28-04-2006

Albano Silva igual a si mesmo

O Dr. António Albano Silva escreveu-nos a longa prosa acima transcrita na sua qualidade de esposo da Senhora Luísa Diogo, Primeira-Ministra da República de Moçambique, sobre quem nós escrevemos na nossa edicão de 13 de Abril corrente, sublinhando que ela estava a desinformar o povo sobre o processo que levou à atribuição do imóvel do Estado, sito na Avenida do Zimbabwe número 720, ao seu filho Nelson Diogo da Silva.
Da longa prosa do Dr. Albano Silva, algumas passagens merecem os nossos comentários, o que o fazemos nos seguintes termos:
1. Clarificar, desde o início, que nunca nós pusemos em causa o direito do cidadão Nelson Diogo da Silva à habitação. Aliás, o que nos fez entrar no assunto foi a mentira da Primeira-Ministra de que havia alguém que dizia que o seu filho, Nelson, “ não tinha nenhuns direitos constitu-cionais”. Ora, isso nunca foi dito por ninguém, excepto pela mãe do próprio Nelson, na sua aparição televisiva.
2. Albano Silva insiste em que Faruk Gadit alimentou falsa expectativa a partir de uma denúncia de irregularidades na ocupação do imóvel em causa. “ Criou em vão uma expectativa. Mas ninguém lhe prometeu nada”.
Isso não é totalmente verdade, pois Faruk Gadit apresentou a denúncia numa altura em que estava em vigor na APIE um mecanismo instituido pelo então Conselho Executivo de Maputo, presidido por João Baptista Cosme, segundo o qual o cidadão que apresentasse denúncia de irregularidades na ocupação de determinado imóvel recebia da APIE uma senha numerada, com os dados do imóvel de-nunciado e que, caso a investi-gação comprovasse a denúncia feita, o denunciante ficava, automaticamente, candidato prioritário a inquilino desse imóvel (Vide a Informação da APIE publicada no Jornal Notícias de 11 e 13 de Setembro de 1991).
Portanto, caro Dr. Albano Silva, quem criou, em vão, expectativa no cidadão Gadit foi o Estado moçambicano personificado no então Conselho Executivo da Cidade de Maputo e supõe-se que Albano Silva, que é advogado, tem pleno conhecimento disso.
3. Albano Silva diz que nós defendemos o direito à restituição do imóvel a Faruk Gadit. É mentira. Nós apenas expusemos os contornos de um processo de arrendamento de uma casa pelo cidadão Faruk Gadit. Arrendar uma casa é diferente de restituir uma casa.
4. No seu estilo característico, Albano Silva dedica bons pedaços da sua prosa a falar da ligação de Faruk Gadit ao Estado português. Diz, por xemplo, a dado passo o seguinte: “Não acha imoral, Sr. director, que este indivíduo, depois de ter servido fielmente o Estado português, venha reclamar favores do Estado moçambicano que, em 1991, concedeu aos cidadãos nacionais o privilégio de adquirir imóveis do Estado por um preço acessível? Não seria melhor que o Senhor Faruk Gadit fosse pedir favores ao Estado português, a quem serviu fielmente, até à reforma?”. Esta afirmação não fica bem à pessoa de Albano Silva, que também serviu fielmente o Estado português, como alferes miliciano dos GEP (Grupos Especiais Paraque-distas), uma força militar de elite, para a qual se entrava em regime de voluntariado, para quem achasse que o SMO normal lhe não satisfazia os apetites, especialmente concebida para matar populações moçambi-canas suspeitas de apoiar a luta de libertação nacional. É caso para perguntar ao grande nacionalista Albano Silva: Quando era alferes miliciano dos GEP estava a servir fielmente que Estado? Estava a combater o Estado portu-guês? Estava, nos GEP, a servir a Revolução moçambicana?
Em nosso modesto entender, Albano Silva devia cuidar do que diz, sobretudo por estar num país pacífico e disponível a perdoar o passado de todos. Noutros países democráticos, seria muito difícil haver uma Primeira-Ministra cujo esposo foi de uma tropa colonial de elite com a missão de massacrar populações civis indefesas. Até seria impossível, nos arriscamos nós a pensar.
Se em Junho de 1982, Samora Machel perdoou a todos os comprometidos com o regime colonial, incluindo Albano Silva, por que é que tanto na aparição pública de Luísa Diogo, como na prosa do marido, há-de continuar relevante falar-se do passado colonial de Faruk Gadit? Aliás, o passado colonial de Faruk Gadit resume-se ao facto de, como milhares de moçambicanos, ter feito carreira no funcionalismo colonial, dele não constando notícia de excessos contra as populações que serviu, ao arrepio de certos arrivistas, hoje armados em patriotas impolutos , como se nos pudessem fazer esquecer a sua proveniência externa e a situação de beneficiários do esbulho das melhores terras deste país, a milhares de nativos para permitir que eles e seus ascendentes aí se fixassem, com casas e alfaias agrícolas disponibilizadas pela administração colonial, em relação à qual agora aparecem a dizer que lhes era ou foi ruim! Na óptica do casal Silva, o perdão de 1982 não abrange Faruk Gadit, que tem de continuar a ser rotulado como tendo servido fielmente o Estado português? Ou pensa Albano Silva que está num país de analfabetos em que ninguém se lembra do passado de cada um de nós?
