16-05-2006

“ARTECOM” ou o início de uma história de moçambicanos feitos cobaias?

“Nem todos os medicamentos que chegam ao país são ensaiados”- Martinho Djedje, porta-voz do MISAU
O anti-malárico de fabrico chinês designado por “ARTECOM” não está aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como medicamento recomendado mas circula em Moçambique com o beneplácito do ministro da Saúde, Dr. Ivo Garrido.
Inexplicavelmente e contra todos os procedimentos habituais e aparentemente contra o preceituado em legislação aplicável, nem sequer mereceu apreciação prévia de grupos de trabalho instituídos ao nível do próprio Ministério da Saúde (MISAU). Já está a ser distribuído e comercializado se bem que não certificado pela OMS, a cuja Assembleia Geral Ivo Garrido se prepara para presidir a partir da próxima segunda-feira em Genebra, na Suíça, em representação de Moçambique.
Para além do “ARTECOM” não dispor de certificado da OMS, os órgãos técnicos do MISAU foram também aparentemente ultrapassados pelo poder discricionário do número um da Saúde em Moçambique, não tendo sido previamente ouvidos sobre a oportunidade de circulação do referido anti-paludico em território nacional. Em suma, os próprios sectores do MISAU que normalmente devem avaliar um medicamento para se assegurar que ele não é prejudicial à saúde pública, de acordo com informações que desaguaram, naturalmente, no «Canal de Moçambique», não foram ouvidos nem achados. O referido medicamento foi doado ao Ministério da Saúde pela empresa farmacêutica chinesa “TONGHE” num acto amplamente mediatizado pelos órgãos de informação dos sectores público e oficioso. Na altura foi referido que foram doados 30 mil tratamentos de «ARTECOM». Recebeu a oferta o professor Dr. Paulo Ivo Garrido. Em representação da “TONGHE” esteve Victor Fung. O ministro da Saúde considerou a contribuição da «TONGHE» “bastante valiosa para o povo moçambicano” e convidou inclusivé os empresários nacionais a sentarem-se à mesa com os de outros países designadamente da República Popular da China para se ultrapassarem problemas que ainda afectam o país.
Victor Fung foi citado a dizer que o grupo empresarial que ele representa pretende continuar a investir em Moçambique na Área da Saúde. Afirmou ainda que é “intenção” do seu grupo, “num futuro próximo e de acordo com a evolução do conhecimento do produto vir a contar com a contribuição local na produção e distribuição deste medicamento para os restantes países do continente africano, a região no mundo mais afectada pela malária”.
A passagem do discurso de Victor Fung em que ele refere “de acordo com a evolução do conhecimento do produto” abre imediatamente áreas de penumbra em qualquer imprensa atenta aos conteúdos dos discursos de ocasião. E, daí, partimos para a investigação.
Para esclarecimentos adicionais que se impunham nesta fase da investigação fomos ao encontro do porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), Dr. Martinho Djedje. A impressão com que de lá saímos é de que Djedje está a leste dos acontecimentos e tudo se confina ao espaço do ministro e de «lobbies» em redor de Ivo Garrido que o terão forçado a passar por cima de procedimentos legislados, uns, e correntes, outros.
Começámos por perguntar-lhe se o referido medicamento está aprovado, recomendado e certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Dr. Djedje, se bem que porta-voz do MISAU e conhecedor das perguntas que lhe fizemos chegar horas antes do encontro que ele próprio marcara para a tarde de ontem, não conseguiu esclarecer o «Canal de Moçambique», tendo dito apenas o que já era público: “O próprio ministro é que recebeu os medicamentos. E ele não é uma pessoa qualquer”.
Depois colocámo-lhe a outra questão, para o «Canal» essencial: O «Artecom», em Moçambique foi sujeito à avaliação do «Comité Nacional de Biotécnica»? O porta-voz do MISAU explicou que “após a sua recepção os medicamentos são remetidos para o departamento farmacêutico, a quem cabe o parecer final”. Mesmo assim insistimos: O Artecom foi ensaiado? “Nem todos os medicamentos que chegam ao país são ensaiados” disse Djedje.
Quanto ao “Artecom” o porta-voz do MISAU fez questão de referir que este medicamento “é de efeito anti-malárico de comprovada eficiência”. Contudo, a nossa pergunta – “ O «ARTECOM» foi ensaiado?”, ficou sem resposta. Djedje não respondeu à pergunta. Já no final da brevíssima entrevista que Martinho Djedje concedeu ao «Canal de Moçambique» a propósito do «ARTECOM», o inesperado aconteceu: ele vira jornalista e faz-nos a seguinte pergunta já no momento da despedida: “Há problemas com esse medicamento?”. Como o nosso papel é perguntar o porta-voz do Ministério da Saúde ficou sem resposta. Mas deixou-nos com uma certeza: “há gato escondido com rabo de fora”. Agora, daqui em diante, só provas documentais poderão dissipar as zonas de penumbra que se adensaram como se não bastasse Victor Fung ter dito no acto da oferta que “da evolução do conhecimento do produto” resultará se aquela empresa poderá ou não “vir a contar com a produção local na produção e distribuição deste medicamento”.
Fica a pergunta: estarão os moçambicanos a servir de cobaias?
Luís Nhachote - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 16.05.2006

15-05-2006

Cinco médicos chineses e indianos expulsos

Por «arrogância e incompetência»
Cinco médicos oriundos da China e da Índia foram expulsos do Hospital Central da Beira, Centro de Moçambique, por «arrogância e incompetência», anunciou o director daquela unidade hospitalar, Josefo Ferro.
Em declarações à imprensa, Ferro disse que o mau desempenho dos referidos médicos causou a morte a «muitos doentes» e o deficiente atendimento reduziu o afluxo de utentes ao Hospital Central da Beira.
«Os médicos, enfermeiros e serventes dirigiam-se aos doentes com arrogância e as pessoas ficaram com medo de vir ao hospital. Por isso apostamos na mudança de comportamento no seio da classe trabalhadora», sublinhou o director do Hospital Central da Beira.
Os médicos expulsos tinham níveis de desempenho inferiores aos recomendáveis, com poucas consultas e cirurgias, acrescentou.
Apesar dessa medida correctiva, a expulsão dos cinco médicos estrangeiros agudizou a crise de atendimento naquele hospital, uma vez que o Ministério da Saúde de Moçambique ainda não supriu as vagas deixadas pelos profissionais expulsos.
O Hospital Central da Beira, com 733 camas, conta com 36 médicos e cerca de 250 enfermeiros.
EXPRESSO AFRICA - 15.05.2006

26-04-2006

Malária matou 190 pessoas na província de Sofala

Em apenas três meses
Cento e noventa pessoas morreram de malária no primeiro trimestre deste ano na província de Sofala, centro de Moçambique, de cerca de 149 mil casos da doença registados pelas autoridades de saúde naquele ponto do país.
Falando por ocasião do Dia Africano de Luta contra o Paludismo, que se assinala hoje em todo o continente, o director da saúde da província de Sofala, Alberto Baptista, afirmou, sem indicar dados comparativos, que os casos registados nos primeiros três meses deste ano revelam que a malária está a agravar-se em Sofala.
Só em todo o ano passado, perderam a vida 546 pessoas devido à doença, dos cerca de 541 mil casos de malária diagnosticados no mesmo período, o que representou um aumento de 1,4 por cento no número de óbitos em relação a 2004, sublinhou Baptista.
Para conter a mortalidade causada pela malária em Sofala, as autoridades sanitárias estão a introduzir um novo medicamento na primeira linha de tratamento da malária, o artesunato, que será associado ao fansidar.
Segundo o director da saúde da província de Sofala, a utilização da nova terapia deve-se a queixas dos doentes de que a terapia até agora adoptada como de primeira linha, assente na amodiaquina e fansidar, está a provocar danos colaterais nos doentes.
A malária é, ao lado do HIV/SIDA, a doença que mais mata em Moçambique, sendo também a principal causa da abstinência laboral e escolar.
O director regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), o angolano Luís Sambo, disse, por ocasião do Dia Africano de Luta contra o Paludismo, que aumentou o número de doentes com acesso ao tratamento contra a malária.
Sem apontar números, Sambo afirmou que a subida do número de pessoas que beneficiam do tratamento contra a malária em África deve-se à introdução de terapias combinadas com base na amodiaquina.
EXPRESSO AFRICA - 26.04.2006

24-04-2006

Novo gel vaginal mata células do HIV

Descoberto na África do Sul
Um novo gel vaginal desenvolvido na Universidade sul-africana de Witwatersrand capaz de matar as células do HIV acaba de ser testado com sucesso, refere a Professora Helen Rees da «Unidade da Saúde Reprodutiva e HIV» daquela instituição de investigação e ensino superior.
Em declarações ao «Mail & Guardian Online», Rees disse, na última quinta-feira, que o gel vaginal em questão é um microbicida que tem mais de 10 anos de existência. Esclareceu que tem sido testado na forma de gel. No entanto, a professora Rees disse que o novo gel só poderá estar disponível no mercado dentro dos próximos 5 anos, alegadamente, tal como explicou, ainda estar a carecer de outro tipo de testes.
O novo microbicida é apresentado publicamente na 4a Conferência Internacional de Microbicidas que decorre desde ontem e termina esta quarta-feira em Cape Town, na África do Sul. Estima-se que na África do Sul, 40 pessoas morrem diariamente vítimas do HIV/Sida. Por seu turno, a professora Gita Ramjee, do «South African Medical Research Council» disse que o novo produto vai ter um efeito “bi-direcional” na prevenção da transmissão do HIV, de mulher para homem e de homem para mulher.
Segundo Gita Ramjee o novo produto terá dois formatos, um contraceptivo e outro não contra-ceptivo, fora das características preventivas contra o HIV. Por outro lado, ela esclarece que, no passado, os estudos estavam apenas direccionados à produção de medicamentos ou microbicidas para destruir ou matar o virus e não as suas células como é o caso actual. Ainda segundo Helen Rees, nos últimos tempos estão sendo desenvolvidos não apenas microbicidas para serem usados pelas mulheres. Vários trabalhos estão curso nos Estados Unidos e na Europa para desenvolver-se um microbicida a ser usado por homens que mantem relações homossexuais.
CANAL DE MOÇAMBIQUE - 24.04.2006

