10/07/2009

Lançamento de livro sobre “Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono”

  • Antropóloga moçambicana Alcinda Honwana entre as personalidades estudadas

A Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com a Associação Viver a Ciência, e as editoras Círculo de Leitores e Temas e Debates vão proceder ao lançamento, em Lisboa no próximo dia 14, da obra, «Vidas a Descobrir - Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono». Trata-se de um livro coordenado por Joana Barros e que tem como co-autores os jornalistas Ana Sousa Dias, Rafael Marques e Chó do Gúri.

O livro leva os leitores a uma “viagem cultural e científica por vários continentes, apresentando as histórias de mulheres de origem lusófona que construíram carreiras profissionais ímpares no mundo da ciência.” Entre as cientistas visadas no estudo conta-se a antropóloga moçambicana, Alcinda Honwana. Para além da cientista do nosso país, o livro inclui nove outras personalidades, designadamente Anabela Leitão, engenheira química (Angola); Norma Andrewa, microbióloga (Brasil); Thaisa Storchi Bergmann, astrofísica (Brasil); Niàde Guidon, arqueóloga (Brasil); Fátima Monteiro, Ciências Politicas da Universidade Católica portuguesa (Cabo Verde), Amabélia Rodrigues, Epidemiologia, Projecto Saúde Bandim (Guiné-Bissau);  e Cláudia de Sousa, primatóloga (Portugal); Irene Fonseca, matemática (Portugal);  e Maria de Jesus Trovoada, antropóloga e bióloga (São Tomé e Príncipe).

A obra, segundo Joana Barros, doutora em Biologia Celular e Molecular do cancro pela Universidade de Londres, representa "uma oportunidade de romper com estereótipos que apresentam cientistas como homens enfadonhos que passam a vida fechados entre quatro paredes. Mostra a diversidade que existe no mundo científico não são ao nível dos seus actores, de diferentes etnias, motivações e contextos culturais, mas também a nível das questões tratadas e de ambientes de trabalho".

CANAL DE MOÇAMBIQUE – 10.07.2009

08/07/2009

Mia Couto junta jornalistas

Maputo, Quarta-Feira, 8 de Julho de 2009:: Notícias
 

O ESCRITOR Mia Couto vai reunir-se hoje com jornalistas moçambicanos para uma conversa em torno da sua premiação no Brasil. Pretende-se que o encontro, a ter lugar às 16.30 horas, na sede da Editora Ndjira, na Avenida Julius Nyerere, seja uma espécie de balanço, no qual o escritor falará não só da sua brilhante carreira, como também dos prémios, das edições no estrangeiro e ainda das traduções das suas obras.

Mia Couto foi premiado no Brasil com o livro infantil “O Gato e o Escuro”. A premiação foi feita pela Fundação Nacional de Literatura Infanto-Juvenil (FNLIJ) daquele país. Ainda no Brasil, Mia foi homenageado por uma companhia de teatro em prol da sua actividade literária também virada para a componente teatral.

Ao mesmo tempo, a prestigiada revista de assuntos pedagógicos “Crescer” elegeu o mesmo livro como um dos 30 melhores livros infantis publicados no Brasil em 2008.

A edição do Salão Anual da FNLIJ consagrará no próximo dia 17 uma sessão de leitura deste texto ilustrado por Mariana Castanha e editado pela Companhia das Letras, uma das principais editoras brasileiras.

“O Gato e o Escuro” é um dos dois únicos títulos que Mia Couto escreveu para crianças e foi publicado pela primeira vez pela Ndjira em 2002. O outro livro é “O Beijo da Palavrinha” e foi editado no Brasil pela editora Língua Geral.

O autor deslocar-se-á ao Brasil no final deste mês para ser homenageado pelo Festival de Teatro de Língua Portuguesa que, na sua segunda edição, escolheu Mia Couto como figura a ser destacada pela sua contribuição para o teatro nos países de língua portuguesa.

Mia Couto fará, igualmente nesse período, o lançamento do seu novo romance Jesusalém que, no Brasil, terá como título “Antes do Nascer o Mundo”.

Jesusalém é o mesmo livro que o escritor acaba de publicar em Maputo e sob o título será também lançado em Angola e Portugal.

Esta é a mais madura e mais conseguida obra de um escritor no auge das suas capacidades criativas”, segundo considera a editora do escritor.

À boleia da narrativa, avança a “Ndjira”, um dos protagonistas afirma que “a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”.

07/07/2009

Porque dormem os deputados?

A Eventos-Biz, em parceria com a AEMO, apresenta, esta quinta-feira em Maputo, uma palestra de humor – que permitirá cada um decidir com clareza se deve chorar ou se deve rir – orientada pelo escritor Pedro Muiambo subordinada ao tema "Afinal por que dormem os deputados." O deputado Manuel de Araújo que até sugere que a peça deveria ser apresentada na Casa do Povo” sita na “24 de Julho”.

 Com a sede da Associação dos Escritores Moçambicanos, AEMO, a servir de palco para inusitado evento, os organizadores já concluíram que “ em Moçambique tarda um debate generalizado sobre aspectos intrínsecos ao tecido político”, tanto é que eles – os políticos – “influenciam todas as vertentes da vida nacional, incluindo a questão da luta contra pobreza ou até mesmo da revolução verde.”

“Afrontando essa terrível lacuna” – dizem os mentores – “ esta comunicação apresenta os resultados de um estudo desenvolvido com vista a alargar a compreensão das linhas com que se cose a nossa política, mais propriamente, os nossos políticos – os deputados da nação -, entendidos como fenómeno e instituição sociais adequados para exemplificar com eloquência o significado da expressão ‘mal necessário’ ”.

Na verdade, a peça em referência resulta duma pesquisa que investiga as percepções do eleitorado quanto às principais características dos deputados da Assembleia da República que, segundo os organizadores, podem ser facilmente conferidas nas transmissões das sessões pelas televisões que mostram que passam o tempo todo a fazer figura de corpo presente nas votações.

“ São exímios em insinuações, insultos e faltas de respeito recorrentes, que não diferenciam o ambiente do parlamento de uma vulgar barraca dum ‘dumba-nengue’. Passam o tempo ao telefone, a conversar ou a ler o jornal com displicência; mas acima de tudo, adormecem, andam sonolentos ou os sonambulares na nossa casa da democracia.”

Os mentores da iniciativa referem que o supracitado estudo apresenta conclusões interessantes que permitirão cada um decidir com clareza se deve chorar ou se deve rir. “Por fim apresenta recomendações tão cómicas que farão até o mais sisudo dos moçambicanos rir-se até desmaiar”, garantem, acrescentando que “ ao mesmo tempo que ganhará maior tolerância para com os especímenes parlamentares, a mesma tolerância que temos dedicado aos bombos da festa ou com às crianças chatas.”

O evento será apresentado pelo jovem académico Venâncio Mondlane e apresentado pelo Hélder Nhamaze. “ Óptima ideia!”, comentou o deputado Manuel de Araújo que até sugere que a peça deveria ser apresentada na Casa do Povo” sita na “24 de Julho”. “ Acho que seria boa ideia negociar com o Presidente da AR para que esta peça seja exibida na Assembleia da República.”

@VERDADE - 07.07.2009

03/07/2009

FERNANDO COUTO

Entretanto, ontem o mesmo Instituto Camões-Centro Cultural Português, testemunhou o lançamento da obra «Vivências Moçambicanas» - uma colectânea de crónicas do escritor Fernando Amado Couto, uma obra composta por uma selecção de textos que o autor publicou na imprensa moçambicana ao longo dos últimos anos, com particular destaque nos semanários «Domingo» e «Savana».

António Sopa estudioso moçambicano que prefaciou a obra reve que «Vivências Moçambicanas» - é uma obra marcada pela afectividade e ternura discretas. Nas suas páginas «perpassam o amor à Cidade da Beira, onde viveu durante muitos anos, o país, revelando aspectos ignorados e menos valorizados. São escritas do coração que servem para evocar pessoas com quem Fernando Couto conviveu, tais como: Carlos Cardoso, José Craveirinha, Ricardo Rangel, Augusto Cabral; o jornalismo, naquilo que tinha de mais aberrante - a censura, o cinema, a língua portuguesa, a fauna e o meio ambiente».

VERTICAL - 02.07.2009

02/07/2009

Português moçambicano em livro

Maputo, Quinta-Feira, 2 de Julho de 2009:: Notícias

UM grupo de professores da Universidade Pedagógica (UP), uma instituição Ensino Superior vocacionada à formação de docentes, lança hoje, na capital do país, dois livros temáticos sobre a versão moçambicana da língua portuguesa e sobre a formação de professores.

Trata-se da obra “Português Moçambicano: estudos e reflexões”, constituída por 420 páginas, organizada por Hildizina Norberto Dias. O livro contém 15 capítulos escritos por estudiosos da língua portuguesa em Moçambique e docentes da Universidade Pedagógica.

De acordo com informações em nosso poder, a obra traz estudos que analisam os níveis sintáctico, semântico e sociolinguístico da língua portuguesa falada no nosso país.

Hildizina Dias, organizadora da obra “Português moçambicano: estudos e reflexões”, cuja elaboração contou com a participação dos docentes universitários Orlanda Gomane, Paula Cruz, Elda Santos, Cecília Mavale, Geraldo Macalane, Ernesto Júnior e Orlando Bahule, é autora de livros que têm tido muito sucesso no seio de estudantes e professores, designadamente “Desigualdades Sociolinguísticas e Fracasso escolar”, “Minidicionário de Moçambicanismos” e “Manual de Práticas Pedagógicas”.

Para além do livro sobre o português moçambicano, Hildizina Dias lança também a obra “Saberes docentes e formação de professores na Diversidade Cultural”. Este trabalho é fruto da pesquisa que fez para a obtenção do Pós-Doutoramento em Psicologia da Educação. É uma obra que valoriza os saberes dos professores e que traz reflexões sobre pedagogias alternativas para ensinar e aprender na diversidade cultural. A autora propõe a criação de uma corrente pedagógica relacionada com a Pedagogia do Silêncio e da Afectividade. Analisa com particular realce a problemática da promoção semi-automática no Ensino Básico em Moçambique.

A obra tem a pertinência de nos trazer o lado bom e positivo da escola primária moçambicana, contrapondo-se, assim, às análises que se têm feito, onde se atribuem, quase sistematicamente, os problemas de ensino e aprendizagem aos professores.

De referir que a cerimónia de lançamentos dos dois livros tem lugar no Instituto Camões – Centro Cultural Português.

01/07/2009

“Brasil-Moçambique” e a exposição sobre sal

SALINAS Maputo, Quarta-Feira, 1 de Julho de 2009:: Notícias

AINDA está patente no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, a exposição fotográfica “Por um punhado de sal”. A mostra é composta por fotografias da autoria do brasileiro Chico Carneiro e de Helena Nunes e Fátima Serrão Gomes, de nacionalidade portuguesa, que ao longo de três meses fotografaram as salinas de Maputo, captando imagens cuja leitura ultrapassa a parte icónica, transportando igualmente uma mensagem poética e de carácter social.

Helena Nunes colabora como fotógrafa no Instituto de Coração de Maputo (ICOR), tendo já participado em várias exposições fotográficas colectivas como por exemplo em 2002 em Bruxelas pelo Clube de Fotografia da Comissão Europeia e outra colectiva itinerante do Teatro Municipal de Vila Real.

Por sua vez, Fátima Ferrão Gomes, que pertence ao Clube de Fotografia da Comissão Europeia, também já participou em algumas colectivas como por exemplo a da Photolife Reporters e outra do Museu Municipal – Núcleo Museológico do Sal na Figueira da Foz em Portugal.

