18-01-2006

LAM volta a voar para França

(Maputo) A Direcção Geral da aviação Civil Francesa (DGAC) acaba de levantar a interdição de voos da companhia LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) em território francês, com base nas conclusões de uma auditoria levada a cabo em Novembro de 2005 por um gabinete internacional, segundo refere um comunicado de imprensa ontem enviado à nossa redacção.

A França, que mantém “boas relações” com Moçambique, alegra-se com este levantamento de interdição.

Ela deseja vivamente, como está expresso no comunicado datado de 17 do corrente, que possa, de novo, ser estabelecida uma ligação aérea entre Moçambique e os seus Departamentos de Além-Mar no Oceano Índico, e, dessa forma, “ilustrar a vitalidade da cooperação entre os nossos dois países”.

(Redacção) – DIÁRIO DE NOTÍCIAS(Maputo) – 18.01.2005

17-01-2006

Pestana na corrida pelo Hotel Cardoso

Maputo – Um dos mais prestigiados grupos de hotelaria português, o Grupo Pestana acaba de manifestar sério interesse em adquirir o emblemático hotel de quatro estrelas, o Hotel Cardoso, localizado numa das zonas mais chiques de Maputo e com uma vista panorâmica para o mar.

O hotel de referência internacional, o Cardoso esteve no passado sob a gestão inglesa da Lonrho do multimilionário britânico Tiny Rolland, com vastos interesses na África do Sul e no mundo.

O Hotel Cardoso guarda algumas memórias históricas, acomodou durante um largo período de tempo, parte da cúpula da Renamo que reentrou em Maputo, depois da assinatura do acordo geral de Paz de 1992, até as primeiras eleições democráticas e multi-partidárias de 1994.

mediaFAX soube de fontes ligadas ao Grupo Pestana que, a ser adquirido, o Hotel Cardoso será convertido numa unidade de cinco estrelas.

O engenheiro Carlos Morgado, administrador do grupo Pestana, confirmou segunda-feira ao mediaFAX o interesse de compra do Hotel Cardoso.

“O grupo Pestana está ainda a negociar a aquisição do Cardoso, para depois convertê-lo numa unidade de cinco estrelas, caso a negociação saia a favor do Pestana”, disse Morgado, antigo ministro da Indústria e Comércio, e um dos experts da Frelimo, partido no poder.

As negociações em curso estão firmes, mas evitou pronunciar-se sobre datas do desfecho. “Não posso dizer quando a negociação termina, a verdade é que, tudo está a ser feito e creio que dentro em breve, chegar-se-á ao desfecho”, afirmou Morgado, cujo nome circula entre um dos sucessores de José Viegas, à frente da maior companhia aérea de aviação moçambicana, LAM.

Actualmente, Cardoso é constituído por uma sociedade representada por Lonrho Hoteis, uma entidade holandesa com uma participação de 59 por cento das acções.

Os restantes 41 por centos de acções são detidos pela firma Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e pelo Estado moçambicano que, na estrutura accionista é representado pelo Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGEPE).

Contudo, outras informações na posse do mediaFAX indicam haver um outro grupo português, a VISABEIRA, na corrida da compra do Cardoso. A Visabeira tem mostrado visibilidade na área de hotelaria em Moçambique, dispondo neste momento de cinco unidades de marca Girassol em Moçambique.

O Grupo VISABEIRA pretende construir este ano uma nova unidade hoteleira (de 40 quartos), junto do Lago Niassa.

Em Moçambique, o grupo Pestana dispõe de três unidades hoteleiras, nomeadamente o Pestana Rovuma Hotel, em Maputo, o Pestana Bazarrote Lodge, em Inhambane e Pestana Inhaca Lodge, na ilha do mesmo nome.

(M Munguambe) – MEDIAFAX – 17.01.2006

06-01-2006

Animais voltam à Gorongosa

Parque Nacional está a ser reabilitado

Búffalos, elefantes, rinocerontes, gazelas e zebras estão a regressar em força ao Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, ao abrigo de um projecto internacional de reabilitação que envolve os esforços de americanos, portugueses e moçambicanos.

Agora, sob a coordenação da Carr Foundation - uma instituição criada em 1999, pelo milionário e filantropo norte-americano Gregory C. Carr - o Parque Nacional da Gorongosa está no bom caminho para voltar a ser uma das principais reservas naturais de protecção da vida selvagem em África.

O memorando de intenções assinado em Outubro de 2004, com o Ministério do Turismo moçambicano, sob a égide do então Presidente Joaquim Chissano, consagra o investimento global de 36 milhões de dólares (31 milhões de euros) no projecto de recuperação desta área de 3770 quilómetros quadrados, na Província de Sofala, em pleno centro de Moçambique.

Greg Carr frisa o carácter de longo prazo do seu compromisso de desenvolvimento do Parque Nacional da Gorongosa, nos próximos 30 anos. «Temos de planear a nossa intervenção em várias fases: conservação, sócio-económica e turística. Este projecto motivou-me, porque é uma combinação entre uma acção de protecção da natureza e um projecto de desenvolvimento económico. Trata-se de usar a beleza do ecossistema para combater a pobreza».

Prioridade ao repovoamento

Assim, a primeira fase passa pelo repovoamento dos animais dizimados por caçadores furtivos durante as duas décadas de guerra que se seguiram à independência do país. O filantropo americano reconhece que «houve algum esforço de restauração, logo a seguir à guerra, mas o parque precisava de uma nova injecção de dinheiro».

Com recurso aos fundos disponibilizados pela Carr Foundation, está já a ser construída uma vedação em torno de uma área com 5000 hectares, especialmente vocacionada para a reprodução de animais, nomeadamente, rinocerontes e búfalos que serão depois libertados no parque. «Os elefantes estão a regressar - existem cerca de 250 -, mas só temos uma manada de 35 búfalos e, apenas, sete leões», revela. Paralelamente, serão desenvolvidos estudos hidrológicos, da flora e da fauna, com recurso a meios de detecção por satélite, envolvendo cientistas americanos e moçambicanos da Universidade Eduardo Mondlane, do Museu de História Natural de Maputo e da empresa de consultoria ambiental Impacto, liderada pelo biólogo e escritor Mia Couto.

Os responsáveis por este projecto de recuperação também gostariam de ver a Serra da Gorongosa (onde nascem os rios que irrigam a reserva) incluída no perímetro do parque e estão a trabalhar na legislação que visa criar uma "zona tampão" de protecção nas zonas limítrofes, onde existem 12 aldeias tradicionais.

«Estamos muito envolvidos com as populações - assegura Greg Carr - essa é a nossa grande diferença em relação a outros parques, em que há autênticas batalhas para afastar os habitantes locais. Nós, pelo contrário, queremos incluir as pessoas no sucesso do parque, gerando empregos para elas mas, também, possibilitando-lhes a criação dos seus próprios negócios».

No futuro, 20% das receitas do parque reverterão para as comunidades locais, que serão objecto de um recenseamento com vista à determinação das suas necessidades mais prementes nos domínios da saúde, educação e abastecimento de água.

Ecoturismo

Greg Carr recorda que, no passado, «a Gorongosa apresentava a maior densidade de animais em África» e que as razões para isso estão nos diferentes ecossistemas da região. «Existe uma grande diversidade de ecossistemas, numa superfície relativamente pequena: planícies, savanas, rios, lagos e dois tipos de floresta húmida, que criam uma abundância de vida selvagem e cenários de grande beleza. Uma oportunidade para o turismo tremenda», comenta.

Na opinião do milionário americano, «a Gorongosa pode ser o motor económico de Moçambique, atraindo dezenas de milhares de turistas por ano, que vão ao parque, mas também, a outras regiões do país e gastam dinheiro nas viagens, no alojamento e no comércio e serviços». Numa fase inicial, Greg Carr aponta para «um total de 100 mil entradas, um número que considera realista quando comparado com os dois milhões de pessoas que visitam anualmente o Kruger Park, na vizinha África do Sul».

Além do vulgar turista, a promotores do Parque Nacional da Gorongosa querem reunir todas as condições para atrair cientistas e outros estudiosos do mundo animal. Para o efeito, «vai ser construído um centro permanente de Ciência para investigadores convidados», revela Vasco Galante, responsável pelo desenvolvimento turístico do empreendimento.

No próximo ano, será dado início à construção dos primeiros "lodges", mas só em 2007 o parque estará equipado para organizar safaris na rede de picadas, actualmente, em fase de preparação. Todavia, «o parque já está a receber visitas de turistas com um espírito mais aventureiro - revela Vasco Galante - são, normalmente, italianos, suíços e holandeses, que se deslocam nas suas próprias viaturas e com todo o equipamento de campismo. Dispomos de chuveiros e de um pequeno restaurante no Chitengo». O aldeamento construído pelos portugueses no tempo colonial será, posteriormente, transformado num campo educacional para crianças moçambicanas e dotado de um museu, acrescentou o mesmo responsável.

Portugal apoia recuperação

De passagem por Portugal, Greg Carr foi recebido pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Cravinho, a quem o milionário americano apresentou o projecto de recuperação do Parque Nacional da Gorongosa. À saída do encontro e satisfeito com a receptividade demonstrada, Carr revelou que o Governo Português vai facilitar os contactos e apoiar a recolha de documentação sobre o parque no Arquivo Histórico Ultramarino, na Cinemateca e na RTP. «Há muitos portugueses que conservam memórias e fotografias antigas da Gorongosa que gostaríamos de reunir. O Parque Nacional da Gorongosa é um espaço onde portugueses e moçambicanos poderão partilhar a sua história comum», concluiu.

Formado em Harvard, nos anos 80, Greg Carr fez fortuna nos primórdios da economia da informação, à frente de empresas como a Boston Technology e os servidores de Internet Prodigy e Africa Online. Em 1998, renunciou a todos os cargos e vendeu as suas participações para criar o Carr Center for Human Rights Policy, o Idaho Human Rights Education Center, o Market Theater e a fundação com o seu nome.

Conhecido pelas suas campanhas anti-racistas e em prol dos direitos humanos, Greg Carr concentra, aos 45 anos, as suas atenções no desenvolvimento social e na protecção da biodiversidade em África. «Este é o projecto mais belo da minha vida - confessa - sempre pensei que, se algum dia fosse rico, passaria a minha vida a fazer as coisas com que, realmente, me preocupo».

Alexandre Coutinho  - EXPRESSO AFRICA - 03.01.2006

03-01-2006

Cotur prestigia Moçambique

AO VENCER UM TROFÉU INTERNACIONAL DE TURISMO, HOTELARIA E GASTRONOMIA

- Paralelamente, aquela agência de viagens sagrou-se, pela quarta vez consecutiva, a que maior volume de vendas e maior utilização faz dos serviços das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

(Maputo) A Cotur, a maior empresa moçambicana de agenciamento de viagens e turismo, acaba de ser distinguida pelo comité de selecção do XXXI Troféu Internacional de Turismo, Hotelaria e Gastronomia, de Madrid, Espanha, como a empresa mais relevante no sector de turismo no ano 2005.

A entrega do referido troféu terá lugar no dia 25 de Janeiro de 2006, em Madrid, coincidindo com a realização da Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), numa cerimónia que contará com a presença de diversas personalidades do mundo

do turismo.

Este prémio surge numa altura em que a empresa acaba de ser galardoada, pela quarta vez consecutiva, como a empresa que maior volume de vendas apresenta na zona Sul e a que maior utilização faz dos serviços da LAM. Aliás, esta supremacia da Cotur é confirmada pelo Ranking das Cem maiores empresas de Moçambique, editada pela KPMG, no qual esta empresa ocupa a oitava posição na análise sectorial referente ao sector de hotelaria e turismo, sendo a primeira dentre as agências de viagens.

Noormomade, director da Cotur, diz que a constante distinção da sua empresa deve-se, sobretudo, ao grande trabalho que vêm desenvolvendo, sendo de destacar o bom relacionamento e prontidão na resposta aos anseios dos clientes.

“Vamos continuar a trabalhar, de modo a mantermos a preferência dos clientes, porque este género de prémios honra a quem os recebe e, acima de tudo, mostra-nos que estamos no bom caminho e dá-nos força de prosseguirmos”, referiu o vencedor, momentos após receber os troféus.

Na categoria de “Maior utilizador”, surgem, nas posições subsequentes e, por ordem decrescente, a Simara Travel, Golden Travel e Aquarium. Na de maior volume de vendas na zona Sul do País, seguem a Golden Travel, Simara Travel, Mextur, Dana Agency e Aquarium. A empresa Planet Tours foi o maior operador de voos charter, ao passo que para as categorias de maior operador de carga e maior volume de vendas nas zonas Centro e Norte de Moçambique ficaram na posse das empresas Kwen e Good News,respectivamente.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS(Maputo) – 03.01.2006

21-12-2005

Porque não vai hoje a Maputo?

Há 3 meses fui de visita a Maputo. Antes de embarcar, procurei por todo o lado informação sobre a cidade. Só a obtive através da internet e de um DVD sobre Moçambique (com curtas passagens sobre Maputo).

Depois de regressar e de mostrar as filmagens a amigos, nasceu a ideia de fazer um DVD que, apesar de assumidamente amador, contribuirá  para levar a toda à geração Laurentina imagens actualizadas das ruas e bairros ainda no nosso imaginário, e para que a recordação sobre esta linda cidade seja ajustada à realidade.

Acredito que este DVD atrairá muitos visitantes a Maputo, precisamente por ser um video amador isento, actual, sem fins políticos, publicitários ou outros, feito por um conhecedor que lá nasceu e viveu 24 anos.

Pode ter interesse... www.kundalini.pt.

Cumprimentos e votos de Boas Festas,

Carlos Rocha

12-12-2005

Ponte sobre o rio Zambeze - Primeira pedra é lançada no dia 20

O Governo vai anunciar esta semana o vencedor do concurso para a execução das obras físicas da ponte sobre o rio Zambeze ligando Caia, em Sofala, e Chimuara, na Zambézia.

