As minhas actividades como dirigente político perante o meu povo começaram em 1957 e foi neste ano que eu tive a responsabilidade de apresentar algumas petições da população da minha região às autoridades locais portuguesas depois de ter visto a miséria e o sofrimento dos camponeses forçados a trabalhar nas farmes, plantações de asiáticos e europeus assim como na construção de estradas sem mesmo benefício de condições de vida alimentares ou de um salário honesto.
Eles eram obrigados a trabalhar durante longas horas sem comida e deviam pagar multa se eles não fornecessem durante a época de recolha de algodão a quantidade que lhes era atribuída. Eu também pedi ao governo que me autorizasse a organizar um programa de aprendizagem de melhores métodos de cultura e precauções a tomar para as colheitas a fim de lhes permitir obter os melhores resultados. Agindo assim eu esperava reduzir o sofrimento dos camponeses.
Nós estabelecemos urna cooperativa que nós chamamos Sociedade Agrícola Algodoeira Voluntária dos Africanos de Moçambique. De principio nos éramos 500. Nós pedimos ao governo para nos permitir que estabelecêssemos um fundo especial para compra de bicicletas, papel, lápis, etc. a fim de nos facilitar o trabalho da cooperativa enquanto que discutíamos o problema comum da produção e da utilização do produto.








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