Relativamente a Chico Carneiro, que os moçambicanos conhecem mais como cineasta, com vários filmes realizados, também já participou no Brasil e em Moçambique em várias exposições fotográficas individuais e colectivas como a da Casa do Choro em Belém do Pará, no ex-CEB em 2002 em Maputo, em colectivas na Associação Moçambicana de Fotografia, assim como em Portugal na Figueira da Foz, intitulada, precisamente “Salinas”.

Trata-se, segundo um comunicado do Centro Cultural Brasil-Moçambique, ontem enviado à nossa redacção, de uma exposição que vai certamente marcar algumas diferenças numa cidade que prima pela arte fotográfica e pelo respeitado fotojornalismo.

28/06/2009

A ILHA - patromónio da Humanidade (Revista Trimestral)

Com a coordenação de António José Correia Paulo conheça esta revista trimestral, dedicada à Ilha de Moçambique e à sua História, Arqueologia e Turismo.

- Veja o nº 2 de Março de 2009 em Download Jornal Ilha 2

- Veja o nº 3 de Junho de 2009 em Download Jornal Ilha 3

Conversa com José Craveirinha

Escrito por Azagaia

Oh velho Zé, só mesmo aqui para te encontrar. O mesmo boémio de sempre! Tomamos um copo no velho Luso? De certeza que lá não ouves o dedilhar da viola do Daíco, mas conhecerás o bambolear das ancas das novas Felisminas e das netas da Leta Conceição que adoram o doggystyle do Zico.

- Aceito o convite, meu rapaz! Gostava de te ter conhecido e ouvir-te falar sobre os tempos da PIDE, sobre o tempo em que estiveste preso. Hoje andamos todos engaiolados sem estarmos presos, com medo de falar e dizer o que pensamos.

- Imagino. É como naquele tempo. Conta mais. Olha poeta, se tivesse unhas como as tuas e estivesse numa qualquer Cela 1 da Machava, sujava também as paredes com as merdas que penso das injustiças deste país.

- Há gajos que andam a lixar-te a cabeça? Tinha que sujar as paredes de toda a Machava para te contar, poeta. Lembras-te das ideias que a tua malta cantava? Igualdade? Que o povo tinha de tomar o poder? Olha, poeta, eu fiz uma música que dizia que o povo finalmente estava no poder, sabes o que me aconteceu?

- O quê? Chamaram-me para responder na Procuradoria da República. Sim, poeta, a nossa República, não uma república qualquer das bananas.

- Epá? E conheceste a menina dos 5 olhos? Nada, meu poeta, agora já não há palmatória e nem me levaram de Jeep. Agora os gajos ameaçam-te de outras maneiras. Toda a gente anda com medo de perder o emprego caso não colabore com os chefes e patrões do país. Eu pensava que o país fosse nosso. Do povo. Mas agora dizem que tem donos e há que respeitá-los, aliás, temê-los.

- Olha, puto, os gajos da PIDE eram chatos mas a malta lutava contra eles, cada um na sua frente. Eu escrevia coisas que passavam na censura, os gajos eram burros. Burros há até hoje poeta, mas sabes, o mais triste é ver nacionais a explorar nacionais. Hoje o que manda na nossa sociedade é o cifrão, estão todos a cagar para a educação. Inventaram uma tal de passagem automática da 1ª à 5ª classe, tudo por causa dos doadores. Agora os putos chegam à 5ª classe e mal escrevem os próprios nomes, mal lêem e muitos deles não conhecem os teus lindos versos, meu poeta.

- Satanhoco! Juro palavra d´hora! Os dirigentes de hoje andam em luxuosos carros protocolares, senão não fazem bem o mesmo trabalho que faziam no vosso tempo metidos num autocarro só. Meu poeta-mor, os putos já não querem ser tambor...

- O que querem ser? Deputados. Membros da comissão política. Ganhase bem lá, com direito às regalias, imunidade e o caraças! Eu queria ser poeta como tu, ser tambor e gritar nas noites e tardes do nosso belo país o que me vai na alma, mas está difícil. Agora os tambores que mais alto gritam e são ouvidos têm padrinhos. Mas deixemos disso. Brindemos é às saborosas tangerinas de Inhambane.

