Cheias no país
- Em Gaza e Zambézia, alguns alunos continuam sem poder iniciar as aulas lectivas
Dados avançados pelo porta-voz do Ministério da Educação Eurico Banze, indicam que as chuvas que caíram desde Dezembro até ao mês passado, provocaram enormes danos ao sector da educação. Dados preliminares apurados por aquele ministério, indicam que 567 escolas foram destruídas como consequência da queda das chuvas em todo o país.
Actualmente duas escolas, das quais duas em Morrumbala na província nortenha da Zambézia, e uma na província de Gaza, as duas totalizando com um total de 580 alunos ainda não iniciaram com as aulas, isto num período em que está prestes a encerrar o primeiro trimestre lectivo.
Com vista a minimizar estes danos, o sector da Educação desenhou estratégias, em que destaque vai para a orientação de que as crianças estejam a frequentar as aulas nas actuais zonas onde se encontram momentaneamente reassentadas.
“Orientamos alguns colegas para que em coordenação com as comunidades, façam com que todas as crianças que se encontram em zonas onde há escolas, possam frequentar as aulas nesses locais ate que a situação fosse normalizada. Neste momento só na província de Gaza, existem mais de 2000 alunos que estão fora das suas zonas e que precisão de aulas”, disse o porta-voz do ministério da Educação Eurico Banze.
Ainda segundo Eurico Banze, reina uma enorme expectativa no seio do sector para que esta exortação ganhe eco e que mais crianças sejam integradas nas escolas onde se encontram devido a chuva.
Outra componente afectada pelas chuvas e ou cheias, é o livro escolar, onde se verificou a distribuição de livros e outro material ainda não chegou ao destino. E para repor os danos, o sector da Educação deu mais cem mil exemplares de distribuição gratuita para os alunos que ficaram sem material escolar como consequência da queda chuva.
Grande se não os maiores beneficiários destes livros são alunos das classes iniciais do sistema nacional de educação.
Outro material disponibilizado pelo sector da educação são quites diversos, tendas para assistir as vítimas das cheias no pais, e assim minimizar seu efeito.
DIÁRIO DO PAÍS – 08.03.2013
NOTA:
Pergunta: Das 567 escolas destruídas, alguma foi construída no tempo colonial? É que já havia escolas naquelas zonas…
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE





