Para o Fomento de Algodão
- Vice- ministra descarta concessão de créditos ao sector
Produtores de algodão da província de Nampula estão preocupados com as empresas fomentadoras e o governo por alegada distribuição tardia dos insumos agrícolas destinados à produção daquela cultura de rendimento, sobretudo semente.
A situação mais gritante é vivida no distrito de Eráti-Namapa, onde cerca de três mil camponeses se mostram indecisos em continuar com a produção de algodão em face de, até ao momento, não se terem vinculado a qualquer empresa fomentadora, depois da declarada falência da Sociedade Algodoeira de Namialo (SODAN), empresa com que os produtores se identificavam.
João Baptista Adolfo, presidente do fórum dos agricultores de algodão do distrito de Eráti, que manifestou esta preocupação ao Wamphula Fax, disse, contudo, haver empenho da parte do governo com vista a encontrar-se uma solução para a constrangedora situação.
Limpamos os campos à espera que apareça alguém para nos dar a mão, sobretudo na aquisição de semente, principal problema. Já devíamos ter lançado a semente. O atraso, vai acarretar muitas implicações negativas. Disse a fonte.
Por seu turno, António Alberto, delegado do Instituto de Algodão de Nampula (IAN), confrontado pelo nosso jornal, reconheceu a demora, acrescentando, todavia, que esta deve-se ao registo e identificação da entidade que vem operar nas áreas até então exploradas pela SODAN, cujo processo se encontra até em fase avançada, pedindo por isso calma aos produtores.
Num outro desenvolvimento, Catarina Pajume, vice-ministra da Agricultura, falando recentemente à margem do lançamento do Fórum Nacional dos Produtores de Algodão na vila-sede de Namialo, afastou toda a possibilidade do governo envolver-se no apoio directo ao sub sector de algodão, através de créditos, invocando razões de risco que a actividade agrícola acarreta.
Nós trabalhamos com a banca, que é o nosso maior parceiro para os créditos, mas já não podemos intervir neste processo. Sublinhou Pajume, precisando, contudo, que para colmatar esta problemática,o seu sector rubricou um acordo com a Oxfam-America, para criação de um projecto piloto de fortalecimento do movimento associativo nas zonas de maior produção algodoeira.
Há falta de honestidade de alguns agricultores no processo de devolução dos créditos concedidos, e achamos que com associações, seja possível encontrar soluções que possam ajudar o desenvolvimento do algodão, que é a nossa grande expectativa. Disse,
ainda, aquela governante.
De salientar que a cultura de algodão contribui grandemente na balança de pagamentos no nosso país.
WAMPHULA FAX – 13.12.2005







