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Posted on 12/05/2020 at 20:42 in RADIO - TV | Permalink | Comments (0)
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Nuno Rogeiro 11maio2020 ·
O CRMINOSO E O LOCAL DO CRIME
Os bandos filiados no Daesh EIPAC voltaram a ser vistos, desde a madrugada de ontem, em Mengueleua, Auasse (Awasse), Diaca, Namacande, Xitaxi e Muidumbe-sede, mostrando que o criminoso regressa ao local do crime. Quatro grupos maiores de 15 a 20 elementos cada, depois subdivididos. À procura de dinheiro «vivo» e sobretudo alimentos. Nas imagens, mostramos os mapas dos combates da última semana: as elipses mostram bases do bando, sinalizadas, atacadas ou destruídas, as setas ofensivas principais das FDS e as estrelas escaramuças ou combates maiores.
Posted on 12/05/2020 at 18:34 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião, África - SADC | Permalink | Comments (0)
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O “mistério” entre o grupo al-Shabab, criado por jovens moçambicanos na província de Cabo Delgado, e o Daesh, ou Estado Islâmico da Província da África Central, é o desafio que o jornalista, comentador e investigador português Nuno Rogeiro colocou a si mesmo durante dois anos e que agora dá forma ao livro “O Cabo do Medo - Daesh em Moçambique”, a ser lançado a 3 de junho.
Sem desvendar o “mistério” por agora, Rogeiro garante que a obra mostra a ligação entre os dois grupos, a transição, líderes e apoios internacionais e "sonho" do Daesh.
Em entrevista à VOA, ele é peremptório ao afirmar que o Daesh, ou Estado Islâmico, existe e que está presente em Moçambique, cujo Governo só recentemente decidiu dar nome ao grupo que provocou centenas de mortes e a quem apelidava de “homens sem rosto”, ao empreender uma ofensiva militar em curso.
Aquele investigador defende ainda uma conferência regional para combater a incursão do grupo na região, particularmente em Moçambique, como forma de evitar qualquer fracasso individual.
VOA – O livro está praticamente a sair, é possível ter certezas sobre os autores ou as motivações dos ataques que há dois e meio semearam o terror em Cabo Delgado?
Nuno Rogeiro - O livro tenta investigar e demorei dois anos a perceber isso, qual é a ligação entre o antigo grupo al-Shabab, um grupo de jovens que se formou em 2016 em Cabo Delgado e o atual dito Estado Islâmico da Província da África Central, de Moçambique, criado, segundo as minhas investigações em maio de 2019. O que procurei foi descobrir essa ligação. Como se fez esta transição, quem foram as pessoas que influenciaram essa transição, houve algum papel do Daesh central, que nessa altura estava instalado no Iraque, houve outros países com influência? Não posso revelar os países, mas posso dizer nessa insurreição, apesar de haver uma forte componente local de pessoas, que por várias razões estão descontentes com a sua vida, há uma influência do Daesh, que conseguimos demonstrar e que coincide com o relatório dos peritos das Nações Unidos sobre o Daesh e a Al-Qaida. O mistério central vai ser esclarecido no livro.
VOA - Entretanto, o Governo moçambicano, parece, só agora decide combater diretamente o grupo, tendo anunciado nas últimas semanas baixas alegadamente importantes. Por que só agora?
NR - O Estado moçambicano por várias, que explico no livro em dezenas de páginas, não combateu efetivamente este grupo desde que foi criado em maio de 2019. Até há pouco tempo, como sabe, conseguiu várias vitórias, umas táticas, umas simbólicas e outras de propaganda, ocupou vilas, destruiu aldeias, destrui bens materiais e infraestruturas, massacrou e decapitou civis, conseguiu sitiar grupos das forças armadas e da polícia e conseguiu capturar armas, matou muitos homens das Forças de Defesa e Segurança, e a ideia de que havia era que as forças estão mal preparadas, mal equipadas e mal comandadas, e em fuga, totalmente ineficazes.
A partir da tentativa do Daesh de ocupar uma zona chamada Metuge, que é nas imediações de Pemba, o Estado moçambicano começou a reagir de uma maneira diferente. Declarou que o inimigo não era verdadeiramente o tal grupo de homens sem rostos, mas era o verdadeiro Daesh. Para isso conseguiu reunir alguns meios suplementares, - não são muitos, um grupo de helicópteros de profissionais sul-africanos e do Zimbabwe, - mas que fizeram alguma alteração no terreno. E o que alterou qualitativamente tudo, foi a introdução de drones que permitiram vigiar o território, o que não existia até agora. E com mudanças no comando, foi possível ao Estado moçambicano passar a combater o grupo com mais eficácia.
Os interesses reais
VOA - Este avanço em Moçambique tem a ver com a expansão do Estado Islâmico ou com interesses económicos, por exemplo de países que possam ser concorrentes no setor das indústrias extrativas… Há dias, num comentário, falou em conspiração, quem está por trás dessa possível conspiração?
NR – O grupo Daesh existe mesmo, não é um fastasma, não é invenção, não está apenas na internet, existe mesmo; tem bases na República Democrática Congo, que estão a ser destruídas desde outubro de 2019 com a ajuda das Nações Unidas; tem bases no sul da Somália e na Puntlândia, embora mais pequenas; tem algumas bases na Tanzânia, mas não permanentes, porque o Governo da Tanzânia não os tem deixado assentar no território, mas transitam para Moçambique; e depois tem a componente moçambicana.
Como sabe, a população de Cabo Delgado tem uma grande percentagem de muçulmanos, pacíficos e que aderem à ordem constitucional, mas há pessoas que estão descontentes com a sua situação há bastante tempo. Pegando nesse descontentamento, o Daesh trouxe essa ideia que já era do al-Shabab “temos de ocupar este território para a lei islâmica e temos de ganhar alguma coisa com os recuros naturais”.
O que todas as pessoas dizem é que o plano é apanhar Cabo Delgado e depois negociar o gás natural com vários países. Imagine que o Estado Islâmico que estava no Iraque, com petróleo, moeda, território, conseguisse passar essa experiência para Cabo Delgado, e passasse a ter o controlo dos recursos naturais. Seria um sonho, não só dos recursos naturais, mas passaria a ter uma praia de desembarque de todo o tipo de tráficos. Embora saibamos que o Daesh é contra a droga, contra todo o tipo de imoralidade, sabemos que tem cobrado taxas a traficantes. Se Cabo Delgado de transformasse numa plataforma de tráfico, o Daesh poderia extrarir grandes percentagens só com o pagamento de taxas de proteção.
Quanto às indústrias extrativas, é verdade que não houve ataques diretos a Palma, mas houve intimidação de colaboradores, ataques a colunas logísticas que iam para Palma. Nunca fez ataques diretos às instalações porque o Daesh nunca teve força suficiente para atacar lugares fortemente protegidos. De norte a sul de Cabo Delgado, aquela zona é a mais militarizada. Para conquistarem essa zona teriam de perder muita gente.
Repare que também tentaram ocupar Pemba e não conseguiram. Eles procuram lugares onde têm uma maioria muçulmana, que pode ser simpática, como Mocímboa da Praia ou Quissanga, mas a partir daí não tem conseguido avanços. Não vejo nenhuma ligação entre a atividade extrativa e o Daesh.
É verdade que há muitas pessoas em Cabo Delgado que estão revoltadas com a repartição das riquezas, em função do gás natural, mas este é um problema social que não tem que ver com o Daesh. Não podemos considerar que todo o descontentamento social tem a ver com o Daesh, há muitas pessoas que estão descontentes, que nada têm a ver com o terrorismo e que se expressam pelas vias normais, manifestações, por radicalismos, mas não através de atos terroristas.
VOA – Então, não há um risco desses ataques se estenderem a meios urbanos?
NR – O risco existe por uma razão: Se a atual ofensiva das Forças de Defesa e Segurança falhar… Imagine, a atual ofensiva já se saldou na conquista de um campo, que fica entre Mucojo e Quiterajo, que eles chamavam “Campo Síria”, mas a maioria dos comandantes, uns de origem tanzaniana, outras de origem ugandesa, de outras nacionalidades que fugiram do Congo e alguns moçambicanos, fugiram também, mas enquanto não forem apanhados vão continuar a dirigir unidades que podem ser muito ativas. Se a ofensiva falhar, podem regressar e ameaçar centros urbanos, embora em Cabo Delgado, para além de Pemba, não há grandes cidades… Podem continuar, no entanto, a ocupar vilas. Eles não conseguiram passar o cordão de Pemba, entre Metuge e Mieze
Um eventual falhanço dessa ofensiva seria um golpe moral, por isso Moçambique está a tentar conseguir um consenso internacional que possa apoiar politicamente o seu esforço.
Frente única e conferência regional
VOA – Disse que os membros do Daesh não têm apoio dos governos da região, apesar de se movimentarem naqueles países, os presidentes de Moçambique e de Zimbabwe reuniram-se recentemente, haverá alguma tentativa de frente única para evitar o avanço do grupo?
NR – Não há frente infelizmente, mas posso lhe dizer que o livro termina com um apelo para que haja uma conferência regional executiva que possa dar imediatamente instruções diretamente para o terreno. Na conferência, para mim, deveriam participar Zimbabwe, Moçambique, Tanzânia, Malawi, República Democrática do Congo, Zâmbia e o Uganda. São países por onde passam elementos do grupo ou de onde são originários os comandantes e que, de certa forma, têm interesse em criar uma força de segurança, que, entretanto, não foi criada.
Houve conversas, como sabe, entre Zimbabwe e Moçambique, no Chimoio, mas não é verdade que haja tropas do Zimbabwe em Moçambique em grande número, há alguma cooperação militar; o exército do Zimbabwe tem especialidades que Moçambique não tem, bem como alguns helicópteros e aviões fornecidos pela China… há conselheiros e pessoas a treinar, mas não existe uma presença militar do Zimbabwe como houve durante a guerra civil, que, alias, deixou más recordações, sobretudo, com a Quinta Divisão, treinada pela Coreia do Norte.
VOA – Em certos setores fala-se da presença de mercenários angolanos no terreno. Tem informação sobre isto?
NR – Isto tem a ver com uma foto que circulou de militares que estavam a partir do Aeroporto de Pemba e que foram identificados como sendo angolanos. Não é verdade. Tanto Angola, como o Brasil e Portugal, no âmbito da CPLP, têm dado apoio à formação de forças especiais moçambicanas, nomeadamente no programa da CPLP Felino, mas aqueles homens que estavam no Aeroporto de Pemba eram fuzileiros moçambicanos, do pelotão de abordagem.