5. Numa outra mentira desbragada, Albano Silva escreve o seguinte: “Quem atribuiu o imóvel ao Nelson Diogo da Silva é a APIE, legítimo locador e legítimo representante do Estado, proprietário do imóvel que o considerou livre e disponível para dar de arrendamento ao meu filho Nelson Diogo da Silva, em princípios de 2005”.
Na verdade, não foi a APIE que atribuiu o imóvel ao Nelson. Quem atribuiu o imóvel foi o ex-ministro das Obras Públicas e Habitação, Roberto White, em despacho, datado de 29 de Dezembro de 2004, exarado sobre o requerimento que Nelson Diogo da Silva dirigiu àquele titular no dia anterior, isto é, a 28 de Dezembro de 2004, despacho esse comunicado à APIE a 4 de Janeiro de 2005.
Portanto, o cidadão Nelson Diogo da Silva dirige um requerimento ao ministro das Obras Públicas e Habitação (e não à APIE) no dia 28 de Dezembro e consegue um despacho favorável do ministro no dia seguinte, ministro esse que já não o era em virtude de o seu governo haver sido exonerado em bloco, pelo Presidente Chissano, em Novembro de 2004.
O Senhor Dr. Albano Silva acha que tudo isto não aconteceu devido à influência da mãe do Nelson Diogo da Silva. O Dr. Albano Silva e a Dra. Luísa Diogo acham que isto aconteceu, simplesmente, porque Nelson Diogo da Silva é um cidadão moçambicano com direitos constitucionais em dia e em idade de se casar! Quem dera aos restantes jovens moçambicanos possuirem metade dos direitos de Nelson Diogo da Silva!! Aqui, no Jornal, possuimos a cópia do despa-cho do ex-ministro das Obras Públicas e Habitação a atestar o que estamos a escrever. Então, por que é que uma figura do calibre de Albano Silva tem necessidade de mentir? Só para defender uma irregularidade processual na atribuição de um imóvel ao seu filho?
6. Outra coisa, que em condições normais bradaria aos céus, é o que vem no contrato de arrendamento celebrado entre a APIE e Nelson Diogo da Silva. No espaço onde se pergunta a profissão do titular do contrato vem escrito “Estudante” e no espaço reservado ao agregado familiar do titular do contrato vem o seguinte:
-António Albano Silva – Advogado;
-Luisa Dias Diogo – Estado;
-João Nuno Diogo da Silva – Estudante;
-Laura Solange Diogo da Silva – Estudante.
Ora, um estudante de nome Nelson Diogo da Silva empenha-se em procurar uma casa para albergar seus pais, aparentemente, sem habitação para viver! E que casa? Uma moradia isolada, com seis quartos e quatro casas de banho, cuja renda mensal não atinge os seiscentos mil meticais!!!
7. Finalmente, e como não se poderia calar, escreve Albano Silva: “Fizemos este esclareci-mento, conscientes de estarmos a lidar com um jornal hostil que nos tem perseguido, desde o julgamento do “caso Cardoso” e que tem prestado serviços relevantes àqueles que lhe tentaram assassinar em 1999, àqueles que provocaram o desfalque de 144 biliões de meticais no BCM, em 1996, e àqueles que mandaram assassinar Carlos Cardoso em Novembro de 2000".
De facto, este jornal nunca foi hostil a ninguém e, muito menos ao Dr. Albano Silva, o qual até tem elogiado algumas das nossas edições. O que este jornal nunca permitiu ao Dr. Albano Silva é que venha aqui dar ordens editoriais, tal como é seu costume em alguns órgãos desta praça.
Lidamos com o Dr. Albano Silva desde 1996, noutro semanário, e, a partir dessa altura, começamos a divergir naquilo que ele acha relevante um jornal publicar. Para Albano Silva, os seus inimigos e adversários deveriam ser, igualmente, inimigos e adversários do jornal, o que é inaceitável quanto a nós. Para Albano Silva, um procurador da República, um juíz, um jornalista que não pactuem com as suas teses jurídicas, então, são colaboradores do crime organizado! Para ele, e pelos vistos, um jornal que ouse apresentar uma versão de acontecimentos diferente do seu pensamento, então, esse jornal colabora com o crime organizado. Por isso, nos considera um jornal hostil a si.
Seja qual for a sua apreciação sobre o nosso trabalho, conti-nuamos a garantir que aqui, neste pequeno cantinho, Albano Silva não dá e jamais dará ordens editoriais.
Era isto o que se-nos oferecia dizer sobre a prosa de Albano Silva. Há muito mais coisas a dizer sobre esta figura esquisitamente interessante da nossa praça pública, mas o espaço de jornal não dá para dizer tudo.
Salomão Moyana - ZAMBEZE - 27.04.2006