- Salute!

@VERDADE - 28.06.2009

 

 

22/06/2009

AINDA O FALECIMENTO DE RICARDO RANGEL

Ricardo_Rangel Suplemento do jornal SAVANA  de 19.06.2009, dedicado ao Homem e ao Artista:

Veja aqui: Download Supl. SAVANA - 19062009

Berta Brás* e os "Democratas de Moçambique"

Fazem parte do livro “Pedras de Sal” (1974), contido, em 2ª edição, em “Cravos Roxos” (1981):

 

1º Texto: “Madalena e as Pedradas”, o último da minha colaboração na “Página da Mulher” do “Notícias” de Lourenço Marques, mas publicado noutra secção – “Tribuna Livre” -  por algum arrojado orientador dessa Secção, provavelmente saneado a seguir:

«Sempre ouvi dizer que pertencíamos a um povo subdesenvolvido e pouca cotação tínhamos no mercado da desenvoltura internacional. Essa situação humilhante, conquanto verificada também nos outros séculos, atribuía-se exclusivamente à tal ditadura subjugante que não deixava libertar os espíritos num caminho próprio e amplo, apesar de o José Régio se atrever a gritar que ia por ali e jamais por onde o mandassem, mesmo que o mandassem com vontade. Ele tinha a dele e dali não arredava pé.

Afinal, desde que se impôs a todos nós um outro regime de liberalização de ideologias, tenho-me apercebido de profundas transformações, que se reflectem numa imprensa dinâmica e arejada, e nas próprias vozes dos locutores, mais viris e orgulhosas, explicando, timbrada e eloquentemente, os pontos de vista dos diversos sectores de opinião.

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21/06/2009

Os Anos da Guerra Colonial - Correio da Manhã (Lisboa)

"Ainda não havia, sobre a História recente de Portugal, uma obra assim. A colecção que o CM agora distribui, da autoria de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso, é única: conta, dia a dia, os grandes acontecimentos da nossa História nos anos da Guerra Colonial. Tem mais de 1500 fotografias, 150 infografias, cem mapas e a lista de todas as unidades, e comandantes, mobilizados para África."

In Correio da Manhã(Lisbao)

Acompanhando a obra principal, vem um volume com AS GRANDES OPERAÇÕES DA GUERRA COLONIAL. No volume "X", da autoria de Manuel Catarino, encontramos a seguinte pérola:

Samoraaviao 

DESTACO:

A fuga de Samora dava um filme. Partiu com um de­sertor, capitão Jacinto Veloso, piloto da Força Aérea, a bordo de um avião T-6. O oficial também se juntou à Frelimo e ainda hoje viveem Maputo. Samora Machel revela-se na guerra um brilhan­te estratega militar.

NOTA:

Assim se escreve a HISTÓRIA... Lá, como cá.

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE 

18/06/2009

Mondlane no epicentro de simpósio internacional

LIVROSOBMONDLANE O Governo moçambicano convidou ontem, em Maputo, instituições, comunidades, associações, partidos políticos e outros segmentos da sociedade civil a continuarem a fazer de 2009 um ano de festa, consolidação da unidade nacional, reforço da auto-estima e do espírito patriótico que concorram para resgatar, recordar e valorizar a vida e obra de Eduardo Mondlane, o obreiro da luta contra o colonialismo português e arquitecto da unidade nacional.

Maputo, Sexta-Feira, 19 de Junho de 2009:: Notícias

Segundo o Ministro para os Antigos Combatentes, Feliciano Gundana, que falava na abertura do simpósio internacional Eduardo Mondlane, a experiência e trajectória do herói nacional por várias vivências, desde a zona rural, sua terra natal em Nwadjahane, passando pela educação primária e secundária nas missões protestantes e a prossecução do Ensino Superior na África do Sul, Portugal e Estados Unidos da América, constitui uma importante lição de cultura de trabalho árduo e fonte de inspiração para os desafios da luta contra a pobreza.