Para a prossecução do empreendimento, o Governo já formalizou com a Suécia e com a União Europeia os acordos de financiamento da obra, devendo acontecer o mesmo com relação á Itália, um dos principais parceiros do Governo que se comprometeu a desembolsar 20 milhões de euros.
O Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, disse sábado último em conferência de Imprensa que não era oportuno avançar com o nome do empreiteiro seleccionado, devido a procedimentos constantes do caderno de encargos que devem ser respeitados.
Concorreram para a construção da ponte sobre o rio Zambeze um total de 18 firmas e a data da abertura das propostas, a 14 de Novembro, foram confirmadas quatro propostas, sendo dois consórcios e duas empresas individualmente. Os consórcios são constituídos pela HOCHTIES/CMC/CONCOR e o outro é constituído pela Mota Engil/ e Soares da Costa. Os concorrentes individuais são a Teixeira Duarte e a Tâmega.
`Estamos a seguir os procedimentos burocráticos para a assinatura do contrato com a empresa vencedora. Não podemos tornar público o nome da empresa vencedora, mas vamos lançar o início das obras a 20 de Dezembro. A construção do empreendimento deverá durar 36 meses´, assegurou Felício Zacarias.
Segundo Felício Zacarias, nunca houve reticências da parte dos parceiros em financiar este projecto, facto que permitiu que o projecto já esteja na fase deexecução física.

NOTÍCIAS - 12.12.2005

05-12-2005

Visabeira e Pestana apostam no turismo em Moçambique

Os dois grupos portugueses vão investir 100 milhões de dólares
O turismo deverá tornar-se uma das principais fontes de receitas para Moçambique e os investidores portugueses estão atentos a essa realidade. Só o Grupo Visabeira tem neste momento projectos em curso e intenções de investimento que totalizam perto de 90 milhões de dólares, apenas para a área do turismo. Quase tanto como o que o grupo aplicou nos últimos dez anos naquele país, em áreas tão diversas como as telecomunicações - a mais antiga -, indústria, construção, imobiliário, serviços vários e, é claro, turismo, num montante global de 95 milhões de dólares.

Também o Grupo Pestana, até aqui o maior investidor português na área do turismo, não pretende parar. Para já, tem prevista a construção de dois novos hotéis e ampliação dos existentes, até 2008, num montante próximo de 15,5 milhões de dólares, valor que poderá dar um grande salto caso venha a confirmar-se a compra e posterior remodelação do Hotel Cardoso, um dos três mais emblemáticos de Maputo, a par do Girassol Bahia, detido pela Visabeira, e do Polana, pertencente ao grupo de capitais sauditas Rani. A decisão deverá ser conhecida "dentro de um mês", segundo o administrador do Grupo Pestana, Florentino Rodrigues, que não avançou o valor da compra, por estarem "ainda a decorrer as negociações". O investimento efectuado pelo grupo em Moçambique somou, nos últimos oito anos, 30 milhões de dólares.

Mas outras empresas portuguesas estão a despertar para este sector, com um forte potencial de de-senvolvimento e ainda pouco explorado, como são os casos da construtora Teixeira Duarte, já com dois hotéis em Moçambique - o Avenida (Maputo) e o Tivoli (Beira) -, e da VIP Hotels, com um dos mais recentes cinco estrelas da capital, o VIP Maputo, e agora a expandir-se com a construção de um centro de convenções.

De todos os projectos anunciados, o mais ambicioso é porém o do Grupo Visabeira, que pretende estender a sua rede de hotéis Girassol a todas as capitais de província e principais cidades moçambicanas nos próximos cinco anos, o que deverá rondar um investimento da ordem dos 40 milhões de dólares. Já para não falar do megaprojecto para tornar a província de Niassa num destino único, com um investimento superior a 30 milhões.

Há 14 anos em Moçambique, o grupo tem ainda nas telecomunicações o seu principal negócio, mas "dentro de três a quatro anos será o turismo a ocupar este lugar", afirmou em entrevista ao DN o presidente da Visabeira Moçambique, Paulo Varela. A previsão é que o volume de negócios do total das actividades do grupo em Moçambique atinja este ano os 70 milhões de dólares, quase 17% mais do que em 2004, sendo a área das telecomunicações responsável por "12 a 13 milhões", seguida pela da construção, com cerca de 10 milhões, e ficando o turismo em terceiro lugar, com oito milhões de dólares.

O grupo entrou nesta actividade em 1997, quando assumiu a gestão do Indy Village, que viria a adquirir depois. Situado num bairro nobre de Maputo e hoje um aldeamento de luxo mais voltado para o turismo de negócios, com 40 vivendas numa área de 34 mil metros quadrados, vai ser alvo de uma expansão de mais 30 mil metros quadrados, que duplicará o número de quartos para 220 e dotará o empreendimento com mais ginásios, piscinas, spas e outros equipamentos que o tornem também apelativo ao turismo de lazer. A intervenção já arrancou em Outubro e tem prazo de execução de 18 meses. O investimento total ronda os nove milhões de dólares.

O Girassol Bahia Hotel foi a sua segunda aquisição, reinaugurado em 2003, depois de completamente remodelado e de um investimento, incluindo a compra, de 8,5 milhões de dólares. Em Julho deste ano abriu também o Girassol Nampula, um empreendimento que engloba, além do hotel, um centro de negócios, cinema, centro comercial e centro de conferências, onde foram gastos mais seis milhões de dólares. E, em Agosto, a Visabeira assumiu a exploração de um lodge acabado de construir no Bilene, de que deverá exercer o direito de compra até 2007, e onde está a ser concluída uma sala de conferências, estando em estudo a construção de novos chalets, com um custo total de 1,7 milhões de dólares. Este empreendimento irá funcionar como ensaio para outro mais ambicioso, que está a ser estudado para uma área de 35 mil metros quadrados igualmente no Bilene, calculado em cerca de nove milhões de dólares para arrancar no final de 2006. Como a Agrovisa, também do Grupo Visabeira, possui uma propriedade agro-pecuária com 8 800 hectares, a 50 quilómetros do Bilene, está a ser estudada a afectação de parte da area para turismo rural, junto a uma lagoa "de grande beleza, com flamingos e patos-bravos". A ideia é ter "15 a 20 quartos", distribuídos por chalets, "a servir de complemento ao Bilene-praia".

O grupo já tem também o terreno para um hotel da marca Girassol em Pemba, até 2008, seguindo--se Nacala, perto do arquipélago das Quirimbas, onde está a tentar negociar a concessão de uma ilha. A cadeia estender-se-á até à Beira, Quelimane e todas as outras capitais de província.

Mas é na província do Niassa, em cuja capital, Lichinga, há já uma unidade da cadeia Girassol, que a Visabeira tem a sua aposta mais forte, dirigida ao ecoturismo, numa área de 650 mil hectares e que conta com o envolvimento da comunidade local. Do mergulho e da pesca, à caça grossa e zona para safaris fotográficos, passando por dois hotéis de montanha e outro junto ao lago Niassa para quem prefere actividades aquáticas, incluindo o rafting, tudo foi previsto. Além do aeroporto de Lichinga, que tem condições para evoluir para o tráfego aéreo internacional, explicou Paulo Varela, estão previstos três aeródromos para apoio às unidades hoteleiras, contando a do lago, também com uma marina. Neste momento está já a ser feito o repovoamento animal da área reservada à caça e safaris, tendo o Niassa, na opinião do presidente da Visabeira Moçambique, "todas as condições para se tornar num destino de referência mundial e substituir o Quénia".

O hotel do lago vai começar a ser construído no próximo ano, devendo ser inaugurado em 2007, estando prevista para o ano seguinte a abertura de um de montanha, a cargo de um operador suíço. Já a segunda unidade de montanha envolve negociações ainda a decorrer com um operador internacional, sedeado nos Estados Unidos, "que é o maior mercado emissor de caça mundial".

O projecto para o desenvolvimento do Niassa está a ser feito em parceria com uma empresa britânica, a Concerto UK, com sucursal na África do Sul, e só o investimento da Visabeira deverá ir além dos 30 milhões de dólares.

Eduarda Frommhold

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - 05.12.2005

04-12-2005

TAP e LAM avaliam quarto voo semanal para Maputo

As companhias aéreas portuguesa TAP e moçambicana LAM estão a avaliar o aumento do número de voos semanais entre Lisboa e Maputo, passando dos actuais três para quatro, disse hoje o ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano.

António Munguambe afirmou que o seu Governo está aberto para a realização de um quarto voo e que "as duas companhias já estão a trabalhar nesse sentido".
Idêntica posição foi assumida pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações português, Mário Lino, que afirmou que a TAP "está disponível para avançar".
António Munguambe e Mário Lino presidiram hoje, em Maputo, ao lançamento do "payshop", um serviço de pagamento electrónico participado pelos CTT (Correios de Portugal), grupo Visabeira, banco Efisa e empresários moçambicanos.
Esta semana, o presidente da TAP, Fernando Pinto, disse em Maputo que a companhia aérea portuguesa pode assegurar desde já a quarta frequência para Moçambique e que o objectivo deverá ser o de ligações diárias entre os dois países.
"Estamos nos destinos certos, temos é de crescer nesses destinos. Acho que se consegue crescer para um voo diário mas não depende só de nós", disse Fernando Pinto, durante o congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que se realizou na capital moçambicana.
Nesse encontro de operadores turísticos foram desferidas fortes críticas à decisão do Governo português em avançar para a construção do aeroporto da Ota e exigidas diversas garantias para que a APAVT mude a sua posição de contestação.
Hoje, em Maputo, o ministro das Obras Públicas português, Mário Lino, desvalorizou as críticas, considerando que existe "muito ruído" em torno do projecto da Ota.
"Em vez de ser tratado de uma forma técnica, há muita luta partidária mas tudo há-de assentar", disse Mário Lino.
"Um aeroporto é um projecto que leva muitos anos a desenvolver. Este projecto (da Ota) é para responder às necessidades do país daqui a 12 anos", acrescentou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 03.12.2005

02-12-2005

Chidenguele: a outra aposta turística

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O governador da província de Gaza, Djalma Lourenço, disse, esta Terça-feira, no distrito de Bilene ao ZAMBEZE Online que a presença de mais de quinhentos turistas portugueses “ é uma oportunidade rara de reunir de uma só vez indivíduos de outro continente com experiência neste sector”.

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A partir desta iniciativa, segundo Djalma Lourenço, o nome de Bilene vai ser projectado quase em todo Portugal, particularmente, nas agências de viagens da terra de Camões.

Questionado sobre a escolha de Bilene para esta excursão, uma vez que Gaza tem outras
potencialidades turísticas, ao que retorquiu que “ é verdade que temos outras zonas turísticas; devo dizer que Chidenguele promete, porque há investimento sério que se está a fazer. Convenhamos que, neste momento, Bilene é lugar onde há infra-estruturas criadas e oferece segurança, daí que decidimos acolher estes turistas neste ponto de Gaza”.

Acrescentou que a praia de Bilene é uma lagoa, o que possibilita aos turistas percorrem a superfície marítima, adentro, cerca de 50 metros ou mais com as águas até ao joelho.

Entretanto, este evento foi graças a contribuição dos empresários que operam naquela parcela do país, os quais contribuíram com mais trezentos milhões de contos para preparação da recepção.

De acordo com Ernest Coetze, um dos operadores da zona de Chidenguele, a ideia de apoiar o vento tem como objectivo aproveitar a vinda de uma só vez destes turistas portugueses que também são operadores neste sector no seu país de origem, de forma a mostrar aquilo que são as potencialidades de Moçambique.

“Este encontro é mais uma das oportunidade de promover os nossos estabelecimentos turísticos”, disse a este jornal Ernest Coetze para, depois, acrescentar que “ estamos esperançados que o investimento vai ter um retorno positivo, uma vez que o governo também está envolvido”.

Importa referir que, à margem do evento, foi assinado, entre o governo e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Estoril, um memorando de colaboração. Este memorando tem como objectivo o governo, através de instituições especializadas trocarem experiências no que diz respeito a assistência técnica.

Na ocasião, Eunice Gonçalves, directora da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Estoril de Portugal, disse que “vamos colaborar na área técnica, sobretudo no sector de formação de forma a dar outra dinâmica o turismo moçambicano que tem tudo para que seja uma referência obrigatória”.

Por seu turno, Hiwane Abacar, director Nacional de Promoção Turística, em representação do governo, disse a iniciativa é uma mais-valia para o nosso país, pois surge numa altura em que dispomos de normas jurídicas que possam regular o bom funcionamento do sector”.

Nelo Cossa

ZAMBEZE - 01.12.2005

Grupo Visabeira vai investir 34 ME em projectos hoteleiros em Moçambique

O grupo português Visabeira, com uma forte presença em Moçambique, vai investir mais de 34 milhões de euros em diversos projectos hoteleiros no país nos próximos cinco anos, anunciou fonte da empresa.

Segundo Paulo Varela, presidente do conselho de administração da Visabeira-Moçambique, os projectos vão desenrolar-se em diversas províncias, acrescentando novos estabelecimentos aos cinco hotéis que o grupo já explora no país.

Entre os novos projectos conta-se a construção de um "resort" no lago Niassa, Norte de Moçambique, que inclui um aeródromo internacional privado, uma reserva de eco-turismo e uma coutada para caça desportiva.

O grupo Visabeira vai igualmente remodelar o hotel Indy, em Maputo, aumentando a sua capacidade para 150 quartos, e construir um estabelecimento hoteleiro em Pemba, capital de Cabo Delgado, norte, segundo Paulo Varela.

A Visabeira está presente em Moçambique em diversos sectores, entre os quais os de hotelaria e restauração, televisão por cabo e construção civil.