16-04-2006

Governo reconhece fracasso no combate à Sida

O Conselho Nacional de Combate à Sida de Moçambique (CNCS) reconheceu quarta-feira o fracasso no combate à doença no país apesar da gigantesca mobilização de fundos nacionais e internacionais.
Falando no acto de entrega de um montante de 364.000 euros ao ministro do Interior, José Pacheco, para o reforço do combate à Sida na polícia, a secretária executiva do CNCS afirmou que, apesar da injecção de milhões de dólares, o país não conseguiu conter a propagação da doença.
Segundo Joana Mangueira, a gigantesca mobilização de fundos nacionais e internacionais contra o HIV/SIDA não impediu que a prevalência desta doença disparasse de cerca de 14 por cento para 16,2 por cento, em 2005.
Para este ano, o CNCS prevê necessidades orçadas em cerca 12,4 milhões de euros para o combate à doença, uma verba quase igual à despendida pelo mesmo organismo em 2005.
O reconhecimento do fracasso no combate a uma das doenças que mais mata em Moçambique por parte do órgão do governo que coordena a luta contra a Sida corrobora críticas anteriormente feitas por vários doadores internacionais sobre a ineficácia das acções do executivo nessa matéria.
Referindo-se ao apoio concedido ao Ministério do Interior, a secretária executiva do CNCS indicou que o dinheiro destina-se aos polícias infectados, crianças órfãos de agentes vitimados pela doença e outros quadros do Ministério do Interior.
Segundo o ministro José Pacheco, a sua corporação perdeu no ano passado 416 polícias e 52 técnicos, devido à Sida, "uma situação que se tem reflectido de forma negativa na instituição".
"É evidente que com a perda de efectivos e com o estado de saúde debilitado de outros, a nossa missão de garantir a ordem e a tranquilidade públicas fica afectada, exigindo um maior esforço da grande maioria dos funcionários e agentes da polícia", disse.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 13.04.2006

11-04-2006

Tragédia galopante

HIV/SIDA
Em todo Moçambique há neste momento, segundo dados oficiais, 2,4 milhões de pessoas infectadas com o VIH (o vírus que causa a sida), ou seja, 18 por cento da população calculada em 18 milhões de habitantes de acordo com projecções do último senso populacional.
Do total de infectados cerca de 1,4 milhões de mulheres, 800 mil homens e 200 mil crianças.
Apesar de ainda não haver dados concretos, estima-se que no ano passado se tenham registado perto de 140 mil novos casos de VIH/SIDA no país, dos quais 45 mil do sexo feminino, menores de 20 anos.
“Devido à SIDA, a esperança média de vida dos moçambicanos diminuiu de 46 para 38 anos.”, segundo Ivo Garrido.
CANAL DE MOÇAMBIQUE - 11.04.2006

09-04-2006

30 anos como médico em Moçambique

Doutor_sartro_fernandes
Contribuições para a História de Moçambique por Aires Sartro Fernandes
30 anos como médico em Moçambique
Intervenção do autor no Dia dos Médicos, de 2006

Quero começar por agradecer à Direcção da AMM (Associação dos Médicos de Moçambique) o honroso convite que me fiz para falar sobre a minha experiência como médico do grupo dos mais velhos. Vou vos falar essencialmente sobre o que vivi e o que senti e o que penso como médico de medicina curativa nos últimos 30 anos:

Uma semana depois de concluir o meu curso na Faculdade de Medicina da «Universidade de Lausanne», na Suiça, nos finais de 1975, voltei para Moçambique, para cumprir um dever patriótico como moçambicano e membro da Frelimo. Comecei a trabalhar logo no dia seguinte à chegada, no actual Hospital Central de Maputo.

Leia tudo em:
Download 30_anos_como_mdico_em_moambique.doc

05-04-2006

Raiva ameaça saúde pública no país

O aparecimento de animais vadios, como cães, macacos, gatos e ratos em diferentes pontos so país coloca em perigo a vida de muitos cidadãos.
Dados apurados junto de fontes das autoridades sanitárias dão conta de que durante o ano passado pelo menos 36 pessoas morreram vítimas de raiva em consequência de mordeduras daqueles animais.
Trata-se de uma situação que preocupa as estruturas do sector, que, entretanto, não avançam medidas visando resolver o problema.
A proliferação de cães vadios, principalmente nos centros urbanos, é um dos fenómenos que estimulam a existência e rápida propagação da raiva. Por exemplo, na cidade de Maputo, em quase todos os bairros têm se verificado casos de mordeduras protagonizadas por cães vadios, sobretudo em crianças.
Só no ano passado, de acordo com fontes das autoridades sanitárias, foram registados 2553 casos de mordeduras por cães vadios, contra 1369 registados em 2004, ano em que se registaram 29 mortos em consequência da raiva. Trata-se de uma situação preocupante, sobretudo se se tomar em linha de conta que se trata de uma doença sem cura.
O gráfico de mordeduras tende a subir, sobretudo no período de férias escolares das crianças estudantes, que encontram na excitação dos animais uma das formas de passar o seu tempo livre. As fontes referiram que os culpados por este problema são também os criadores ou proprietários dos bichos, que não os controlam e nem os levam á vacinação.
Em tempos, as autoridades sanitárias e da agricultura, em coordenação com as administrativas locais, desencadeavam campanhas de captura de cães vadios e abandonados, bem como de outros que, embora domesticados, gozam de total liberdade, podendo constituir um foco para a contaminação da raiva, uma operação que, entretanto há muito não é realizada.
NOTÍCIAS - 05.04.2006

29-03-2006

PROMESSA DE IVO GARRIDO ATÉ 2010:

Um médico em cada distrito
- Hoje comemora-se o Dia do Médico e da criação da Associação Médica de Moçambique
O Ministro da Saúde, Ivo Garrido promete que até 2010, Moçambique vai formar 120 médicos, número adequado para a colocação de um médico em igual número de distritos que o País possui. O titular do pelouro da Saúde que avançou essa informação à margem do encerramento do Conselho Coordenador, disse ainda que por enquanto, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) é a única instituição de formação de médicos, mas em 2008, a Universidade Católica da Beira (UCB) começa abastecer as unidades sanitárias com os seus primeiros médicos licenciados.
Ivo Garido ressalvou que "não significa que nessa altura teremos médicos suficientes, porque ainda falta muito", tendo frisado que de acordo com as conclusões do Conselho Coordenador(CC), "não só estão em falta os médicos", como também, "a reunião definiu a prioridade de se acelerar a formação de
técnicos de laboratórios".
Justificando a necessidade urgente da formação de técnicos para aquele sector, Garido apontou como exemplo que "em algumas Unidades Sanitárias, na falta de pessoal farmacêuticos, as pessoas que entregam medicamentos aos doentes são serventes, sem nenhuma formação para tal".
Entretanto, o ministro disse que o CC, "aprovou entre outras necessidades, a construção e reabilitação de casas para médicos nas sedes distritais e que um médico recém- formado, deve ser alocado à certa Unidade Sanitária com um«kit constituído por bens domésticos essenciais para o início da vida profissional e outras formas de estímulo ao trabalhador da Saúde, pois não há nenhuma política da Saúde que pode ser efectiva, sem que seja realizada pelo próprio trabalhador".
No caso concreto, o ministro revelou que "há dois médicos em Tete, capital da província do mesmo nome, à espera da conclusão da construção de casas, onde deverão habitar nos distritos onde foram afectados".
A esta questão, Garido assegurou que como se trata só do decurso das obras, preferia não anunciar, mas como a realidade é até o próximo ano, "o projecto de construção das referidas casas estará pronto".
Fazendo uma avaliação positiva do balanço que vai desde o último Conselho Coordenador, Ivo Garido disse que os quadros do MISAU começaram a sentir a necessidade de cumprir cabalmente as suas tarefas, mas: "não estou satisfeito, porque ainda falta muito por fazer, atendendo que as mudanças
levam seu tempo, e não é de um dia para o outro que uma pessoa muda de atitude", reconheceu o ministro.
Para exemplificar, o responsável máximo do pelouro da Saúde em Moçambique disse que "agora, as Unidades Sanitárias estão mais limpas do que no período do ínicio da campanha de ofensiva organizacional ao sector da saúde. Só não vê quem não quer ver e, esse é pior que um cego. Também reduziu o tempo de espera e mau atendimento, a falta de delicadeza e maus falatórios dos trabalhadores aos doentes, mas não como eu quero" avaliou Garido.
Conforme Ivo Garrido, das decisões do CC, foi criado a figura de Coordenador Provincial que irá ocupar-se de doenças endémicas, Infecciosas e de Transmissão Sexual, incluindo o HIV/SIDA, a Malária, Tuberculose e Lepra, com vista a descongestionar o Médico Chefe Provincial que estará mais ligado
ao Serviço Materno Infantil (SMI), Programa Alargado de Vacinações (PAV), por exemplo.
Aurélio Muianga - VERTICAL - 28.03.2006

21-03-2006

Gripe aviária - dá que pensar...

1ª notícia:
Extracto de la Editorial del numero 81 (abril-2006) la revista DSALUD(www.dsalud.com)
por Jose Antonio Campoy
Sabes que el virus de la gripe aviar fue descubierto hace 9 anos en Vietnam?
Sabes que desde entonces han muerto apenas 100 personas EN TODO EL MUNDO TODOS ESTOS ANOS?
Sabes que los norteamericanos fueron los que alertaron de la eficacia del TAMIFLU (antiviral humano) como preventivo?

