Mapepetela
Por: Francisco Rodolfo
Não restam dúvidas que o que está na moda lá fora é Moçambique!... Moçambique está na moda, Moçambique é maningue nice…
Veja quantos estrangeiros entram no País mensalmente: aqueles que entram legalmente, já que alguns, dada a vulnerabilidade das nossas fronteiras terrestre e marítima (há entrada por quase todos os cantos), piram ou pulam e estão cá dentro…
Se por um lado a entrada de estrangeiros é preocupante, sobretudo aqueles que não cumprem com a lei, por outro a nossa Cidade de Maputo, nas “barbas” das autoridades, começa a deixar o cidadão inquietante.
Um amigo dizia há dias:
– “Oh Rodolfo, veja só, “Joaquim Alberto Chissano” foi vendido!...”
– O antigo Presidente Joaquim Chissano vendido?...
– “Sim, ‘Joaquim Chissano’ foi comprado pelos Cars…”
– Eu não entendo o que pretende, efectivamente, dizer-me. Explique-se… – observei eu.
– “A Avenida Joaquim Alberto Chissano, depois da Coop, foi vendida aos Cars e outros senhores Motors”.
– É um assunto que eu havia falado, pois quem entra hoje na Av. Joaquim Chissano (via rápida) fica surpreendido pela “entrega” de espaços para construção de uma actividade lucrativa, que se transformou hoje em venda de viaturas usadas... – explico ao meu amigo.
– “Isso mesmo: na Av. Joaquim Chissano, muitos espaços que eram residência foram transformados em quintais de venda de viaturas, numa exposição sem precedentes!...” – continua o meu amigo.
– Sabes, desde que o Ministério dos Transportes e Comunicações deixou de autorizar a instalação de oficinas, passando esta actividade para o Ministério da Indústria e Comércio abrandou a fiscalização. Hoje estamos na situação a que estamos. Estamos numa situação de ausência de controlo… Não sei se é o Município de Maputo que autoriza a instalação desses Cars e Motors que invadiram a “Joaquim Chissano”, o Ministério da Indústria e Comércio ou o Ministério dos Transportes e Comunicações. Há muita anarquia, porque onde há muitos chefes todos mandam e ninguém obedece.
Que tal um “Comissão Interministerial” com o Conselho Municipal de Maputo, bem como o Governo da Cidade, para ver se aquelas actividades pagam os impostos ou têm alvará.
Se calhar os resultados seriam surpreendentes…
Mais grave ainda: Se a ministra Helena Taipo, naquele seu estilo característico, entendesse ir lá, o que será?... Aqueles estrangeiros têm contrato para exercer a sua actividade, comprando a “Joaquim Alberto Chissano”, sem dó nem piedade?...
Ou emprestam dinheiro entre eles, com a real complacência das instituições financeiras e tributárias?...
A AT (Autoridade Tributária) está a tributar aquela actividade, como manda a Lei?
São tantas interrogações que se colocam e mesmo em termos de urbanização será correcto colocar “Joaquim Chissano” que os moradores entregam ao preço de pechincha, para ir viver noutras áreas, já que aparentemente o preço da transacção é quase de “de graça?”
São muitas questões que se colocam, mas como dizia o meu amigo: “Joaquim
Alberto Chissano”: vendido por Cars e outros e senhores Motors ou quanto é que pagam de imposto?...
Os bombeiros exercem a fiscalização ou no dia que houver incêndio é: era uma vez a “Joaquim Chissano?”
Clamamos todos pelo investimento estrangeiro, mas há que verificar se as regras são cumpridas.
Se os ministros estão ocupados, pela sua função no Conselho de Ministros, temos os vice-ministros, inspectores, directores, chefes de departamentos, que podem verificar esta preocupação, para não citar o mayor da cidade capital, David Simango, e a governadora da Cidade de Maputo. Por favor, não deixem construir ilegalmente (não sei se é o caso) para irem destruir, logo a seguir, aqui em obras “nas nossas barbas”, nas barbas das autoridades competentes…
Quem põe o guizo ao gato?
Canal de Moçambique – 27.02.2013