AGÊNCIA LUSA - 01.12.2005

30-11-2005

Portugal e Moçambique assinam acordo de cooperação na área turística

Portugal e Moçambique assinaram um acordo de cooperação na área turística, visando as vertentes da formação profissional, apoio ao sector privado e análise de projectos no sector.
O vice-presidente do Fundo Nacional de Turismo de Moçambique (FUTUR), Carlos Pacheco Faria, que representou o governo moçambicano, disse que o entendimento irá permitir "o intercâmbio de experiências no domínio do turismo entre os dois países".
Carlos Faria afirmou que Moçambique está empenhado no incremento do fluxo de turistas que visitam o país, que no ano passado ultrapassaram as 700 mil pessoas.
Por seu turno, o director do Instituto de Turismo de Portugal (ITP), Orlando Carrasco, que rubricou o acordo em nome do governo português, assinalou que Moçambique precisa de manter a aposta na melhoria das condições para a atracção de mais turistas ao país.
Reconhecendo o potencial natural de Moçambique como destino turístico, Carrasco apontou o transporte aéreo, alojamento e a prestação de serviços como os aspectos que este país deve melhorar no sector do turismo.
O acordo entre Moçambique e Portugal no sector turístico foi firmado no âmbito do 31º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre desde sábado em Maputo.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 29.11.2005

29-11-2005

Moçambique turístico

Está neste momento a decorrer em Maputo o Congresso das Agências de Viagens e Turismo de Portugal, com cerca de quinhentos participantes.

Tendo o MOÇAMBIQUE PARA TODOS estado em Moçambique de 9 a 24 do corrente mês, além dos saborosos camarões que “deixam sem fôlego qualquer um”, segundo Eneias Comiche e em que “a natureza nos brindou com uma longa costa de águas cristalinas, que se completa com uma riquíssima fauna” no dizer de Luísa Diogo, que mais tem feito o governo de Moçambique para atrair turistas de todo o mundo?

Sendo a “combinação de selva e mar um produto turístico único”, como acrescentou a Primeira Ministra, como conjugá-los?

Do que há poucos dias vimos e sentimos, podemos concluir que não basta ao turista pequenas “ilhas” de bem-estar e prazer. O turista certamente quer conhecer o País, a sua história e as suas gentes.

E o “sorriso” de famintos não ajuda! Mas há sempre um sorriso…

A história de Moçambique, que não começou em 1975, está a ser paulatinamente destruída. Veja-se o que se passa com o Forte de Jerónimo Romero em Pemba, com a Fortaleza e outros monumentos da Ilha de Moçambique, com a Igreja da Cabaceira Grande (primeiro templo católico no continente na costa oriental de África), com o palácio de verão dos governadores de Moçambique de 1795, igualmente na Cabaceira, com o Museu Nacional de Etnologia em Nampula, com o acesso às reservas do Parque Nacional da Gorongoza ou do Maputo, entre muitos outros.

Será que o Parque Transfronteiriço irá ter estrada capaz na entrada moçambicana?

Porque não seguir o exemplo de Macau, onde a China reabilitou todo o património histórico legado por Portugal, sendo esta a segunda maior atracção turística a seguir aos casinos. E o está a fazer CaboVerde.

No dia 19 de Novembro passado fiz a ligação, pela LAM, de Nampula a Maputo, sendo que o avião vinha de Lichinga. Qualquer turista, não muito exigente, reclamaria do cheiro nauseabundo que a maioria dos passageiros exalava e certamente nunca mais voltaria a Moçambique. O mesmo acontece nos transportes públicos terrestres. Será que o povo não quer tomar banho (no que não acredito) ou antes não terá acesso a água potável?

Os senhores ministros e outros, os das belas mansões e carros de topo de gama, já experimentaram?

A não ser que os turistas fossem de helicóptero, directamente para os tais locais paradisíacos (que o são na realidade), não se misturando com o povo, que parece ser o que acontece.

Mas turismo será isto?

Quer o Ministro Fernando Sumbana que o número de turistas suba para 4 milhões nos próximos 4 anos.

Também nós. Mas como? Em que circunstâncias? Com que camas? Para ver o quê? Lixo nas ruas, pedintes esfomeados, ter o telemóvel roubado enquanto fala ou não percorrer as ruas das cidades por medo e aconselhamento dos próprios agentes turísticos? Por quase nunca haver troco ter de ser este convertido em “saguate” (mesmo em repartições do Estado). Ser impedido de filmar a esposa ou os filhos nos aeroportos ou nas fronteiras como recordação da entrada ou despedida de Moçambique?

Ou, muito simplesmente, ter curiosidade de conhecer o palácio onde mora o Presidente da República e ter o acesso interdito a alguns quarteirões, quando tal não acontecia no tempo dos Governadores-Gerais?

Dirigindo-se aos congressistas ainda apelou Eneias Comiche: “Não têm outro remédio senão fazer de Moçambique um destino privilegiado dos vossos pacotes turísticos”.

Ma como, se os preços, em relação a outros destinos turísticos semelhantes e com serviços de mais alta qualidade, são em dobro ou mais, conseguir atrair mais turistas? O chamado “turismo da saudade” certamente que não será suficiente para o turismo que se pretende.

MOÇAMBIQUE PARA TODOS esteve com o povo. Conviveu com o povo. Ouviu o povo. Inevitáveis as comparações em muitos aspectos da vida quotidiana. Até porque a liberdade da conversação estava assegurada à partida.

Com mais pragmatismo e menos política (ou politiquice), resultados positivos aparecerão a breve trecho. Estou certo disso.

Resta-me concluir que Moçambique merece melhor governo, que povo sempre teve de primeira água!

E até breve, amigos!

Fernando Gil

Primeira-ministra abriu congresso de turismo

Começando com um caloroso «kanimambo» (obrigado, em changane, língua de Moçambique) à APAVT pela realização do congresso, Luísa Diogo, primeira-ministra moçambicana, enfatizou no sábado que este evento deverá gerar «maiores fluxos de investimentos e de visitantes», além de ajudar Moçambique a posicionar-se para acolher a Taça Africana das Nações de futebol em 2010.
Luísa Diogo adiantou ainda que o governo moçambicano assumiu como prioridade «desenvolver o turismo como instrumento de combate à pobreza», frisando que as portas estão abertas para os empresários portugueses que quiserem investir em Moçambique.
De 1990 a 2005, as entradas de estrangeiros em Moçambique subiram de 250 mil para 711 mil, mas estão ainda muito aquém do potencial do país como destino turístico.
«A Natureza brindou-nos com uma longa costa de águas cristalinas, que se completa com uma riquíssima fauna. E a combinação de selva e mar é um produto turístico único», frisou a chefe do executivo de Moçambique, chamando a atenção para a hospitalidade do povo: «O sorriso é um recurso inesgotável. Até nisso a Natureza esteve atenta em Moçambique.»
As expectativas em relação ao congresso da APAVT estendem-se a Eneias Comiche, presidente do conselho municipal de Maputo, que na inauguração do congresso não resistiu a enaltecer a gastronomia do país - «os nossos camarões deixam sem fôlego qualquer um» - e a deixar o apelo aos agentes de viagens portugueses: «Não têm outro remédio senão fazer de Moçambique um destino privilegiado dos vossos pacotes turísticos.»
Conceição Antunes, em Maputo - 28 Novembro 2005.
EXPRESSO AFRICA - 28.11.2005

Congresso das Agências de Viagens e Turismo de Portugual cria expectativas em Moçambique

Agências de viagens nacionais consideram que a realização do trigésimo congresso das suas congéneres portuguesas no nosso país é uma oportunidade para Moçambique lançar as potencialidades turísticas no mapa do turismo mundial. Dizem ainda que o evento vai permitir que os operadores turísticos nacionais vendam os seus pacotes aos estrangeiros.
O facto do Congresso das Agências de Viagens Portuguesas ser realizado em Moçambique constitui um momento impar para as instituições moçambicanas do ramo abrirem portas para tornar o país num destino turístico preferencial.

O nosso país possui enormes potencialidades turísticas que ainda não estão a ser aproveitadas de forma eficaz.

Estão presentes neste congresso diversas agências de viagens provenientes de diferentes províncias de Moçambique para inter-agirem com as instituições portuguesas.

O Ministério do Turismo afirma que a realização do congresso em Moçambique vai permitir uma maior inter-acção e a participação do sector privado para o desenvolvimento do ramo turístico.

O Congresso das Agências de Viagens de Portugal junta mais de quinhentos participantes.
TVM - 28.11.2005

27-11-2005

Cooperação espanhola reabilita histórica ilha do Ibo em Moçambique

A cooperação espanhola e o governo moçambicano vão impulsionar o desenvolvimento do Ibo, uma ilha no norte de Moçambique com forte património histórico de matriz portuguesa e local de confluência de culturas ao longo dos séculos.

A estratégia de apoio ao Ibo será delineada num seminário que se inicia na quinta-feira em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, a que pertence a ilha, promovido pelo governo provincial, cooperação espanhola e outros parceiros.Um dos objectivos da iniciativa, de acordo com um comunicado conjunto dos organizadores, é a integração de todos os envolvidos em projectos de recuperação do Ibo.Ao mesmo tempo, será lançado um programa de emergência "para evitar a deterioração da arquitectura da ilha".Para o governo provincial, a recuperação patrimonial será acompanhada pela criação "de condições de um meio de vida sustentável para a melhoria da qualidade de vida da população que habita no seu redor".Pequena ilha do arquipélago das Quirimbas, o Ibo foi, no século XVII, a primeira capital do espaço junto ao litoral ocupado pelos portugueses no que é hoje Moçambique, e, mais tarde, um importante centro de comércio de escravos.Ainda antes dos portugueses, já o Ibo fazia parte das rotas de comércio da região, cujos vestígios são hoje visíveis na diversidade da sua população e na convivência de diversas línguas, culturas e religiões.Com um património em acentuada degradação, o Ibo tem na fortaleza portuguesa de São João Baptista (1791), a sua principal peça arquitectónica, a par com alguns edifícios de traça indo-portuguesa ou de inspiração islâmica.

AGÊNCIA LUSA - 16.11.2005

Parque transfronteiriço do Limpopo inaugurado no 1º trimestre 2006

O Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL), que atravessa território de África do Sul, Moçambique, e Zimbabué, será inaugurado oficialmente no primeiro trimestre de 2006, anunciou o ministro moçambicano do Turismo.

O parque, com uma extensão de 4,4 milhões de hectares, que o transforma numa das maiores reservas de fauna bravia do mundo, resultou da fusão dos parques Kruger (África do Sul), Gonarezhou (Zimbabué) e Coutada 16 (Moçambique).

Segundo Fernando Sumbana, ministro do Turismo de Moçambique, a inauguração oficial, prevista para este mês, foi adiada por dificuldades de agenda do presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

Representantes dos três países trabalham agora no acerto de datas para que a inauguração ocorra no primeiro trimestre de 2006, embora o parque possa começar a funcionar ainda durante este ano.

"Temos todas as condições para que o parque comece a acolher algumas actividades turísticas", disse Sumbana.

Entretanto, prossegue o repovoamento animal da área moçambicana do PTGL com a transferência durante o próximo ano de 1100 espécies bravias, como zebras, elefantes, girafas e outras, provenientes do parque sul-africano Kruger.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 16.11.2005

25-11-2005

MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA EM FRANCA DEGRADAÇÃO

Namp05_1 Localizado em Nampula

O Museu Nacional de Etnologia (MUSET) em Nampula não dispõe de fundo de investimentos para a sua reabilitação, como tinha sido anunciado em meados de 2004, pelo respectivo director, Guilherme Kulyumba, que garantia a existência, nos cofres de Estado, de mais de 800 milhões de meticais.

Para Kulyumba, a promessa então feita pela Direcção Provincial de Finanças não passou de um “falso alarme”, uma vez que chegada a hora do inicio das obras, o dito passou por não dito, alegadamente porque o Museu de Etnologia não tinha cabimento orçamental para a reabilitação daquela infra-estrutura que, por sinal, é de interesse nacional.

Este procedimento, que Kulyumba apelidou de má fé, veio criar grandes constrangimentos, tanto para a instituição, como para o público utente que estava na expectativa de ver o museu com uma face nova e condigna. Aliás, o edifício em referência já há muito que clama por uma reabilitação total, pois o tecto apresenta grandes fissuras, as casas de banho encontram-se degradadas, para além do bloco administrativo se encontrar sem meios materiais à altura duma instituição de dimensão nacional.

A reabilitação total ou parcial deste museu está muito longe de se concretizar, porque não vejo nenhuma luz verde a curto e médio prazos. Enquanto não houver autonomia, continuaremos a depender dos que até agora querem ver isto a afundar, para virem depois chamarem-nos incompetentes - desabafou a fonte.

No entanto, o director provincial de Finanças, Mussa Inze, confirmou a existência de tal montante, justificando que o atraso na concessão dos fundos foi derivada do envio tardio da requisição, que se registou em Janeiro de 2005, depois do encerramento do exercício, que normalmente ocorre em 31 de Dezembro de cada ano.

Se realmente houve culpado, é quem se atrasou na adjudicação da obra e não a nossa instituição. Concluiu Mussa Inze.

Refira-se que o Museu Nacional de Etnologia não dispõe de autonomia orçamental, razão apontada pelo seu director como mais que suficiente para a actual situação de desespero financeiro em que se encontra, porque depende de terceiros, no caso vertente, da Educação e Cultura, que, no seu entender, ainda não enquadrou o museu nas prioridades do sector.

Kulyumba observou, ainda, que a verba atribuída para o funcionamento do museu, que varia entre 18 a 20 milhões de meticais, está aquém das suas reais necessidades.

WAMPHULA FAX – 11.11.2005

28-10-2005

Vais nascer o maior parque animal do mundo

A criação do maior parque natural do mundo pela África do Sul, Moçambique e Zimbabué entrou esta semana na sua etapa decisiva, com a conclusão das obras do posto transfronteiriço para turistas entre os três países.

