E diz que se Dhlakama vencer as eleições vai mandar publicar o relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique, a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul
“Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte” – Fernando Mazanga
O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse ontem, segunda-feira, que o sangue de Samora deve ser vingado, afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte. Os moçambicanos precisam da resposta de Guebuza, de quem matou Samora Machel, porque ele é quem chefiou a comissão de inquérito, diz Mazanga que pede ainda que se esclareça por que razão Samora Machel havia encostado Armando Guebuza, como ministro sem pasta, aguardando o seu regresso do exterior, o que não chegou a acontecer porque foi assassinado no seu regresso ao País?
Fernando Mazanga disse, entretanto, que caso o candidato da Renamo à Presidência da República, Afonso Dhlakama, chegue ao poder, uma das suas prioridades será a divulgação do relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, há 23 anos, num acidente aéreo ocorrido em Mbuzine, na vizinha África do Sul, em que pereceram outros 33 membros das sua comitiva.
Os pronunciamentos do porta-voz da Renamo ocorreram durante uma conferência de imprensa que convocou ontem em Maputo, precisamente para falar da passagem dos 23 anos da morte de Samora Machel.
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