26-04-2006

MOÇAMBIQUE PARA TODOS

Ao passar o 2º Aniversário do MOÇAMBIQUE PARA TODOS e com o ultrapassar das 200.000 visitas, apenas me resta agradecer a amizade de todos e, apesar de ser um trabalho individual, continuar a merecer a vossa companhia e dos vossos comentários.
MOÇAMBIQUE PARA TODOS arquiva neste momento 2875 entradas sobre variadíssimos temas e 661 comentários.
Para avaliação do alcance do MOÇAMBIQUE PARA TODOS anexo um quadro com a origem, por países, dos visitantes a este sítio:
- Download quadro_de_localizao_dos_visitantes_de_moambique_para_todos.doc
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE

25-04-2006

África Oriental

Por Fernando Lima
No espaço amplo e confortável de um hotel do grupo Aga Khan, o “boss” do “grupo Nation” explica as oportunidades perdidas do Quénia, quando nos anos 60 os seus indicadores económicos não estavam tão distantes de Singapura, Malásia, a Tailândia e as Filipinas.
O executivo fala grosso, curto. Com autoridade. É apenas o chefe do mais poderoso grupo media da África Oriental que estende os seus interesses à Tanzânia e ao Uganda. Os seus produtos estendem-se pelos jornais, revistas do coração, rádio e televisão. As tiragens põem em sentido qualquer casa editora europeia. As suas tipografias fazem sair à rua diariamente meio milhão de jornais em língua inglesa e swahili. Sem ser um afro-pessimista, o executivo interroga-se em voz alta sobre o que correu mal para os “tigres asiáticos” terem disparado nos últimos 20 anos, deixando irremediavelmente o Quénia para trás.
O índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas em 2005 não pode ser mais explícito. Singapura está entre os 25 mais avançados, a Malásia está no 61º lugar, a Tailândia no 73º lugar, as Filipinas no 84º e o Sri Lanka no 93º. O Quénia ocupa o 154º lugar e os seus pares da comunidade da África Oriental estão no 144º posto, o Uganda e a Tanzânia no 164º lugar. O executivo queniano fala de falta de ambição e as “querelas típicas dos políticos africanos”. Sobre a primeira, aponta que as metas devem ser Nova Iorque ou Frankfurt e não se deixarem ficar tranquilos por Nairobi ser mais desenvolvida que Dar-es-Salaam.
Sobre as quezílias disse que o jantar não dava para as enumerar todas: seis dos seus jornalistas foram expulsos da Tanzânia por as autoridades deste país se terem recusado a renovar os vistos de trabalho. Em Kampala, a polícia de Yoweri Musseveni fez um “raid” às instalações do jornal “Monitor” destruindo equipamento e consumíveis e prendendo jornalistas. Em Nairobi, há duas semanas, a polícia foi ao grupo rival “Standard”, destruiu e danificou computadores, impressoras e inutilizou bobines de papel. Nós outros que nos orgulhamos da SADC só podemos ficar encolhidos na nossa pequenez perante os números da África Oriental.
Concretamente no nosso país, há apenas um semanário que ultrapassa a casa 10 mil. Em Luanda, a maioria dos semanários imprime pouco mais de mil exemplares numa tipografia que prepara os jornais página a página. Fui de novo à “bíblia” das Nações Unidas para tentar compreender os números esmagadores dos nossos vizinhos do norte e a sua verdadeira explosão de canais de rádio e televisão regionais. Os PIBes (Produto Interno Bruto) per capita não explicam muito. O Quénia tem 450 dólares, Moçambique tem 230, mas a Tanzânia tem apenas 287 e o Uganda 249. Os telemóveis começam a ser “desestabilizadores.
O Quénia tem 50 aparelhos por 1000 habitantes, para 23 em Moçambique. Quanto a ligações à Internet, o Quénia regista 18 por 1000 habitantes, Moçambique fica-se pelas 6. Provavelmente há dois elementos que explicam melhor o sucesso do “boom” da comunicação social na África Oriental e o seu modelo de expansão regional (apesar dos obstáculos dos políticos). A comunicação em swahili não tem fronteiras entre os três países. As taxas de alfabetização são bem mais elevadas que em Moçambique: Quénia (73,6%), Tanzânia (69,4%), Uganda (68,9%). Moçambique: 46,5%. O tempo não deu para explorar outros mistérios que explicam o porquê de quenianos, ugandeses e tanzanianos lerem tão avidamente centenas de milhares de jornais. Todos os dias.
SAVANA - 14.04.2006