O tratado que cria o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL), com 44 mil quilómetros quadrados, foi formalizado pelos três países há três anos, mas já permitiu a transferência de dois mil animais, a abertura de uma estrada com 160 quilómetros em Moçambique e de um posto transfronteiriço, uma situação impensável ao nível da circulação de pessoas na África Austral.
No âmbito do acordo tripartido sobre o PTGL, a África do Sul já abriu 15 quilómetros quadrados do Parque Kruger, de modo a que os seus animais passem para Moçambique e sejam introduzidos num santuário com 10 mil hectares, o equivalente à dimensão da vizinha Suazilândia. Com a medida, os três países querem permitir a reprodução dos animais selvagens em Moçambique, drasticamente reduzidos durante 16 anos de guerra civil no país e assim concretizarem o sonho de terem em comum o maior parque natural do mundo.
«Com o parque transfronteiriço, os leões da África do Sul são moçambicanos, quando passam para Moçambique, e são sul-africanos quando fazem o movimento inverso e é aí onde está a dinâmica da integração dos parques naturais», afirmou Bartolomeu Soto, chefe da Unidade das Áreas de Conservação Transfronteiriça do Ministério do Turismo de Moçambique. Soto reconheceu que a celeridade com que os três países estão a avançar na integração dos seus parques naturais não pode ter a mesma réplica ao nível da livre circulação de pessoas e bens na África Austral.
«O sonho de Moçambique, África do Sul e o Zimbabué terem juntos o maior parque natural do mundo está a avançar mais rapidamente que a integração social e económica, porque aqui um moçambicano na África do Sul é um estrangeiro ou mesmo emigrante ilegal, apesar dos laços históricos e geográficos entre os dois países».
Para que o projecto de um parque comum siga a sua marcha, Moçambique recebeu na segunda-feira do respectivo empreiteiro o posto transfronteiriço através do qual se espera a passagem de cerca de um milhão de turistas que visitam anualmente o Parque Kruger Park.
A secretária-permanente do Ministério do Turismo, Victória Diogo, que visitou o empreendimento, disse na ocasião que a abertura do posto transfronteiriço permite aos turistas um acesso comum às atracções turísticas que passarão a ser oferecidas pelo PNGL.
No âmbito do tratado que cria o referido parque internacional, Moçambique vai transferir no próximo ano cerca de quatro mil famílias residentes na periferia do parque, para permitir a libertação dos animais do santuário, afirmou o chefe da unidade das áreas de conservação no Ministério moçambicano do Turismo.
EXPRESSO ÁFRICA - 27.10.2005

26-10-2005

MOÇAMBIQUE - A sugestão de António Feio

António Feio nasceu em Lourenço Marques a 6 de Dezembro de 1954. Aos sete anos vem viver para Lisboa e a família instala-se em Carcavelos. Passa pela Escola da Câmara de Carcavelos, Liceu de Nova Oeiras, Liceu de Oeiras e inaugura o Liceu de S. João.  ...

Em 1969, regressa a Lourenço Marques. Continua os estudos, no Liceu Salazar, e faz uma digressão por Moçambique com a companhia Laura Alves, com a peça COMPRADOR DE HORAS. Durante alguns anos colabora com alguns grupos de teatro locais. Começa a trabalhar como desenhador num atelier de arquitectura. Do antigo 7º ano, ficam-lhe duas cadeiras por fazer: Matemática e Física. ...

...................

Vem esta transcrição  a propósito da viagem que o  jornal DESTAK de hoje propõe.

Veja nas páginas 16 e 17:

Download destak26102005a.pdf

Aeródromo de Lichinga (norte) abre ao tráfego internacional

O aeródromo de Lichinga, província de Niassa, norte, abriu ao tráfego aéreo internacional, elevando para seis o número de aeroportos moçambicanos habilitados para receber voos do exterior.


A pista de Lichinga beneficiou recentemente de trabalhos de reabilitação e ampliação, passando a dispor de serviços migratórios e alfandegários, disse o presidente da empresa Aeroportos de Moçambique, José Cossa.
A abertura daquela infra-estrutura ao tráfego internacional vai igualmente incrementar as ligações com o Malaui, Tanzânia e Zâmbia, países servidos pelo corredor de Mtara, a norte de Moçambique.
A iniciativa irá permitir ainda a ligação da cidade de Lichinga, norte de Moçambique, a Blantyre, Lilongwé, ambas no Malaui, e a Dar-es-Salam, na Tanzânia.
Maputo, Beira, Nampula, Pemba, Quelimane e Vilanculos dispõem de aeroportos e aeródromos que já possuíam capacidade para operações aéreas internacionais.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 24.10.2005

18-10-2005

Companhias africanas querem banir compra de aviões com mais de 20 anos

A Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA) pediu à União Africana para banir a importação de aviões com mais de 20 anos de existência, para diminuir o risco de acidentes aéreos no continente.
Falando numa conferência de imprensa em Maputo, o secretário- geral da AFRAA, Christian Folly-Kossy, assegurou que esta organização "escreveu" ao presidente da Comissão da UA, Alpha Konaré, a sugerir- lhe que promova junto dos chefes de Estado o fim de aviões de "gerações velhas" do espaço aéreo africano.
"Achamos pertinente que os chefes de Estado africanos aprovem uma resolução a banir a importação de aviões com mais de 20 anos do espaço aéreo africano, pois têm sido responsáveis pela maioria dos acidentes aéreos que acontecem no continente", sublinhou Kossy.
A título ilustrativo, o secretário-geral da AFRAA afirmou que o continente registou no ano passado 11 acidentes aéreos envolvendo aviões russos com mais de 22 anos de fabrico, todos em países em situação de guerra.
"As estatísticas são claras, os acidentes aéreos em África estão relacionados com aviões de gerações mais velhas e usados para fins militares", sublinhou Christian Folly-Kossy.
Kossy acrescentou que o banimento vai também tirar argumentos aos que consideram as companhias aéreas africanas não são seguras, "acusações várias vezes motivadas por estratégias de concorrência".
"Quando acontece um acidente em África corre-se logo a dizer que aqui não há segurança, não se averigua sequer que tipo de avião e onde é que ocorreu o desastre, mas quando acontece com uma companhia ocidental comenta-se o acidente por dois segundos e está tudo ultrapassado", acusou o secretário-geral da AFRAA.
Christian Folly-Kossy rejeitou também os critérios usados pelos Estados ocidentais, para a proibição de companhias aéreas que alegadamente não oferecem segurança, qualificando-os como "injustos".
Dando como exemplo o banimento em Agosto último das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) pela aviação civil francesa, Kossy considerou "desonesta" tal decisão, sustentando com o facto de o aparelho que deu origem à medida não ser da companhia de bandeira de Moçambique.
"O avião em que foram detectados os problemas não é da LAM, e, por outro lado, o mesmo aparelho está registado na Suazilândia, mas nem a proprietária da aeronave nem a Suazilândia estão na lista negra da aviação civil francesa", sublinhou Christian Folly-Kossy.
As autoridades aeroportuárias francesas integraram a LAM na lista negra das operadoras banidas do espaço aéreo francês, depois de terem detectado falhas na rampa de voo na aeronave de uma companhia que explorava em "franchising" com a LAM a rota para Mayottes, um domínio francês ao largo do Indico.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 18.10.2005

14-10-2005

Vistos entre Moçambique e Suazilândia - Acordo de supressão entra em vigor amanhã

Entra amanhã em vigor, o acordo de supressão de vistos entre a República de Moçambique e o vizinho Reino da Suazilândia, ao abrigo dum entendimento rubricado em Maputo a 12 de Agosto último.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação ontem recebido na nossa Redacção, a medida abrange passaportes diplomáticos, de serviço, normais ou quaisquer outros documentos de viagem equiparados, cuja validade não seja inferior a trinta dias.
Quando da assinatura do acordo, as partes manifestaram o desejo de que o mesmo entrasse em vigor a 1 de Outubro, facto que acabou por não acontecer devido a atrasos nos procedimentos de ratificação por parte das autoridades suázis.
O acordo é visto pelas partes como uma manifestação da vontade comum de incremento das relações de amizade entre os dois países e povos, esperando que o mesmo venha a estimular um movimento migratório que resulte no melhoramento das condições de vida dos cidadãos dos dois países.
A este respeito, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Suazilândia, Mabili Dlamini, disse acreditar que o acordo vai produzir benefícios enormes, sobretudo para os pequenos comerciantes que sobrevivem da compra e venda de produtos num e noutro lado da fronteira comum, o que segundo aquele governante, vai espevitar o desenvolvimento económico e social...

09-10-2005

Obras da ponte com a Tanzânia começam no próximo dia 16

A construção da ponte entre Moçambique e Tanzânia vai começar a 16 de Outubro, apesar dos receios dos ambientalistas de que a infra-estrutura possa prejudicar uma reserva natural que se encontra na margem moçambicana do rio Rovuma.
A ponte entre os dois países, baptizada com o nome de ponte da Unidade, foi projectada pelos falecidos Presidentes moçambicano, Samora Machel, e tanzaniano, Julius Nyerere, após a independência de Moçambique em 1975, mas nunca chegou a ser concretizada, devido à prolongada guerra civil que se seguiu em Moçambique.
O ministro das Obras Públicas e Habitação moçambicano, Felício Zacarias, disse hoje em Maputo que a construção da ponte vai começar a 16 de Outubro e prolongar-se cerca de dois anos e meio.
Zacarias afirmou que os trabalhos serão realizados por um empreiteiro chinês apurado em concurso lançado logo após a assinatura do respectivo acordo de financiamento pelo antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, e da Tanzânia, Benjami Mkapa, em Janeiro deste ano.
A obra está orçada em 24 milhões de dólares e inclui também a construção de uma auto-estrada, devendo os Governos dos dois países custear o empreendimento, uma vez que os parceiros internacionais não se mostraram interessados em financiar a obra.
O anúncio do começo das obras não foi bem recebido por organizações de defesa ambiental, que sustentam que o aumento do tráfego entre os dois países, com a construção da ponte, irá pôr em risco a sobrevivência das espécies animais e vegetais existentes na Reversa do Niassa.
"A ponte vai atrair um fluxo muito maior de pessoas para a área, provocando todo um conjunto de mudanças que podem ter um impacto muito negativo nos recursos que ali existem, pois haverá uma pressão muito maior sobre os recursos disponíveis", reagiu o director da Reserva Nacional do Niassa, Baldeu Chande.
Por seu turno, Albino Nandja, fiscal comunitário da Organização Mundial da Natureza, considerou a ponte da Unidade, como "mais um projecto político, pois não se vêem vantagens significativas do lado moçambicano".
Comentando estas declarações, o ministro das Obras Públicas e Habitação moçambicano disse que "é necessário colocar as infra-estruturas para provocar o desenvolvimento".
Felício Zacarias afirmou que os dois Governos vão tomar medidas para evitar que os ecossistemas dos locais em que será erguida a ponte sejam danificados, "como forma de se maximizar o potencial turístico da região".

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 07.10.2005

07-10-2005

Modernização do aeroporto de Maputo orçada em 49,8 milhões de euros

A Empresa Aeroportos de Moçambique (ADM) anunciou hoje em Maputo investimentos de 49,8 milhões de euros, nos próximos cinco anos, para a modernização do aeroporto internacional de Maputo, o principal do país.
Falando numa reunião de balanço das actividades desenvolvidas pela empresa e a empreender nos próximos cinco anos, o presidente da ADM, José Cossa, apontou as melhorias a efectuar no aeroporto de Maputo como "o grande desafio da empresa neste quinquénio".
No âmbito das actividades a levar a cabo, a ADM irá também realizar intervenções nas pistas dos aeroportos de Quelimane, Pemba, Lichinga, e Vilanculos, acrescentou Cossa.
O presidente da ADM indicou ainda que a ampliação das aerogares de Vilanculos e Pemba e a reposição das rádios-ajuda de Maputo, Tete e Nampula está também no programa da empresa para os próximos cinco anos.
O crescimento de tráfego em alguns aeroportos moçambicano impõe a urgência de intervenções que a ADM têm já agendadas para os próximos cinco anos, acrescentou.
"Não devemos ficar à espera que a situação operacional se complique, mas fazer as coisas em devido tempo, promovendo investimentos que se mostrem necessários ao aumento da capacidade e facilidades aeroportuárias", enfatizou o presidente da ADM.
José Cossa adiantou que a sua empresa está apostada em melhorar o atendimento ao público que transita pelos aeroportos moçambicanos e desse modo atrair mais turistas e contribuir para o desenvolvimento económico do país.
Na mesma ocasião, Cossa anunciou que o volume de negócios da ADM aumentou nove por cento no último exercício financeiro, resultante de uma subida de 39 por cento no movimento de passageiros, 16 nas aeronaves, nove nos sobrevoos e 19 na carga.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 06.10.2005

04-10-2005

Inaugurada ligação aérea Maputo/Nairobi

As ligações aéreas entre Maputo e diversos pontos de África e do mundo contam desde ontem com mais uma alternativa, com o início de voos conjuntos da Kenya Airways e a empresa LAM.

O voo inaugural ligando Nairobi e Maputo chegou a princípio da tarde de ontem á capital moçambicana depois de ter escalado Harare, no Zimbabwe, transportando dentre vários passageiros, gestores seniores da Kenya Airways e jornalistas dos dois países convidados para o efeito.
O avião, um Boing 737, estava ocupado em cerca de 70 por cento da sua capacidade o que faz com que os mentores da iniciativa acreditem no sucesso desta parceria.
Para a concretização deste plano, as duas companhias, LAM e Kenya Airways rubricaram há dias um acordo de parceria que permite a realização conjunta de voos para ambos os países.
Este acordo representa, segundo as empresas, uma mais-valia para os utilizadores dos transportes aéreos, os quais passam a ter para além de Joanesburgo, Dar-es-Saalam e Lisboa, mais pontos de ligação para as principais cidades africanas, países asiáticos, Europa e América.
Estas ligações, também vão impulsionar o fluxo turístico para Moçambique, pela facilidade de acesso a partir dos maiores emissores do turismo a nível mundial já que a Kenya Airways é uma das empresas líderes no mercado africano e tem como parceiros estratégicos e socioeconómicos, a KLM e a Air France, que representam a maior aliança mundial na indústria de aviação civil.

NOTÍCIAS - 03.10.2005

02-10-2005

Turismo no arquipélago das Quirimbas

Image65j_1Ilha de Ibo, um encanto decadente

A ilha do Ibo - no arquipélago das Quirimbas - é um destino que começa a aparecer nos roteiros turísticos mais sofisticados a cinco e seis estrelas, como Quilálea e Matemo.

O Ibo ainda mantém um ar decadente, e já despertou o interesse nacional e internacional pelo grande património arquitectónico que possui, pelo que representa na história dos povos português e moçambicano.

«Casas de pedra e limo, bichos obstinados na sua quietude. Pacientes, embalados pelo vaivém das marés. Deixando que o sal lhes carcuma a pele por terem desde há muito desistido de contrariar o tempo», escreveu numa estória da ilha, João Paulo Borges Coelho.