O simpósio, que acontece no contexto dos 40 anos da morte de Mondlane, é promovido pela Universidade Eduardo Mondlane, inserindo-se igualmente no quadro das comemorações do “Ano Eduardo Mondlane”, decretado pelo Governo. Neste mesmo espírito foram programadas outras realizações, sendo de destacar as que vão acontecer amanhã na sua terra natal em Manjacaze.

De acordo com o Ministro, o simpósio servirá para recordar várias experiências que foram sintetizadas na forma como Eduardo Mondlane conduziu a luta de libertação de Moçambique, apostando na unidade nacional, na luta contra o racismo, contra o regionalismo e o tribalismo.

“Eduardo Mondlane combateu todas as formas de analfabetismo, incrementou a solidariedade regional e internacional, como pressuposto para a construção de uma sociedade nova de bem-estar e justiça social para todos”, disse Gundana.

A família Mondlane, nomeadamente a viúva Jannet Mondlane, os filhos, designadamente Eddie e Nyeleti Mondlane, para além dos netos marcaram presença no simpósio que decorreu no Centro de Conferências Joaquim Chissano. Em alguns momentos deste encontro internacional coube a Eddie dirigir algumas palavras aos presentes, vincando que a família continua também a trabalhar com o espólio do pai para buscar e aprofundar o seu perfil e pensamento, perpetuando, deste modo, o seu conhecimento.

Na ocasião, foi lançado o seu célebre livro Lutar Por Moçambique numa reedicção enquadrada nas celebrações dos 40 anos da sua morte.

Figuras como Joaquim Chissano, ex-estadista moçambicano, o histórico Marcelino dos Santos, os antigos combatentes Lopes Tembe e General Hama Thai, participaram ontem, primeiro dia do simpósio, no debate sobre a vida e obra de Mondlane.

Aliás, Marcelino dos Santos e Lopes Tembe foram principais oradores do tema “Mondlane e nacionalismo”, perante um auditório de cerca de 250 convidados dentre nacionais e estrangeiros.

 Marcelino dos Santos enalteceu a maneira extraordinária como o povo e o Estado Moçambicanos olham e valorizam a figura de Eduardo Mondlane.

Na foto: Janet Mondlane, com os netos, distribui o livro “Lutar por Moçambique”

NOTA: Pode ler esta obra completa na BIBLIOTECA DO MACUA (colocada em 2001) em

http://www.macua.org/documentos82.html

17/06/2009

Zeitgeist, Addendum [ PORTUGUESE ]

Saiba sobre a crise financeira, as actuações do FMI e BANCO MUNDIAL, como e porque se derrubam governos e muito mais neste video com 2 horas em:

http://www.zeitgeistmovie.com/add_portug.htm

Visite: Zeitgeist Movement Brasil em http://thezeitgeistmovementbrasil.blogspot.com/

José Eduardo Agualusa plagia em "Estação da Chuvas"(1996) obra editada em 1978

Estacaochuvas_capa Angolacomandoscontracubanos José Eduardo Agualusa, na sua obra "Estação das Chuvas", publicado em 1996, plagia o autor de "Angola, comandos especiais contra cubanos", de Pedro Silva editado em 1978.

Verifiquem em: Download Plagio_agualusa_marangoni

Verificarão que o plágio é evidente.

MOVIMENTOS ASSOCIATIVOS NA ÁFRICA NEGRA, pelo Prof. Silva Cunha (1956)

Movimentosassociativos_capa As organizações existentes que interessam a este estudo são de três tipos:

a)        Associações místico-religiosas;

b)        Associações com fins mutualistas ou cooperativistas;

c)         Associações com fins políticos.As associações místico-religiosas e as associações com fins mutualistas, ou cooperativistas, existiam já nas sociedades negras primitivas. Em resultado do contacto com o Europeu, as associa­ções místico-religiosas antigas, primeiro transformaram-se, no seu conteúdo, mantendo as formas primitivas; depois, por toda a parte, cederam o passo a associações novas, que se originaram, quase sempre, no ensino das religiões protestantes.

