A FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência, “não se sente afectada” pelas acusações de que um dos seus membros, Momade Bachir Suleman, é um “barão da droga”, disse hoje Alfredo Gamito, deputado e quadro sénior do partido.
Momade Bachir Suleman, empresário conhecido pelas suas doações milionárias à FRELIMO, integra uma lista de 700 pessoas consideradas pelos EUA barões da droga, divulgada na semana passada e entregue por Barack Obama a vários organismos estaduais norte-americanos.
“A FRELIMO não tem nada que se sentir afectada por isso. O partido tem milhões de membros e acontece muitas coisas com cada um deles”, enfatizou Alfredo Gamito, em declarações a jornalistas em Maputo.
Segundo Alfredo Gamito, “é necessário que os EUA apresentem provas concretas das acusações extremamente graves que fazem contra Momade Bachir”.
A liderança da FRELIMO tem-se mantido em silêncio relativamente às alegações do Estado norte-americano contra Momade Bachir Suleman, sendo apenas conhecidas as promessas de alguns membros do Governo e da Procuradoria Geral da República de que as imputações ao empresário serão averiguadas.
Desde que foram divulgadas no site da internet da Casa Branca, as acusações contra o empresário tem sido destaque em todos os órgãos de comunicação social moçambicanos e internacionais, devido ao peso financeiro de Momade Bachir Suleman, considerado um dos homens mais ricos de Moçambique.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS – 10.06.2010