Posso dizer-lhe uma coisa, não vejo grande interesse político do Estado moçambicano em ter forças angolanas. Para mim é uma pena porque acho que Angola, Portugal e Brasil são os países que, vejo, disponíveis para ajudar.
O autor
Jornalista, investigador, comentador televisivo e autor de vários livros , Nuno Rogeiro foi também professor universitário.
Desde cedo, destacou-se pela análise e política, em particular sobre as relações internacionais, e nos últimos anos têm-se dedicado ao fenómeno do terrorismo.
“O Inimigo Público - Carl Schmitt, Bin Laden e o Terrorismo Pós-Moderno”, lançado em maio de 2003, é uma das suas obras mais conhecidas, juntamente com “O Pacto Donald. Trump: Novo Contrato com a América ou Fraude?” (2017), “O Mistério das Bandeiras Negras. Ascensão e Queda do Dito Estado Dito Islâmico” (2015), “Obama em Guantánamo: A Nova segurança Americana” e “Para Além de Bin Laden (em co-autoria c/ J. Meacham et al), em 2011, entre outros.
O livro tem a chancela das Edições D. Quixote.
VOA – 12.05.2020
Posted on 12/05/2020 at 18:27 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião | Permalink | Comments (0)
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O essencial do Acórdão:
III
Decisão
Atento a todo o exposto, o Conselho Constitucional declara a nulidade dos actos relativos aos empréstimos contraídos pelas empresas Proindicus, SA, e Mozambique Asset Management (MAM, SA), e das garantias soberanas conferidas pelo Governo, em 2013 e 2014, respectivamente, com todas as consequências legais.
Notifique e publique-se.
Maputo, 8 de Maio de 2020
Leia o texto completo aqui Download Acordao 7-CC-2020_dividasocultas
NOTA: E agora em que ficamos? Continuará o Governo de Filipe Nyusi a desrespeitar mais este Acórdão?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Posted on 12/05/2020 at 18:01 in Dívidas ocultas e outras, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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O governo zimbabweano desmente notícias postas a circular alegando que aquele país vizinho teria enviado tropas a Moçambique, com a missão de ajudar a combater extremistas islâmicos na região norte e homens armados na região centro.
O Executivo de Harare frisa que irá informar o povo, conforme exigido constitucionalmente, se as forças forem enviadas para fora do país, escreve o jornal estatal “Herald”.
A ministra da Defesa e Assuntos dos Veteranos de Guerra, Oppah Muchinguri-Kashiri, disse que o governo notou com preocupação a persistência de notícias falsas, alegando que o Zimbabwe havia enviado unidades do seu exército para combater uma insurgência do Estado Islâmico em Moçambique.
Em um comunicado de imprensa, a ministra disse que o envio de tropas aos países estrangeiros é regido pela Constituição e que os cidadãos serão informados sempre que o governo tomar essa decisão.
“O Ministério da Defesa e Assuntos dos Veteranos de Guerra gostaria de informar ao público que não é verdade que as Forças de Defesa do Zimbabwe enviaram tropas a Moçambique para combater alguns elementos armados que estão a desestabilizar aquele país. As alegações de envio (de tropas) não são apenas falsidades, mas também maliciosas, portanto “fake news” que devem ser descartadas com o desprezo que merecem. Sempre que as ZDF forem mobilizadas, a população será sempre informada em conformidade com os ditames da Constituição do país”, disse a ministra Muchinguri-Kashiri.
Refira-se que o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, reuniu-se na semana passada na cidade de Chimoio com o seu homólogo zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, tendo discutido vários assuntos, entre os quais a situação da segurança na província nortenha de Cabo Delgado, bem como nas províncias de Manica e Sofala na região centro.
Mnangagwa é o actual presidente em exercício do Órgão de Política, Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Cabo Delgado vive, desde Outubro de 2017, um cenário de guerra caracterizado por ataques armados, assassinato de populações indefesas e destruição de bens e infra-estruturas perpetrados por extremistas que declararam fidelidade ao Estado Islâmico.
Aliás, o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) na sua segunda reunião ordinária, que teve lugar nos finais do mês passado, declarou que os ataques em Cabo Delgado são de autoria do Estado Islâmico, uma organização terrorista.
In http://www.folhademaputo.co.mz/pt/noticias/internacional/zimbabwe-desmente-envio-de-tropas-a-mocambique/
Posted on 12/05/2020 at 17:01 in Defesa - Forças Armadas, África - SADC | Permalink | Comments (0)
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CABO DELGADO
12-05-2020 (cerca das 15H00 locais)
NESTE EXACTO MOMENTO, A VILA SEDE DE MOCIMBOA DA PRAIA ESTÁ A SER MILITARMENTE ATACADA. A INSURGENCIA INICIOU NO POSTO DE CONTROLE DE OASSE, ONTEM ONDE PARA ALEM DE SE INCENDIARWM VARIAS INFRAESTRUTURAS GOVERNAMENTAIS E PRIVADAS, DECAPITARAM PELO MENOS 3 PESSOAS, TODAS DO SEXO MASCULINO. DESDE ENTÃO, ESTAO A CONTROLAR O TROÇO OASSE A MOCIMBOA DA PRAIA E INVENTARAM CANCELAS.
PROPRIETARIOS DE VIATURAS, PELO DISTRITO DE MOCIMBOA DA PRAIA, ESCONDERAM-NAS NAS MATAS A DENTRO, LONGE DA POVOAÇÃO, PARA QUE ELAS NÃO SEJAM INCENDIADAS.
AS REDES DE TELEFONIA MÓVEL FORAM PROPOSITADAMENTE INTERROMPIDAS POR INSURGENTES E DE FORMA ALTERNATIVA, O PINNACLE NEWS E VÁRIOS OUTROS, COMUNICAM APENAS COM Tmcel E NALGUNS LUGARES RELATIVAMENTE ELEVADOS. ESCALARAM-SE TAMBÉM, ALGUMAS CONDUTAS ELÉCTRICAS QUE ALIMENTAM O MUNICÍPIO DE MOCIMBOA DA PRAIA BEM COMO INFRAESTRUTURAS REMANESCENTES OU REPOSTAS ,NO ÚLTIMO ATAQUE.
MEDO, INSEGURANÇA, FUGAS, DESERÇÃO, DESESPERO E SOBRETUDO FOME É O QUE SE VÊ NOS OLHOS DOS ZÉ-POVÕES DE MOCIMBOA DA PRAIA.
A Redação
CABO DELGADO - MOCIMBUA DA PRAIA
12-05-2020
Alshababs destruíram / desabaram também, uma pequena ponteca, ao longo da estrada Nacional e no troço Cruzamento de Oasse à Mocimbua, incondicionado assim, a entrada e saída de viaturas, de/ para Mocímboa da Praia, Palma e mesmo a República da Tanzânia.
Pinnacle News
Posted on 12/05/2020 at 16:48 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (3)
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Apesar da “grande marcha” das FDS insurgentes continuam com acções de terror
No início da tarde de sábado, um grupo de insurgentes atacou a aldeia Tapara, distrito de Quissanga, em Cabo Delgado, numa incursão que, entretanto, não chegou a resultar em vítimas mortais. Talvez por causa da “grande marcha” que está a ser levada a cabo pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), no âmbito do combate aos grupos atacantes que já causaram centenas de mortes e milhares de deslocados, o ataque de sábado à aldeia Tapara levou muito pouco tempo.
O que se diz é que o grupo apenas incendiou cerca de dez palhotas da população local, assim como apoderou-se de uma motorizada. Tapara fica próximo da aldeia Tororo, junto ao rio Montepuez. O ataque àquela aldeia serviu de alerta para as aldeias vizinhas, a exemplo de Moja, realidade que fez com que muitos residentes tomassem precauções refugiando-se nas matas por medo de serem atacadas.
No dia seis, insurgentes teriam escalado o povoado de Manicane, no mesmo distrito, mas sem causar vítimas humanas nem danos materiais. FDS presentes em Quissanga-sede e Cagembe Em Fevereiro deste ano, os insurgentes atacaram a aldeia Cagembe, onde além de causar vítimas mortais, destruíram infraestruturas locais, como a unidade sanitária e machambas da população, e muito próximo àquela aldeia terão estabelecido uma base para onde eram levadas várias raparigas raptadas em algumas zonas.
De acordo com fontes, as Forças de Defesa e Segurança já ocuparam a base, tal como está completamente recuperada a sede do distrito de Quissanga, que a 23 de Março fora atacada e ocupada pelos insurgentes.
Os insurgentes chegaram a conviver com a população local por algum tempo, em mais uma realidade que continua a chamar atenção para a necessidade de as FDS lidarem com o assunto da insurgência em Cabo Delgado com bastante inteligência.
Particular atenção é chamada pelo facto de o grupo estar a tentar ganhar simpatia das populações locais. Aliás, muitas vezes, a actuação das FDS têm estado em meio a críticas, pela brutalidade que caracteriza as abordagens nas acções de garantia e restabelecimento da ordem, segurança e tranquilidade públicas nas zonas problemáticas.
Fotos que circulam nas redes sociais demonstram uma brigada das Forças de Defesa e Segurança exibindo a bandeira da República deMoçambique exactamente defronte ao edifício do Comando da Polícia da República de Moçambique em Quissanga, local exacto no qual pousaram e fotografaram-se os insurgentes que a 23 de Março ocuparam Quissanga.
Ainda em relação à actuação das FDS, uma fonte disse que há pessoas que fugiram de Quissanga até Bilibiza devido aos maus tratos protagonizados pelas Forças de Defesa e Segurança.
Em Quissanga, as FDS são igualmente acusadas de terem morto pessoas indefesas, supostamente pelo facto de os referidos cidadãos terem colaborado com os insurgentes aquando da permanência na vila.
Diz-se que um dos pecados dessas pessoas é o facto de terem recebido alimentos distribuídos pelos insurgentes, isto depois de o grupo ter os saqueado nos armazéns do Programa Mundial de Alimentação.
