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11-12-2007

Teresa Salgueiro actua 2/a feira na Polónia no espectáculo "Silence, Night and Dreams", de Zbigniew Preisner

Lisboa, 08 Dez (Lusa) - A cantora portuguesa Teresa Salgueiro actua segunda-feira em Plock, na Polónia, como solista na estreia naquele país do concerto "Silence, Night and Dreams", obra do compositor polaco Zbigniew Preisner. "Silence, Night and Dreams", que foi editado em CD em Novembro, estreará na Polónia, na catedral de Plock, com a participação de Teresa Salgueiro, da orquestra e do coro da rádio polaca, sob a batuta de Preisner.
Esta será a terceira apresentação ao vivo do álbum "Silence, night and dreams", depois de Atenas e Londres, com Teresa Salgueiro como uma das principais protagonistas.
Interpretada em inglês e em latim, a obra cita textos bíblicos do Livro de Job e do Evangelho segundo São Mateus, assim como escritos do Papa João Paulo II e do poeta polaco Zbigniew Herbert.
Preisner escolheu Teresa Salgueiro para interpretar os temas por ter "uma voz clássica sem ser uma cantora clássica", disse o compositor à agência Lusa.
"Ela tem uma voz pura e fantástica e sem vibrato, exactamente como eu gosto, além disso ela teve uma disponibilidade extrema, passou nove a dez horas em estúdio a trabalhar os temas", sublinhou o músico polaco.
Segundo Zbigniew Preisner, este álbum fala de problemas da actualidade, de como as pessoas desperdiçam o seu tempo em coisas sem importância e mesmo citando a Bíblia, os assuntos permanecem actuais.
O artista, que esteve apenas em Portugal uma vez há alguns anos, em Faro, gostaria de levar este espectáculo a Portugal, embora saiba que é muito dispendioso pela quantidade de músicos que envolve.
No entanto, não está afastada a hipótese de vir a Portugal em 2008, disse Preisner à Lusa.
"Silence, night and dreams" é o segundo grande trabalho discográfico com orquestra que Presiner assim, depois de ter composto "Requiem for my friend", editado em 1998 e dedicado ao compositor polaco Krzystof Kieslovski, para quem escreveu a maioria das bandas sonoras.
Zbigniew Preisner, 52 anos, é conhecido sobretudo pela estreita colaboração com Kieslovski, tendo assinado a banda sonora, por exemplo, da trilogia "Azul", "Branco", "Vermelho" e de "A Dupla Vida de Veronique", com os quais vendeu mais de dois milhões de cópias em todo o mundo e foi premiado em festivais de cinema.
"Silence, Night and Dreams" é o terceiro disco que Teresa Salgueiro edita este ano, sucedendo a "Você e Eu", gravado no Brasil, e "La Serena", gravado com a Lusitânia Ensemble.
Teresa Salgueiro anunciou recentemente que abandonou os Madredeus, onde foi vocalista durante mais de 20 anos, para se dedicar a estes projectos a solo.
SS. - Lusa/fim