24-04-2006

Estamos hoje a 24 de Abril, véspera da comemoração dos 32 anos do 25 de Abril de 1974

Miudos_vitimas
MOÇAMBIQUE PARA TODOS oferece aos seus visitantes uma retrospectiva de situações, factos e comentários de vários textos editados pelo prestigiado Jornal Português de Economia e Finanças, no seu número de Dezembro de 1983, de que reproduzimos os temas, quer políticos, económicos ou de História, preferencialmente relacionados com Portugal e o ex-Ultramar, que a uns reavivará a memória e a outros (especialmente os mais novos) dará a conhecer factos e situações de que ninguém fala.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE

Veja em:
Download EF443DEZ1983.pdf

NOTA: Devido à extensão do documento aconselhamos a sua impressão

17-04-2006

O "NOTÍCIAS" de Maputo na net

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A Sociedade do Notícias, SARL, criada em 1961 tem por objecto a exploração da área gráfica e editorial. A sua principal actividade é, a produção, exploração comercial e distribuição em Moçambique e no Mundo, do jornal diário Notícias, fundado a 15 de Abril de 1926 e publicado em Maputo, Capital da República de Moçambique.
O Notícias na Internet, corresponde à ambição de crescimento, liderança do mercado da imprensa escrita nacional, prestação de melhor serviço aos moçambicanos na diáspora, alternativa moderna para os nossos anunciantes internos e externos. Desta forma, o Notícias contribui na divulgação, no mundo, das realizações do país nos diversos domínios da vida política, económica, cultural e social.
O Notícias publica, também, um suplemento cultura e um suplemento económico. Estes dois produtos jornalísticos poderão, também, ser visitados neste site que hoje, 15 de Abril de 2006, passa a estar disponível. A Sociedade do Notícias, SARL, também é proprietária dos semanários Domingo e Desafio.
Num mundo globalizado, onde a nossa Empresa tem um papel de destaque queremos, com o conjunto dos nossos serviços e produtos, oferecer uma alternativa de vanguarda aos nossos leitores e clientes, aqui em Moçambique e no estrangeiro. Cumprimos, com rigor, a razão da nossa existência: ser uma grande família constituída, não só pelos jornalistas, técnicos e demais trabalhadores desta Casa, mas também por si que, a partir de hoje, vai nos visitar sempre neste nosso site. http://www.jornalnoticias.co.mz/pt/sociedade

O Conselho de Administração

NOTA: Parabéns ao "NOTÍCIAS" por mais esta iniciativa, embora a mesma já devesse ter acontecido há muito mais tempo.

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE

16-04-2006

Colocando as “idiotices” de Sérgio Vieira no seu contexto!