Posted on 12/05/2020 at 16:30 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Por Cristina Peres
Dois projetos de trabalho de campo da Nova SBE em Moçambique permitiram concluir que as campanhas de informação sobre extremismo religioso diminuem o comportamento antissocial e os episódios de ataque pelos militantes que têm vindo a assaltar a população da província de Cabo Delgado. O líder do projeto, Pedro Vicente, explicou ao Expresso por que motivo a resposta militar do Governo pode levar a população local a vir a apoiar os extremistas
Correrá Moçambique o perigo de se transformar numa pequena Nigéria? A pergunta surge esta segunda-feira no título de uma entrevista ao diretor do Programa de África do think tank Chatham House, Alex Vines, feita pela emissora alemã Deutsche Welle. Pequena Nigéria só se for pela escala das riquezas naturais (petróleo na Nigéria e gás natural em Moçambique) e pelo que Moçambique poderia ter aprendido com os ataques de extremistas islâmicos na maior economia de África.
O grupo radical Boko Haram rapta e mata pessoas, destrói e saqueia aldeias no nordeste da Nigéria desde 2009. Na encruzilhada da fronteira com o Níger a norte, o Chade a nordeste e os Camarões a leste, a atividade dos insurgentes beneficia da aridez e da pobreza do estado de Borno para manter acesa a sua campanha destrutiva e desafiar a autoridade da capital, Abuja.
Entre 2015 e 2018, uma contra-ofensiva governamental levou operações das forças de segurança e das forças militares a investirem contra o Boko Haram. Algumas vitórias não conseguiram desalojar nem acabar com a violência do grupo jiadista.
A região de Cabo Delgado encontra-se tão longe da capital moçambicana, Maputo, como Borno de Abuja. Não deveria ter provocado grande espanto que o Zimbabwe anunciasse, sexta-feira passada, que ia enviar forças de segurança para a fronteira com Moçambique a fim de evitar a infiltração dos islamitas.
A deterioração da situação de segurança em Moçambique levou o Presidente do Zimbabwe a lançar uma ofensiva diplomática. Emmerson Mnangagwa gostaria de ser capaz de convencer a Comunidade para o Desenvolvimento do Sul da África (SADC na sigla inglesa), a considerar uma operação militar conjunta dos seus Estados-membros.
O jornal zimbabweano “The Independent” revelou, sexta-feira, que o país enviara as suas tropas de elite para ajudar o Governo de Moçambique com estratégias para deter os rebeldes islamitas.
UM DESAFIO PARA MUITOS ANOS
A exploração do gás natural de Cabo Delgado mudou as notícias em Moçambique. Nos últimos meses circulam vídeos sinistros de decapitações, assaltos e assassínios, que fazem do impossível o quotidiano. Desde final de 2019 que Maputo insiste numa investida militar na região, confirmando a tendência de resposta regional.
Como Alex Vines declara à Deutsche Welle, as conquistas das Forças de Defesa e Segurança, “tal como todas as operações de contra-insurgência”, significam um “desafio de longo prazo, conquistando corações e mentes da população local, fornecendo desenvolvimento e segurança”.
Exatamente o contrário do que defendeu ao Expresso Pedro Vicente, um dos docentes que lideraram no terreno alguns dos programas desenvolvidos pela Nováfrica, o núcleo de investigação da Nova School of Business and Economics focado na África subsariana no distrito de Cabo Delgado.
“Toda a estrutura de resposta a este problema é de segurança e militar, perseguir os mauzões”, explica Vicente. “Existem certamente criminosos, mas a certa altura a diferença entre um mauzão e um não-mauzão vai ser difícil de distinguir, como aliás já está a ser”, acrecenta o professor, que passou em Pemba o último período de trabalho, em novembro do ano passado, pois “já não havia segurança” que permitisse viajar pelos distritos.
“O nosso trabalho provou que as medidas de sensibilização religiosa diminuem o comportamento antissocial e diminuíram efetivamente os episódios de ataques num raio de cinco quilómetros dos locais onde trabalhámos com a população”, diz ao Expresso o líder de projeto, contando que, nos trabalhos iniciais em 2016-17, 50% dos entrevistados em todo o distrito de Cabo Delgado nunca tinham sequer ouvido falar em gás natural.
INFORMAR, ENVOLVER AS POPULAÇÕES
“Os nossos projetos foram precursores. Fizemos uma campanha de formação sobre recursos naturais em 206 localidades de toda a província. Envolvemos as pessoas nas nossas atividades, fizemos mais de 2000 entrevistas e tentámos quantificar todos os impactos [da exploração de gás natural] em trabalho de campo. É muito importante que tenhamos continuado a acompanhar os efeitos da campanha em termos de conflito, o que não fazia parte do projeto inicial, mas foi incluído com o desenrolar dos acontecimentos. Temos comparabilidade completa e os locais onde fizemos a campanha são aqueles onde há menos episódios de conflito ainda hoje”, esclarece.
A equipa da Nova SBE trabalhou sempre em colaboração com o Conselho Islâmico de Moçambique e os resultados, diz, perduraram. “As pessoas veem oportunidades porque as comunidades mobilizaram-se e houve maior coesão. Fizemos uma sensibilização de jovens muçulmanos em Pemba, onde o Conselho Islâmico recrutou jovens das mesquitas para participarem na formação feita por eles para desconstruir os mitos extremistas, mostrando-lhes que o extremismo não é o Islão verdadeiro”.
UMA CONQUISTA A VALORIZAR
“Acho isto fantástico!”, diz Vicente, valorizando a importância da colaboração daqueles líderes islâmicos moçambicanos depois de terem concluído dois projetos, com os artigos prontos para publicação. “Vamos continuar a trabalhar na ligação com a população e em cooperação com estas autoridades islâmicas.”
“Não há mais ninguém a fazer este tipo de estudo e é com base nisso que posso dizer: por favor não façam militarismos, cheguem às populações, falem com elas, ponham os diplomatas e não os militares” na frente de contacto e trabalho com as populações.
“Tenho dito isto em Maputo a toda a gente. Depois de toda a experiência que desenvolvemos fico muito amargurado”, diz o professor, referindo a inépcia da “estratégia militar” que “é feita pela base da pirâmide” da população moçambicana, “certamente incapaz de comunicar” com os afetados. Tal como tem acontecido noutros cenários de conflito em países de maioria muçulmana, a aceitação dos insurgentes acaba por mudar.
“A grande alteração de que tenho informação é que começa pela primeira vez a haver sinais pontuais de apoio por parte das populações. A forma como os insurgentes estão a atuar agora é muito mais amiga das populações. Já ouvi falar em distribuição de alimentos, não me admiraria nada que começassem a defender a população da atuação dos militares”, conclui Vicente.
EXPRESSO(Lisboa) – 11.05.2020
Posted on 12/05/2020 at 12:20 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião, Política - Partidos | Permalink | Comments (1)
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Devido à sua relevância destaco aqui este comentário colocado em https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2019/09/g%C3%A9nese-da-oposi%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-frente-de-liberta%C3%A7%C3%A3o-de-mo%C3%A7ambique-frelimo-1960-1994-caso-do-coremo-por-calisto.html
Posted on 12/05/2020 at 11:36 in História, Letras e artes - Cultura e Ciência, Portugal | Permalink | Comments (0)
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A crescente insurgência islâmica, cada vez mais ousada e cruel, forçou nas últimas semanas uma fuga massiva de vários dirigentes distritais e população das zonas costeiras de Cabo Delgado.
O ataque mais audaz dos insurgentes foi a 28 de abril, contra a aldeia de Nacoba, em Metuge, a quase 33 quilómetros da capital, Pemba.
Fontes militares, em Pemba, revelaram à VOA que com o ataque os insurgentes pretendem atingir a cadeia civil de Mieze, supostamente para libertar centenas de presos ligados à insurgência.
“No início atacavam aldeias isoladas, depois passaram a atacar os carros nas vias publicas e no inicio do ano começaram a atacar as vilas”, já cheias de gente que fugiu das aldeias,” disse o bispo de Pemba, Dom Luíz Lisboa.
Só em Abril os insurgentes atacaram 18 aldeias de Cabo Delegado, oito dos quais em apenas dois dias, nos distritos de Muidumbe e Quissanga. Até 2 de maio, os insurgentes continuaram as incursões, no sul e norte de Quissanga, destruindo e decapitando pessoas, e forçando novas fugas.
Crueldade
Alguns administradores de distritos estão refugiados em Pemba, onde também já chegaram cerca de 200 mil deslocados que fogem da insurgência. Numa base quase diária, atracam em Pemba três embarcações artesanais lotadas de deslocados.
Muitos deslocados que chegam a Pemba fogem agora de dois fenómenos: a insurgência e abusos (raptos e assassinatos) atribuídos às forças estatais.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, reconheceu recentemente que o país enfrenta uma “agressão externa perpetrada por terroristas” e admitiu também haver “violações involuntárias” dos direitos humanos pelas autoridades.
“Os ataques (dos insurgentes) sempre tiveram um requinte de crueldade, não só matando as pessoas, mas decepando as cabeças”, recordou o bispo de Pemba.
Relatos indicam que a 12 de maio, os insurgentes mataram 14 moradores de Natugo, entre Napunda e Nacoba.
No dia 17 de Abril, perto da aldeia Nangololo (Macomia) foram mortas por decapitação seis pessoas, cujos corpos foram abandonados nas bermas da estrada EN380, cerca de 40 quilómetros da sede de Macomia.
A 10 de Abril, 41 jovens, incluindo 15 raparigas, foram raptados por insurgentes na ilha Quirimba, no distrito de Ibo, e continuam desaparecidos.
O rapto ocorreu dois dias depois dos insurgentes terem executado a tiro 52 jovens – relatos de moradores apontam para mais de 60 – na aldeia de Xitaxi, supostamente por se terem recusado a integrar as suas fileiras.
“Não estamos bem”
O grupo, que incluía adultos e idosos, tinha sido convidado para uma reunião com os insurgentes, tendo os jovens sido separados para servir as fileiras dos insurgentes, e quando alguns se rebelaram abriram fogo contra eles, tendo alguns escapado com ferimentos. Alguns corpos foram encontrados nas matas e outros não foram mais vistos.
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Posted on 12/05/2020 at 11:21 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Posted on 11/05/2020 at 23:10 in Letras e artes - Cultura e Ciência | Permalink | Comments (0)
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Posted on 11/05/2020 at 22:52 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Posted on 11/05/2020 at 21:19 in RADIO - TV | Permalink | Comments (0)
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Cerca de 123 milhões de meticais (aproximadamente um milhão e 800 mil dólares) foram desviados da Direção Nacional do Tesouro de Moçambique, num esquema de corrupção que envolveu sete funcionários da instituição, o que para analistas significa que apesar do discurso oficial de que este mal está a ser combatido com sucesso, o país precisa de uma reforma estrutural do seu Estado porque não basta prender pessoas.