04-12-2007

António Zambujo será o primeiro português a actuar no Azerbeijão

Lisboa, 30 Nov (Lusa) - O fadista António Zambujo será o primeiro português a actuar no Azerbeijão, quando na próxima quarta-feira subir ao palco do World Ethnic Gala Concert em Baku. O concerto reúne anualmente na capital azéri vários nomes da cena internacional na área da "world music".
Segundo o portal de world music, www.mondomix.com, António Zambujo está a contribuir para o "ressuscitar do fado masculino, que tem sido um pouco ofuscado na última década pelas excelentes fadistas femininas".
O jornalista Daniel Brown afirma que o novo álbum do fadista, editado em Outubro e que constituirá a base da sua apresentação em Baku, "impulsionará António Zambujo ainda mais para a ribalta internacional".
Acompanhando-se a si próprio e ainda com Paulo Parreira na guitarra portuguesa e Ricardo Cruz no contrabaixo e baixo acústico, Zambujo irá interpretar temas do álbum "Outro sentido", editado em Outubro.
Em "Outro sentido", o fadista revisita os repertórios de Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Ramos e ainda os cancioneiros brasileiro e açoriano.
"Este não é assumidamente um disco de fados, é antes um disco com fados, onde exploro outras sonoridades como o jazz e a bossa nova que influenciaram a minha formação musical", disse António Zambujo.
Para o intérprete que no ano passado foi distinguido com o Prémio Amália para o Melhor Fadista, "a ida a Baku é tanto mais interessante pelo convívio musical com outras músicas", além do "orgulho" de ser o primeiro português a actuar naquelas paragens da Transcaucásia.
"Este convite permite-me, sem o saber, fazer história ao ser o primeiro português a lá ir actuar", disse à Lusa.
De Amália, Zambujo canta "Amor de mel, amor de fel" (A. Rodrigues/Carlos Gonçalves), "Fadista louco" (Alberto Janes), "Nem às paredes confesso" (Max/Artur Ribeiro/Francisco Trindade) e "Foi Deus" (A. Janes).
Ao repertório de Carlos Ramos (1907/1969) foi buscar "Eu já não sei" (Domingos Gonçalves Costa/Carlos Gonçalves).
"Foi para mim um desafio recriar todos estes clássicos da música portuguesa, aos quais proponho a minha perspectiva musical", disse.
Do outro lado do Atlântico escolheu um tema de Vinicius de Moraes e António Maria, "Quando tu passas por mim", e "Lábios que beijei" (J. Cascata/Leonel Azevedo).
Da actuação em Baku fará também parte o tema "A nossa contradição", uma letra de Aldina Duarte para uma música de Alfredo Marceneiro.
António Zambujo aprendeu a tocar viola na Academia de Música de Beja, sua terra natal. Aos 16 anos venceu um concurso de fado e em 2003 foi considerado a melhor voz do fado pela Rádio Central FM. Integrou o elenco do musical "Amália", de Filipe La Feria.
Antes de actuar em Baku, António Zambujo apresenta-se sábado na Casa do Alentejo, em Toronto (Canadá).
NL. - Lusa/Fim
Outro sentido", de António Zambujo, considerado o melhor álbum de fado pela revista Lira
Lisboa, 02 Dez (Lusa) - O novo álbum do fadista António Zambujo, "Outro sentido", editado em Outubro, foi considerado pela revista sueca Lira como "o melhor disco de fado do ano".
A revista é uma das mais conceituadas nos mercados nórdicos na área da "world music".
No álbum, com chancela da Ocarina, Zambujo revisita os repertórios de Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Ramos e ainda os cancioneiros brasileiro e açoriano.
A base musical do álbum é o violão, sendo o artista acompanhado por Carlos Manuel Proença (guitarra clássica), José Manuel Neto e Paulo Parreira (guitarra portuguesa) e Ricardo Cruz (contrabaixo/baixo acústico), Mário Delgado (guitarra eléctrica), Paulo Guerreiro (trompas), Fernando Nunes (programação de loop), Daniela de Brito (violoncelo), se bem que o próprio fadista se acompanha, nomeadamente em "A nossa contradição" além de assinar alguns arranjos musicais.
O produtor musical é Ricardo Cruz, que já o fora nos dois anteriores álbuns de Zambujo, "O mesmo fado" e "Por meu cante".
Entre os 13 temas que compõem "Outro sentido", destaque para o tema açoriano "Chamateia" (António Melo de Sousa/Luís Alberto Bettencourt) que conta com a participação especial das Vozes Búlgaras Angelite.
Do outro lado do Atlântico escolheu um tema de Vinicius de Moraes e António Maria, "Quando tu passas por mim", e "Lábios que beijei" (J. Cascata/Leonel Azevedo).
"Neste álbum faço algumas homenagens, nomeadamente a Amália Rodrigues, Carlos Ramos e Max, que considero o cantor português mais completo", prosseguiu.
De Amália, Zambujo canta "Amor de mel, amor de fel" (A. Rodrigues/Carlos Gonçalves), "Fadista louco" (Alberto Janes), "Nem às paredes confesso" (Max/Artur Ribeiro/Francisco Trindade) e "Foi Deus" (A. Janes).
Ao repertório de Carlos Ramos (1907/1969) foi buscar "Eu já não sei" (Domingos Gonçalves Costa/Carlos Gonçalves).
"Foi para mim um desafio recriar todos estes clássicos da música portuguesa, aos quais proponho a minha perspectiva musical", disse.
Outro tema recriado por Zambujo é "Ao Sul" que João Monge e João Gil escreveram para a Ala dos Namorados, uma canção que Zambujo gostou e para a qual Carlos Manuel Proença fez um arranjo musical.
O único original do disco é "A nossa contradição", uma letra de Aldina Duarte para uma música de Alfredo Marceneiro.
O ano passado António Zambujo que habitualmente canta no restaurante Senhor Vinho em Lisboa, recebeu o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Fadista.
NL. - Lusa/Fim

02-12-2007

Mário Moita apresenta fado ao piano no Festival Kitamoda em Sakai

Lisboa, 29 Nov (Lusa) - O músico Mário Moita apresenta o seu fado ao piano, recuperando uma tradição oitocentista, sexta-feira, no Festival Kitamoda em Sakai, um dos primeiros portos japoneses onde chegaram os portugueses no século XVI.
Mário Moita representou sábado Portugal no Encontro de Etiquetas Independentes, em Faenza (Itália) e actuou, dia 06, no Brasil por ocasião do 157º aniversário do Gabinete Português de Leitura do Recife.
"Tem sido uma aventura extraordinária! Num mês, levei a música portuguesa a três continentes", disse à Lusa o músico natural de Reguengos de Monsaraz (Évora).
Em Sakai, segundo declarações de Mário Moita à Lusa, “a presença portuguesa é uma constante, em topónimos e os autocarros tem figuras de nossos padres que chegarem ao Japão”.
“Uma das praças nesta cidade, onde já actuei em 2001, tem o nome de São Francisco Xavier, por exemplo”, acrescentou.
O cantor e pianista realiza uma digressão ao Japão, onde actua com "grande regularidade".
Nesta digressão tem apresentado o seu mais recente trabalho, um CD/Livro editado em Abril, em que inclui o inédito de Alberto Janes "O luar é meu amigo".
Quarta-feira, o cantor e pianista cantou este e outros temas, nomeadamente "Aos amigos de Lisboa" de Manuel Sérgio e "Coimbra", "Lisboa à noite" e "Recado a Lisboa", em Osaka.
“Há muito público para o fado aqui no Japão. Amália Rodrigues fez um extraordinário trabalho em prol da nossa cultura e música de que todos beneficiamos”, afirmou.
O interesse de Moita pelo fado ao piano deve-se ao seu professor de piano, Fortunato Murteira, que passava para pauta as melodias de Alberto Janes, autor de "Foi Deus", "É ou não é", "Oiça lá senhor vinho" ou "Vou dar de beber à dor", que foram êxitos na voz de Amália Rodrigues.
Segundo o músico "a ideia de editar um CD/Livro em inglês e português, resulta do contacto regular com o público estrangeiro que mostra grande curiosidade em conhecer mais do fado".
NL. - Lusa/Fim

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