As autoridades moçambicanas
abriram as portas para o investimento nacional e estrangeiro, como forma de desenvolver
o país de todos nós.
Por via disso, temos hoje
muitas empresas de capitais mistos, nacionais e estrangeiros a produzirem
riqueza.
Essa riqueza é produzida num
determinado espaço, outrora ocupado por singulares, pessoas colectivas, e
nalguns casos, pelo Estado.
Nos primeiros dois casos (ocupação
por singulares e pessoas colectivas) trazem consigo grandes injustiças praticadas
pelos ocupantes dessas áreas, no que
tange ao pagamento das indemnizações
pelas plantas nelas existentes, via
governo.
Ora, indemnizar á um
camponês 350 á 750 meticais por cada planta existente nas terras pretendidas para
implantação de determinados projectos, não nos parece justo. São valores muito aquém
da realidade.
O Conselho de Ministros aprovou
estes valores nos anos lá idos, em que o custo de vida não era como o de hoje.
Cabe ao Conselho de
Ministros rever a legislação sobre a matéria, se quiser proteger ao camponês,
em última instância, o mais prejudicado, pois estes valores estão a criar um
pouco por este país, uma insatisfação popular.
Portanto, a situação que se
vive em Nacala-a-Velha com aVale Moçambique, não é a única neste país.
O ponto é que o governo está
habituado a resolver os problemas do povo depois das greves ou derramamento de
sangue, uma atitude própria de arrogantes, e falta de postura de Estado.
O governo, tarde ou cedo,
vai rever a legislação, mas aí está, até lá terá corrido muita tinta à favor do
camponês que, sem culpa, é dado corrida das suas terras sem o mínimo de
respeito e consideração.
Entretanto, é bandeira deste
governo, combater a pobreza. Digam minhas senhoras e meus senhores, se o
camponês que lhe é negada uma área rica, indemnizando-o com
os valores que acima
referimos se está
a combater a pobreza absoluta, ou é lhe dado a morte súbita?
Devia-se ser bem claro, que
ao invés de se propalar indemnização, ficava correcto que se declarasse uma EXPULSÃO INTELIGENTE.
O NACALENSE – 20.05.2013
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