Sabes que el TAMIFLU apenas alivia algunos sintomas de la gripe comun?
Sabes que su eficacia ante la gripe comun esta' cuestionada por gran parte de la comunidad cientifica?
Sabes que ante un SUPUESTO virus mutante como el H5N1 el TAMIFLU apenas aliviara la enfermedad?
Sabes que la gripe aviar hasta la fecha solo afecta a las aves?
Sabes quien comercializa el TAMIFLU? LABORATORIOS ROCHE
Sabes a quien compro' ROCHE la patente del TAMIFLU en 1996? a GILEAD SCIENCES INC.
Sabes quien era el Presidente de GILEAD SCIENCES INC y aun hoy principal accionista? DONALD RUMSFELD, actual Secretario de Defensa de USA
Sabes que la base del TAMIFLU es el anis estrellado?
Sabes quien se ha quedado con el 90% de la produccion mundial de este arbol? ROCHE
Sabes que las ventas del TAMIFLU pasaron de 254 millones en el 2004 a mas de 1000 millones en el 2005?
Sabes cuantos millones m?s puede ganar ROCHE en los proximos meses si sigue este negocio del miedo?
O sea que el resumen del cuento es el siguiente:
Los amigos de Bush deciden que un farmaco como el TAMIFLU es la solucion para una pandemia que aun no se ha producido y que ha causado en todo el mundo 100 muertos en 9 anos. Este farmaco no cura ni la gripe comun.
El virus no afecta al hombre en condiciones normales. Rumsfeld vende la patente del TAMIFLU a ROCHE y este le paga una fortuna. Roche adquiere el 90% de la produccion del anis estrellado, base del antivirico. Los Gobiernos de todo el Mundo amenazan con una pandemia y compran a ROCHE cantidades industriales del producto. Nosotros acabamos pagando el medicamento y Rumsfeld, Cheney y Bush hacen el negocio....
ESTAMOS LOCOS, O SOMOS IDIOTAS? AL MENOS PASALO PARA QUE SE SEPA.
2ª notícia:
Desde que surgiu a ameaça da gripe das aves, os lucros da empresa que inventou o princípio activo da vacina Tamiflu não param de crescer.
Entre os felizes contemplados encontra-se Donald Rumsfeld, o sec. de Estado da Defesa norte-americano.
Segundo a revista norte-americana “Fortune”, a fortuna de Rumsfeld aumentou um milhão de dólares, nos últimos seis meses.
Portanto, o chefe do Pentágono ganhou imenso com as acções que detém na empresa biotécnica Gilead Science.
O Tamiflu foi desenvolvido nos laboratórios que estão cotizados na Bolsa tecnológica americana Nasdaq. Entretanto, a empresa farmacêutica suíça Roche passou a comercializar a vacina.
A Gilead limita-se a receber direitos de exploração.
O negócio do Tamiflu está a desenvolver-se às mil maravilhas, desde que a ameaça de uma gripe das aves grassa em todo o mundo.
Nos últimos três meses, a Gilead aumentou as suas receitas 70%, ou seja, 26.2 milhões de dólares. Só o Tamiflu obteve 12.1 milhões de dólares.

20-03-2006

MOÇAMBIQUE É UM DOS PAÍSES COM MAIOR TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL DO MUNDO

Cerca de 125 crianças em cada mil nascimentos morrem em Moçambique antes de completarem os cinco anos de idade. Estes números colocam o nosso país no grupo dos com maiores taxas de mortalidade infantil a nível mundial. É a pensar em reverter este cenário e outras questões preocupantes na área, que os quadros superiores da Saúde estão reunidos desde hoje no seu trigésimo Conselho Coordenador.
TVM - 20.03.2006

18-03-2006

Curandeiros contraem HIV/SIDA

Por não esterilizarem lâminas
Francisco Esteves
O presidente da associação ASIAVUMA , Mário Mangare, mostra-se preocupado pelo facto de os curandeiros e membros da sua agremiação continuarem a usar o mesmo objecto cortante para vários pacientes nos actos de circuncisão e vacinações, sem o esterilizarem, concorrendo assim para propagação do vírus do HIV/ SIDA.
A preocupação do Mangare surge no momento em que muitos associados da sua agremiação se apresentarem com sinais de infecção pelo HIV/SIDA, e alguns terem já perecidos de doenças prolongadas, cujos sinais mostravam terem sidos contaminados.
Sem avançar o número de curandeiros que padeceram de doenças relacionados com o HIV/SIDA, Mangare afirmou que ”nós como curandeiros temos a obrigação de evitarmos a contaminação da doença através de instrumentos que usamos nas nossas actividades”.
A certo passo afiançou que já Curandeiros contraem HIV/SIDA instruímos todos a usar as luvas em pleno exercício com os doentes, por forma de evitar o contacto com sangue dos pacientes que provavelmente estejam infectados pelo vírus do HIV/SIDA. ”
Aquele líder deplorou que não entende se é por negligencia ou arrogância que os curandeiros não usam luvas, quando tenham que efectuar cortes na pele. Os mais precavidos estão vivos e saudáveis, enquanto os renitentes pagam caro a factura .
Como forma de colmatar a dificuldade no uso das lâminas no tratamento dos pacientes, Mangare disse ter em perspectiva a realização de “lobbies” junto das organizações no sentido de financiarem na compra de luvas e objectos cortantes.
Contudo os trabalhos de sensibilização abrangeram os membros, igualmente no uso de preservativos nas relações sexuais ocasionais, bem como incutir os princípios fidelidade aos parceiros, pese embora que a maioria dos praticantes da medicina tradicional sejam polígamos.
PÚNGUÈ - 09.03.2006

17-03-2006

Cooperação com a Rússia entra em ruptura

Serviço Nacional de Saúde
- médicos de malas aviadas
A cooperação entre Moçambique e Rússia na área da Saúde deverá terminar a 31 de Março, final deste mês, referem fontes do «Canal de Moçambique». A suscitar a ruptura está a conversão pelo governo moçambicano do modelo de pagamento salarial aos médicos estrangeiros, incluindo os da Rússia, que têm estado a trabalhar contratados no Serviço Nacional de Saúde.
O «Canal» soube que o governo converteu o «pooling» (um sistema de pagamento de salários dos médicos estrangeiros, subsidiado com fundos externos) para o modelo “B”, pago por fundos do governo, através do dinheiro Orçamento Geral do Estado.
Em resultado da referida conversão, o salário dos médicos abrangidos caiu de 3 mil USD/mês, para 1.300 USD/mês.
Fonte do «Canal» refere que muitos médicos especializados de nacionalidade russa não aderiram ao novo modelo de pagamento e, em consequência disso, receberam do ministro da Saúde, o médico Paulo Ivo Garrido, cartas de despedida, devendo partir para o seu país de origem até 31 de Março de 2005, marcando assim o fim da cooperação entre Moçambique e aquele país.
(S. Macanza) - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 17.03.2006

28-02-2006

Gripe das Aves vai ganhando terreno em África

Depois da Nigéria e Egipto, o H5N1 chega ao Níger.
A Gripe das aves atingiu mais um país africano. Vários casos de infecção pelo vírus H5N1 da doença foram confirmados ontem em aves do Níger, segundo país da África Ocidental e terceiro do continente a ser afectado após o anúncio da doença na vizinha Nigéria e no Egipto.
`O vírus (H5N1) chegou ao Níger´, declarou ontem Bernard Vallat chefe da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que destacou a importância das negociações fronteiriças, principalmente as comerciais, entre o país e a Nigéria.
Análises efectuadas num laboratório de Pádua (Itália), para onde se enviaram amostras colhidas a partir dos animais supostamente infectados, há alguns dias, confirmaram a presença do H5N1, a variante altamente patogénica da gripe das aves.
Especialistas estão particularmente preocupados com a propagação do H5N1 em África, por considerarem que o continente não está preparado para enfrentar uma crise sanitária por falta de infra-estruturas.
Numa comunicação apresentada numa conferência sobre a gripe das aves em Paris, Ilaria Capua, responsável do laboratório de Pádua, disse temer que a chegada do H5N1 a um terceiro país africano signifique que o vírus se tornou endémico no continente.
Deu, no entanto, uma boa notícia ao afirmar que as análises feitas no Senegal deram resultados negativos.
NOTÍCIAS - 28.02.2006

Moçambique em zona de risco

«Gripe das Aves»
Augusto Cabral, biólogo

(Maputo) O director do Museu da História Natural, o biólogo Augusto Cabral, considera que o país está em zona de risco quando está confirmado que a «Gripe das Aves», no continente africano, já foi identificada em três países: Nigéria, Egipto e ontem no Níger.
Segundo o conceituado biólogo, Moçambique é um dos locais privilegiados para as aves migratórias que na estação de inverno na Europa emigram para zonas de temperaturas mais altas. É exactamente o que está neste período do ano a acontecer, em que, vive-se um inverno rigoroso no velho continente e as aves emigram para zonas onde se está na estação de verão como é o caso do nosso país.
O nosso interlocutor adiantou que na zona da Aldeia dos Pescadores, em Maputo, já há um número razoável de flamingos provenientes de diversas zonas da Europa.
As aves por princípio não voam da Ásia para o Sul de África mas o convívio das aves asiáticas com as europeias pode resultar em contaminação das aves que da Europa vem até Moçambique.
No entanto, Augusto Cabral acredita que as possibilidades de contacto entre aves migratórias e aves domésticas são mínimas no nosso país o que, na sua opinião, não significa que não haja em Moçambique risco de eclosão de uma epidemia da «Gripe das Aves» que em vários países do mundo já fez vítimas mortais e obrigou ao abate de milhões de aves.
Em caso de eclosão de uma epidemia de «Gripe das Aves», o biólogo retromencionado, não antevê grandes prejuízos porque, segundo ele, a indústria aviária moçambicana é muito fraca. “É daqueles casos em que o subdesenvolvimento é uma vantagem”, conclui o professor.
No entanto, ao contrário do que afirma o professor Cabral na Direcção Nacional da Pecuária estima-se que seriam necessários 70 milhões USD para se travar um eventual surto da doença em Moçambique. Desse valor, 50 milhões USD seriam para controlar a gripe e os outros 20 milhões USD serviriam para indemnizar os proprietários das cerca de 8 milhões de aves que teriam de ser abatidas.
O «H1N5» ou virus que suscita a «Gripe das Aves» não se transmite de pessoa para pessoa, pelo menos de acordo com o conhecimento que já existe da matéria. É no entanto transmissível de ave para ave.
Um apertado controlo de entrada de aves em Moçambique recomenda-se que vigore nas fronteiras.
As aves mesmo que contaminadas, depois de cozinhadas não afectam o ser humano.
(Celso Manguana)
CANAL DE MOÇAMBIQUE - 28.02.2006