As ruínas das casas, as ruínas das varandas, elemento tão característico da ilha, as ruínas das estradas, tudo isto foi levantado e estudado pela Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico (FAPF) de Maputo e publicado agora em livro, «Ibo - a casa e o tempo» pela pena de Júlio Carrilho, poeta e arquitecto e oriundo do Ibo. É apresentado ao público, em Maputo, juntamente com «Pemba, as duas cidades», levantamento da cidade de cimento e da «informal»: a expansão recente da antiga Porto Amélia é constituída da adaptação à resistência permanente no ambiente urbano de uma tipologia de casa pré-colonial transformada e evoluída através de uma sabedoria antiga e ainda viva.
A ilha do Ibo já foi um terra de comércio de escravos. Quando a capital dos grupo de ilhas Quirimbas foi mudado para Pemba, a ilha do Ibo já não foi mais nada. Ficou refém das marés vivas e do esquecimento do tempo, com as varandas sempre mais vazias e sempre mais decadentes. Já se pensou fazer dela o centro de Zona Especial de Turismo, mas não deu em nada.
Hoje o ambiente é mais favorável e muito se deve à mudança de mentalidade da qual a FAPF é certamente uma das principais mentoras, com o director José Forjaz e uma equipa de arquitectos moçambicanos e italianos que estão a levar a cabo o levantamento do património arquitectónico moderno moçambicano.
Em Moçambique, onde os monumentos históricos não são certamente uma presença significativa, parece ainda mais importante tutelar este património arquitectónico que constitui a cara mais evidente das cidades de cimento, seja pela qualidade específica seja pela dimensão e o papel urbano, elemento importante pelo turismo urbano e sustentável, actual aposta de desenvolvimento.
«Ibo- a casa e o tempo» tem o aspecto mais de um diário de viagem do que um tratado de arquitectura. Júlio Carrilho, entre plantas urbanas e fotos de edifícios, relata as entrevistas feitas com os velhos habitantes que todos os segredos sabem das casas, das argamassas, da cal e das ervas usadas para ser mais forte. Reconhece um espaço especial a quem quando a maré não deixa pescar, come apenas maçanicas.
E faz um acto de amor para com a sua ilha, alimentando o optimismo da convicção de que «também o presente ciclo de degradação e um certo marasmo será ultrapassado pela redescoberta da riqueza natural, de novas vocações para o relançamento económico e social e da importância do património tangível e intangível das ilhas no seu conjunto e do Ibo, em particular».

Paola Rolletta

30 Setembro 2005

27-09-2005

ILHA ACOLHEU FESTIVAL DE MARISCOS

No fim de semana

Centenas de pessoas entre residentes e turistas nacionais e estrangeiros, digladiaram-se no passado fim de semana, na Ilha de Moçambique, com o Festival de Mariscos, evento que teve lugar na Fortaleza São Sebastião e foi promovido no âmbito das comemorações da Semana do Turismo, cuja data assinala-se hoje.

Sobretudo no primeiro dia (sábado), a festa foi de arromba com muito “tufo” à mistura e amostra de

vários números culturais daquele que é, hoje, considerado Património da Humanidade. Para além dos mariscos propriamente ditos, os jovens da Ilha de Moçambique aproveitaram a ocasião para mostrar aos presentes o seu talento pela arte, através de vários artigos que foram expostos para

venda ao público. A organização promoveu igualmente passeios de barco, algo espectacular, que ficou marcado na memória dos presentes.

Já no segundo dia do Festival, a participação foi marcadamente fraca, sobretudo pela falta de uma conveniente divulgação, segundo reconheceram os próprios promotores.

A Ilha de Moçambique, com um irrefutável potencial turístico, é a cidade mais antiga do país, tendo completado no passado dia 17 de Setembro corrente, 196 anos desde que foi elevada a tal categoria.

WAMPHULA FAX – 27.09.2005

21-09-2005

País precisa de turismo sustentável

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O ministro do Turismo, Fernando Sumbana, quer que se enverede por um turismo de menor densidade, como forma de evitar pressão sobre os recursos naturais.

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Sumbana disse, esta Segunda-feira em Maputo, que o aumento dos números de visitantes é importante, porque pressupõe a melhoria de receitas e da vida dos cidadãos, mas antes de tudo é preciso apostar numa actividade sustentável.
Importa referir que os últimos dados estatísticos indicam que o número de turistas que escalam Moçambique poderão atingir cerca de quatro milhões por ano, contra os aproximadamente 700 mil actualmente.
Por outro lado, Sumbana que anunciava o lançamento da semana comemorativa do Dia Mundial do Turismo, recordou que o desenvolvimento do turismo exige a coordenação de todas as forças vivas da sociedade, onde a comunicação social desempenha um papel preponderante.

ZAMBEZE - 20.09.2005

08-09-2005

Aeroportos terão novos sistemas de informação

Novos sistemas de informação sobre voos serão instalados proximamente nos aeroportos internacionais de Maputo, Beira e Nampula.

No quadro de um programa de cooperação entre a empresa Aeroportos de Moçambique (ADM, E.P) E A AIMS, de Macau, especializada na gestão de soluções informáticas aeroportuárias.
O presidente do Conselho de Administração da ADM, E.P, José Solomone Cossa, garante que os referidos sistemas vão aumentar a eficiência na gestão aeroportuária e melhorar a administração financeira da empresa, que tutela 19 aeroportos e aeródromos em todo o país.
Como corolário de contactos iniciados em Junho último, uma delegação da AIMS, chefiada pelo respectivo director-geral, Chi Joey Lao, esteve semana passada no país para uma visita de estudo, na sequência de uma decisão tomada aquando do Fórum Económico dos Aeroportos, realizado recentemente em Macau. Neste encontro estiveram representadas as empresas de aeroportos da CPLP, às quais a AIMS prometeu prestar o apoio necessário com vista à modernização dos seus sistemas de gestão, depois de aferir os correspondentes níveis de desenvolvimento.
Segundo Cossa, os novos sistemas de informação de voo vão permitir que os utentes dos seroportos moçambicanos se mantenham actualizados sobre os movimentos de chegada e partidas enquanto permanecerem no recinto, dados que poderão também ser partilhados também pela Polícia, pelas agências de viagem, operadores do transporte aéreo, entre outros utentes interessados.
Além disso, vai permitir a criação de uma base de dados sobre os movimentos de passageiros e carga nos referidos aeroportos, ponto de partida para a tomada de decisões com vista ao seu desenvolvimento.
Num contacto com a nossa Reportagem, Chi Joey Lao disse que a sua companhia está disposta a ajudar na modernização dos aeroportos moçambicanos, dentro dos parâmetros acordados no memorando rubricado com José Solomone Cossa. Segundo ele, depois da visita ao terreno e da assinatura do memorando, o passo a seguir será apurar o custo das intervenção identificadas como necessárias para a instalação dos sistemas, antes de avançar com a procura de financiamentos junto de outros parceiros.

NOTÍCIAS - 08.09.2005

05-09-2005

OS ENCANTOS DE QUE O PAÍS É RICO!*

Matemo01a Medjumbe01a

Pemba_hotel01a

A Rani Resorts orgulha-se sempre de ter erguido resorts e hotéis em lugares
exóticos, bonitos e inesquecíveis. O Arquipélago das Quirimbas não é um caso
diferente, mas provavelmente um local ainda mais exótico, extraordinariamente maravilhoso.
O Arquipélago das Quirimbas está localizado na Província de Cabo Delgado,
constituído por 36 ilhas não exploradas, que se estendem desde a cidade de
Pemba até à vila de Palma, quase na fronteira com a Tanzania. Trata-se de um
parque natural, onde habita uma população encantadora de tartarugas de mar,
dugongues, golfinhos, tubarões e baleias.
O Arquipélago é depositário de um enorme valor cultural e histórico, com a
combinação bem patente das influências africanas, árabes e portuguesas. A
velha fortaleza da Ilha de Ibo, com a sua imponência, encerra em si
histórias fascinantes, muitas delas de tristeza e dor. Com os seus mangais,
corais e palmares, esta ilha conta uma história de escravos, piratas,
tráfico de marfim e colonização.
A Rani Resorts é proprietária de duas unidades turísticas no Arquipélago. Na
Ilha Matemo, está localizado o Matemo Island Resort, aberto ao público em
Dezembro de 2004; na Ilha Medjumbe, está a ser construído o Medjumbe Island
Resort, que deverá entrar em funcionamento em 1 de Novembro do corrente ano.
As duas unidades servem como um perfeito destino para uma maravilhosa e
relaxante lua de mel. Em qualquer das ilhas apenas existe uma unidade,
precisamente a da Rani Resorts, que proporciona um ambiente de exclusividade
e intimidade. Uma pessoa pode caminhar facilmente horas a fio pela praia sem
encontrar uma alma viva.
Os chalés de Matemo Island Resort  são conhecidos pelos seus "chuveiros ao
ar livre", que negligenciam o Oceano Índico, morno e tranquilo.
A Rani Resorts compreende a importância vitalícia de uma bonita lua de mel e
tudo faz para que esta ocasião seja tão memorável como confortável para o
jovem casal.
Matemo Island Resort oferece: 24 chalés com casa de banho interior e um
chuveiro exterior;  Todos os chalés possuem ar condicionado, mini-bar e um
serviço de chá e café à disposição do hóspede.
Existe uma plataforma separada do edifício principal, onde uma pessoa pode
deliciar-se com um sublime menu de frutos do mar; e não só:  pode relaxar-se
na piscina e desfrutar os sumptuosos coquetéis no bar.
A atenção principal de Matemo Island Resort é o lazer familiar, como pescar
e mergulhar. Pode-se até mesmo passear num «Táxi de Água» até à Ilha de Ibo,
numa experiência cultural inesquecível.
O acesso a Matemo Island Resort é garantido a partir de Pemba em aeronaves
ligeiras, com um voo que tem a duração de 20 minutos. Os hóspedes pernoitam
no Pemba Beach Hotel, também da Rani Resorts, quando estão em trânsito para
a Ilha Matemo.
Por seu turno, Medjumbe Island Resort  vai oferecer, a partir de 1 Novembro
deste ano acomodação em 12 chalés que se situam a menos de 20 metros da praia.
Todos os chalés têm ar condicionado, mini-bar e igualmente um serviço de chá
e café ao dispor dos hóspedes.
O restaurante possui uma zona coberta e uma zona exterior numa varanda com
uma maravilhosa vista para o mar.
Esta ilha tão íntima e reservada está próximo dos bancos de São Lázaro.
A ilha é um local ideal para a pequena pesca, para o mergulho e para o lazer.
Tal como acontece com a ilha Matemo, o acesso a Matemo Island Resort é
garantido a partir de Pemba em aeronaves ligeiras, com um voo que tem a
duração de 20 minutos. Os hóspedes pernoitam no Pemba Beach Hotel, também da
Rani Resorts, quando estão em trânsito para a Ilha Matemo.
Claro que existe sempre o Indigo Bay, bem mais a Sul, numa ilha cheia de
contrastes e que é mundialmente conhecida: a Ilha do Bazaruto, que assume o
mesmo nome do famoso arquipélago. Aqui, está localizado o Indigo Bay Island
Resort.
A Ilha do Bazaruto, a maior deste arquipélago, é famosa pelas suas dunas,
que se estendem por mais de 100 metros em direcção ao mar. No interior da
ilha, pode ser encontrada vegetação luxuriante em contraste com lagos de
água fresca povoados por crocodilos.
Indigo Bay é um dos raros locais em Moçambique que oferece trilhos para
passeios a cavalo, desde o mais novato até ao mais experiente dos cavaleiros.
Aqui, também se pode desfrutar de uma lua de mel inesquecível numa suite
feita à medida e propositadamente para o efeito, localizada ligeiramente
mais adiante de todos os outros chalés. A poucos metros da praia, os novos
casais podem ter uma lua de mel romântica...

* fonte: Ferro & Ferro Agência de Publicidade
VERTICAL - 02.09.2005

P.S.: - Para viajar para Moçambique consulte

http://www.macua.org/excursoes/enter.html

03-09-2005

Moçambique - ESTRELA NASCENTE DA ÁFRICA.

03 Setembro 2005 - Na TV GLOBO

Série internacional de quatro episódios é resultado da primeira co-produção do Futura com uma tevê de país africano

No ano em que comemora 15 anos, o Globo Ecologia leva ao ar, a partir do sábado, 3 de setembro, uma série internacional que é resultado da primeira co-produção do Futura com uma tevê de país africano: a Soico TV (STV), de Moçambique. Gravada naquele país com infra-estrutura proporcionada pela STV, a série tem consultoria ambiental do escritor e poeta, além de biólogo, Mia Couto. As gravações aconteceram durante o mês de maio, quando estiveram lá o diretor, Cláudio Savaget, e o apresentador do programa, Cláudio Heinrich. 

Para gravar a série, a equipe do Globo Ecologia percorreu locações em vários cantos do país em busca das imagens que vão apresentar para o telespectador brasileiro um perfil geográfico, social, histórico e ambiental de Moçambique. No primeiro episódio, o telespectador vai conhecer o Parque Transfronteiriço do Limpopo, uma Unidade de Conservação que se estende ainda por mais dois países – África do Sul e Zimbabwe – e cujas cercas estão sendo gradualmente retiradas desde 2002 para formar a maior reserva natural do mundo. 

O Globo Ecologia vai falar da criação do Parque, que tem cerca de 35 mil quilômetros, e do que está sendo feito para que o Transfronteiriço do Limpopo se transforme em uma atração turística do continente africano. Imagens de arquivo cedidas pela STV vão mostrar para o telespectador brasileiro os primeiros animais que cruzaram, em 2002, a fronteira da África do Sul rumo a Moçambique. A Unidade, que está sob a responsabilidade e fiscalização dos três países, destina-se à conservação ambiental e ao desenvolvimento sócio-econômico da região.

Os demais episódios da série vão destacar a Reserva Especial de Maputo – ou Reserva dos Elefantes – no extremo sul do país, criada em 1960 para proteger a espécie, que estava desaparecendo; o perfil de Moçambique, que recebeu do jornal norte-americano New York Times o apelido de “estrela nascente da África”; e o Arquipélago do Bazaruto, considerado a pérola do Índico, na região sul do país.