O colunista do semanário “domingo”, Sérgio Vieira, disserta, a 9 de Abril corrente, sobre “escrever idiotices”, onde, entre vários tiros disparados no escuro contra a classe jornalística, desagua numa posição de ataque frontal a um pensamento nosso veiculado em editorial há semanas atrás.
Escreve o colunista, a dado passo, o seguinte:
“ Um colega desse articulista na ignorância ou apenas na precipitação de escrever e agradar a alguém lá fora, a propósito do assassinato, a todos os títulos, condenável do deputado Mascarenhas, especula e brinda-nos com esta estultíci : Parece que estamos a voltar aos tempos do SNASP, aos tempos de grave limitação das liberdades fundamentais dos cidadãos, incluindo a liberdade de viver tranquila e livremente”.
Continuando, Sérgio Vieira, que já foi ministro do SNASP, acrescenta:
“Esse jornalista, no passado afastado de uma escola, docente, por comportamento indevido, o que sabe do SNASP? As vidas salvas pelo SNASP? A neutralização de tentativas de crimes pelos serviços rodesianos? A descoberta das provas da cumplicidade de Banda com os crimes cometidos contra as populações de Moçambique? As intervenções que bloquearam tráfico de armas para desmobilizar países vizinhos e amigos? O resgate de reféns? O desmascarar as violações da DMI sul-africana de acordos firmados visando abaixar o nível de confrontação militar no sub-continente? O haver provado se dotava de armas nucleares para atacar Moçambique e Angola? O que pretende atingir esse jornalista?....”
Vamos olhar, de perto, os arrazoados deste ilustre colunista da praça.
Começa por dizer que o nosso escrito ou foi “por ignorância ou por precipitação de escrever para agradar a alguém lá fora”.
Nem uma coisa nem outra. Não somos ignorantes sobre o que dizemos e escrevemos. Somos moçambicanos atentos e contribuintes do processo de desenvolvimento do País, muito antes da criação do SNASP. A nossa vida não começa com o SNASP, pelo que possuímos elementos de comparação entre os períodos anterior, durante e depois do SNASP. Também nunca escrevemos para agradar a “alguém de lá fora”, pois o nosso público-alvo está cá dentro de Moçambique, o nosso público-alvo são leitores residentes em Moçambique. É por isso que temos bancas de revenda do jornal em todas as províncias do País e ainda não conseguimos ter nenhuma banca lá fora. Portanto, se conseguimos agradar a alguém, esse alguém é o nosso leitor principal e ficamos satisfeitos com isso. Mas, também desagradamos alguns leitores, como o demonstra a raiva escrita do colunista Sérgio Vieira.
Vieira escreve, logo a seguir, uma lamentável mentira, insinuando coisas que a termos que debatê-las abertamente iríamos, tristemente, lembrar em público o racismo e outras coisas feias envolvendo a pessoa da falecida Dra. Luisa Vieira (Paz à sua alma!), esposa do colunista.
São processos históricos que o colunista Vieira não possui capacidade nem serenidade para debatê-las com a isenção necessária porque não os viveu, pelo que, a não ser que nos peça, nós preferimos ser superiores a intrigas de pessoas habituadas a “lixar” os outros.
Em nosso modesto entender, Sérgio Vieira labora em vários equívocos, sendo o principal deles o de continuar a pensar que ainda detém os poderes que detinha como chefe do SNASP, incluindo o poder de mandar calar e matar as pessoas que tinham uma opinião contrária à sua.
Felizmente, hoje as coisas mudaram e não mudaram graças a pessoas como Sérgio Vieira, pois para essas pessoas, felizmente poucas, o tempo do SNASP era o áuge do bem-estar das populações e, sobretudo, deles próprios que tanto podiam enganar, como chicotear e/ou fuzilar, pública e impunemente, parte dessas populações.
Portanto, temos a plena consciência de que estamos a discutir com um homem parado no tempo do SNASP e que até lhe convém uma defesa acérrima dessa instituição, de trsite memória, da qual foi chefe máximo durante uma parte da sua vida.
Se o SNASP possui todas as glórias e virtudes acima evocadas por Sérgio Vieira, qual foi a razão do seu desmantelamento? Ou seja, se o SNASP fazia tão bem ao povo moçambicano por que é que foi desmantelado? Ou por que é que o Senhor Sérgio Vieira, que foi parlamentar durante uma infinidade, nunca propôs a sua recuperação, só o fazendo como colunista de jornais?
Nós, que nunca colaboramos com organizações repressivas do povo, estamos muito à-vontade ao falarmos deste assunto e desafiamos o ex-ministro do SNASP a provar que alguma vez fizemos algo similar com uma colaboração com o SNASP.
Enquanto Sérgio Vieira só vê coisas floreadas sobre o SNASP, Samora Machel, digníssimo tribuno desta nação, via o SNASP como o povo o via, isto é, como uma organização demasiado infiltrada por pessoas de conduta duvidosa e que se serviam dela para reprimir, torturar e assassinar o povo, razão pela qual Samora convocou um comício popular no dia 5 de Novembro de 1982, no qual disse o seguinte sobre as Forças de Defesa e Segurança, em particular sobre a “dama” do colunista Sérgio Vieira:

