Funcionários da Associação de Futebol do Quénia confirmaram que a totalidade dos integrantes da selecção de futebol da Eritreia desapareceu.
A equipa disputou em Nairobi os quartos-de-final da Taça Cecafa, que reúne as selecções de futebol da África Central e Oriental.
Nicholas Musonye, o presidente Cecafa, disse à BBC que a selecção não regressou a Asmara, tal como estava previsto, e que se desconhecia o seu actual paradeiro.
"A Federação de Futebol da Eritreia fez todos os esforços para trazer a equipa para a competição. Infelizmente, esses rapazes tinham outras ideias," disse Musonye.
"Eles estão definitivamente em Nairobi - temos tantos eritreus aqui. Eles têm de estar nalgum lado."
Apenas o seleccionador e um segurança teriam regressado à Eritreia.
Nicholas Musonye disse que estabeleceria os factos e passar os detalhes à polícia.
Não foi a primeira vez que jogadores da selecção de futebol da Eritreia decidiram não regressar ao país.
Há quatro anos, três futebolistas decidiram pedir asilo em Angola depois de uma partida frente aos Palancas Negras.
E há três anos, quase metade da equipa nacional da Eritreia decidiu ficar na Tanzânia.
As Nações Unidas dizem que centenas de eritreus fogem do país todos os meses.
Críticos afirmam que o governo repressivo, a pobreza e o implacável serviço militar obrigatório força muitas pessoas a partir para o exílio.
Mas o governo desmente que os eritreus estejam a fugir e acusa a ONU de mentir em relação às cifras que apresenta.
BBC – 15.12.2009
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