Fundação Roberto Marinho - 2005

http://www.frm.org.br/main.asp?ViewID={AED03F84-556E-40C8-B384-D5AE907B5CFF}

29-08-2005

França exige auditoria externa a companhia aérea LAM

As autoridades aeronáuticas francesas exigem a realização de uma auditoria externa à companhia aérea moçambicana LAM, actualmente na "lista negra" do governo de Paris, informou hoje o responsável da aviação civil de Moçambique.

De acordo com António Pinto, director do Instituto Nacional de Aviação Civil de Moçambique (INAC), a França exigiu a auditoria após anomalias detectadas no teste de rampa a voos da LAM entre Pemba, norte de Moçambique, e o território francês de Mayotte, ilha no Índico, realizados em sistema de "franchising" pela companhia moçambicana Transairways.
O director do INAC assinalou terem já sido sugeridas às autoridades francesas duas empresas, uma australiana e outra francesa, para a realização da auditoria, aguardando o INAC uma resposta de Paris.
Entre as irregularidades detectadas pela aviação civil de Mayotte conta-se a não apresentação da licença do piloto do aparelho quando do teste e a inexistência de um salva-vidas a bordo.
António Pinto acrescentou que as autoridades de Mayotte, que realizaram dois testes de rampa no último ano, antes de suspenderem a operação questionaram igualmente o facto de o voo ter os códigos da LAM mas ser operado por uma terceira companhia com um aparelho com matrícula da Suazilândia.
Hoje, numa conferência de imprensa, representantes do INAC, LAM e da Transairways reagiram à decisão do governo de Paris de colocar na "lista negra" a companhia de bandeira de Moçambique, impedindo-a de sobrevoar território francês.
Esta medida aplica-se ao domínio ultramarino de Mayotte, único ponto do território francês escalado pela LAM, que, entre 1982 e 1995, explorou a rota Maputo-Paris "sem qualquer incidente", como afirmou o administrador técnico de operações da empresa, João Abreu.
Este responsável recordou que a LAM é actualmente alvo de auditorias anuais desencadeadas pela TAP e pela companhia aérea sul- africana SAA, com as quais detém acordos de transporte de passageiros.
"Não é por uma inspecção na rampa que se suspende uma companhia de bandeira", criticou Abreu, considerando "injusta" a decisão do governo francês.
Aquele responsável não especificou que consequências resultam desta decisão no acordo com a Transairways, empresa com aviões de pequeno porte que explora algumas rotas domésticas em Moçambique em nome da LAM.
Herdeira da extinta DETA, empresa criada em 1936, na então colónia portuguesa de Moçambique, a LAM opera com uma frota de três Boeing 737-200, alugados em regime de "leasing", e é proprietária de um Boeing 767-200, actualmente cedido a uma empresa mexicana.
No último ano, a LAM transportou 300 mil passageiros em mais de 13 mil horas de voo, nas quais "não registou nenhum acidente", segundo um comunicado da companhia divulgado hoje.
O mesmo comunicado recorda que, "recentemente, a LAM recebeu a certificação de qualidade de operador aéreo do ICAO" (Organização Internacional de Aviação Civil) e que é membro activo das mais importantes organizações internacionais e regionais do sector.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 29.08.2005

26-08-2005

VÍDEOS DE MOÇAMBIQUE

Para relembrar Moçambique e uma grande parte das suas cidades, paisagem e monumentos, clicar no site abaixo...

18-08-2005

Supressão de vistos para Suazilândia a partir de Outubro

Africanidade | 17-08-2005

O acordo da abolição de vistos recentemente assinado entre os governos de Moçambique e da Suazilândia vigorará a partir de 01 de Outubro próximo, disse hoje à Agência Lusa o ministro moçambicano do Interior, José Pacheco.

O acordo permitirá a livre circulação de pessoas e bens através das fronteiras comuns no máximo de um mês, um processo que deverá ter como base os acordos de supressão de vistos assinados ainda este ano entre Moçambique e África do Sul.

Falando à Lusa, momentos antes da partida do rei da Suazilândia, Mswati III, o titular da pasta do Interior de Moçambique assegurou que a supressão de vistos para os dois países entram em vigor 30 dias após a assinatura do acordo.

Na sexta-feira, os chefes da diplomacia de Moçambique e da Suazilândia, Alcinda Abreu e Mabili Diamni, rubricaram em Maputo um acordo que extingue os vistos para ambos Estados, numa cerimónia que contou com a presença do monarca suazi, Mswati III, e do chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.

Hoje, o rei da Suazilândia deixou a capital moçambicana após cinco dias de visita oficial ao país, a primeira do género desde a tomada de posse de Armando Guebuza.

Em declarações aos jornalistas, Mswati III assegurou que irá estudar as formas de maximizar as potencialidades moçambicanas, nomeadamente o porto de Maputo, que, só no passado, manuseou 240 mil toneladas de açúcar daquele país.

Moçambique: Novo tipo de passaporte para impedir falsificação-Governo

O Governo moçambicano vai introduzir, em breve, um novo tipo de passaporte visando reduzir o número de falsificações deste tipo de documento no país, anunciou em Maputo o vice-ministro do Interior de Moçambique, José Mandra.

Segundo dados do Ministério do Interior, as autoridades dos serviços de migração detectaram nos últimos quatro anos mais de 33 mil documentos falsos, entre passaportes e vistos de entrada.


Em 2003, os serviços migratórios moçambicanos detectaram mais de 21 mil documentos de viagem falsos e detiveram mais de dois mil imigrantes ilegais, especialmente provenientes da zona dos Grandes Lagos e do Corno de África, indicou segunda-feira José Mandra.


Maioritariamente, os imigrantes vindos destes países africanos fazem-se acompanhar de crianças e mulheres, que usam alguns centros de refugiados de Moçambique, nomeadamente o de Nampula, norte, como "corredor" para se deslocarem para a África do Sul.


Assim, explicou, o governo moçambicano introduzirá "passaportes de difícil adulteração, uma vez que o computador poderá detectar de imediato a sua autenticidade".

Actualmente, estão em curso acções que visam reforçar a capacidade das fronteiras, sobretudo para travar a entrada de cidadãos ilegais em Moçambique, adiantou José Mandra.

AFRICANIDADE - 17.08.2005

Governo quer travar as infracções das embaixadas e consulados

O governo moçambicano vai rever a lei migratória visando travar as "inúmeras infracções" verificadas em embaixadas e representações consulares moçambicanas, anunciou hoje o vice-ministro do Interior, José Mandra.

A Direcção de Migração de Moçambique denunciou, em reunião ordinária, a emissão irregular de vistos de entrada por embaixadas e representações consulares moçambicanas.
No encontro da Direcção de Migração, que hoje terminou em Maputo, foi também apontada a existência de cidadãos estrangeiros que após ultrapassarem os prazos de estada, optam por ir às suas embaixadas solicitar certificados para regresso urgente.
Segundo as autoridades moçambicanas, a religião tem sido o factor mais evocada como pretexto para a entrada e fixação de residência de cidadãos estrangeiros.
Nos últimos quatro anos, o governo detectou mais de 33 mil documentos falsos, entre passaportes e vistos de entrada.
Em 2003, os serviços migratórios moçambicanos detectaram mais de 21 mil documentos de viagem falsos e detiveram mais de dois mil imigrantes ilegais, maioritariamente provenientes da zona dos Grandes Lagos e do Corno de África, indicou José Mandra.
O documento final do encontro destaca a cidade de Maputo como a região do país com maior número de casos de infracções migratórias e aponta para o "contínuo registo da imigração ilegal, através do rio Rovuma, norte, onde cidadãos moçambicanos, na calada da noite, auxiliam a travessia de ilegais".
O governo reconheceu ainda "a vulnerabilidade das fronteiras nacionais, que permite o fluxo de entrada cada vez maior de cidadãos estrangeiros através de locais onde existem postos fronteiriços oficialmente estabelecidos, com realce para cidadãos provenientes dos Grandes Lagos", sublinha o documento.
"Assim - adiantam as autoridades migratórias do país - é necessário adoptar-se, como prática, a confirmação dos endereços de residência e trabalho dos requerentes, nos pedidos dos documentos de identificação para residentes estrangeiros".
As autoridades migratórias sugerem, por outro lado, a actualização das taxas dos documentos migratórios no geral e o agravamento das taxas aplicadas em documentos de identificação para residentes estrangeiros.
"Deve-se verificar, com profundidade se as certidões e bilhetes de identidade moçambicanos, apresentados por cidadãos que se presumem ser estrangeiros, são autênticos e exprimem factos verídicos", recomenda ainda o documento final da reunião da Direcção de Migração de Moçambique.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 17.08.2005

Moçambique vai importar 500 elefantes do Botswana

Gaberone (AIM) - As autoridades turísticas moçambicanas vão importar 500 elefantes do Botswana para acelerar o repovoamento destes paquidermes na reserva de Gorongosa, na província central de Sofala.

16.08.2005

15-08-2005

Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo abre em Outubro

O Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, que envolve Moçambique, África do Sul e o Zimbabué, será inaugurado em Outubro próximo pelos respectivos presidentes Armando Guebuza, Thabo Mbeki e Robert Mugabe, anunciou hoje o administrador.
O responsável pelo empreendimento, o moçambicano Gilberto Vicente, assegurou estarem criadas as condições para o arranque da sua exploração, tendo já sido erguido um posto fronteiriço dentro dos limites do parque, orçado em cerca de 500 mil euros.
"Trata-se de um posto diferente dos outros que se encontram em território nacional, sendo igual ao outro erguido no lado sul- africano, que se assemelha a um +lodge+", explicou Gilberto Vicente.
De acordo com o responsável, o parque está dotado de vias de acesso, acampamentos, tendas de luxo, parques de estacionamento, entre outras infra-estruturas, e alberga milhares de animais bravios.
A Administração do parque mandou construir uma estrada de terra batida, com cerca de 70 quilómetros, que parte da zona fronteiriça sul-africana de Giriyondo até Massingir, na província de Gaza, sul de Moçambique, disse.
No local, também estão a ser erguidas infra-estruturas avaliadas em mais de 200 mil euros, compostas por quatro tendas de luxo, com capacidade para acolher pelo menos oito pessoas, sublinhou Vicente.
Na zona sul de Moçambique, está o parque de campismo de Massingir, na província de Gaza, onde se localiza o espaço para a montagem de tendas e outro para o parqueamento de camiões turísticos, que irão transportar excursionistas.
Neste momento, está em curso a redefinição dos limites do Santuário, operação que irá implicar a remoção da vedação num raio de 16 quilómetros de extensão, destacou ainda o responsável pelo parque.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 15.08.2005

Veja  http://www.greatlimpopopark.com/

Inhambane: Flamingo Bay Water Chalets

Isto é em Moçambique:

Flamingo_inhambane1

Flamingo_inhambane2

Flamingo_inhambane3

Flamingo_inhambane4

http://www.unusualdestinations.com/1082.html

13-08-2005

Com efeitos a partir do próximo dia 16 de Setembro Air Luxor e LAM cessam Acordo de Parceria

O acordo de parceria estabelecido entre a Air Luxor e LAM – Linhas Aéreas de Moçambique cessa a partir do próximo dia 16 de Setembro, segundo um comunicado de imprensa recebido na nossa redacção.

A decisão da cessação do acordo foi tomada na última reunião que envolveu os Conselhos de Administração da Air Luxor e da LAM, para avaliar a parceria estabelecida entre as duas Companhias ao abrigo da qual a Air Luxor opera para as Linhas Aéreas de Moçambique um voo semanal às sextas-feiras na rota Lisboa- Maputo-Lisboa.

Os dois Conselhos de Administração assinalaram o espírito de cooperação existente entre as duas

partes e o sucesso com que está a decorrer a operação de Verão.

“Contudo, a experiência dos primeiros meses de operação evidenciam, um acentuado agravamento

dos custos operacionais, em particular na componente do combustível, que conjugados com as actuais condições de operação e mercado levam a Air Luxor e a LAM a não prolongar, de comum acordo, a parceria existente com efeitos a partir do próximo dia 16 de Setembro, dia em que a Air Luxor irá operar o último voo para a LAM entre Lisboa e Maputo.”

O comunicado ressalva que todos os passageiros que iniciem a sua viagem, tanto em Maputo como

em Lisboa, até ao dia 16 de Setembro e que tenham o regresso marcado para depois dessa data serão protegidos em outros voos, através dos acordos comerciais e de “interline” que a transportadora aérea Moçambicana tem com outras companhias aéreas.

P AUTARCA – 12.08.2005

07-08-2005

Governo aprova 38 projectos turísticos avaliados em 60 milhões euros

O governo moçambicano aprovou 38 projectos turísticos avaliados em 60 milhões de euros, visando a construção de hotéis, estâncias turísticas e exploração de áreas de ecoturismo, anunciou o ministro do Turismo de Moçambique.


Os projectos ora aprovados localizam-se nas regiões sul e centro do país, designadamente em Gaza, Inhambane e Zambézia, onde foram abertos 48 estabelecimentos hoteleiros em 23 distritos, que irão prestar serviços de restaurantes e hospedagem, disse Fernando Sumbana.

O turismo é uma das grandes apostas do novo executivo moçambicano, que tomou posse em Fevereiro último, pretendendo registar a entrada anual de quatro mil turistas até 2020.

Actualmente, um milhão de turistas escala anualmente Moçambique.

O executivo irá brevemente conceder 22 bolsas de estudos para o ensino superior a vários profissionais da área, com objectivo de melhorar a prestação de serviços nos diferentes estabelecimentos hoteleiros do país, referiu Sumbana.

"O governo já tem aprovado um plano de formação que brevemente vai decorrer em todas as províncias do país. Trata-se de uma capacitação do nível básico e médio que irá privilegiar todos aqueles que trabalham na área, mas que poderá estender-se a todos os interessados", acrescentou.

Entre 2000 e 2004, o Ministério do Turismo de Moçambique aprovou investimentos correspondentes a 257 projectos, o que permitiu a criação de mais de três mil postos de trabalho.

