O Programa Alimentar Mundial das
Nações Unidas, PAM afirma que não teve qualquer resposta aos apelos de 140
milhões de dólares para alimentar o Zimbabwe e por isso teve que começar a
cortar a alimentação a quatro milhões de pessoas.
O PAM alerta que os abastecimentos
alimentares vão esgotar-se completamente até Janeiro, a não ser que seja
disponibilizado imediatamente um novo financiamento, uma vez que é preciso um
mês e meio para fazer chegar os alimentos ao país.
Cerca de metade da população, ou
seja 5 milhões de pessoas, pode precisar de ajuda alimentar antes das próximas
colheitas, em Abril do próximo ano, dizem os doadores.
O PAM diz que está a reduzir a ração
de cereais de 12Kg para 10Kg por pessoa e a ração de feijão de 1.8Kg para 1kg,
de forma a fazer que as presentes reservas durem mais tempo.
Situação crítica
O porta-voz do PAM Richard Lee
advertiu que a situação poderá tornar-se 'crítica' em muitas partes do país nos
próximos meses.
"Já estamos a ouvir estórias de
que muitas famílias estão a viver com apenas uma refeição por dia, crianças que
vão o mato à procura de comida e frutos selvagens", disse Richard Lee à
BBC.
"É uma situação muito séria e
nós estamos ainda a quatro meses e meio das próximos colheitas".
O Zimbabwe tem vindo a sofrer escassez
de alimentos desde 2001.
O Programa Alimentar Mundial da ONU
alimentou 2 milhões de pessoas em Outubro, o primeiro mês de uma projecto de
ajuda de larga escala, mas os números deverão subir para 5.1 milhões no início
de 2009.
No fim de semana passado, o líder da
oposição do Zimbabwe, alertou de que um milhão de pessoas poderá morrer de fome
dentro de um ano se não for ultrapassado o impasse político.
O líder Movimento para uma Mudança
Democrática, MDC, Morgan Tsvangirai e o presidente Robert Mugabe acordaram
formar um governo de unidade nacional para revitalizar a economia, mas até
agora não decidiram como partilhar as pastas ministeriais.
BBC - 11.11.2008