A notícia foi avançada pela televisão pública TVM, citando fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que indicou terem sido constituídos 12 arguidos neste rombo financeiro, cuja arquitecta, não identificada, se encontra foragida. Alguns dos arguidos foram detidos.
A mesma fonte adiantou que o saque, que envolveu funcionários da Direcção Nacional do Tesouro e de alguns bancos comerciais da praça, começou em 2016, tendo o último acto ocorrido em 2018, quando foram desviados cerca de 20 milhões de meticais.
“É estranha a forma recorrente como é desviado o dinheiro do erário público, sobretudo porque o Presidente Nyusi elegeu o combate à corrupção como uma das prioridades da sua governação”, afirma o professor Cândido Ernesto.
Ao abordar a questão da corrupção em Moçambique, o jurista Tomás Vieira Mário fez notar que, ao longo dos anos, houve muito investimento discursivo, que não não produziu efeitos desejados.
“O país está, desesperadamente, à espera de uma solução. Ao ponto em que estamos, eu acho que já é uma questão estrutural. É necessária uma reforma estrutural do nosso Estado, até a nível constitucional”, realça aquele jurista.
Por seu turno, o analista João Mosca afirma que apesar de alguns casos de corrupção de alto nível terem tido algum tratamento, entre os quais as chamadas dívidas ocultas, o combate à corrupção a todos os níveis ainda não se faz sentir porque “é muito difícil de o fazer e passa por muitos factores de natureza económica e social”.
Entretanto, a nível oficial há o entendimento de que o exercício feito ainda é incipiente, “mas nos últimos tempos, dirigentes do Estado a vários níveis têm sido colocados à barra da justiça, o que não acontecia nos anos anteriores”.
VOA – 11.05.2020
NOTA: Interessante que os “pilha galinhas” até são retirados das celas para serem mostrados nas televisões. Mas estes, nem sequer teem nomes.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Posted on 11/05/2020 at 20:08 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Um novo ataque a um autocarro no centro de Moçambique feriu hoje seis pessoas na Estrada Nacional 1, a principal ligação entre o Sul e Norte do país, disseram à Lusa fontes locais.
O ataque ocorreu por voltas das 07:30 e as pessoas foram atingidas por estilhaços de vidro, quando o autocarro foi alvejado por “rajadas de balas”, um pouco depois de Mutindiri, no limite entre as províncias de Manica e Sofala, disse à Lusa um dos passageiros.
Os passageiros do autocarro tinham pernoitado na zona de Muxungue, com receio de emboscadas que têm sido comuns neste troço desde agosto do ano passado.
Entre Mutindiri e Muda Serração foi montada uma posição militar que impede a circulação de viaturas no troço alvo dos ataques depois das 18:00.
As vítimas deste novo ataque foram levadas ao Hospital Rural de Muxungue, a unidade mais próxima.
A Lusa contactou o porta-voz da polícia moçambicana em Sofala, Daniel Macucua, que prometeu um pronunciamento nas próximas horas.
Esta incursão surge na sequência de outras registadas em Manica e Sofala, tendo provocado a morte de 23 pessoas desde agosto em estradas e povoações daquelas duas províncias do centro de Moçambique.
Na região, deambulam guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo, acusado pelas autoridades de ser responsável pelos ataques, mas que apenas assumiu algumas ações.
O grupo tem ameaçado recorrer à violência armada para negociar melhores condições de reintegração social do que as acordadas pelo seu partido com o Governo.
A zona do ataque tem sido palco de outras incursões naquele troço que liga o Norte ao Inchope, importante entroncamento com a Estrada Nacional 6 (entre Beira e Zimbábue).
LUSA - 11.05.2020
Posted on 11/05/2020 at 18:29 in Defesa - Forças Armadas, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Por Francisco Nota Moisés
Quero antes de mais nada saudar o senhor Frank pela sua análise penetrante quando ao que o tal Jornalista Nuno Rogeiro disse na sua declaração televisiva quanto à guerra no norte. Foi também muito bem que não lhe deram muito tempo, se não o tal jornalista iria dizer muitas inverdades.
Comecemos por onde este senhor começou com as suas inverdades. Nas suas afirmações anteriores no Facebook, ele tinha afirmado categoricamente que a base dos rebeldes que ele apelida do DAESH chamava-se a Frente Síria. E na entrevista televisiva ele baralha-se sobre o que era o verdadeiro nome da base e confunde-se mais e mais.
Se ele é um jornalista sério e estava mesmo em Cabo Delgado, porque é que não investigou o que as palavras "Nsingi wa Siri" significam? Não basta tentar adivinhar.
As palavras Nsingi wa Siri não significam a Síria. São palavras da língua Swahili e querem dizer a "Base do Segredo", mais claramente a ESSÊNCIA DO SEGREDO. Como um code militar para caracterisar o segredo que se devia manter sobre a localização da base, podemos traduzi-las com BASE ULTRA SECRETA.
Nuno Rogeiro faz rir quando diz que o ataque da tropa da Frelimo, Jeshi ya Nguruwe, Swahili para dizer tropa dos porcos, como aquele dirigente ou General rebelde disse falando aos populares durante a ocupação da Mocímboa da Praia pelos seus rebeldes, foi uma surpresa. Duvida-se bastante que os Porcos tivessem montado um ataque de surpresa, enquanto raramente empreendem ofensivas.
Ele próprio desfaz a inverdade do alegado elemento de surpresa quando diz que os rebeldes atacaram pela retaguarda. Atacar pela retaguarda quer dizer que os rebeldes tinham de antemão os dados do tal ataque que a Frelimo ia desencadear e tinham se retirado da sua base para atacar o inimigo por detrás para lhe infligir uma grande baixa.
A surpresa não foi portanto o ataque dos porcos, mais sim o contra-ataque dos rebeldes que, segundo ele próprio, infligiu baixas aos frelimistas. Como se pode adivinhar, o ataque foi uma grande derrota da Frelimo, o que resultaria na fuga dos comandantes "tanzanianos e ugandeses."
A fotografia de armas com a bandeira islamita não prova que se trata do material que foi capturado aos rebeldes pelos porcos. É provavelmente uma fotografia que foi tirada em Somália, ou no Mali. Pode mesmo ter sido uma fotografia tirada por islamitas em qualquer outra parte do mundo para mostrar o seu material de guerra.
A apresentação dum helicóptero sobrevoando a mata serrada alegadamente do Congo, como ele diz, é muito irrelevante. Ao todo, esta entrevista não é uma coisa séria e contem inverdades e invenções. Parece comprometer a seriedade do tal jornalista.
Porque é que o jornal Carta não glorificou o tal ataque. Será que o tal ataque aconteceu ou não aconteceu?
PS: Veja aqui o comentário acima referido https://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2020/05/sic-cabo-delgado-uma-guerra-dif%C3%ADcil-coment%C3%A1rio-de-nuno-rogeirovideo.html
Posted on 11/05/2020 at 17:25 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião | Permalink | Comments (0)
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Existem paralelismos entre os dois casos e preendem-se com a origem da insurgência, diz Alex Vines. Mas o investigador britânico acredita que a crise ainda pode ser contida e que Maputo pode aprender dos erros de Abuja.
As ações dos insurgentes na província nortenha de Cabo Delgado entraram agora numa nova fase. Aumentou a violência e a frequência dos ataques e as suas investidas passaram a atingir de forma humilhante os símbolos do Estado e religiosos, e sugerem a "tomada" de certas zonas.
Mas a resposta das autoridades moçambicanas também já começa a ser ajustada às incursões dos insurgentes. E com isso entram novos atores no palco dos confrontos. É sobre esta nova fase em Cabo Delgado que entrevistámos Alex Vines, investigador do Programa para África no instituto britânico de pesquisa Chatham House:
DW África: Pela primeira vez, o Governo reagiu a altura das investidas dos insurgentes, aparentemente com resultados satisfatórios. Se isso acontecer com regularidade, acredita que a insurgência tem os dias contados em Cabo Delgado?
Alex Vines (AV): As Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, durante o último mês, estiveram concentradas numa contra-ofensiva que foi possivelmente bem sucedida. E como todas as operações de contra-insurgência, esse desafio é de longo prazo, conquistando corações e mentes da população local, fornecendo desenvolvimento e segurança.
DW África: Há relatos sobre a presença de mercenários sul-africanos, zimbabueanos e até de tropas angolanas a apoiar o Governo moçambicano. Também já se fala na possibilidade de uma tropa da SADC para apoiar o país. Como vê a cooperação regional, se considerarmos que os insurgentes podem ter intenções expansionistas na região austral de África?
Continue reading "Insurgência: Há riscos de Moçambique se transformar numa pequena Nigéria?" »
Posted on 11/05/2020 at 16:07 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Opinião | Permalink | Comments (0)
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O Governo da Tanzânia enviou contingentes das Forças Armadas para a fronteira com Moçambique, face à violência armada que atinge a província de Cabo Delgado, anunciou o Governo de Dar es Salaam.
"Em março deste ano, o Governo tanzaniano enviou tropas para as áreas de Msimbati e Sindano, em Mtwara, bem como Chiwindi, no distrito de Nyasa, região de Ruvuma", declarou a ministra de Estado no Gabinete do Primeiro-Ministro, Jenista Mhagama, citada hoje pelo jornal diário Notícias.
A colocação de militares visa o reforço da segurança nos 1.536 quilómetros de linha de fronteira que a Tanzânia partilha com Moçambique, Maláui e Zâmbia, acrescentou Jenista Mhagama.
A governante avançou que na fronteira com Moçambique o exército tanzaniano vai conter eventuais ameaças dos insurgentes da organização Al Sunnah wa Jama'ah (ASWJ), organização responsabilizada pelos ataques armados na província de Cabo Delgado, desde 2017.
A província nortenha vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista e que já mataram, pelo menos, 500 pessoas nos últimos dois anos e meio.
As autoridades nacionais contabilizam 162 mil afetados pela violência armada naquela província.
No final de março, as vilas de Mocímboa da Praia e Quissanga foram invadidas por um grupo, que destruiu várias infraestruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança.