22-02-2006

Virus ameaça turismo no Oeano Indico

Poderá chegar a Moçambique
A epidemia de chikungunya que afecta vários países insulares do Oceano Indico já contaminou 25000 pessoas na ilha francesa de La Reunion, ou seja um quarto da população. O ministro francês da saúde convocou os responsáveis dos grandes institutos de investigação para elaborar um plano de combate contra a doença.
As várias directivas dadas aos investigadores dizem respeito ao estudo da transmissão mãe-filho durante a gestação, a etiologia das formas graves da doença (nomeadamente entre os recém-nascidos) os mecanismo de acção do vírus e a luta contra o mosquito transmissor da doença.
Identificado em 1953, o vírus causador do chikungunya (palavra que quer dizer andar curvado em swaili) é um arbovirus que circula entre a Africa Oriental, Ásia do Sudeste e Índia.
Após um período de incubação de 3 a 7 dias depois da picada por um mosquito infectado a doença se manifesta por febres altas e fortes dores articulares em particular nos pulsos, dedos e calcanhares.
Só é mortal em caso de complicações neurológicas, mais frequentes nos bebes. Não existe nem tratamento específico nem vacina. Desde o início do ano se registaram 29 óbitos associados ao Chicungunya.
A luta contra a epidemia se centra na erradicação dos mosquitos e das suas larvas, que se desenvolvem nas águas estagnadas.
A epidemia detectada em La Reunion em Fevereiro de 2005 já alastrou os Comoros, Maurício, Seychelles e Mayotte.
As consequências já são catastróficas dada a importância do turismo para as economias dos países afectados.
EXPRESSO AFRICA - 22.02.2006
Veja:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI876581-EI298,00.html

02-02-2006

Governo quer criar universidade de medicina com apoio de Cuba

No norte do país

O ministro da Educação e Cultura de moçambicano, Aires Aly, declarou que o Governo está «a discutir com Cuba» a criação da primeira universidade pública no norte de Moçambique. A principal componente da universidade deverá ser a faculdade de medicina, «área em que Cuba está evoluída», acrescentou o ministro moçambicano, sublinhando que o projecto deverá ficar concluído ainda durante o mandato de cinco anos do actual executivo, que tomou posse em Fevereiro de 2004.

«É um projecto em que contamos com vários parceiros, mas Cuba é um parceiro a ter em conta, devido à longa experiência no ensino e na saúde», frisou Aires Aly.
Cuba formou mais de 3.500 quadros moçambicanos e alberga actualmente cerca de 50 estudantes moçambicanos em diversas das suas universidades.
Mais de 200 cooperantes cubanos trabalham nos domínios da Saúde e da Educação em Moçambique, no âmbito de uma cooperação que os dois países querem ver reforçada.
Nessa perspectiva, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Cuba, Filipe Pérez de Roque, visitou Moçambique entre terça e quarta-feira e expressou a vontade de Havana em estreitar as relações bilaterais.
«Moçambique pode contar com a cooperação de Cuba nas áreas em que os dois países sempre trabalharam», sublinhou Roque, momentos após o encontro com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.
Com a projectada universidade pública no norte de Moçambique, o Governo pretende responder à elevada procura que se regista no ensino superior por parte dos estudantes daquela região do país, que são obrigados a prosseguirem em Maputo a carreira estudantil.
Moçambique conta com apenas três universidades públicas: a Universidade Eduardo Mondlane, o Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), ambas no sul do país, e a Universidade Pedagógica, no sul e centro.

Com a abertura do ensino à iniciativa privada, na década passada, fundaram-se mais de uma dezena de universidades privadas.

EXPRESSO AFRICA - 02.02.2006

18-01-2006

Governo “rende-se” às evidências

SOCORRO AOS AFECTADOS PELAS INUNDAÇÕES

- E, como forma de mitigar aquele evento extremo, executivo de Guebuza procura 23 milhões USD...

(Maputo) Ao cabo de alguns meses de uma “cúmplice tranquilidade”, o que se consubstanciou numa declaração segundo a qual não existiam motivos para a declaração de emergência e/ou de contingência, em virtude das inundações que fustigam o país, eis que o ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera, vem desacreditar o que fora dito.

Com efeito, segundo aquele, o Governo moçambicano estima serem necessários vinte e três milhões de dólares norte-americanos (USD) para a reconstrução de infra-estruturas destruídas e para apoio às pessoas afectadas pelas presentes inundações.

Aliás, o plano de contingência já foi declarado, há dois dias, mas ainda persiste a letargia dos parceiros nacionais e internacionais em socorrer as pessoas vitimadas e, potencialmente, as ameaçadas. Enquanto isso não acontece, as inundações, para além do retromencionado, já desvastaram as sementeiras, facto que coloca em risco o presente ano agrícola, além de que têm provocado doenças nas populações, mormente devido ao consumo de águas impróprias.

Na província central de Sofala, onde as chuvas devastaram um pouco de tudo, com certa intensidade, dados oficiosos relatam terem sido registados duzentos e trinta e oito casos de cólera. Zambézia apresenta sessenta e sete casos.

Por outro lado, para o caso de Sofala, notícias há de que numerosos tanques de conservação de água e poços tradicionais estão contaminados com impurezas. Contudo, o facto não impede às populações locais de consumir o mesmo líquido, pois há muito que as torneiras não jorram nada, devido à avaria de motobombas.

Ainda em Sofala, o Governo local disse recentemente precisar de vinte e oito biliões de meticais para reestruturar o devastado pelas inundações e reassentar a população. Para tal, previa negociar, entre hoje e amanhã, na capital do País, com o Executivo central, o enviesamento dos apoios necessários.

Para já, não existe nenhum sinal que aponta para a efectivação do referido apoio, pois, segundo apurámos, a ser canalizado o dinheiro não vai ser o esperado, porque o mesmo tem que socorrer as províncias de Nampula, Zambézia, Inhambane e Gaza, igualmente afectadas pelas inundações.

Laurindos Macuácua – DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 18.01.2006

17-01-2006

Ministro da Saúde faz tábua rasa

Ivo_garrido Arroz contaminado

Maputo – O ministro moçambicano da Saúde, o Dr. Ivo Garrido, evitou comentar ao mediaFAX sobre o polémico arroz que está a ser descarregado no porto de Maputo, supostamente contaminado com asbestos.

São cerca de 17.500 toneladas de arroz que estão envoltas em polémica e carregadas a bordo do cargueiro Orbit e destinado aos mercados de Maputo e Beira, sul e centro de Moçambique.

Na qualidade de ministro da saúde, Garrido prometeu abordar o assunto ao mediaFAX no fim-de-semana, ironicamente, à última hora, mudou radicalmente de posição afirmando que não queria alimentar polémica.

Que sentido terá a minha intervenção, se tudo já escreveu o mediaFAX?, questionou Garrido rompendo com a promessa que ele havia feito ao mediaFAX de abordar o assunto esta segunda-feira.

Eu estou aqui para trabalhar e não para alimentar polémica sobre o assunto”, respondeu Garrido um dos mais proeminentes e controverso ministro do executivo de Guebuza.

O dossier arroz do Orbit tem estado alimentar uma onda de especulações sobre a contaminação do cereal apesar dos peritos da saúde virem a público sossegar que o produto está condições para ser consumo.

Caricatu-ralmente, a mesma autoridade de saúde avisou para os operários se protegerem contra a contaminação usando equipamento apropriado, fardamento, máscaras e botas durante o processo de descarga do arroz. Os peritos foram mais longe, ao recomendarem a desinfecção da roupa no porto e evitar que levem para casa sob risco de contaminar a família.

Estes sinais e apelos não foram suficientes para travar o desembarque do arroz em Maputo. Durante o dia de segunda-feira já tinha sido descarregado pouco mais de metade da carga.

Não estou para alimentar polémica sobre isso” referindo ao arroz, repetiu Garrido, ministro que tem como obrigação profissional e moral dar explicação ao público sobre o assunto. E mais, depois de dar garantias ao mediaFAX que falaria sobre o assunto, logo depois do seu regresso da Vila da Manhiça, onde assistiu integrando na delegação presidencial as cerimónias da abertura da época do Ucanhú.

Ele explicou que o mediaFAX já tinha falado tudo sobre arroz e que a sua intervenção não teria sentido.

Mas trata-se de um assunto de saúde pública, insistiu o mediaFAX “Eu estou aqui para trabalhar. Não estou para alimentar polémica”, respondeu Garrido, um cirurgião de reconhecido mérito internacional fugindo da sua responsabilidade como servidor público.

MedifaX noticiou na semana passada que restos de asbestos tinham sido encontrados por cima de sacos de arroz do cargueiro Orbit, constituindo um sério problema à saúde pública.

Mas as autoridades sanitárias reagiram, que da análise laboratorial feita ao cereal provou-se que o produto não estava contaminado. Estes resultados foram postos em causa por especialistas da área que disseram que o país não dispunha de capacidade técnica para fazer o rastreio de tóxicos. E a nódoa permanece e a culpa a morrer solteira. (M. Munguambe /redacção) – MEDIAFAX – 17.01.2006

16-01-2006

Luta contra malária - Pulverização arranca hoje na capital do país

Arranca hoje na cidade de Maputo a campanha de pulverização intra e extra-domiciliária contra o mosquito, principal vector de transmissão da malária.