· “Elementos infiltrados nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) espancam e torturam o povo sob vários pretextos. A agressão e tortura são usadas como um meio de punição de erros, muitas vezes imaginários; como um meio de fazer as pessoas confessar crimes, cometidos ou não, como um meio de intimidação, de impedir que a população denuncie crimes cometidos por esses infiltrados; para extorquir bens da população e como forma de vingança pessoal.

· Elementos infiltrados nas FDS fazem prisões arbitrárias nas seguintes circunstâncias: como forma de resolver querelas pessoais, como vingança contra pessoas que apresentam queixas de abusos cometidos por eles, para intimidar a população, para roubar os bens dos detidos, para ficar com as casas dos detidos, para abusar das esposas e filhas dos prisioneiros, para abusar das mulheres detidas.

· Infiltrados nas FDS também abusam das mulheres em outras circunstâncias tais como: violação sexual usando a força física ou ameaçando com arma; violação sexual de menores tanto usando a força ou usando o prestígio do uniforme ou da estrutura a que estão infiltrados; seduzindo e engravidando raparigas depois de promessas de casamento que não são cumpridas; sedução de mulheres casadas usando prestígio do uniforme ou das estruturas; ofensas contra o pudor forçando mulheres a despirem-se sob ameaças ou falsos pretextos.

· Infiltrados nas FDS roubam da população, particularmente nas seguintes circunstâncias: ataques armados, extorsão na estrada e nos pontos de controle fronteiriço, usando o pretexto de que confiscam os bens para o Estado; arrombamentos de casas nos arredores dos quartéis em que os ladrões escondem-se dentro dos próprios quartéis.

· Infiltrados nas FDS recrutam seus familiares e amigos para estas forças na base do nepotismo criando assim uma rede de compromissos que muitas vezes transformam-se em cumplicidade nos desvios e crimes cometidos.

· Infiltrados nas FDS, em particular no SNASP, reproduzem o estilo e métodos de trabalho da polícia secreta capitalista na tentativa de intimidar e aterrorizar a população”.(In “The Enemy Within”, Colecção Bulding a Nation, 1982, Maputo).

É a isto, caro colunista Sérgio Vieira, que nós não queremos regressar mais. É a isto que nos referimos quando alertamos que não devemos aceitar voltar ao período de grave limitação das liberdades dos cidadãos, como acima está descrito.
À pergunta do colunista Vieira sobre “o que pretende atingir esse jornalista”, respondemos que pretendemos atingir um estágio democrático em que jamais seja possível voltar ao tempo do SNASP.
Não queremos, jamais, que esse período sinistro da História Nacional se repita!
Salomão Moyana - ZAMBEZE - 13.04.2006

Centro de Estudos Brasileiros presidido por moçambicano pela 1ª vez

O escritor e jornalista Calane da Silva tornou-se esta semana no primeiro moçambicano nomeado para o cargo de director do Centro de Estudos Brasileiros (CEB), através de concurso público, o que também acontece pela primeira vez.
Em comunicado de imprensa, a Embaixada do Brasil em Maputo refere que abriu a possibilidade de os moçambicanos ocuparem a direcção do CEB, com o objectivo de "reforçar a irmandade entre os dois países, no espírito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" (CPLP).
Antes desta inovação, os directores do CEB eram seleccionados no Brasil, sublinha a mesma nota de imprensa.
O CEB desenvolve em Moçambique várias iniciativas de âmbito cultural e académico, destacando-se o "Programa Convénio Estudantes", que permite aos estudantes moçambicano fazerem cursos de graduação e pós-graduação nas universidades brasileiras.
No quadro desse programa, o CEB seleccionou este ano 13 candidatos a cursos de licenciatura, de entre 16 concorrentes, e 15 para cursos de pós-graduação, de 27 inscritos.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 14.04.2006