Na ocasião, num vídeo distribuído na internet, um alegado militante 'jihadista' justificou os ataques de grupos armados no norte de Moçambique com o objetivo de impor uma lei islâmica na região.
Foi a primeira mensagem divulgada por supostos autores dos ataques que ocorrem desde outubro de 2017 na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.
LUSA – 11.05.2020
Posted on 11/05/2020 at 15:58 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, África - SADC | Permalink | Comments (0)
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O Ministério Público propôs a dissolução da Proindicus, Ematum e MAM, considerando que a situação de liquidez das três empresas é inferior a metade do valor do capital social, avançou uma fonte da Procuradoria-Geral de Moçambique.
As propostas do Ministério Público baseiam-se na análise dos relatórios de contas das três empresas e já foram submetidas ao Tribunal da Cidade de Maputo, indicou fonte da PGR, citada hoje pela Televisão de Moçambique (TVM).
As petições foram submetidas ao Tribunal da Cidade de Maputo nos dias 08 e 09 de abril e fundamentam-se no facto de as empresas terem suspendido as atividades por um período superior a três anos, acrescenta a fonte, que não avança, no entanto, o relatório de contas das empresas.
As três empresas estatais estão ligadas às dívidas ocultas, empréstimos de cerca de 2,2 mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros) contraídas entre 2013 e 2014 em forma de crédito junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB.
Os empréstimos foram secretamente avalizados pelo Governo moçambicano da altura, sem o conhecimento do parlamento e do Tribunal Administrativo.
A operação acentuou uma crise financeira que levou Moçambique a entrar em incumprimento no pagamento aos credores internacionais (‘default’) e consequente afastamento dos mercados financeiros internacionais.
As dividas são alvo de processos judicias em Moçambique e nos EUA, devido a indícios de atividade ilícita na operação.
Os empréstimos foram avalizados pelo então ministro das Finanças, Manuel Chang, mas o Governo de Moçambique afirma que ele “não tinha autoridade” para assinar as garantias soberanas, que eram inconstitucionais e ilegais porque o parlamento de Moçambique não aprovou os empréstimos.
A denúncia apresentada pelo Governo de Moçambique alega que as três transações envolveram o pagamento de subornos a funcionários do executivo, incluindo Chang, que está detido na África do Sul desde 29 de dezembro de 2018, a pedido da Justiça dos Estados Unidos para julgá-lo em Nova Iorque por fraude, corrupção e lavagem de dinheiro.
LUSA – 11.05.2020
Posted on 11/05/2020 at 12:52 in Dívidas ocultas e outras, Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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A República Popular da China tem nas mãos o sucesso ou fracasso da proposta do G20 relativa à suspensão dos pagamentos de dívida dos países mais vulneráveis.
”A China é, de longe, o maior credor bilateral na África subsaariana, tornando o Clube de Paris muito menos relevante para a região do que foi durante a última crise da dívida; a China tem mais de 80% da dívida total bilateral, concentrada na África Austral e Oriental”, destaca um documento da consultora Eurasia a que a agência Lusa teve acesso.
De acordo com o documento, “os países com ligações políticas mais próximas – Angola, Zâmbia e Etiópia – são os mais endividados, representando mais de 90% da dívida bilateral e 30% da dívida externa total, representando 31 mil milhões de dólares”. Na leitura dos analistas da Capital Economics, o risco mais elevado de ‘default’ está centrado em Angola e na Zâmbia, onde, adiantam “os altos custos de servir a dívida, juntamente com a queda dos preços das matérias primas, vão provavelmente obrigar a algum tipo de reestruturação da dívida a curto prazo”.
Com Angola, o processo será mais fácil devido à relação política próxima entre os dois países e uma vez que a dívida externa é maioritariamente devida a empresas públicas chinesas, consideram os analistas. Ainda assim, segundo os analistas, devido ao papel proeminente que tem enquanto credor bilateral, a China vai tornar a coordenação das iniciativas de alívio de dívida difíceis, uma vez que prefere encetar negociações bilaterais com cada um dos países devedores.
O debate público em torno da dívida africana foi desencadeado pela crise da Covid-19 e centra-se na dificuldade/impossibilidade dos governos poderem honrar os compromissos e, ao mesmo tempo, investir na contenção da pandemia.
Refira-se que o grupo dos 20 países mais industrializados aceitou, em meados de abril, suspender até ao final do ano 20 mil milhões de dólares, cerca de 18,2 milhões de euros, em dívida bilateral aos países mais pobres, a maioria africanos, desafiando os credores privados a juntarem-se à iniciativa.
O Instituto Financeiro Internacional (IFI), que junta os credores a nível mundial, anunciou na semana passada a intenção de participar na iniciativa do G20 sem avançar por enquanto detalhes. Dados deste organismo estimam que a dívida soberana e os juros dos empréstimos contraídos pelos países em desenvolvimento e dos mais pobres a pagar este ano ronda 140 mil milhões de dólares, qualquer coisa como 127,8 mil milhões de euros.
A pandemia da C-19 totaliza ao dia 10 de maio, mais de 60 mil infetados e 2.223 mortos em 53 países.
EXPRESSO – 11.05.2020
Posted on 11/05/2020 at 12:40 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Macau - China, África - SADC | Permalink | Comments (0)
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Por ten-coronel Manuel Bernardo Gondola
Eu hoje vou falar sobre o «epistemecídio». Essa palavra, por si só significa, «morte ou apagamento» do conhecimento. Mas, esse tipo de conhecimento que é apagado, morto, extinto ou invisibilizado é direccionado a conhecimentos específicos e de povos específicos. No todo, esse fenómeno acaba afectando a humanidade num todo, mas principalmente aos povos que são afectados por esse «epistemícidio».
E, pensando nessa «chave» do conhecimento [saber] eu não posso começar a fazer observações sem falar da «filosofia», porque no seu significado comum «filosofia» é amor pelo conhecimento, pelo saber e que a partir dela se «originaram» diversos saberes de diferentes áreas do conhecimento.
Na verdade, para auxiliar essas observações sobre «filosofia» e conhecimento eu vou citar o Professor «Renato Nogueira», que é um dos grandes nomes sobre «filosofia africana» no Brasil, numa entrevista que deu no Jornal Globo no que ele disse o seguinte:
A filosofia não nasceu na Grécia, Ele já existia na África e em outras regiões séculos antes. No Egipto, há uma palavra, REKHET, que significa exactamente o que a palavra filosofia significa para os gregos. É uma arte da palavra, do saber. Os Maias tinham aforismos filosóficos. Há diferentes estilos de fazer filosofia, mas há uma disputa política para que só uma voz filosófica fique conhecida. Essa voz é a voz Ocidental [Renato Nogueira].
Ou seja, é facto, que os textos mais antigos de «filosofias» datam de muitos anos antes do que agente conhece como era comum, que é essa divisão do calendário gregoriano, muito ante e depois de Cristo e todos esses textos estão no Egipto [África].
Continue reading "O Epistemecídio: Morte do Conhecimento [elementos de Autocrítica] " »
Posted on 11/05/2020 at 12:16 in Opinião | Permalink | Comments (0)
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Dois anos e meio depois do começo da insurgência armada na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, as Forças de Defesa e Segurança, ainda não conseguiram refrear a revolta que já deixou pelo menos 1100 mortos, segundo dados actualizados do Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED na sigla inglesa).
A insurgência que já forçou cerca de 200 mil deslocados parece estar longe de ser controlada.
O bispo de Pemba, Luiz Lisboa, considerou que as forças governamentais estão a combater os insurgentes em Cabo Delgado, sem conhecer a dimensão real do inimigo, pela passividade na resposta, uma semana depois de Maputo reconhecer que o país esta a enfrentar “agressão externa perpetrada por terroristas”.
O Conselho Nacional de Defesa e Segurança concluiu, numa reunião a 23 de Abril, que o país enfrenta uma “agressão externa perpetrada por terroristas” em Cabo Delgado, com apelos da maior colaboração da população no combate aos insurgentes.
“Que haja pessoas de fora isso com certeza há, mas há muitos moçambicanos envolvidos, então o que isso significa?” questionou Luiz Fernando Lisboa, assegurando que olha com “respeito e preocupação” o posicionamento de Maputo.
“Alguns analistas, eu tenho ouvido muitos debates, têm duvida se este grupo armado está realmente ligado ao Estado Islâmico, ou se está a aproveitar deste nome que é grande, então isso não parece tão claro”, observou o responsável da igreja católica.
Posted on 11/05/2020 at 12:09 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Leia aqui
PS: Leia aqui o artigo completo: Download GI-Risk-Bulletin-007-04May1845-proof-5
Posted on 11/05/2020 at 12:01 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Opinião, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Posted on 11/05/2020 at 11:36 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Posted on 10/05/2020 at 23:37 in Geral, Justiça - Polícia - Tribunais | Permalink | Comments (0)
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Posted on 10/05/2020 at 20:46 in RADIO - TV | Permalink | Comments (0)
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Por: Joel Amba
Existia um jovem recém-amnistiado ou sei lá perdoado que graças ao Coronavírus, viu-se no meio de um grande milagre de abrirem-lhe a porta da sua cela, para receber o perdão pelas suas infracções cometidas num passado não muito longínquo. Após a sua soltura, justamente quando ia colocar os seus pés fora do recinto penitenciário, é assaltado por vários jornalistas que tinham posicionado os seus microfones e câmaras de filmagem em sua direção. Aquela incursão jornalística era basicamente, para explorar o sentimento que o recém-perdoado tinha relativamente a sua saída das celas e as suas perspetivas.
- Eu estou muito feliz e não sei como agradecer… Eu acho que não vou mais bater na minha namorada. Acho que vou mudar!...
Sem mais perguntas feitas pelos jornalistas, o jovem recém-amnistiado saiu a correr embutido na paz e liberdade, numa velocidade de carro jamais visto, talvez de 1500km/h, para fazer-se de uma surpresa na casa dos seus pais.
Logo ao entrar no quintal de casa, a sua mãe ao invés de recebê-lo com muita euforia, surpreende-se com a sua presença e começa a berrar contra ele e simultaneamente chorando, por achar que havia, o seu filho, se escapulido da cadeia.