Em Novembro deste ano, a capital moçambicana vai acolher o 31º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), uma iniciativa descrita pelo executivo moçambicano como uma oportunidade de promoção do potencial turístico de Moçambique.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 03.08.2005

14-07-2005

Grupo português Visabeira inaugura complexo hoteleiro em Nampula

O grupo português Visabeira inaugurou hoje em Nampula, norte de Moçambique, o Girassol Nampula Hotel, de quatro estrelas, num projecto avaliado em cerca de seis milhões de euros.
Por Manuel Matola da Agência Lusa - 14.07.2005

O edifício do hotel foi cedido à Visabeira pela empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM) por um período de 25 anos, devendo o projecto criar 250 postos de trabalho permanentes, 100 dos quais serão funcionários directos do grupo português.
O Girassol Nampula Hotel tem 28 quartos, quatro suites, centro de negócios, sala de conferências, restaurantes, escritórios, uma sala de cinema, lojas e um parque de estacionamento privado.
Falando sobre o novo hotel, o responsável da Visabeira em Moçambique, Paulo Varela, considerou o projecto como "decisivo" para o desenvolvimento de outros empreendimentos do género no país pelo grupo Visabeira, presente há 15 anos em Moçambique.
O hotel "introduz um novo elemento de modernidade e progresso nesta cidade e província (Nampula), e passará a ser com certeza uma referência em toda a região norte de Moçambique", disse.
Paulo Varela anunciou ainda a expansão das actividades da Visabeira a outras regiões do país, apontando como exemplo a construção de uma estância de caça em Niassa, norte, num investimento orçado em mais de dez milhões de euros.
Na província do Niassa, a Visabeira já explora um hotel, situado na capital, Lichinga.
Varela disse igualmente que a sua instituição irá proceder à remodelação completa do aldeamento turístico "Indy Village", em Maputo, sul, acrescentando-lhe 120 quartos e construindo um novo espaço destinado a reuniões e eventos especiais com capacidade para 600 pessoas, num investimento global superior a sete milhões de euros.
O lançamento em Setembro próximo de um novo serviço da TV-Cabo digital, utilizando a fibra óptica, que permitirá a maior expansão deste tipo de serviço para as restantes regiões do país, é outra aposta do grupo português, que explora hotéis, restaurantes, a rede de TV por cabo e cinemas, entre outras actividades.
Presente na inauguração, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou o hotel "uma referência para a província de Nampula", destacando a sua importância por poder permitir uma maior "convergência de serviços" num mesmo espaço.
"O sucesso deste empreendimento não pode ser visto isolado de todo o ambiente social da província e do país", pois, "todos os segmentos da sociedade têm um papel importante na atracção de investimento, particularmente, para a cidade e o país", disse o chefe de Estado moçambicano.

29-06-2005

Governo procura mecenas

Elefante_1 Elefantes para Gorongosa
O governo moçambicano necessita de 13 milhões de euros para transferir 500 elefantes oferecidos pelas autoridades do Botsuana, visando repovoar o Parque Nacional da Gorongosa, na província de Sofala, centro do país, disse hoje fonte governamental.

O ministério do Turismo de Moçambique pretende com o montante transferir aqueles paquidermes, num projecto que engloba a identificação e controlo dos animais, segundo o plano Estratégico para a o Desenvolvimento do Turismo no país.
O documento sublinha que o executivo moçambicano está a encetar contactos no sentido de encontrar financiadores que apoiem a execução do projecto, apesar de ter recebido diversas promessas não concretizadas pelos parceiros nesse sentido.
Dadas as dificuldades de se conseguir um financiador para todo o lote de 500 elefantes, as autoridades moçambicanas já admitem a hipótese de dividir o projecto em partes, embora o plano ministerial recomende também a realização de «uma campanha específica» para atrair investimentos.
O director nacional das áreas de conservação, Afonso Madope, disse que a reposição dos efectivos faunísticos constitui uma das grandes prioridades do Governo, assentes no plano Estratégico para a o Desenvolvimento do Turismo de Moçambique.
Vários paises da Africa Austral estão confrontados com problemas provocados pelo impacto negativo do aumento da população de elefantes sobre a fauna e a flora dos seus parques e reservas naturais.
Oferecem gratuitamente elefantes aos paises com capacidade para os receber mas a captura e o transporte dos animais estão á carga dos interessados.
EXPRESSO ÁFRICA - 29.06.2005

LAM estabelece acordo de parceria com TAP para lugares em executiva

A companhia aérea moçambicana LAM estabeleceu um acordo de partilha de voos com a TAP para os clientes que desejam viajar em classe executiva, confirmou hoje à agência Lusa fonte oficial da transportadora portuguesa.
A parceria entra em vigor a 1 de Julho, adiantou a fonte da companhia de bandeira.
A revista Presstur, no site de Internet, noticiou hoje que os clientes da classe executiva da LAM passam a viajar nos aviões da TAP, citando o delegado da transportadora em Portugal, Cândido Munguambe.
O acordo com a TAP surge depois da companhia moçambicana ter começado, em Abril, uma operação em code-share (partilha de voos), entre Lisboa e Maputo, com a Air Luxor, que continua a operar a rota para clientes de classe económica.
Fonte oficial da Air Luxor explicou à agência Lusa que na origem das alterações está a redistribuição da frota da transportadora portuguesa, que passou a operar a rota com o mesmo tipo de avião mas equipado apenas com lugares de classe económica.
Em vez do A330 com 42 lugares em classe executiva com que iniciou a operação, a Air Luxor passou a voar de e para Maputo com um A330 com mais 100 lugares em classe económica.
A fonte da transportadora do grupo Mirpuri explicou, no entanto, que "o conforto dos lugares em económica neste avião é igual ao do avião anterior".
A Air Luxor defende ainda que um avião apenas com classe económica é "mais adequado ao perfil da rota", estando a companhia aérea "apostada em desenvolver Moçambique como um destino turístico".
A fonte adianta que para este Verão, os aviões têm a capacidade preenchida.
O A330, que voava inicialmente para Moçambique, está a efectuar uma operação especial na Austrália, acrescentou a fonte.
Até ao momento não foi possível contactar a Linhas Aéreas de Moçambique.
A LAM tem um voo por semana, em parceria com a Air Luxor, enquanto a TAP faz a ligação à capital moçambicana, três vezes por semana.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 29.06.2005

27-06-2005

Empresa do Dubai vai investir 50 milhões de euros em projectos turísticos

Panoramica_piscina Uma companhia sediada no Dubai anunciou hoje projectos orçados em 50 milhões de euros no sector do turismo de Moçambique, duplicando os seus investimentos no país.
Segundo o presidente da Rani International, Adel Aujan, metade deste novo investimento destina-se ao estabelecimento que a companhia explora no arquipélago ilha de Bazaruto, sul do país e que o tornará "capaz de competir com qualquer estância luxuosa no Oceano Índico".
O restante capital será aplicado no hotel da empresa em Pemba, Cabo Delgado, norte de Moçambique, e em novas estâncias no arquipélago das Qurimbas, também na mesma província, e junto do lago Niassa.
A Rani International construiu nos últimos cinco anos quatro estâncias de luxo nas províncias de Inhambane, sul, e de Cabo Delgado, apesar de, segundo o seu presidente, ter enfrentado diversas dificuldades.
"Mesmo quando enfrentamos uma série de leis absurdas e demoras na tomada de decisões importantes por parte de certas instituições estatais, nós até encorajamos outros investidores a vir para Moçambique e trabalhar no sector do turismo", afirmou Adel Aujan.

20-06-2005

Maputo facilita concessão de vistos

Ministro do Turismo anuncia

Moçambique prepara a revisão da política de concessão de vistos de forma a atrair mais turistas, disse ao EXPRESSO África o ministro moçambicano do Turismo, Fernando Sumbana Júnior. EXPRESSO ÁFRICA - 20.06.2005
Actualmente, os turistas podem adquirir os vistos de entrada em Moçambique à chegada ao aeroporto internacional de Maputo, bem como nos principais postos fronteiriços terrestres, nomeadamente, em Ressano Garcia.
«Estamos a trabalhar com a SADC [Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral] para a criação de um visto tipo Schengen, que permitirá aos visitantes estrangeiros circular por todo o espaço da comunidade com a mesma autorização», precisou Sumbana.
Na semana passada, os Estados membros da SADC decidiram adoptar um visto comum para as centenas de milhares de visitantes esperados durante o Campeonato Mundial de Futebol de 2010, que será organizado pela África do Sul.
O processo de criação do visto padrão será financiado pela Bélgica.
Os países que aprovaram a decisão são África do Sul, Angola, Botswana, Lesoto, Moçambique, Namíbia, Swazilândia e Zimbabwe.
Segundo o ministro do Turismo, Moçambique têm também o projecto de «conceder facilidades especiais para os países que são os principais emissores de turistas» para a África Austral, nomeadamente Portugal e outros países europeus, Estados Unidos e Japão.
Os mercados português e dos países de língua portuguesa são uma das apostas estratégicas para o desenvolvimento do turismo, uma das prioridades do programa do novo Governo para a criação de empregos e a luta contra a pobreza.

12-06-2005

Um éden chamado Vilanculos

Na província de Inhambane, há um lugar que não parece deste mundo. É o santuário de Vilanculos ...

Veja em

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08-06-2005

Maputo - A Pérola que renasce no Índico

Maputo, a grande cidade construída durante a colonização portuguesa, está a renascer para o turismo.

Celeste Pereira

perseguiu a sombra da presença portuguesa na cidade africana e percebeu por que é que a antiga Lourenço Marques desperta tanta nostalgia a quem por lá viveu.

Fugas - O Público - 04.06.2005

Veja aqui

Download Maputo_renasce.pdf

30-05-2005

Mozambique: Africa's Rising Star

Nytbarrabeach

NEW YORK TIMES - 29.05.2005

By JOSHUA KURLANTZICK

As the heavy rain pelted the windows of the taxi, Julio, my regular driver in Maputo, the capital of Mozambique, hardly seemed worried. He calmly piloted the cab through the flooding streets, as water rose above sidewalks and spilled onto people's front lawns.

Approaching my hotel, near the beach in a low-lying area of the city, the rain picked up, and soon I felt my feet getting wet. I looked down, and saw rain coming through the bottom of the taxi, like a boat taking on water. Still, Julio wasn't concerned. "No problem, no problem," he said, and continued chatting on his mobile phone while driving.

At that moment, the car stalled, leaving us stuck in the middle of a waterlogged street. "No problem," Julio said again. And he was right. Within five minutes, a group of men had emerged out of nowhere to help us push the car to the side of the road. They expertly tipped the cab on its side, letting the water run out the bottom like a child's toy. Julio smiled and shrugged, opened a big bottle of fruit juice, and lay down in his car until the rain stopped.

........................

Veja o artigo completo em

Download NYTmoz29.05.2005.doc

ou em

http://travel2.nytimes.com/2005/05/29/travel/29mozam.html

11-05-2005

Inaugurada VI Bolsa do Turismo de Maputo

Bazarut3_copia_1HOJE NA FACIM

Com o objectivo de apresentar o potencial turístico, artístico, cultural e gastronómico do país, é hoje inaugurada na capital moçambicana, a VI Bolsa do Turismo de Maputo.

O evento que vai decorrer até ao próximo Domingo, contará com a participação de operadores

turísticos de todo o país e da AUTORIDADE TURÍSTICA da província sul africana de Mpumalanga.

Um comunicado de imprensa da SOGEX (Sociedade Gestora de Feiras, Exposições e Congressos, recebido na nossa Redacção, indica que o evento servirá também para apresentação de pratos

típicos de cada região do país, objectos de arte e oportunidades de investimento existentes em cada região.

De acordo com o comunicado que estamos a citar, já está confirmada a participação de representantes das Direcções Provinciais de Turismo, hoteleiros, grupos culturais, artesãos, artistas plásticos, agências de viagens, restaurantes, companhias aéreas, galerias de artes, residenciais, fornecedores de água mineral, mobiliário, entre outros.

Entre os expositores, destaca-se a presença pela primeira vez, da comunidade de Madjadjene, do distrito de Matutuine, província de Maputo, qua faz a gestão de um lodge comunitário, que se localiza a  cerca de 3 quilómetros da Reserva de Maputo.

IMPARCIAL – 12.05.2005

03-05-2005

Seminario sobre Turismo Juvenil

O Fórum Juvenil “Unidos na Diversidade Associativa” tem a honra de convidar a V.Excias a participar num seminário subordinado ao tema “O papel da Juventude na
promoção do turismo e na divulgação dos direitos humanos” a ter lugar no dia 07 de Maio do ano em curso (próximo sábado) pelas 09:00 horas no Anfiteatro
Principal da Faculdade de Medicina.

PROGRAMA DE SEMINÁRIO

Tema: “O papel da Juventude na promoção do turismo e na divulgação dos direitos humanos”

Data: 07/05/05

Local: Anfiteatro Principal da Faculdade de Medicina   

Hora: 09:00 H

08:30 – 09:00 - Registo dos participantes.

09:00 – 09:05 – Apresentação do Programa e da Metodologia de trabalho.

09:05 –09:15 – Sessão de Abertura por Sua Excelência Ministro do Turismo, Dr. Fernando Sumbana Júnior.

Palestras

09:15 – 09:35 – “O turismo Juvenil na perspectiva do Governo”

                            Orador: Sr. Aurélio Chume

                            Técnico da Direcção de Promoção Turística, MITUR

09:40 – 10:00 – “A Juventude e os Direitos Humanos”

                            Orador: Dr. Lázaro dos Santos Filho

                            Advogado da Liga dos Direitos Humanos

10:00 – 11:00 – Debate

Apresentações em plenária

11:00 – 11:10 – Grupo A “O Turismo Juvenil”

11:10 – 11:20 – Grupo B “Os Direitos Humanos”

11:20 -11:30 – Conclusões finais

11:30 – Fim da Cerimónia

Para mais informações, contacte os números 0828918040, 0823998140, 0822626360.

21-04-2005

Abolição de vistos beneficia sul africanos

O Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, considera a abolição de vistos de entrada entre Moçambique e África de Sul de não benéfica para os moçambicanos. Diz o líder da Renamo que os sul-africanos serão os maiores beneficiados da medida.

O Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, considera que a abolição de vistos de entrada entre Moçambique e África de Sul de não benéfica para os moçambicanos. Diz o líder da Renamo que os sul-africanos serão os maiores beneficiados da medida.

Dhlakama disse ao ZAMBEZE ON LINE no intervalo da primeira sessão do Conselho de Ministros do Gabinete de Assessoria da Presidência (GAP), realizado ontem, que a iniciativa é louvável, pois se enquadra nos esforços da integração económica do país na região. Disse ainda que os acordos da Comunidade do Desenvolvimento da África Austral (SADC), prevêem a livre circulação de pessoas e bens da região, mas “ isto não trará melhorias para nós”.

“Vejam só”, prosseguiu, “ que, antes, as pessoas com 430 randes conseguiam visto para permanecer na África de sul três a seis meses, mas hoje com esta abolição tudo ficará difícil, pois, agora elas têm apenas 30 dias na África de Sul, com o agravante de que em cada entrada o cidadão tem que pagar 100 rands.

Segundo Dhlakama, uma pessoa que entrar cinco dias por semana significa que terá que pagar 500 randes. Valor que pagava para um visto de três a seis meses.

20-04-2005 14:17:43
(Fonte : Zambeze)

Tirado na www.stop.co.mz

19-04-2005

Antigo governador de Maputo distância-se do caso "paraiso do ouro"

Maputo (AIM) - O antigo Governador da província de Maputo, Alfredo Namitete, diz não ter autorizado a construção de 31 casas do projecto "Paraiso do Ouro", erguidas num local considerado inadequado, na localidade turística da Ponta do Ouro, no distrito de Matutuine, Sul de Moçambique.

(AIM) - 17 de Abril de 2005

Ministro do Turismo e governadora de Maputo em colisão

Ponta_do_ouro_1 DEVIDO À ALEGADAS CONSTRUÇÕES ILEGAIS FEITAS POR SUL-AFRICANOS NA PONTA DE OURO

Laurindos Macuácua                                                      

- Alguns proprietários sul-africanos das casas dizem ter documentação em dia e pagam todos os impostos inerentes à actividade que praticam, daí que digam que a governadora, Telmina Pereira, não tem hipóteses de mandar demolir as referidas propriedades.

- Por sua vez, o ministro do Turismo, Fernando Sumbana Júnior, um tanto amolecido, diz que o problema de Ponta de Ouro prende-se com o facto de não estarem desenhadas as fronteiras que separam as zonas turísticas das que não o são. Isto significa que, para se demolirem as propriedades retromencionadas, seria necessário estudar “caso a caso”.

(Maputo) O poder do recém eleito Governo de Armando Emílio Guebuza, homem tido como de braço de ferro, está à deriva e há colisão entre os que devem exercê-lo, porquanto o ministro do Turismo, Fernando Sumbane, e a governadora da província de Maputo, Telmina Pereira, estão em divergência quanto ao seu posicionamento na problemática provocada pelos desmandos praticados pelos sul-africanos na Ponta de Ouro.

Enquanto Pereira defende a demolição das casas construídas na zona turística e por cima das dunas alegadamente de forma ilegal, o titular da pasta do Turismo acha que se deve analisar caso a caso, antes de uma medida radical.

Alguns proprietários das trinta e uma casas alegadamente construídas sem aval das autoridades da vila de Ponta de Ouro, em Maputo, desmentem tal acusação e dizem que têm documentação que lhes dá garantia de operar no local “sem problemas”.

A governadora da província de Maputo, aquando da sua deslocação à Ponta de Ouro, soubemos, teria constatado haver trinta e uma construções, maioritariamente pertencentes a cidadãos sul-africanos, erguidas, ilegalmente, nas dunas que protegem a costa marítima e que, na hora de conhecer os seus proprietários, “nenhum estava presente”.

As nossas fontes dizem que tal não constitui à verdade, porque, “durante a visita da governadora, nos fizemos presentes e as construções a que ela se refere estão devidamente autorizadas”. Sendo assim, cai por terra o seu desejo de as ver demolidas.

As nossas fontes dizem ainda que, para além de possuírem a possível documentação que lhes autoriza a explorar aquele local, trabalham em consórcio com alguns graúdos cá do nosso País, pertencentes à nomenclatura, cujos nomes escusaram-se a mencionar.

“Ninguém pode evadir o território de outro, sem a devida autorização.

As nossas construções são legais e pagamos todas as quotas possíveis sem atraso. O argumento da governadora é falso por isso que não estamos preocupados com o seu pronunciamento de que vai mandar demolir as nossas propriedades. Na devida altura, se ela precisar, vamos mostrar a documentação que legitima as nossas construções”, indicaram os proprietários.

Na mesma senda abordámos o ministro do Turismo, Fernando Sumbana Júnior, para nos clarificar a situação que abala aquela zona turística tendo afirmado que o problema da Ponta de Ouro deve-se ao facto de ainda não estarem demarcadas as zonas destinadas ao turismo.

Muitos dos que solicitam espaços para a construção, inicialmente, fazem-no tendo em conta a construção de casas de férias e outras sem que sejam locais turísticos. Só que depois atropelam o preceituado aquando do seu pedido, porque acabam erguendo casas em locais de lazer.

“Estamos a estudar caso a caso, porque não seria correcto abordarmos o assunto num todo. Estamos a trabalhar no assunto e, para breve, vamos enviar uma equipa multissectorial para analisar a situação, pois ela não se limita simplesmente ao Ministério do Turismo. Estamos em cima dos acontecimentos. O que dificulta o nosso trabalho é que, a cada dia, aparecem novos casos, mas tudo vai ser esclarecido”, disse Fernando Sumbana.

Dado o facto de Sumbana ter afirmado que ainda não existem no local barreiras que separam as zonas turísticas das que não o são, quisemos saber dele se caía por terra a pretensão de Telmina Pereira de ver demolidas as casas que medram naquele local turístico.

“Estou a trabalhar com a governadora da província de Maputo para o melhor esclarecimento da situação. Respeito a posição dela e o trabalho que ela está a desenvolver.

Por isso não vou comentar se ela foi precipitada ou não ao fazer tal afirmação. Ela está a fazer o seu trabalho”, concluiu o ministro moçambicano do Turismo.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS(Maputo) – 14.04.2005

18-04-2005

Suazilândia terá que abrir as suas portas também

Mswati_iii_02 COM O ACTUAL CENÁRIO DE LIVRE CIRCULAÇÃO ENTRE MOÇAMBIQUE E ÁFRICA DO SUL

REFINALDO CHILENGUE

Poucas hipóteses restam para as autoridades do Reino da Suazilândia, que não se juntaram aos seus grandes vizinhos aos quais está completamente encravado, abrindo o seu espaço para a livre circulação para os povos moçambicanos e suázis.

Caso contrário, os agentes económicos do pequeno reino montanhoso, com especial destaque para os do sector comercial e da prestação de serviço, têm o futuro altamente ameaçado, uma vez que os moçambicanos eram parte sensível do universo dos seus clientes.

Com as fronteiras da África do Sul completamente escancaradas, situação acrescida pela distância (menos de 100 quilómetros de Maputo para os primeiros centros comerciais sul-africanos em Komatiport), fica sombrio o futuro dos agentes empresariais de Manzini (cerca de 180 quilómetros

da capital moçambicana e que já serviu de supermercado da classe média/ alta de Maputo na década de 80 do século passado).

O Correio da manhã constatou, por exemplo, este sábado, um sentimento desolador entre alguns comerciantes de Lomaacha (localidade limítrofe entre Moçambique e Suazilândia) e da região açucareira de Symunhe (aproximadamente 20 quilómetros da fronteira), cada vez que se falava da

recente decisão dos governantes de Maputo e Tshwane (ex-Pretória), relativamente à circulação de pessoas entre os dois territórios.

Perante este cenário, o jovem playboy africano (por acumular numerosas esposas – detém actual e oficialmente 11 esposas, duas noivas e 24 filhos – e Makosetive, vulgo Mswati III, também conhecido por Nkossi Ngonhama (Rei Leão) poucas hipóteses lhe restam senão mandar abrir as fronteiras do seu reino de 17.363 quilómetros quadrados e habitado por cerca de 1.170.000 milhão de habitantes com um PIB nacional de 5,7 milhões de dólares norte-americanos.

Nota do Autor: Mswati III, que esta terça-feira faz 37 anos de idade, não tem, ainda, motivos para se gabar da sua performance junto das mulheres. Está ainda muito longe de atingir o recorde do seu antecessor, o seu progenitor Rei Sobhuza II, que, em 61 anos de reinado, teve, oficialmente, mais de 70 mulheres e quando morreu deixou mais de 200 descendentes, todos eles a viver hoje às expensas do actual monarca, que tem o sorriso permanente como sua “marca registada” e é o 67º filho do anterior monarca, a acreditar nos dados oficiais.

Mswati III tem o direito de anualmente mandar perfilar milhares de raparigas virgens dos nove aos 19 anos seleccionadas em todo o território (com uma taxa de seroprevalência na casa dos 20%) para

escolher uma como noiva, num ritual tradicional chamado Umhlanga na única monarquia ao Sul do Sahara. Poucos pais opõem-se à escolha da filha para mais uma concubina do jovem monarca, por constituir uma maneira fácil de ver a prole a crescer e viver em conforto num dos países mais pobres do mundo.

CORREIO DA MANHÃ(Maputo) – 18.04.2005

17-04-2005

A partir de segunda-feira já se pode ir sem visto à RAS

É já a partir de dia 18 de Abril que os moçambicanos e sul-africanos deixam de precisar de visto para cruzar a fronteira entre os respectivos países.

Na sequência da assinatura, ontem, de um acordo nesse sentido entre Moçambique e África do Sul, o processo despendioso (430 ZAR) e burocrático (prova de hotel e recursos económicos) de obtenção de vistos de curta duração para RAS termina este fim de semana.

Este acordo vem facilitar a circulação de pessoas, sendo previsível o seu aumento significativo.

Em 2003 e 2004, cerca de 440 mil moçambicanos entraram na RAS, de acordo com os números divulgados ontem.

01-04-2005

Air Luxor e Linhas Aéreas de Moçambique estabelecem parceria

Air_luxor1 Voo semanal na rota Maputo-Lisboa-Maputo

JORNAL DIGITAL - 2005-04-01

Maputo - A companhia aérea portuguesa Air Luxor e a LAM-Linhas Aéreas de Moçambique formalizam, esta sexta-feira, em Maputo, um acordo de parceria, com duração de três anos, para a realização de um voo semanal na rota Maputo-Lisboa-Maputo.

O novo voo sairá de Lisboa à quinta-feira, às 20h30, chegando a Maputo às 08h00 de sexta-feira. A saída de Maputo está prevista para a sexta-feira às 23h30, com chegada a Lisboa às 09h00 de sábado.

Operado com uma aeronave do tipo Airbus A330, com a configuração de 236 lugares de classe económica e 42 lugares de classe executiva, o novo voo passará a ser o único directo actualmente existente no mercado a ligar as cidades Maputo e Lisboa e vice-versa.

Segundo um comunicado da Air Luxor, esta parceria permitirá também oferecer ligações a vários destinos no interior de Moçambique e à rede de rotas regionais da LAM ao mercado europeu, em particular Portugal.

Com o acordo, a Air Luxor passará a ser o agente geral de vendas (GSA) da LAM para Portugal e restantes países da União Europeia e a LAM será o GSA da Air Luxor em Moçambique.

Segundo o presidente da Mipuri Holdings, Paulo Mirpuri, a formalização desta parceria insere-se «na estratégia da Air Luxor de servir os países de língua oficial portuguesa em regime parcerias».

Por sua vez, José Ricardo Viegas, presidente do Conselho de Administração da LAM, sublinha que «esta parceria irá trazer mais valias para o país, principalmente na vertente do turismo com os benefícios directos e indirectos que a vinda de turistas em massa traz», quer para os operadores turísticos como para a indústria hoteleira, bem como para os artistas e outros que directa ou indirectamente estão ligados a este sector de actividade.

27-02-2005

Arquipélago das Quirimbas

Image65j Conheça ou reveja o paraíso que são as Ilhas do Arquipélago da Quirimbas, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, entre elas as do Ibo, Matemo e Quilalea:

http://geocities.yahoo.com.br/quirimbaspemba/

14-02-2005

Limpopo - Iniciativa transfronteiriça estabelece secretariado

A coordenação do Grande Parque Transfronteiriço do Limpopo deverá ser transformada, a breve trecho, num Secretariado Permanente.

Que, numa fase de crescimento desta iniciativa, vai congregar todas as sinergias necessárias para o sucesso da conservação nesta região do continente.

Estas diligências estão a ser feitas há sensivelmente um ano, no quadro da vigência da coordenação rotativa, que deve ser entregue até finais do próximo mês ao Zimbabwe.

O Grande Parque Tranfronteiriço do Limpopo é constituído por três parques, nomeadamente o do Limpopo, em Moçambique, Kruger National Park, na África do Sul, e Gonarezhou, na RAS.

Neste momento, a direcção da iniciativa é rotativa, baseando-se no respectivo país coordenador por um período de dois anos.

De acordo com informações facultadas por Jorge Ferrão, actual coordenador desta iniciativa transfronteiriça, o Zimbabwe deve assumir este papel a partir de finais deste mês ou princípios do próximo.

Com a transformação da Coordenação num Secretariado Permanente, segundo a fonte, será possível congregar num só lugar as pessoas dos três países que trabalham para o bem da iniciativa e sem dispersão de esforços.

Este secretariado teria a função de olhar para o progresso da iniciativa com homens permanentes, o que permitiria imprimir novo desenvolvimento e facilmente buscaria recursos para a realização dos seus propósitos e não seria um funcionamento ´ad-hoc´...

01-02-2005

RANI Resorts - descubra o nosso Moçambique

Acabaram as eleições.

Brevemente a época das chuvas está passada.

É altura de conhecer ou recordar Moçambique.

Deixe-se levar... (click nas imagens e imprima)

Rani1_2 Rani2_2

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Para mais pormenores, consulte:

http://www.macua.org/excursoes/enter.html

e uma boa estadia!