Jornalista condenado a oito meses de prisão por extorsão

Um jornalista do semanário Zambeze, editado em Maputo, foi quinta-feira condenado a oito meses de prisão por extorsão e chantagem contra um funcionário do Fundo de Fomento Pesqueiro (FFP), que se encontra detido por acusações de corrupção.
O jornalista, Osvaldo Tembe, 30 anos, foi expulso há cerca de um mês dos quadros do Zambeze, após ser perseguido até à redacção do semanário por agentes da polícia moçambicana, que haviam combinado com o filho do trabalhador do FFP uma forma de surpreender o repórter a receber uma das tranches da extorsão.
Na altura da sua detenção, Tembe reconheceu perante o editor e o director do Zambeze, bem como de agentes da polícia, ter recebido cerca de 1400 euros que exigiu da vitima, para não publicar alegadas provas do seu envolvimento em actos de corrupção no FFP, tutelado pelo Ministério das Pescas de Moçambique.
Com base nesses factos, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo entendeu estar provado o crime de chantagem e extorsão, condenando o jornalista a oito meses de prisão e a uma multa diária de cerca de 30 cêntimos do euro até um mês.
"O sucessivo recebimento de dinheiro é prova bastante de que o réu previa as consequências da sua conduta, por um lado, e as mensagens por telemóvel enviadas para o ofendido e confirmadas pelo réu durante o julgamento reforçam a prova de que cometeu o crime de que vem acusado", afirmou o juiz do caso.
Pelo facto de ter aguardado julgamento em prisão preventiva durante um mês, Osvaldo Tembe irá cumprir em princípio apenas sete dos oito meses, pena que pode ser reduzida até à metade, caso revele bom comportamento na penitenciária.
Apesar de serem frequentes os rumores de actos de corrupção na classe jornalística moçambicana e até de denúncias recentes feitas pela procuradora-geral adjunta, Isabel Rupia, e pela presidente da Liga dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, de práticas ilícitas, é a primeira vez que um jornalista é preso e condenado por corrupção em Moçambique.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 14.04.2006

Conselho Islâmico levanta boicote ao semanário Savana

O Conselho Islâmico de Moçambique (CIM) anunciou hoje ter levantado o boicote que em Fevereiro lançou contra o semanário Savana, na sequência da publicação pelo jornal das polémicas caricaturas do profeta Maomé.
Um comunicado assinado pelo presidente do CIM, xeque Aminuddin Moahmad, reitera "indignação e repúdio pela publicação das infamadas caricaturas do sagrado profeta Maomé".
No entanto, o CIM justifica com o "dever de fomentar a paz e manter a harmonia" a sua decisão de levantar o boicote a um dos principais jornais de Moçambique.
O CIM adianta que fica "reservado ao muçulmano, na qualidade de cidadão em exercício livre dos seus direitos, agir em fé e consciência, dentro do espírito da lei" nas suas relações com aquele jornal.
O boicote ao Savana, propriedade da Mediacoop, que também detém o diário por fax Mediafax, foi lançado a 17 de Fevereiro pelo CIM, que considerou "um grosseiro insulto à comunidade muçulmana" a publicação de sete caricaturas de Maomé.
Apesar dos pedidos de desculpas, a comunidade muçulmana manifestou-se nas ruas de Maputo contra o jornal depois de, logo no dia da publicação dos desenhos, alguns dos seus elementos terem vandalizado as instalações daquele órgão de informação.
A comunidade muçulmana de Moçambique é a mais forte do ponto de vista económico mas a sua força raramente se estende ao poder político, como ainda recentemente se queixaram alguns dos seus líderes por não se sentirem representados no novo Conselho de Estado nomeado pelo presidente da República, Armando Emílio Guebuza.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 13.04.2006