Entretanto, o filho daquela mãe tentou explicar-lhe da melhor forma possível o que tinha sucedido com alguns prisioneiros, pois na verdade a mãe nada sabia daquela boa nova do perdão e amnistia a favor de alguns reclusos devido à pandemia de Covid 19. De seguida, festa de beijos e abraços de saudades desencadeou mas, repentinamente, saiu de dentro da casa o seu pai com um tom de irritação, apelando para que se mantivessem distanciados, a mãe do filho, em pelo menos um metro e meio, como o Governo recomenda em tempo de Coronavírus.
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Posted on 10/05/2020 at 20:32 in Opinião | Permalink | Comments (0)
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Posted on 10/05/2020 at 17:52 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Opinião, RADIO - TV | Permalink | Comments (2)
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O diretor do departamento africano da consultora Eurasia disse hoje em entrevista à Lusa que Angola e Moçambique não deverão ter grande apoio dos credores privados nas iniciativas de alívio dos pagamentos da dívida pública.
“Não posso comentar sobre a questão mais lata do envolvimento dos credores privados no acordo do G20, mas no que diz respeito a Angola e Moçambique, não espero grande apoio dos credores privados, excluindo os credores chineses”, respondeu Darias Jonker quando questionado sobre o impacto da participação deste setor na iniciativa sobre o alívio da dívida.
“No caso de Moçambique, os detentores de títulos de dívida pública já passaram por dois processos de reestruturação e deverão estar relutantes em fazê-lo outra vez; no caso de Angola, os credores privados são numerosos e seria um processo muito complicado e esgotante fazer com que todos concordem com uma reestruturação”, apontou o analista.
As declarações dos analistas surgem na sequência da discussão pública que tem existido nos mercados financeiros africanos sobre como os governos podem honrar os compromissos e, ao mesmo tempo, investir na despesa necessária para conter a pandemia da COVID-19.
A assunção do problema da dívida como uma questão central para os governos africanos ficou bem espelhada na preocupação que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial dedicaram a esta questão durante os Encontros Anuais, que decorrem em abril em Washington, na quais disponibilizaram fundos e acordaram uma moratória no pagamento das dívidas dos países mais vulneráveis a estas instituições.
“Angola tem um grande problema de pagamento da dívida e desde então a maior parte da dívida é devida à China e será necessário fazer um acordo com a China, que provavelmente não será tornada pública”, disse Darias Jonker, notando que o país asiático “deve mostrar alguma flexibilidade” nas negociações da dívida com os devedores africanos.
“O Fundo Monetário Internacional também está ativamente envolvido na ajuda a Angola para estabilizar a sua dívida e gerir os seus pagamentos, o que, juntamente com a vontade da China de reestruturar e os cortes orçamentais em Angola, deverá colocar o país numa posição melhor para gerir a sua dívida”, que ultrapassou os 100% do PIB no final do ano passado.
Questionado sobre se a relação especial de Angola com a China vai beneficiar o país africano na negociação da dívida, Darias Jonker respondeu: “A China dificilmente vai perdoar muita dívida a Angola, mas já expressou a vontade de considerar uma moratória nos pagamentos”.
“Como muita da dívida é paga pelo petróleo, Angola pode dar menos petróleo à China e ter assim mais crude para vender no mercado aberto, mas devido à falta de procura, pode ter de o armazenar durante uns meses, o que significa que não terá um alívio direto por parte da China”, acrescentou.
De acordo com a estimativa da Organização Não-Governamental (ONG) Comité para o Jubileu da Dívida, Angola terá de pagar este ano 2,2 mil milhões de dólares em dívida, o valor mais elevado no continente.
A entrevista de Darias Jonker surge na sequência da discussão pública que tem existido nos mercados financeiros africanos sobre como os governos podem honrar os compromissos e, ao mesmo tempo, investir na despesa necessária para conter a pandemia da COVID-19.
Posted on 10/05/2020 at 13:07 in Cooperação - ONGs, Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Opinião, Saúde | Permalink | Comments (0)
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Posted on 10/05/2020 at 12:56 in A GUERRA de Joaquim Furtado(RTP) | Permalink | Comments (0)
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RESUMO
Este artigo visa analisar o uso das fontes históricas no debate entre a corrente filosófica do Afrocentrismo e as críticas que esta recebeu. O Afrocentrismo, principalmente na versão elaborada por Asante, propõe a revisão radical e a superação do paradigma eurocêntrico.
O alicerce desta proposta é a ideia de que o pensamento filosófico e científico surgiu em África, nomeadamente na civilização egípcia, considerada “negra”, de acordo com a lição de Anta Diop. As provas de matriz histórica utilizadas pelos afrocentristas foram largamente contestadas. O artigo pretende evidenciar a forte ligação entre elaboração filosófica, aparato ideológico e “invenção” duma tradição histórica por parte do Afrocentrismo, cujo uso instrumental das fontes entra em choque com as regras básicas da ciência histórica. Daqui, as duras críticas recebidas, devido à sua escassa fiabilidade epistemológica e metodológica.
Leia aqui
Posted on 10/05/2020 at 11:19 in História, Letras e artes - Cultura e Ciência | Permalink | Comments (0)
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Posted on 09/05/2020 at 20:55 in RADIO - TV | Permalink | Comments (0)
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As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) estão a colocar em risco de infecção pelo novo coronavírus as tripulações do seu avião que tem realizado voos charter entre a Península de Afungi e a Cidade de Pemba transportando trabalhadores da petrolífera Total e ainda está a violar o Decreto Presidencial de Declaração do Estado de Emergência. O @Verdade apurou que os tripulantes para além de não serem testados hospedam-se e convivem livremente com outros cidadãos na capital da Província de Cabo Delgado.
Uma aeronave Q400 das LAM está ao serviço da petrolífera que lidera o projecto de gás natural Mozambique LNG mantendo uma ponte aérea não regular, mas dependente das necessidades, entre a Península de Afungi e a Cidade de Pemba. Os passageiros são os trabalhadores da Total que deixam o epicentro da pandemia da covid-19 e, mais recentemente, também os funcionários da Saúde que estão a realizar os testes aos acampamentos da petrolífera francesa onde existem 49 infectados e de ontem saíram dezenas de outros portadores do coronavírus.
O @Verdade apurou que a tripulação é constituída por cinco pessoas, incluindo os dois pilotos, todas provenientes da Cidade de Maputo. Após cada voos os tripulantes hospedam-se numa unidade hoteleira na capital da Província de Cabo Delgado onde convivem livremente com outros cidadãos.
Contactada pelo @Verdade sobre as medidas preventivas que tem vigor nos voos entre Afungi e a Cidade Pemba a transportadora aérea de bandeira moçambicana esclareceu que “está a observar e implementar as medidas da Circular nº 02/GM/MTC/2020 (...) Acresce dizer que no Aeroporto de Pemba, o operador, em caso de voos regulares ou o fretador, quando se trata de voos charter – caso dos voos entre Pemba e Afungi – submete a lista nominal dos passageiros à autoridade de saúde para obter a autorização operacional.
Posted on 09/05/2020 at 17:14 in Saúde, Turismo - Parques Caça - Aviação | Permalink | Comments (0)
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Resumo
Com a independência de Moçambique em 1975, a Frelimo tinha entre outros objectivos, a consolidação do Estado moçambicano, como uma nação independente e soberana, e a manutenção do marxismo-leninismo, como um sistema doutrinário incubado durante as trincheiras da luta de libertação nacional. Para a consecução deste projecto, foi adoptado no III Congresso do partido em 1977 o modelo económico socialista.
Durante este estádio, o país viveu uma espiral de acontecimentos negativos, destacando-se a guerra civil e as agressões externas. A uma semana da bancarrota, Moçambique é aceite pelas IBWs tornando-se membro das mesmas em 1984, a partir de então começa a desenhar-se um novo ciclo político e económico, quer a nível interno como externo.
O presente ensaio recorre à análise contrafactual, a metodologia histórica, económica e das Relações Internacionais para explicar o que teria acontecido a Moçambique se não tivesse recebido ajuda internacional ao desenvolvimento.
Leia aqui
Posted on 09/05/2020 at 16:41 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Letras e artes - Cultura e Ciência | Permalink | Comments (0)
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Posted on 09/05/2020 at 13:14 in Informação - Imprensa | Permalink | Comments (2)
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Posted on 08/05/2020 at 23:20 in Informação - Imprensa, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Posted on 08/05/2020 at 22:09 in Opinião | Permalink | Comments (0)
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Por Edwin Hounnou
Dom Manuel Vieira Pinto (1923-2020) arcebispo emérito de Nampula, falecido no último dia do mês de Abril em Portugal onde se encontrava quase em estado vegetativo, é um nome incontornável da construção da Igreja Católica comprometida com o povo de Moçambique. Dom Manuel Vieira Pinto chegou a Moçambique em 1967, em plena guerra de libertação que opunha o regime colonial de António de Oliveira Salazar/Marcelo Caetano às forças nacionalistas agrupadas na Frente de Libertação Nacional que culmina com a independência, a 25 de Junho de 1975. Manuel Vieira Pinto à sua chegada a Moçambique, demarca-se da Igreja Católica colonial, transmitindo a mensagem inequívoca de tempos novos de uma nova igreja dos pobres, uma igreja das palhotas, como disse o meu bom amigo, Padre José Luzia no seu livro de descrição exaustiva da acção evangelizadora daquele que foi o grande bispo de Moçambique.
O primeiro “escândalo” que Manuel Vieira Pinto cometeu foi, no seu desembarque no aeroporto de Nampula, erguer um menino negro e beijá-lo. Aí começou a incompreensão dos sectores mais conservadores do regime porque, salvo raras excepções, a Igreja Católica era o prolongamento do sistema colonial com o qual havia firmado a Concordata pela a Santa Sé e o regime de Salazar, em 1940, estabelecendo, assim, uma aproximação de complementaridade entre as duas entidades. Dom Teodósio Clemente de Gouveia, arcebispo de Lourenço Marques (1940-1962) explicitou a missão da Igreja Católica dizendo, recitado de memória, que “ensinemos, sim, os pretos não para serem doutores, mas apenas para entenderem as ordens do patrão”. Aqui fica sintetizada tarefa essencial reservada à Igreja pela Concordata – moldar os pretos para serem somente moleques dos colonialistas e nada mais do que isso.
A figura de Manuel Vieira Pinto é extremamente grande para se encaixar em esquemas de uma igreja ao serviço de um regime político opressor. Ele defendeu com tenacidade e determinação, os pobres, explorados e oprimidos tanto pelo sistema colonial português como pelo sistema instalado pelos libertadores da pátria moçambicana. O Homem era o princípio e o fim da sua evangelização.