A operação vai abranger todos os bairros residenciais, com incidência para as áreas onde o saneamento se apresenta em precárias condições. Informações disponíveis dão conta de que na operação estão envolvidos perto de 200 pulverizadores e conta-se com o envolvimento da sociedade civil, incluindo algumas formações políticas, como é o caso do partido Frelimo.
A operação surge num momento em que a capital acaba de registar chuvas que, de certa forma, proporcionaram o aumento de charcos, quiçá de águas inquinadas, sobretudo nos bairros sem mínimas condições de saneamento, como por exemplo, Mafalala, Minkadjuíne, Xipamanine, Chamanculo e outros periféricos.
Além de águas inquinadas, a chuva que caiu recentemente está a provocar, nalgumas zonas, o aparecimento de capim, material vegetativo onde o mosquito também se reproduz. A malária, segundo dados do Ministério da Saúde (MISAU), é doença responsável por mais de 60 por cento dos casos que dão entrada nas unidades sanitárias e é apontada como principal causa da mortalidade, situada anualmente entre 15 e 30 por cento, sendo as principais vítimas as crianças e mulheres grávidas.
Entretanto, o MISAU está a desenvolver um estudo visando avaliar o nível de aceitação da Amodiaquina, um medicamento recentemente introduzido no país para o tratamento da malária, mas que está sendo fortemente contestado pelas populações, em virtude de os seus efeitos colaterais serem supostamente negativos em organismos humanos, como são os casos de surdez parcial, entre outros.
Segundo o Ministro da Saúde, Ivo Garrido, se se comprovar que o grau de aceitação deste medicamento nas populações é muito baixo, proceder-se-á á sua retirada do circuito oficial de distribuição, `mas devo dizer que tudo está dependente dos resultados que forem fornecidos pelo estudo que está sendo realizado´, explicou.

NOTÍCIAS - 16.01.2006

12-01-2006

MALÁRIA REGISTOU MAIS DE 20 MIL ÓBITOS

Na Província de Nampula, em 2005

Num universo superior a um milhão de casos, a malária matou 1.021 pessoas na província de Nampula, em 2005.

Para a Direcção Provincial de Saúde, o aumento de casos de malária em 26 por cento, de 2004 para 2005, é preocupante, mas não muito alarmante, porquanto, em contrapartida, diminuiu o número de óbitos.

Pois que em 2004 os óbitos resultantes desta doença endémica atingiram a cifra de 1074, num total de 855 mil notificações.

Entretanto, as autoridades sanitárias não têm descurado de tomar medidas cautelares, tendentes a conter o número de vítimas mortais.

Para o efeito, arrancou já, este mês, o habitual processo preventivo através da pulverização intradomiciliária em cinco zonas da província, nomeadamente Nampula, Nacala-Porto, Angoche, Ilha de Moçambique e Namialo.

A introdução do novo tratamento da malária através de fansidar com amodioquina e do

quartem, como a primeira e segunda linhas, respectivamente, aliado à adesão significativa das comunidades às unidades sanitárias da província de Nampula, é considerado pelas autoridades do sector da Saúde como um factor preponderante na actual redução do número de óbitos.

WAMPHULA FAX – 13.01.2006

01-11-2005

Gorongosa consta da lista dos destinos sasonais das aves migratórias da Àsia e Europa

O distrito de Gorongosa, na província central de Sofala, consta da lista dos destinos preferidos pelas aves migratórias da Àsia e Europa. Refira-se que nesse distrito existe um dos maiores parques nacionais, baptizado com o mesmo nome. O alerta foi esta segunda-feira lançado em Maputo pelas autoridades nacionais de sanidade animal, no quadro das medidas de precaução contra a Gripe das Aves, também conhecida por Influência Aviária, que ameaça assolar países africanos, incluindo Moçambique. Outros pontos nacionais identificados como destinos sasonais das aves migratórias da Àsia e da Europa são: Arquipelago das Quirimbas, Lago Niassa, Delta do Zambeze, Inhambane, Bazaruto e Reserva de Maputo.

Segundo as autoridades de sanidade mental, em Maputo, alguns dos pontos retromencionados constituem rotas de escala para Àfrica do Sul e outros de permanência até a época de regresso das aves aos destinos de proveniência. Receia-se que a gripe das aves tenha também influência no estado de saúde do homem, daí a decisão do Governo de interditar a importação de aves e seus derivados que tenham origem os países que já reportaram a doença, com destaque para India e outros estados asiáticos e europeus

O AUTARCA – 01.11.2001

03-10-2005

GOVERNO FALHA COMPROMISSO DE ACABAR COM A DOENÇA DE LEPRA

Até Dezembro de 2005

- O acordo foi rubricado em Maio de 1991

O governo moçambicano reconhece ter falhado o compromisso de eliminar a doença de lepra até finais deste ano, conforme a resolução adoptada por todos os membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Maio de 1991.

O compromisso, assumido há cerca de 15 anos, estabelecia uma redução do número de casos para menos de um doente em cada dez mil habitantes, sobretudo, nos países com elevadas taxas de prevalência da doença.

O Ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido disse, sem revelar os motivos da falha, que a doença continua a ter implicações negativas com maior enfoque nas províncias do norte e centro.

Para contornar este cenário, aquele dirigente apelou para uma maior união de esforços de modo a que em cada unidade sanitária se possam diagnosticar e tratar os doentes.

Já que o tratamento é feito de forma gratuita, Garrido apelou para que qualquer suspeita de lepra seja canalizada à uma unidade sanitária para efeito de diagnóstico.

È necessário um esforço desta actividade de rotina para que possamos descobrir mais casos que nunca foram tratados. Disse o titular da pasta da Saúde.

Enalteceu os esforços empreendidos pelos quadros do seu sector e parceiros de cooperação em acções e prevenção e combate da endemia, mas exigiu mais trabalho.

O combate à lepra não se restringe ao diagnóstico precoce da doença e a entrega dos medicamentos aos doentes. Temos que melhorar a qualidade dos nossos serviços. Temos que prestar mais atenção à prevenção da incapacidade e deformidades causadas pela doença. Anotou, defendendo, igualmente, o envolvimento dos agentes económicos neste desafio.

Falando num encontro que juntou, na cidade de Nampula, os governadores Raimundo Diomba, da província de Manica; Carvalho Muária, da Zambézia; Lázaro Mathe, de Cabo Delgado; Arnaldo Bimbe, do Niassa, para além de Filipe Paúnde, da província anfitriã, o titular da pasta de Saúde observou, contudo, que o governo está a implementar uma série de acções de formação e supervisão do pessoal de saúde. Estes profissionais juntam-se aos cerca de 1.500 voluntários que ajudam na “descoberta” de novos infectados, bem como ,no processo de acompanhamento dos pacientes já em tratamento.

Actualmente com uma taxa de prevalência de lepra na ordem de 2.5 por cento, Moçambique figura na lista dos nove países ( RD Congo, Brasil, Tanzânia, Índia, Nepal, Angola, RC Africano e Madagáscar ) que ainda não atingiram a meta de eliminação da lepra.

Dados disponíveis indicam que pelo menos 4.718 pessoas estão afectadas pela enfermidade. Em regra geral significa que em cada 10 mil pessoas, duas ou três pessoas apresentam sinais de lepra.

As províncias que contribuem com mais casos de lepra são as de Nampula,1.700 novos casos anuais, Zambézia, com 1.300, Cabo – Delgado, com 800, seguindo-se as províncias de Manica e Niassa, com 300 e 250 casos anuais de lepra, respectivamente.

WAMPHULA FAX – 04.10.2005

05-09-2005

Beira terá hospital geral este ano

O Ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, garantiu recentemente ao `Notícias´, na cidade da Beira, que já há dinheiro para a concretização do projecto de edificação do hospital geral da capital provincial de Sofala.

São, no total 10 milhões de dólares norte-americanos desembolsados pelo Governo da Coreia para a construção, ainda neste ano, da referida unidade sanitária. A infra-estrutura terá uma capacidade de albergar 200 camas.
O hospital estará localizado na zona de Manga-Loforte, arredores da capital da cidade da Beira. Segundo afiançou aquele responsável, depois de se ter localizado um terreno para erguer tais infra-estruturas, falta, agora, decidir, com exactidão, as datas do arranque das obras. Para o efeito, uma equipa multisectorial estará brevemente reunida na Beira, envolvendo os financiadores para decidir sobre os últimos acertos.
`Não há dúvidas que as obras arrancarão este ano. Já temos dinheiro, conseguido junto do Governo da República da Coreia. Agora, para a cidade da Beira, a nossa maior preocupação é buscar dinheiro para reabilitação de raíz do principal bloco do hospital central que há muito clama por isso´, referiu.
Com a entrada em funcionamento de tal unidade, o HCB estará, segundo a fonte, aliviado. Explicou que o hospital geral vem para atender ás exigências da cidade, enquanto que o central ficará para dar resposta ás maiores inquietações da região, isto é, Tete, Manica, Zambézia e alguns distritos de Sofala.
Apesar do Hospital Central da Beira clamar por uma intervenção de raíz, segundo o chefe do pelouro, é necessário que se melhore o atendimento aos utentes. `Nem sempre o edifício é o problema. É preciso também reabilitar as pessoas´, disse ele.
Garrido mostrou-se esperançado quanto à alocação de fundos para a reabilitação de raíz do principal bloco do Hospital Central da Beira. Aliás, disse haver interessados, mas que era prematuro falar deles. Contudo, assegurou que esforços há no sentido de o mais rapidamente possível solucionar tal caso.

NOTÍCIAS - 05.09.2005

31-08-2005

Secretário da Frelimo verteu lágrimas na inauguração da morgue

Edwin Hounnou - [email protected]

O primeiro secretário provincial da Frelimo em Sofala, Lourenço Bulha, não se conteve, foi acometido de tanta emoção que desatou a chorar, vertendo verdadeiras lágrimas não de crocodilo, como as que as autoridades nos habituaram a ver quando morre um artista que recusaram apoiar para salvar a vida, na presença de toda gente. Não é verdade que homem que é homem não chora como diz a canção de Lindomar Castilho, grande cantor popular brasileiro. Os grandes também choram quando as coisas que contemplam são feitas com esmero, beleza e mestria.

Eu vi com os meus próprios olhos, não me contaram, Lourenço Bulha a chorar. Foi bonito ver um homem de grande porte político a chorar, ao confrontar-se com realizações de grande vulto como a nova morgue que dignifica os mortos que antes eram sujeitos a passarem mal, mesmo depois de entregar a sua alma a Deus.

Já se pode morrer que o sofrimento termina mesmo aí.

