A greve dos médicos cujo inicio foi marcado
para ontem à escala nacional não se reflecte nas unidades sanitárias da
província de Nampula, onde as autoridades locais da saúde observam que menos de
uma dezena dos 129 membros da classe não se fez aos seus postos de trabalho,
estando o atendimento aos pacientes a verificar-se com normalidade ao nível de
todos serviços hospitalares.
A nossa reportagem, que ontem efectuou
uma ronda pelas unidades sanitárias de referência, apurou que os cerca de dez
médicos que pautaram por não se fazer presente nos respectivos postos de
trabalho são membros da representação local da Associação Médica de Moçambique
e encontram-se afectos ao Hospital Central de Nampula e no Geral de Marrére,
arredores da capital provincial.
Mahomed Mobaracaly, director provincial
da saúde em Nampula, garantiu, depois de auscultar as autoridades sanitárias
nos 21 distritos, que não se registaram médicos faltosos no dia de ontem, e
todos serviços prestados aos utentes nas nossas unidades funcionaram dentro na
normalidade. Todos 21 distritos de Nampula dispõem de médicos e existem alguns
que, pela sua densidade populacional, contam com mais de um profissional
daquele nível, incluindo Nacala-Porto com um total de oito, entre especialistas
e generalistas.
Moisés Lopes, director do Hospital Central
de Nampula, que assiste pacientes transferidos das províncias do norte, incluindo
da Zambézia, no centro, disse que os serviços de urgência e de consultas externas
processou-se com normalidade no dia de ontem, apesar de alguns médicos generalistas
e de clínica geral, entre os quais fazem parte recém graduados e uma especialista
em pediatria, terem pautado pela ausência nos respectivos postos, garantindo
que serão averbadas faltas de acordo com o manual dos funcionários e agentes do
Estado.
O Hospital Central de
Nampula tem nos seus quadros cerca de 80 médicos cuja maioria é de
nacionalidades coreana, ucraniana e cubana. Como já prevíamos a paralisação
anunciada pela Associação Médica de Moçambique, esboçamos preventivamente
a movimentação dos 80 médicos com vista a cobrir todos os serviços, tendo conseguido
alcançar os nossos objectivos. Pois, basta dizer que todas as cirurgias
programadas estão a ser efectuadas com normalidade, assim como o atendimento
personalizado, acrescentou
o nosso entrevistado.
Entretanto, apuramos na ronda realizada
que as clínicas privadas que funcionam na cidade de Nampula registavam um
movimento desusado e, quando procuramos apurar as razões, soubemos que alguns
utentes preferiram dirigir-se àqueles locais por temerem longas filas nas
unidades sanitárias públicas que, entretanto, não chegaram a registar-se.
WAMPHULA
FAX – 08.01.2013
Recent Comments