Estas novas associações costumam agrupar-se sob a designação comum de movimentos messiânicos ou proféticos (a).

As associações mutualistas e cooperativistas primitivas reves­tiam carácter de associações profissionais (confrarias ou corpo­rações), de que são exemplo as associações de caçadores, de pes­cadores e de ferreiros. Recentemente, porém, começaram a surgir outras de tipo diferente, de base étnica, que tentam agrupar, com fins de previdência e assistência imediatos todos os elementos da mesma tribo.

Estes dois tipos de associações, além dos fins religiosos e de auxílio mútuo, geralmente prosseguiam também fins políticos.

As sociedades místico-religiosas de forma e conteúdo primi­tivos desempenhavam uma função política, enquanto eram um meio de defesa da pureza dos costumes tribais e, portanto, um meio de lutar contra as causas de desagregação da tribo. As asso­ciações místico-religiosas de forma primitiva e conteúdo novo apresentam-se como uma reacção contra a situação colonial.

O mesmo carácter têm também as associações profético-messiânicas que se baseiam na interpretação da Bíblia por um profeta que, como novo Messias, vem anunciar uma era de prosperidade para os Negros, em que estes receberão a compensação dos sofri­mentos resultantes do domínio dos Brancos. Estas associações aparecem, pois, como um rudimento de movimento nacionalista, de reacção contra o Branco e com carácter reivindicativo.

As associações com fins exclusivamente políticos são um pro­duto da civilização europeia. Surgiram principalmente depois da última guerra e a sua manifestação mais perfeita é constituída pelos partidos políticos de negros que se formaram em alguns territórios africanos.

Leia a obra completa em: Download Manegrosafrica

16/06/2009

PANCHO_GUEDES Esta tarde, depois de ter sido alertado para o evento durante um almoço de Moçambicanos em Belém, tive a oportunidade de visitar uma exposição no CCB sobre a vida profissional e artística do arquitecto Miranda Guedes (Pancho).

Ele nasceu em 1925 em Lisboa e estudou arquitectura na Wits em Johannesburg. Anos mais tarde e depois do 25 de Abril foi Reitor da Faculdade de Arquitectura da mesma universidade.

Além de muitas “maquetes” das suas obras e objectos de arte Africana da sua colecção pessoal, podem-se ver vários quadros dele e numerosas fotografias de edifícios concebidos ou desenhados por ele, acompanhadas de textos explicativos sobre as suas obras em LM e nos arredores de Johannesburg, bem como em Angola.

A exposição, com o título “Pancho Guedes – Vitruvius Mozambicanus” decorre de 18.05 a 16.08.2009. no Piso 2, do Museu Colecção Berardo.

Confesso que, embora não me interesse muito por arquitectura moderna, passei mais de 2 horas bem interessantes a recordar muitas das casas particulares e edifícios que conheci em LM.

Entre as várias obras por ele projectadas ou concebidas estava a casa do Dr. Simões Ferreira e a indicação de que a casa fora encomendada ao “Pancho” Guedes pelo famoso radiologista para nela receber a filha e o seu marido, o multimilionário Americano Heinz. A filha é hoje conhecida por Teresa Heinz Kerry e é proprietária da fábrica dos famosos molhos “HEINZ”.

Se tiverem oportunidade de visitar a exposição, não a percam.
Luiz Pinto

13/06/2009

“Capulana” em exposição

Maputo, Sábado, 13 de Junho de 2009:: Notícias

Capulana's INAUGURA na próxima terça-feira, dia 16, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, a exposição “História da Capulana”. A exposição procura contar a história deste tecido, que já é tradução africana, com maior destaque para Moçambique, onde ela engloba o tecido sociocultural de todo o povo.

As obras que estarão em exposição foram produzidas no nosso país, bem como na África do Sul, Suazilândia, Camarões, República Democrática do Congo, Tanzania, Gabão e Burkina Faso.

