Nyimpine Chissano, apontado pelos co-réus do “caso Cardoso, como sendo um dos supostos envolvidos na morte do jornalista Carlos Cardoso, disse, na qualidade de declarante, em tribunal não conhecer Aníbal dos Santos Júnior, vulgo Anibalzinho.
Na audição de Sexta-feira acabou sendo marcada pelas declarações em torno de um conjunto de cheques da Express Tours, assinados por Nyimpine Chissano, que acabaram por ir parar às mãos de Moamd Assif Satar (Nini), através de Cândida Cossa supostamente para o pagamento de um negócio de viaturas, segundo declarações prestadas no julgamento de 2002.
Cândida Cossa disse que mentiu em sede de tribunal, quando em 2002, no primeiro julgamento do caso Cardoso, ter afirmado que os cheques da Express Tours assinados por Nyimpini, e que, nos autos, tinham como propósito pagar os assassinos do jornalista Carlos Cardoso por via de Momad Assif Satar, estavam destinados a si.
Ela disse que assumiu tal responsabilidade mando do Nyimpine, Maló e Apolinário Pateguana, isto como forma de afastar qualquer ligação pública entre estes e Nini.
Por seu turno, Nyimpine Chissano não confirmou nada do que disse Cândida Cossa. Negou ter a persuadido a mentir em sede de tribunal, confirmando apenas ter havido o referido encontro, mas, em sua casa, e não na presidência como se referia.
Entretanto, outros declarantes arrolados pelo tribunal, nomeadamente António Maló, Stela e Apolinário Pateguana incluindo Cândida Cossa, afirmaram não conhecer Anibalzinho.
ZAMBEZE - 11.12.2005