Posted on 08/05/2020 at 20:48 in Opinião, Religião - Igrejas | Permalink | Comments (0)
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Rosa, uma camponesa Moçambicana, da região de Chimoio, é acusada pela família do marido de ser a causadora do seu suicídio por se recusar a obedecer-lhe. Dizem que ela tem um “marido-espírito”. Para provar a sua inocência e recuperar os filhos e os poucos bens que o casal possuía, Rosa submete-se a dois julgamentos: o primeiro num curandeiro, o segundo num tribunal. É absolvida em ambos. O filme é interpretado pelos próprios intervenientes da história, o homem morto pelo seu irmão gémeo. Durante a rodagem, o realizador decidiu instalar uma segunda câmara para seguir este enredo de vingança sem fim. Uma montagem - que vai do documentário à longa-metragem - desta complexidade não tem paralelo no cinema Africano. Segundo o realizador: foi uma tarefa difícil convencer as duas famílias - a mulher e os irmãos do falecido marido - a participarem no filme, mas o conflito ainda estava longe de ser terminado. Por outro lado, eles nunca tinham visto um filme e, assim que as filmagens começaram descobri logo não tinham compreendido o propósito de sua participação. Eles simplesmente queriam aproveitar a oportunidade de reviver os eventos, com o propósito de uma retaliação de uma vez por todas. Cada vez que havia uma pausa nas filmagens o conflito retomava a um nível paralelo, com comportamentos imprevisíveis de ambos os lados. Isso fez-me trazer uma segunda câmara para cena para registar tais eventos e situações em que os personagens principais ignoram o guião e tentam introduzir outros elementos, ou simplesmente se recusam a cumpri-lo. Como estavam tão intimamente relacionadas com a história, este "making of" tornou-se num elemento fundamental para a estrutura dramática do filme.
Posted on 08/05/2020 at 18:35 in Musica, vídeo, cinema | Permalink | Comments (0)
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Na contramão da crise que os moçambicanos enfrentam desde 2016 e apesar do sacrifício adicional exigido com a eclosão da pandemia do novo coronavírus o Governo de Filipe Nyusi está a comprar uma nova remessa de carros de luxo para os seus membros tendo inscrito no Orçamento de Estado, aprovado já em período de Estado de Emergência com um défice de 109 biliões de meticais, um montante que é o triplo da verba para construção de 1.555 salas de aulas e o equivalente ao orçamento para concluir a construção de 11 hospitais distritais e três hospitais gerais.
O @Verdade apurou que pelo 6º ano consecutivo Filipe Nyusi inscreveu no seu Orçamento sempre deficitário centenas de milhões de meticais para a “aquisição de viaturas para instituições do Estado”.
Em 2020, apesar da crise económica que se vive desde a descoberta das dívidas ilegais em 2016 e da recessão que está a ser provocada pela pandemia do novo coronavírus, o @Verdade apurou que foram alocados 300 milhões de meticais para os novos carros de luxo.
São Mercedes-Benz, Range Rover, Jeep, Toyota Prado, Ford Everest... é uma longa lista de automóveis de luxo, com preços que variam entre 3,2 milhões a 1,1 milhão de meticais por viatura, que já estão a ser adquiridos ao gosto refinado dos dirigentes Superiores do Estado moçambicano.
Esta verba para a compra de carros de luxo é quase o triplo dos 102 milhões de meticais que Nyusi alocou no seu Orçamento de Estado de 2020 para construção de 1.355 salas de aula para o Ensino Primário e concluir a construção de 200 salas para o Ensino Secundário deixando a estudar ao ar livre mais de 150 mil crianças.
O @Verdade descortinou que os 300 milhões que vão ser gastos com carros de luxo para dirigentes Superiores do Estado moçambicano que não andam a pé nem de “chapa” equivalem a soma dos 136 milhões inscritos para terminar a construção de onze hospitais distritais juntamente com 174 milhões alocados para concluir as obras em três hospitais gerais.
Presidente Nyusi já gastou em carros de luxo 1,9 bilião de meticais
Aliás o que o Executivo vai gastar em carros de luxo é seis vezes mais o orçamento deficitário do Instituto Nacional de Saúde, a instituição que está na linha da frente da prevenção e combate da covid-19 mas ainda assim teve os seus fundos cortados pelo Presidente Filipe Nyusi.
O @Verdade apurou ainda que tal como este ano em 2019 foram gastos 300 milhões de meticais com viaturas de luxo, em 2018 o gasto chegou aos 450 milhões de meticais, em 2017 tinham sido 300 milhões, em 2016 custaram 314 milhões e em 2015 gastaram-se também 300 milhões.
No total o Presidente Filipe Nyusi já gastou em carros de luxo 1,9 bilião de meticais em detrimento das salas de aulas que prometeu, dos hospitais que não construiu ou dos sistemas de água e saneamento que ficaram por ser edificados.
@VERDADE – 06.05.2020
Posted on 08/05/2020 at 17:33 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Municípios - Administração Local - Governo, Opinião | Permalink | Comments (0)
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Uma denúncia anónima efectuada na manhã de hoje, vinda de um estaleiro, localizado em Mafambisse, no distrito de Dondo em Sofala, dando conta de um suposto internamento condicionado desumano, como medida de prevenção contra o novo Coronavírus, a cerca de 50 trabalhadores moçambicanos, protagonizada por um empreiteiro chinês, que garante a manutenção da estrada nacional número seis, levou uma equipa mista, composta pela polícia, procuradoria, sector de saúde e do trabalho a se deslocarem até ao local. O portão estava fechado e na porta um aviso indicando que as actividades estavam encerradas.
Pela vedação feita de muro e uma rede, era possível ver a parte frontal do estaleiro, onde aparentemente não estava ninguém. Os elementos da comissão mista bateram a porta várias vezes mas ninguém atendia. Depois de muita insistência, cerca de 10 minutos depois a porta foi aberta pelos responsáveis do estaleiro, de nacionalidade chinesa e minutos depois a comissão ficou a saber que afinal os trabalhos estavam a decorrer normalmente naquele estaleiro e que estavam em período de intervalo.
Os trabalhadores que de imediato foram submetidos ao rastreio. Em contacto com à nossa equipa de reportagem alegaram que estão a ser submetidos a tratamentos desumanos desde o passado dia 29 de Março e quem tentar sair do estaleiro perde o emprego.
“Estamos a cumprir uma quarentena que não estamos a perceber. Não podemos sair daqui. Mas, infelizmente não criam condições para a nossa permanência neste local. Não temos máscaras e a empresa não disponibiliza nenhum material de higienização. Quando exigimos melhores condições ameaçam-nos com expulsões. Aliás, a regra aqui é: quem for a casa perde o emprego. No final de cada dia somos obrigados a ir tomar banho num riacho.
Se até as 18 horas e 30 minutos não estarmos aqui dentro, perdemos emprego. O nosso maior desejo é que trabalhemos em escalas tal como sugere o decreto presidencial neste tempo da COVID-19”, explicou Alberto Faquir, um dos responsáveis daquele grupo.
Os funcionários em causa, para se alimentarem recorrem aos poucos trabalhadores da empresa, os motoristas, que por vezes saem do recinto para adquirir alguns bens para os chineses. Dada a exiguidade financeira compram quase sempre peixe seco e farinha de milho, que é a alimentação básica.
Em pleno tempo de combate contra a pandemia da COVID-19, vivem confinados e sem nenhuma protecção e pernoitam em compartimento que se parecem com casernas, onde as condições de saneamento são precárias. O responsável da empresa reconhece que atropelou alguma medidas mas alega que pretendia evitar uma eventual propagação da COVID-19, uma desculpa que não convenceu a polícia e ele foi encaminhado para o comando distrital de Dondo onde foi aberto um processo-crime.
A procuradoria garante que há matéria suficiente para se abrir um processo-crime, “pois os responsáveis do estaleiro sabem que há um decreto que deve ser observado e não o fazem.
Submetem os trabalhos a vários riscos não criando condições para se alimentar adequadamente e muito menos para se protegerem. Portanto há matéria suficiente para se abrir um processo-crime”, explicou Latifo Jafar, procurador que fazia parte da comissão mista.
O PAÍS – 07.05.2020
Posted on 08/05/2020 at 17:04 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Saúde | Permalink | Comments (0)
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A Fronteira de Machipanda, em Manica, está a registar um movimento de camiões incomum, que saem do Porto da Beira para o Zimbabwe. As filas chegam a ter cinco quilómetros de extensão.
Os automobilistas que têm estado a pernoitar no posto de travessia de Machipanda querem ver o problema resolvido. “Cheguei aqui por volta das seis horas. Até agora estou aqui na fila. Não sei a que horas irei atravessar, uma vez que está a anoitecer. Ainda não vimos ninguém a dar alguma satisfação. Por favor, façam alguma coisa por nós, isto está complicado”, disseram os viajantes.
Entretanto, as autoridades alfandegárias posicionadas na Fronteira de Machipanda revelam que tal enchente de camiões que se verifica do lado moçambicano tem que ver com demora que se regista no processo de desembaraço aduaneiro no Zimbabwe.
O PAÍS – 08.05.2020
Posted on 08/05/2020 at 16:15 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações | Permalink | Comments (0)
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Posted on 08/05/2020 at 12:50 in Geral | Permalink | Comments (0)
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EUREKA por Laurindos Macuácua
Cartas ao Presidente da República (13)
Bom dia, Presidente. Parece que as marulhas que abrigam o regime não são mais intrasponíveis. Foi assim que Bastilha foi tomada. A sua queda era inadiável. Há momentos, Presidente, em que se deve aceitar que é impossível agarrar o vento com as mãos.
É escusada a tentativa! Até quando o Governo vai insistir em querer que o senhor Manuel Chang seja extraditado para Moçambique?
Confesso: fiquei estarrecido quando soube que o seu Governo, Presidente, continua a pressionar Pretória para que aquele senhor, cujo nome gora não quero pronunciar, seja devolvido a Moçambique. O que se pretende com isso? Presidente: quem avisa amigo é, como sói dizerse.
Não existe nenhuma criatividade que possa adiar o inadiável. Pode-se, até, criar-se histórias rocambolescas, mas o senhor Chang acabará por seguir aos Estados Unidos da América. É lá que é acusado de ter cometido algum crime. Aqui não. Aqui bebíamos com ele. Riamo-nos com ele.
