Uma multinacional indiana que opera nas áreas portuária, cabotagem, petróleo e gás natural, geração de energia, comunicações, entre outras, tenciona investir em Moçambique de forma a ajudar o país a transformar-se num entreposto industrial e comercial de referência em África e no resto do mundo.
Trata-se do Grupo ESSAR, com investimentos em 20 países do mundo movimentando vários biliões de dólares norte-americanos, e que também possui a ambição de expandir os seus negócios noutras regiões, tais como da África Austral.
Segundo o Presidente da ESSAR para a área de Relações Internacionais, Rajiv Dogra, a apetência deste grupo por Moçambique ganhou um maior impulso durante a recente visita do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, a este país da Ásia Meridional e uma das economias emergentes.
“Nos próximos três anos algo de concreto da ESSAR vai acontecer em Moçambique”, afirmou Rajiv Dogra.
Ele falava na semana passada na capital indiana, Nova Deli, a AIM e ao semanário “Domingo” a margem de um jantar oferecido pelo Grupo ESSAR a 19 jornalistas africanos, incluindo dois moçambicanos, que se encontram a efectuar uma visita de uma semana a este país asiático a convite do governo indiano.
Dogra adiantou que o Grupo ESSAR está a par das boas políticas macroeconómicas adoptadas pelo governo moçambicano, das potencialidades existentes no país em termos de recursos naturais, bem como no papel que pode desempenhar na importação e exportação de bens dos países do interior.
Ele escusou-se a avançar o volume e as áreas que a ESSAR tenciona investir, sublinhando que tudo está condicionado aos trabalhos de prospecção em curso.
A AIM soube de outras fontes que este grupo já está envolvido na pesquisa e mapeamento geológico de minerais, principalmente do carvão, em cinco blocos localizados nas províncias de Tete, Centro noroeste de Moçambique, e de Niassa, no Norte.
“Mas os senhores jornalistas podem crer que a ESSAR sabe muito bem que Moçambique possui um enorme potencial para investimentos, sobretudo nas áreas tradicionalmente privilegiadas pelo nosso grupo”, disse a fonte.
Dogra acredita que a entrada da ESSAR em Moçambique vai ser um sucesso.
“A acção da ESSAR e as aspirações de Moçambique farão diferença”, declarou o Presidente da ESSAR para a área de Relações Internacionais.
A apetência pelas potencialidades de Moçambique também foi manifestada pela direcção da “Banas Dairy”, uma fábrica de lacticínios localizada no Estado de Gujarat, localizada a cerca de mil quilómetros a Sul de Nova Deli, e que também foi visitada pelo grupo de 19 jornalistas de dez países africanos, nomeadamente Moçambique, África do Sul, Namíbia, Botswana, Tanzânia, Ghana, Etiópia, Sudão, Nigéria e Egipto.
Esta fábrica destaca-se pelo facto de empregar milhares de residentes locais, através do fomento pecuário para o fornecimento do leite a fábrica.
Os 1.381 povoados do distrito de Banaskantha, 1.337 constituíram-se em cooperativa de produção e fornecimento de leite a “Banas Dairy”.
A zona entre os rios Limpopo, no Sul, e Zambeze, no Centro de Moçambique, foi mencionada, num encontro com o referido grupo de jornalistas, como tendo um grande potencial para a criação de gado, produção de leite e seus derivados.
O Estado de Gujarat, cuja capital é Ahmedabad, foi um dos pontos escalados pelo Presidente Armando Guebuza na sua última visita de trabalho a Índia.
Gujarat possui a segunda maior fabrica de leite e seus derivados da Índia e que contribuiu em grande medida para colocar a este país na primeira posição, entre os maiores produtores mundiais de leite, superando os EUA.
MOÇAMBIQUE HOJE – 18.10.2010