Um comunicado do Centro Cultural Franco-Moçambicano sobre este evento refere que, ao longo da sua existência o Homem é acompanhado por têxteis. “Desde que nascemos até à morte os tecidos marcam as etapas e os eventos que acontecem durante a vida. Os têxteis criam uma ligação fundamental entre o homem e a sociedade”, diz.

Refere ainda que a capulana não tem só a função de vestir e decorar. Ela é também um suporte de mensagens religiosas, políticas e publicitárias, ou define um código social.

Para poder manter boas relações com a família, os vizinhos ou amigos, cada um tem que possuir várias capulanas, o que vai permitir-lhe intervir nos intercâmbios comunitários, económicas e sociais.

Para cada evento é criada uma capulana que jamais será reeditada. E é portanto muito difícil de reunir uma grande quantidade de peças.

10/06/2009

*A PNETliteratura é Patrono Oficial da FLIP 2009 - Festa Literária Internacional de Paraty - Brasil*

A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa.
Luís Carmelo, Coordenador

Conheça este site em: http://www.pnetliteratura.pt/

Adelino Timóteo expõe em Linz

Austria

“Encontro de culturas” é o título da 8.ª exposição de pintura de Adelino Timóteo, que será inaugurada hoje, 10 de Junho, em Linz, na Austria. A mostra, que junta cerca de 30 pinturas, é a primeira individual do artista, que também é escritor para além jornalista deste órgão de comunicação social.

O evento é promovido pelo Instituto Afro-asiático. A mostra estará patente até ao próximo dia 26 de Junho. Está sendo mediatizado pela imprensa de Linz, que este ano é a capital europeia da cultura, o propósito que suscitou o convite ao moçambicano para expor naquela cidade austríaca.

Entretanto, no dia 24 de Junho, em Viena, escritos de Adelino Timóteo reunidos nos seus livros, «Os Segredos da Arte de Amar», «Viagem à Grécia através da Ilha de Mocambique», «A Fronteira do Sublime», «Mulungu» e «A virgem da Babilónia» (inédito a sair em breve com a chancela da Texto Editores) serão lidos no Instituto Afro-Asiático, em vários idiomas: inglês, português e alemão.

Refira-se que o Instituto Afro-Asiático, segundo nos confirmou ontem o artista, convidou Adelino Timóteo a expor “Encontro de Culturas”, no próximo ano, em Viena, capital da Austria. (Fernando Veloso) - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 10.09.2009

Daviz Simango do MDM escapa de atentado em Nacala-Porto

Porta-voz do partido, Geraldo de Carvalho, acusa directamente Afonso Dhlakama de ser o mandante, e deputado da AR e ex-guerrilheiros, de serem os executores

O presidente do MDM, Daviz Simango, escapou ileso a um atentado perpetrado contra si, em Nacala-Porto, quando eram “cerca das 14 horas” de ontem. A informação foi confirmada ao «Canal de Moçambique» pelo porta-voz do MDM, Geraldo Carvalho, um antigo combatente da Renamo que abandonou o partido liderado por Afonso Dhlakama logo que Daviz Simango foi preterido como candidato à sua sucessão como edil da Beira. O director do Gabinete de Daviz Simango no Conselho Municipal da Beira, por seu turno, cerca das 22 horas de ontem, disse ao «Canal de Moçambique» que o edil da Beira já estava na Cidade de Nampula para onde foi escoltado pela Polícia.

Daviz Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), preparava-se para orientar um comício popular em Nacala-Porto, quando se registou a ocorrência. Ainda não tinha iniciado o comício que tinha agendado e devido ao incidente foi abortado. Estava a assistir a actuações de grupos culturais em sua honra quando, segundo as descrições, se deu o “atentado” frustrado.

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A GUERRA - RTP - 2007/2009

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    Programa de Joaquim Furtado sobre a Guerra do Ultramar/África/Libertação

Ilha de Moçambique - Recuperação

Ilha de Moçambique - Tesouros

VIDEOS RENAMO 1986/1987

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    Para melhor conhecer a HISTÓRIA de Moçambique

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