Até o acompanhamos até ao Aeroporto Internacional de Mavalane no dia 29 de Dezembro quando embarcou com destino ao Dubai. Nunca estivemos interessados em encarcerá-lo. Em saber donde vinha o dinheiro que gastava a rodos com mulheres no Dubai.
E mal os EUA lhe deitaram as mãos, fingimos que somos os primeiros interessados para que tudo se esclareça. Treta! Os ventos de Brooklyn, senhor Presidente, são muito fortes. Avassaladores. Desnudam qualquer um. O regime não conseguirá tapar a boca de Chang.
Até pode conseguir trazê-lo para cá, mas tudo ficou cristalino. O povo não é burro. Sabe quem lhe aldrabou. Sabe quem lhe tem imbecilizado desde sempre. Quem não sabe de que temos um Governo gangster? Quem?
Podem inventar mil e uma histórias. Podem alimentar a justiça com migalhas para que vos continue a servir. Todavia, estamos num ponto sem retorno. Pedra-a-pedra, a muralha que abriga o regime vai cedendo. Já não há makeup que salve o regime.
Nenhum batom ficará bem à Frelimo. Isto tresanda. Hoje todos sabem o quanto o Estado está assaltado por uma quadrilha que ontem chamamo-la de heróis. Fingiram-se de cordeiros, mas foram descobertos: não passam de lobos!
Por favor: façam um favor a vocês mesmos. Deixem seguir o Chang para os EUA. Se ele não cometeu nenhum crime, é lá que deve limpar o seu nome!
DN – 08.05.2020
Posted on 08/05/2020 at 12:33 in Dívidas ocultas e outras, Opinião | Permalink | Comments (0)
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Um Governo à medida dos interesses
Conheça ( em EXCLUSIVO), o perfil dos que hoje tomam posse São até então 9 directores provinciais que através de um Comunicado vindo do Gabinete do Governador da Zambézia, Pio Matos, foram nomeados. Destes, 3 são do anterior elenco e os restantes 6 são novos que Pio Matos quis para o seu governo. Em seguida, o Diário da Zambézia mostra em EXCLUSIVO o perfil de cada um destes nomeados que nesta quarta-feira(hoje), tomam posse.
Veja aqui o elenco do Governador da Zambézia:
Download DIARIO DA ZAMBEZIA EDICAO 3.207 (1)
Pio tem novo Chefe do Gabinete
É mesmo uma vassourada que o Governador da Zambézia, Pio Matos, está fazer na “casa”, sobretudo em sector nefrálgicos. Depois da lista dos 9 directores provinciais, sabe o Diário da Zambézia que embora não tenha constado no comunicado enviado à imprensa, o Chefe do Gabinete do Governador é uma cara nova (naquele lugar). Trata-se de Rafique Rassul, que até a data da sua nomeação, desempenhava funções de Secretário Permanente(SP) no Distrito de Namacurra, que vem substituir Jesus Maria, que trabalhou com Abdul Razak. Rafique antes de chegar a Namacurra, esteve na Maganja da Costa desempenhando as mesmas funções de SP e agora, está no topo da "cerveja" e vai gerir o gabinete do governador.
Com a indicação deste novo quadro, eleva-se (oficialmente) para dois Secretários Permanentes Distritais que ascendem a lugares cimeiros na governação, depois de Titos Alcides, então SPD de Mocuba que foi nomeado para ser Director dos Serviços Provinciais da Terra e Ambiente. Do outro lado da casa, neste caso na Secretaria do Estado, as listas para o elenco vão sendo nomeados e nos próximos dias, tomaram posse e estarão a trabalhar com Judite Mussácula.
Na Zambézia Elenco da SdE pronto
Depois da composição do Concelho Executivo Provincial liderado por Pio Matos, cuja a tomada de posse dos novos directores aconteceu na quarta-feira, o Diário da Zambézia avança em EXCLUSIVO, quem vais estar no elenco da Secretaria do Estado na Província da Zambézia. De um modo geral são alguns que estavam no elenco passado e foram resgatados para a nova missão. Trata-se de João Moti que vai ocupar o cargo de Director dos Serviços Provinciais das Actividades Econômicas, Óscar Haward, que será o novo Director dos Servicos Provinciais de Assuntos Sociais, Josefa Ferreira que mantém na pasta da Justiça, Cardoso Meque, deixa materialmente de ser director da Ciência e Tecnologia para ser o Chefe do Departamento do mesmo ramo, no sector dirigido por Óscar, Jabula Zibia, nomeado para o cargo de Chefe do Departamento Provincial da Agricultura, Amina Tabane, mantém-se nos Combatentes, mas já como Chefe de Departamento e Titos Alcides, nomeado para Director dos Servicos Provinciais da Terra e Ambiente. Nestes, faltará a directora das Obras Públicas que conforme sabemos, vem de Maputo e o Director dos Serviços Provinciais de Economia e Finanças ainda por nomear. Entretanto, o Diário da Zambézia sabe também que, a tomada de posse destes novos quadros sob égide da Judite Mussácula, acontece na segunda-feira e daí, haverá a 1ª Sessão Ordinária alargada aos administradores distritais para que haja apresentação da máquina.
DZ – 08.05.2020
Posted on 08/05/2020 at 12:20 in Municípios - Administração Local - Governo, Política - Partidos | Permalink | Comments (0)
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Por Francisco Nota Moisés
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Quem conhece o carácter da Frelimo entende logo que os Porcos, como os rebeldes do Norte os apelidam, são incapazes de admitir e dizer a verdade quando situações vão contra eles.
Quando situações se viram contra eles, preferem se manterem no silêncio como nada disseram quando os rebeldes invadiram Mocímboa da Praia onde encontraram que a maioria dos soldados da Frelimo tinham fugido depois de receberem uma mensagem deles que entrariam na vila no dia seguinte para lá matabicharem com a população.
Os que ficaram, ou os que não conseguiram fugir, comportaram-se como animais para sacrifício no altar de alguns deuses. Deixaram que os rebeldes os matassem ou ferissem sem eles trocarem tiros com os atacantes. Será que tais soldados tinham sido feitiçados ou estiveram embriagados? Tal é o grande mistério que nunca entenderemos.
Os porcos que fugiram do seu quartel deixaram muito material que os rebeldes carregaram para os seus esconderijos.
Agora os frelimistas dizem que lançaram uma ofensiva contra os rebeldes que eles alegam que estão ligados ao Estado Islâmico da Síria e do Iraque. E tais aberrações não veem das bocas dos próprios porcos. Arranjaram um indivíduo qualquer lá em Portugal que alega ser jornalista. Porque é que arranjaram um tal homem para falar a partir de Portugal? E porque sabem que qualquer coisa sobre Moçambique propagada de Lisboa angaria muita atenção no Ocidente, particularmente dos americanos, do que quando propagada de Maputo.
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Vamos agora a um outro assunto. Num comentário sobre o meu artigo que relata as minhas experiencias no lado da Renamo durante a guerra civil, o senhor JJ Laboret achou muito interessante o que o tal artigo diz. Na verdade, como é que uma força militar que tinha derrotado a Frelimo e expulsou as tropas estrangeiras veio depois a perder a batalha política e deixou o poder nas mãos da Frelimo?
Esta foi uma grande desgraça da Renamo visto que havia um só homem que decidia de tudo. Este homem, Afonso Dhlakama, que admirei como um militar de grande talento, não quis escutar quando os seus generais lhe disseram que eles não queriam negociações com a Frelimo visto que não confiavam nela. E ele foi escutar as promessas de Joaquim Chissano e o que alguns malandrecos de alguns países que queriam ver a Frelimo continuar no poder e não ele e a Renamo.
Orgulhou-se de ter derrotado a Frelimo e os seus aliados e pensou que o povo iria votar nele. O povo na verdade sempre votava nele, mas a Frelimo que ele deixou como governo sempre fez as suas jogadas e ele e a Renamo terminaram como PERDEDORES com letras maiúsculas.
Agora: Bravo aos rebeldes do Norte. Quanto a eles, a Frelimo vale a pena esquecer. Com aqueles, será seja a Frelimo os vença ou eles vençam a Frelimo, o que já fizeram. Aqueles nunca quererão negociar com a Frelimo que eles consideram como PORCOS e INFIEIS em letras maiúsculas. Quando alguns meses atras, Nyusi disse que eles saíssem ao público para dizer o que querem, eles responderam com uma intensificação da sua luta, que é coisa que Afonso Dhlakama teria feito quando a Frelimo lhe disse que queria negociar vez de entretê-la. Porque negociar com um arrogante que você derrotou ou está a derrotar?
Quanto ao seu pedido de obter uma cópia do artigo, está benvindo e não vejo que haverá uma objeção qualquer da parte do Gil.
Posted on 08/05/2020 at 11:28 in Opinião | Permalink | Comments (1)
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Posted on 08/05/2020 at 11:06 in Cabo Delgado - Ataques e incidências, Defesa - Forças Armadas, Informação - Imprensa | Permalink | Comments (0)
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A polícia moçambicana deteve 899 pessoas pelo crime de desobediência durante o estado de emergência em curso no país, devido ao novo coronavírus, anunciou hoje a corporação.
A maior parte dos casos está relacionada com comerciantes e consumidores de bebidas alcoólicas detetados em locais públicos, disse o porta-voz da polícia moçambicana, Orlando Modumane, citado pela Rádio Moçambique.
Orlando Modumane admitiu, contudo, casos de excesso de zelo por parte das autoridades moçambicanas.
"Assumimos que houve algumas atuações esporádicas que configuraram excesso de zelo profissional por parte de alguns agentes, casos esses que foram rapidamente corrigidos e alguns indivíduos foram responsabilizados", disse Orlando Mudumane.
Segundo o responsável policial, no primeiro período do estado de emergência, que vigorou entre 01 e 30 de abril, foram detidas 869 pessoas e mais 30 neste segundo período, além da apreensão de 27 viaturas por violação das normas.
Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se a toda a população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.
Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
O país conta com um total de 81 casos positivos de covid-19, sem vítimas mortais.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
LUSA – 07.05.2020
NOTA: Só aquelas que queriam homenagear uma directora não foram detidas. Porquè?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Posted on 07/05/2020 at 23:58 in Justiça - Polícia - Tribunais, Política - Partidos, Saúde | Permalink | Comments (0)
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