiu-se numa imprescindível forja de um processo de emancipação da mulher moçambicana que se tornaria irreversível, sustentável, endógeno e liderado pelas próprias visadas, em primeiro lugar”, disse, para depois referir que a mulher se emancipava, assim, entregando-se na realização da agenda de então, que era a luta para o país se livrar da dominação estrangeira.
De entre o trabalho que realizavam, nessa altura, Guebuza destacou a mobilização de mais moçambicanos para a luta; transporte de material de guerra, Educação, Saúde e outros serviços sociais, bem como produção agrícola, apesar da ameaça de minas.
Na ocasião, Armando Guebuza fez questão de apresentar algumas das mulheres que não só estiveram na fundação do Destacamento Feminino, como também se juntaram ao grupo mais tarde, nomeadamente Marina Pachinuapa, Deolinda Guezimane, Maria da Luz Guebuza, Filomena Machaque, Teresa Thembo, entre outras.
O momento, de festa, também serviu para a apresentação de alguns números da cultura moçambicana, com destaque para o canto e dança. Assim, fizeram-se ao palco o grupo coral da PRM e o de dança da OMM da cidade do Maputo. A Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) viria a fechar o programa cultural com um bailado dedicado ao Destacamento Feminino.