Não entendemos a prior, as razões que poderiam ter levado a um homem daquela estatura política a chorar. Fui deduzindo as possíveis razões que poderiam ser como se olho lhe vier acontecer a si, seus parentes e amigos, ao menos tem um lugar condigno, de respeito e não será montado como se de lenha se tratasse. Uma outra razão talvez seja moralmente política, ao pensar que aquela acção poderia ter sido feita pela gente da Frelimo que perdeu muito tempo a enganar as pessoas.

Talvez por aperceber que se Davis Simango continuar com esta aceleração, com esse ritmo poderá dobrar a curva e não apanha-lo mais na luta pelo Xiveve que se vislumbra difícil para bulha e sua equipa embora não pare de declarar que vai recuperar os municípios que estão fora do controle da Frelimo. A recuperação da Beira seria um meio caminho andado para bulha ser ou ministro ou, no mínimo, governador provincial, a ser pela experiência do actual elenco de Guebuza que puxou os primeiros secretários para postos de governador.

Pergunto a Bulha os motivos de tanto choro em público e ele respondeu que não tinha chorado nada, que eu tivesse visto mal as coisas. São coisas de políticos, não gostam dessas intimidades.

Dizem, sim, quando querem dizer não e vice-versa. Mas ele, de facto, chorou quando invadido pela emoção. Nada tem de anormal. Todos podemos chorar quando nos acontecem coisas boas ou más.

Simango está lixado? Esperemos para ver pela batalha do Xiveve em 2007. Na Beira, o povo está experimentando um novo sabor de ser bem governado e dificilmente vai aceitar ter que voltar para um convívio forçado com lixo, buracos e imundície. Beira já deu pontapé na cólera desde que Xiveve foi limpo e deixou de ser lixeira sob o olhar cúmplice das autoridades municipais.

A TRIBUNAfax – 31.08.2005

27-08-2005

Ministros da Saúde de África declaram tuberculose emergência regional

Os ministros da Saúde de África declararam hoje a tuberculose uma "emergência" no continente e exigiram compensações dos países ricos pela fuga de quadros qualificados.

As duas decisões constam do relatório final adoptado pelos 46 ministros da saúde que participaram na 55ª sessão do comité regional da Organização Mundial da Saúde para África, que terminou hoje na capital moçambicana.
No documento, com 51 páginas e 214 parágrafos, os responsáveis africanos da Saúde assinalam que 1500 pessoas morrem todos os dias de tuberculose em África e que no ano passado se registaram 3,2 milhões novos casos da doença.
"A epidemia da tuberculose atingiu contornos de emergência, apesar dos significativos esforços empreendidos pelos Estados africanos para estancar esse flagelo", sublinham.
Por outro lado, os países africanos apontam a fuga de quadros da saúde como uma das causas da incapacidade dos sistemas sanitários do continente para vencerem os desafios que têm de enfrentar.
Nesse sentido, destaca o documento, impõe-se moralmente o pagamento de recompensas pelos países que beneficiam da fuga de quadros aos países que perdem pessoal qualificado da área da saúde.
O relatório final da cimeira da OMS/África considera ainda que a estratégia de combate à SIDA no continente falhou, situação que só pode ser invertida através de "intervenções excepcionais".
Nesse âmbito, os responsáveis africanos da Saúde acolheram favoravelmente a proposta do director regional da OMS/África, o angolano Luís Sambo, de se declarar 2006 o "Ano da Aceleração da Prevenção contra o HIV/SIDA".
A 55ª sessão do comité regional da OMS para África defendeu igualmente o envolvimento da medicina tradicional no combate ao HIV/SIDA, dado o impacto da actuação dos médicos tradicionais nas comunidades africanas.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 26.08.2005

25-08-2005

Instituto afro-europeu desenvolve vacinas com médicos tradicionais

A Parceria dos Países Europeus e Países em Vias de Desenvolvimento para Ensaios Clínicos (EDCTP) está a desenvolver vacinas contra a tuberculose, malária e SIDA em colaboração com médicos tradicionais africanos, informou hoje o responsável da instituição.
Relativamente à tuberculose, a iniciativa visa substituir o actual tratamento, que dura seis meses, porque não "é de modo algum eficaz", disse hoje em Maputo o antigo primeiro-ministro moçambicano, Pascoal Mocumbi.
"O que queremos - frisou - é que se encontre um medicamento mais eficaz que não seja o actual em que a pessoa chega a tomar seis comprimidos por dia, o que obviamente empanturra o estômago do paciente, induzindo-o, às vezes, a desistir do tratamento antes de matar de facto o vírus que causa esta doença".
Pascoal Mocumbi, que dirige desde o ano passado o centro afro- europeu vocacionado para a investigação clínica, sediado na Holanda, destacou a importância da medicina tradicional, afirmando que sem ela "há muito que a população africana estaria extinta".
"O objectivo final da parceria é chegar a uma conclusão comprovada cientificamente de que de facto este ou aquele medicamento tradicional cura efectivamente esta ou aquela doença, tal como é assumido pelos que o usam empiricamente", afirmou.
Mocumbi sublinhou a importância da parceria levada a cabo pelo Ministério da Saúde (MISAU) de Moçambique com os médicos tradicionais do país, porque, disse, "é mais do que certo que há medicamentos tradicionais (em Moçambique) que são eficazes no tratamento de certas doenças".
Apontou ainda a colaboração como vital pelo facto de "até aqui os que cursam medicina se limitarem à medicina moderna que lêem nos livros, ou que lhes é incutida pelos seus professores" nas escolas.
"A colaboração entre o MISAU e os médicos tradicionais moçambicanos poderá fazer com que a medicina tradicional saia do secretismo a que tem sido votada pelos seus praticantes e seja popularizada, para que mais pessoas beneficiem dela", concluiu.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 25.08.2005

Quadro sombrio?

(Xai Xai) Na província que viu nascer Heróis Nacionais que mudarem para o
melhor a história deste país, nomeadamente, Eduardo Chivambo Mondlane,
Samora Moisês Machel e Joaquim Alberto Chissano, para não falar dos outros,
30 anos depois da Independência de Moçambique, um médico está para 39.347
pessoas e um enfermeiro para 1.379 habitantes, indicam dados a que o "vt"
teve acesso junto das autoridades ligados ao sector da saúde em Gaza,
província com população estimada em 1.062.380 habitantes(censo de 1997).
De acordo com uma fonte da Direcção Provincial da Saúde(DPS),  "o número de
quadros da Saúde ainda é muito reduzido para aquilo que são as necessidades
de atendimento  da população nas diversas unidades sanitárias de Gaza" e
acrescentando que "o desejável, seria pelo menos termos dois médicos em cada
distrito e  com Hospital Rural(HR), porque nestas unidades as necessidades
são muitas".
Para a nossa fonte, "os distritos com maior número da população,  como são
os casos de Chicualacuala, Massagena, Chigubo e Mabalane, o desejável seria
termos dois médicos afectos às unidades e igual número de médicos nos
distritos".
Só para elucidar o gráfico, por exemplo, o Hospital Provincial Gaza(HPG)
sediado em Xai Xai conta com  14 médicos,  dos quais,  quatro(4) são
moçambicanos e dez(10)  estrangeiros, sendo três obstetras, dois pediatras,
dois internistas, um cirurgião, um anestesista, um ortopedistas, um dentista
e três clínicos gerais.
Porém, o distrito de Chókwè conta com cinco médicos,  "uma médica afecta na
Direcção distrital, dois no Hospital Rural, uma médica(irmã) no Hospital
Anexo Carmel e uma outra no Hospital de Chalucuane.
Outros distritos como são os casos de Chibuto, Manjacaze, Bilene e
Chicualacuala, contam com apenas um médido, para além de outros dois
colocados na Direcção de Saúde em Xai Xai e outros dois afectos no Hospital
Rural de Chicumbane(HRC).
Questionada a nossa fonte sobre se os médicos existentes conseguem responder
à demanda, em resposta referiu que "em algumas unidades sanitárias onde
achamos que existe um grande número de pacientes com necessidade de
intervenção de um médico, temos um plano de visitas periódicas".
Quanto aos distritos sem assistência médica de um oftalmologista e pediatra,
por exemplo, o nosso interlocutor sublinhou que "não temos em todas unidades
de saúde distritais. Os doentes são informados dos dias de consultas,  dois
são os dias que dispensamos a cada distrito por mês".
Sobre o mau atendimento e prática de corrupção nas unidades sanitárias, a
fonte comentou que "infelizmente a população fala de casos de mau
atendimento, mas não indica as pessoas que praticam tais actos. Enquanto não
se indicar quais são as pessoas que fazem esses actos, os sectores vão ter
dificuldades em tomar medidas administrativas".
No que diz respeito a venda e roubo de medicamentos nas unidades
hospitalares, nas palavras da fonte que citamos, "temos estado a fazer algum
trabalho junto dos nossos funcionários nas áreas de farmácias para termos
certeza de que estes medicamentos realmente são desviados ou não dos nossos
sectores, para depois identificarmos os autores para serem penalizados" e
sobre a venda ambulante de medicamentos nos mercados informais, "é realmente
uma grande preocupação.  Apelo a população a não comprar esses medicamentos,
pois são mal conservados e não são  prescritos por pessoas qualificadas  e
se a população nos ajudar em nãos comprar,  vai nos ajudar a cambater esse
mal e os vendedores vão abandonar esse negócio criminoso".

MALÁRIA
Apesar dos números de afectados e de óbitos vítimas da malária terem
reduzido ligeiramente nos últimos seis meses se comparados com o igual
período de 2004, na provincia de Gaza,  esta doença continua a criar dores
de cabeça às entidades ligadas ao sector da saúde, pois segundo uma fonte do
sector, "nos últimos seis meses de 2005, a tal redução ligeira não só
sucedeu devido aos resultados das actividades de sensibilização, mas acima
de tudo, porque em maior parte da provincia este ano ainda não choveu como
tem sido em anos anteriores".
Por outro lado, nos últimos seis meses do presente ano,  nas várias unidades
de Saúde foram atendidas mais de 436 mil casos de pacientes padecendo de
malaria, contra 525 mil registados no mesmo período do ano passado, indicam
dados a que tivemos acesso.
Quanto aos óbitos, 128 pacientes já morreram da malaria contra 213 em igual
período do ano passado e sublinha-se que os mesmos surgem devido ao facto de
a população demorar em dirigir-se às unidades sanitárias logo nos primeiros
sintomas, ou seja, quando sentem febres altas, dores de articulações, dores
de cabeça, vómitos, diarreia e até perturbações mentais.
Conforme os dados em nosso poder, os distritos de Chókwé, Chibuto, e Xai Xai
são os  mais afectados por se localizarem em zonas pantanosas, florestas
aquáticas e com bolsas de águas estagnadas, áreas com boas condições para a
reprodução de mosquitos, causador da malária.
A provincial de Gaza tem uma area de 75.539 quilómetros quadrados e doze
distritos, nomeadamente: Bilene Macia, Guijá, Massingir, Chibuto,
Chicualacuala, Xai Xai, Manjacaze, Chókwè, Xia Xai Cidade, Chigubo,
Massagena e Mabalane
(Carlos Mula) - VERTICAL - 24.08.2005

20-08-2005

Ivo Garrido manda reabrir clínica SOS

O ministro da Saúde, Paulo Ivo Garrido, ordenou o reatamento das actividades da clínica privada ambulatória SOS.

Garrido mandara encerrar a mesma em 27 de Maio último, acto que resultou na perca de pouco mais de um bilião de meticais para a firma.
`Ficamos muito prejudicados com esta atitude do Ministério da Saúde´, disse Mike Ferguson, gerente da clínica privada SOS.
Uma carta do Ministério da Saúde (MISAU), assinada pelo inspector geral-adjunto de Saúde, Tiago Macuácua, de 20 de Julho do corrente ano, dirigida á SOS Serviços de Assistência, Lda, diz: `Em resposta á V REF 304/5 de 23 de Junho, cumpre-nos comunicar que, por despacho de S.Excia o Sr. Ministro da Saúde, datado de 20 de Julho de 2005, foi autorizado o levantamento da suspensão de actividade´.
Alegadamente, a medida então tomada pelo ministro da Saúde visava silenciar a SOS, instituição que presta os mesmos serviços que a clínica privada Urgências Médicas 222, onde Ivo Garrido é accionista.
O Ministério da Saúde (MISAU) encerrou a SOS alegando que empregava profissionais sem carteira de registo profissional para o exercício de medicina privada, segundo documentos interceptados pelo SAVANA.

SAVANA - 19.08.2005

31-07-2005

Nove milhões crianças vacinadas contra o sarampo a partir de amanhã

Nove milhões de crianças moçambicanas, entre os 0 e os 14 anos de idade, o correspondente a 45 por cento da população do país, serão vacinadas a partir de segunda-feira contra o sarampo, anunciou hoje o Governo.
As cerimónias centrais do lançamento da campanha serão presididas pela vice-ministra da Saúde de Moçambique, Aida Libombo, em Nampula, num acto que irá decorrer simultaneamente em Niassa e Cabo Delgado, todas províncias do norte do país.
O programa está orçado em cerca de cinco milhões de euros e deverá integrar igualmente imunização contra a poliomielite e a suplementação da vitamina "A".
Segundo o calendário do Ministério da Saúde de Moçambique, as actividades no norte de Moçambique irão decorrer até dia 06 de Agosto, enquanto nas zonas centro e sul do país serão entre 15 de Agosto e 10 de Setembro próximo.
Segundo as autoridades moçambicanas, a vacinação contra o sarampo vai abranger crianças dos 9 meses aos 14 anos de idade, enquanto a imunização contra a poliomielite irá contemplar o grupo etário dos zero aos cinco anos.
A suplementação da vitamina compreenderá crianças dos seis meses aos cinco anos de idade.
O director nacional adjunto da Saúde de Moçambique, Martinho Djedje, assegurou hoje à Lusa terem sido constituídas equipas que vão estar envolvidas na operação, sublinhando que também já foram mobilizados meios necessários para o trabalho, nomeadamente viaturas e embarcações.
A cerimónia vai contar com a presença dos representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Maputo.
A última campanha de vacinação contra o sarampo em Moçambique realizou-se em 1999 e cobriu crianças entre os nove meses e os cinco anos de idade.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 31.07.2005

10-07-2005

Ivo Garrido manda fechar clínica SOS

O ministro da Saúde mandou encerrar a clínica SOS, com efeitos desde o dia 27 de Maio último.

A medida resultou após uma série de inspecções do MISAU à SOS, tendo a última delas detectado nos seus quadros um enfermeiro estrangeiro sem carteira profissional passada pelas autoridades nacionais.
A mão dura de Paulo Garrido não se ficou por aí. O mediático e temerário ministro multou a SOS em cerca de 70 milhões de meticais. Mas nos bastidores, a acção de Garrido é vista como tendo mais a ver com a protecção dos interesses da clínica privada Urgências Médicas 222, onde ele é sócio.
O Ministro da Saúde (MISAU) encerrou a SOS alegando que empregava profissionais sem carteira de registo profissional para o exercício de medicina privada, segundo documentos interceptados pelo SAVANA.
A SOS, Serviços de Assistência Lda, foi lecenciada em Dezembro de 2001 e desde então começou a exercer as suas actividades em Maputo.
A SOS tem como accionistas maioritários a NETCARE, a maior cadeia de clínicas fora dos Estados Unidos da América.
Informações em poder do SAVANA apontam que, como resultado do imbróglio, a NETCARE está a reconsiderar um seu projecto de instalação de uma unidade hospitalar em Moçambique, avaliada em 50 milhões de dólares norte-americanos.
Um jurista próximo da SOS diz que `o que se sente é que o Ivo Garrido quer controlar o mercado, ele sente-se ameaçado porque a SOS presta serviços que a 222, onde ele é sócio, não está em poder de dar concorrência neste momento´.
A SOS tem contratos com embaixadas ocidentais para `casos de emergência´e `situações de evacuações´, como disse uma fonte. `Ninguém mais pode providenciar o tipo de serviço que nós prestamos´, referiu.
`Não percebemos porque é que fecharam os nossos serviços porque nós prestamos serviços com padrões internacionais, as embaixadas norte-americana, alemã, canadiana, dinamarquesa, sueca, suiça e outras têm contratos connosco e antes da celebração dos mesmos, eles mandaram médicos especializados para inspeccionar a qualidade dos nossos serviços como condição para assistirmos os seus concidadãos´.
O porta-voz do MISAU, Martinho Djedje, explicou ao SAVANA que o `Ministério da Saúde faz, por tradição, inspecções rotineiras ao sector privado´.
Dentro deste espírito, detectámos que havia alguma irregularidade particularmente no que diz respeito ao registo de pessoal técnico profissional´.
Nós encerramos a SOS até que eles regularizem a situação´...

30-06-2005

Bush propõe quase mil milhões de euros para luta contra a malária

O presidente dos Estados Unidos propôs hoje a doação 1,2 mil milhões de dólares (993 milhões de euros) para combater a malária em África, como parte de uma série de iniciativas visando reduzir a pobreza no continente. Numa primeira fase, segundo Bush, o dinheiro reverterá a favor de Angola, Tanzânia e Uganda, estando prevista a ajuda a mais nove países até ao final de 2008.
Num discurso em Washington sobre os objectivos para a Cimeira do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), o presidente George W. Bush defendeu também programas para fomentar a educação das mulheres, dotado de 330 milhões de euros, e proteger as mulheres e crianças da violência e abusos sexuais, no valor de 45,5 milhões de euros.
O programa contra a malária pretende reduzir em 50 por cento, durante um período de cinco anos, o índice de mortalidade provocado pela doença, que mata um milhão de pessoas por ano em África.
"Sabemos que um programa em grande escala pode vencer esta doença em várias regiões e o mundo deve tomar a iniciativa", assinalou Bush.
Numa primeira fase, segundo Bush, o dinheiro reverterá a favor de Angola, Tanzânia e Uganda, estando prevista a ajuda a mais nove países até ao final de 2008.
A iniciativa vai abranger 175 milhões de pessoas nos 15 países mais afectados pela doença, acrescentou Bush.
Além dos objectivos para a Cimeira do G8, o presidente Bush acusou o presidente do zimbabueano, Robert Mugabe, de destruir o Zimbabué, apelando aos países vizinhos para evitarem esta situação.
O presidente norte-americano viaja na próxima semana para a Escócia para participar na Cimeira do G8 - Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia - que decorre entre 6 e 8 de Julho, em Glenagles, na Escócia.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 30.06.2005

28-06-2005

Levanta o Chefe’ já existia muito antes do Viagra

Vuxhankuzi (Levanta o Chefe), Watchapaipe (Lava a Máquina), Kathaza e Massake são alguns dos nossos Viagras, usados há muito pelos homens e mulheres a reencontrarem o prazer sexual.

Muito antes do laboratório Pffizer anunciar o lançamento do seu célebre medicamento que, segundo consta, “até consegue levantar defuntos”, fazendo milagres a numerosos impotentes, sobretudo os de idade avançada, que pensavam que a “coisa não levantava mais”, nós por cá já tínhamos, afinal, remédios tão milagrosos e potentes como o Viagra.

Só com uma diferença: não têm tanta publicidade, não vêm em frascos de vidro, não têm rótulos, nem códigos de barra. Alguns vendedores desses medicamentos naturais contra a impotência, disseram ao Fim de Semana ter há ouvido falar do sucesso da droga americana, conhecida por Viagra, uma pílula capaz de pôr um homem impotente com o pénis eriçado, em pouco menos de 30 minutos e durante mais de hora e meia.

Mas ao que o Fim de Semana recolheu junto de vários vendedores destes remédios milagrosos “made in Mozambique”, os nossos curandeiros não estão atrapalhados com o surgimento do estrangeiro Viagra porque, mesmo antes dele, já se vendiam o Vuxhankuzi, Watchapaipe e outros, todos contra a impotência sexual, sendo usados por homens e mulheres de todas as idades.

O grau da eficiência desses medicamentos é testemunhada pela sua procura. Não se sabe quando é que foram descobertos, mas Jerónimo Mulhovo, um médico tradicional, acredita que o uso dessas raízes está associado à emancipação da civilização e cultura bantu há séculos, bem antes do Viagra, claro. “Comecei a vender esses medicamentos há sensivelmente 15 anos. A minha avó é que me ensinou a colher essas raízes no mato e nunca me disse quando é que começaram a utilizar para resolver os problemas de impotência sexual nos homens“, conta Mulhovo que diz ter muitos compradores dos seus produtos afrodisíacos.

De acordo com o curandeiro e vendedor de medicamentos tradicionais, na Praça do Xipamanine, em Maputo, as raízes têm “muita procura e gozam de uma eficiência respeitável”.

“São homens e mulheres de todas as idades que cá aparecem para comprar Vuxhankuzi e Watchapaipe, para serem potentes sexualmente”, conta Mulhovo, acrescentando que as solicitações para a preparação dos medicamentos da impotência sexual até agora ultrapassam as suas capacidades de resposta e, por isso, tem optado por empregar alguns familiares para o ajudarem na sua preparação.

Segundo Mulhovo, as raízes que ele vende “nunca mataram ninguém e levantam o ‘material’ em pouco tempo”.

“Li no Fim de Semana sobre o Viagra que até vocês disseram que já matou algumas pessoas. Nós aqui vendemos os medicamentos que não matam e que levantam o “material” do homem em pouco tempo (30 minutos) - esses são os Vuxhankuzi ou seja “Levanta o Chefe” e Watchapaipe o que quer dizer, “Lava a Máquina“, esses dois tipos de medicamentos, já comprovaram junto dos pacientes a sua eficiência e encontraram o melhor consumo nas pessoas entre homens e mulheres de todas as idades”, conta Mulhovo.

Para a administração do Vuxhankuzi e Watchapaipe, basta escolher a hora que se quer ter relações sexuais. Assim, faltando pouco tempo, toma-se o remédio e menos de meia-hora o pénis está em condições de atacar.

Caso o encontro não se efective, não se corre perigo de estar paralítico de alguns membros ou quaisquer danos no sistema genital, como já terá acontecido com o Viagra. Um dos pacientes que tomou este remédio americano acabou por ficar durante três horas com uma perna completamente dura, porque o remédio fez efeito num sítio errado.

Mulhovo disse ainda que as referidas raízes não só preparam o homem ou a mulher para aquele momento do prazer sexual, mas também se for usado durante um mês e com uma certa periodicidade, “acabará por completo a impotência sexual”.

“Esses medicamentos que adquirimos em Chidenguele, uma localidade na província de Gaza, curam a impotência e esterilidade nos homens e mulheres”, diz Mulhovo, acrescentando que a sua administração que é oral, não provoca efeitos colaterais.

“Para além destes medicamentos que nós aqui temos, existem outros importados que eu também vendo. São os Kathaza e Maissake, todos são raízes provenientes da Swazilândia, são eficientes e que nunca provocaram alguma desgraça nos seus utentes”, conta o curandeiro que diz que essas raízes são procuradas por religiosos, curandeiros, mulheres para si ou para os seus maridos. “Os majonijonis (mineiros moçambicanos na África do Sul) são os meus melhores clientes dos meus serviços”, disse Mulhovo.

Lourenço G., 52 anos, disse em conversa com o Fim de Semana que usou o Vuxhankuzi, o que o fez conseguir gerar dois filhos. “Comecei a tomar esses medicamentos em 1984 depois do meu «bicho ter caído» entre os anos de 1970 e 72, já não me recordo bem, porque estávamos em guerra, sempre que tomava o material levantava e fazíamos amor, e assim conseguimos o primeiro filho e depois o outro, agora temos usado (eu e a minha mulher) de vez em quando, porque agora sozinho ele já levanta” contou Lourenço, acrescentando que a ideia foi da sua mulher.

O Fim de Semana soube ainda que no Norte de Moçambique existem outras formas de “levantar o defunto”, através dos órgãos genitais de animais, como os cabritos ou porcos. “Presume-se que esses animais não sofrem de impotência sexual e daí o uso dos seus órgãos para o tratamento da doença”, disse Mulhovo, acrescentando que tentará trazer o medicamento para o Sul de Moçambique.

Fonte em Maputo

13-06-2005

HOSPITAL GERAL DE MARRERE CLAMA POR UMA REABILITAÇÃO

O Hospital Geral de Marrére em Nampula (HGM) clama pela sua reabilitação face ao avançado estado de degradação que o imóvel vem registando nos últimos tempos.

Segundo constatou no local o nosso Jornal, as paredes daquela importante infra-estrutura apresentam um aspecto pouco dignificante, com a pintura caduca, rachas nas paredes e vidros das janelas quebrados.

O deficiente estado de abastecimento de água constitui também outra “dor de cabeça”, que tem obrigado os respectivos pacientes a percorrerem distâncias consideráveis, à busca do precioso líquido, não só para o seu consumo, como para a própria higiene pessoal.

Lucas Cebola, director do HGM deu a conhecer que a reabilitação daquela unidade hospitalar será efectuada oportunamente, assim que sejam alocados os fundos necessários para o efeito. Neste momento o arcebispado é que está a disponibilizar o apoio para as beneficiações em curso. Explicou a fonte.

Aliás, Cebola apontou algumas actividades que já arrancaram, no âmbito das beneficiações prioritárias concebidas para o ano em curso, nomeadamente, a instalação de um tanque de água com vista a minimizar a necessidade dos enfermos ali internados, e a reabilitação da lavandaria e refeitório.

Por outro lado, a nossa reportagem teve ocasião de observar que a quantidade de camas existentes não cobre as necessidades das solicitações, a avaliar pelo número de internamentos, sobretudo de doentes de tuberculose, os mais evacuados para Marrere, onde aponta-se para um total de 81 pacientes internatos, destes 19 está associado ao HIV/SIDA. A situação será resolvida progressivamente. Disse-nos Cebola, a concluir.

De salientar, contudo, que o HGM conta, actualmente com um Gabinete de Atendimento e Testagem Voluntária (GATV).

Até à data o HGM conta com um total de 80 doentes de tuberculose, e 38 crianças na pediatria em regime de internamento.

WAMPHULA FAX – 14.06.2005

12-06-2005

Vacina para a malária na Manhiça

O principal problema do Centro de Investigação e Saúde da Manhiça é encontrar técnicos e manutenção para os microscópios, computadores e demais «tecnologias do século XXI num país do terceiro mundo», diz o administrador, o espanhol Juan Vives.

Fruto da cooperação espanhola, de uma fundação clínica de Barcelona e do apoio da Fundação de Bill e Melinda Gates, este Centro está na vanguarda da investigação sobre a malária. Foi aqui testado o último tratamento para a doença e anuncia-se para breve, com a Glaxo-Smithkline, a criação de uma vacina contra o flagelo, que só em Moçambique mata 200 em cada mil crianças com menos de cinco anos.

O centro transformou a Manhiça - a cerca de cem quilómetros de Maputo, para norte - num laboratório. Mais de 75.000 pessoas estão registadas, assim como todas as suas doenças, condições de vida, familiares, económicas. «Sabemos que as redes mosquiteiras funcionam porque as experimentámos e controlámos», explica Juan.

Ali actuam seis dos 800 médicos que trabalham em Moçambique. Além da vacina, em fase II de teste, o centro providencia tratamentos transversais contra as doenças que minam o país - a sida e as afecções respiratórias graves. E dá apoio pediátrico à população. «Dantes, pedir um enfermeiro era seis meses de espera», diz a directora do hospital contíguo, Joana Nachaque, que, com apenas 32 anos, é responsável por tudo o que ali se passa, do pessoal às seringas, passando pelas batatas para alimentar os doentes. «Agora é só pedir ao centro, eles arranjam-me na semana seguinte». O Centro de Saúde da Manhiça é, de facto, uma lança em África. Por ser um bom exemplo de cooperação por uma ONG e um centro de excelência em qualquer parte do mundo.

02-06-2005

Moçambique: Carlos Queiroz convidado especial de campanha contra sarampo e pólio

Carlos_queiroz_2 O ex-seleccionador português de futebol Carlos Queiroz é o convidado especial do Governo moçambicano para o início da campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, que começa este mês e se prolonga até Setembro.

Carlos Queiroz chegou hoje a Moçambique e já se reuniu com o ministro da Saúde, Ivo Garrido, para discutir as formas da sua participação na campanha de aplicação de vacinas a cerca de dez milhões de crianças.

A integração do treinador-adjunto do Manchester United na campanha enquadra-se no âmbito de um acordo assinado entre o ex- treinador da selecção portuguesa de futebol e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), um dos financiadores da iniciativa.

O Programa Alargado de Vacinação do ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) vai realizar este mês a campanha nacional contra o sarampo e, simultaneamente, a vacinação contra a pólio e administração de um suplemento com vitamina "A" na zona norte do país.

Em Agosto e Setembro, aplicará o mesmo tipo de vacinação no centro e sul do país.

Com o objectivo de ajudar a promover a campanha, foram convidadas personalidades do desporto moçambicano, designadamente Lurdes Mutola e Chiquinho Conde, e da área musical o cantor Stewart.

Em declarações à imprensa, Queiroz considerou a sua "humilde ajuda uma maneira de incentivar os pais das crianças moçambicanas (dos zero aos quatro anos) a aderirem em massa a esta iniciativa governamental".

"Pretendo incentivar e apoiar esta iniciativa (campanha de vacinação), para fazer compreender aos pais o sentido desta campanha", disse Queiroz, que já gravou quatro anúncios que vão passar em breve na rádio e televisão do país.

O ex-seleccionador português disse que acedeu ao convite do governo moçambicano como forma de "retribuir o sucesso alcançado, graças ao apoio que prestou às crianças", durante a sua carreira desportista.

"A minha carreira profissional foi de sucesso por ter sido ligada às crianças, pois atingi um patamar que nem imaginava", disse, destacando a necessidade de se organizar este tipo de actividades que "poderão permitir identificar talentos".

"Estas campanhas podem ou devem estar ligadas aos clubes de futebol para daí se recolherem talentos", defendeu o treinador-adjunto da equipa britânica Manchester United.

AFRICANIDADE - 02.06.2005