10-04-2006

Correspondentes em Portugal de média africanos

O jornalismo da pacificação contra as notícias distorcidas
JOÃO PACHECO

Os três jornalistas dos PALOP em Portugal são unânimes na crítica à forma como África e os seus imigrantes são retratados pelos média portugueses.
Hoje Marco Rocha será uma das caras mais reconhecidas pelos telespectadores cabo-verdianos. Ele que chegou a ser olhado com a desconfiança dedicada aos polícias à paisana, quando tentava apenas falar sobre pratos tradicionais da Consoada com membros da comunidade cabo-verdiana residentes num bairro degradado da Amadora.
Foi durante a sua primeira reportagem como correspondente em Portugal da Rádio Televisão de Cabo Verde (RTV). Era Novembro e Rocha pensou em contar como a comunidade cabo-verdiana radicada em Lisboa planeava passar o Natal. Foi até ao bairro da Azinhaga dos Besouros e começou a tentar falar com imigrantes cabo-verdianos. "Cheguei ao bairro às quatro da tarde e a primeira pessoa falou comigo às sete ou às oito", conta o jornalista, achando piada à sua ingenuidade de há quase dez anos.
Além de ter a pele mais branca que negra, Marco chegou vestido de gravata e a falar
português. "Ficaram alarmados, pensaram logo: Este não é cabo-verdiano, é português." O jornalista não correspondia mesmo ao modelo de operário da construção civil, considerado no bairro como
sinónimo de "imigrante cabo-verdiano".
Aliás - para lá de auto-retratos redutores - a imagem dos imigrantes é distorcida também pelos média portugueses, considera Marco Rocha. E defende que os média deviam ter"outra postura" em relação às
comunidades imigrantes: "Tens notícia de primeira página quando um imigrante matou alguém. Não tens primeira página quando o filho de um imigrante ganhou uma medalha de ouro." Os imigrantes são "um bocado esquecidos [pelos média], só são lembrados quando há alguma desgraça".
A partir dessa primeira experiência na Azinhaga dos Besouros, o único correspondente a tempo inteiro da RTV e da agência noticiosa estatal Inforpress passou a falar sobretudo crioulo de Cabo Verde com os seus entrevistados da diáspora. Cabe-lhe fazer a cobertura noticiosa dos assuntos relacionados com as comunidades cabo-verdianas de quase todo o mundo e está sediado em Lisboa.
Por vezes trabalha em outros países, mas a base é este pequeno escritório lisboeta na sede da agência Lusa. Um espaço cedido pela Lusa, graças a um protocolo de cooperação entre a agência de notícias
portuguesa e as suas congéneres de países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).
No caso do jornalista da RTV a cooperação estende-se ainda à RTP, que lhe cede equipa de filmagem e transporte. E com quem Marco Rocha colabora há sete anos, fazendo trabalhos transmitidos sobretudo pela RTP África.
Actualmente haverá em Portugal correspondentes a tempo inteiro de meios de comunicação de três PALOP: Cabo Verde, Angola e Moçambique. E esses três jornalistas são os que restam de equipas um pouco maiores que foram reduzidas nos últimos anos.
Mesmo tendo em conta a tendência de desinvestimento em correspondentes, os média espanhóis têm 13 correspondentes em Portugal e os meios de comunicação do Brasil contam com cinco jornalistas. Isto
contando apenas com os membros da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal.
O trio de correspondentes de média dos PALOP faz de Lisboa a sua base de trabalho. São eles o angolano Jorge da Conceição e o moçambicano Sérgio Ngoca, além do já referido Marco Rocha.
Até onde der o passe LI
Comparados com as condições de trabalho do jornalista da televisão cabo-verdiana, os meios ao dispor de Sérgio Ngoca são muito modestos. Nada que deixe desanimado o correspondente em Portugal da Agência de Informação de Moçambique (AIM), tendo em conta que é funcionário da agência estatal de "um país catalogado como o mais pobre do mundo", mas que tem delegação em Portugal desde os anos setenta.
As condições de trabalho são "muito difíceis". Ou seja, "as possíveis", vai dizendo com o seu sorriso fácil. O que significa restringir muitas das deslocações ao perímetro coberto pelo passe social LI, algumas corridas de táxi e boleias oferecidas por outros correspondentes.
O correspondente da AM fala sentado à secretária do seu pequeno gabinete alugado pela Lusa no centro de Lisboa. De ambos os lados há fotografias emolduradas em que aparece a entrevistar Mário Soares e
António Guterres. E na parede atrás de si está pendurado um mapa político de África em mau estado.
Apesar das suas condições de trabalho, Ngoca não tem dúvidas em dizer que "as grandes apostas - dizem os entendedores - estão viradas para África. A Europa já deu o que tinha a dar". E por falar em economia, pega num jornal diário dedicado à actualidade económica, aproveitando para dar um exemplo dos "deslizes" recorrentes dos média portugueses no tratamento de assuntos relacionados com África. "Este colega nem leu o memorando...", lamenta Ngoca, referindo-se a um documento
assinado pelos Governos moçambicano e português. "Eu recorto isto e guardo para ver como não aprendi nada."
Em geral África é "mal vista" pelos média portugueses, diz Ngoca. "Só se fala em corrupção, doenças, guerras... E não vêem que também há coisas que estão a ser feitas para eliminar a corrupção, curar as
doenças, acabar com as guerras."
O jornalista angolano Jorge da Conceição concorda nas críticas aos média portugueses: "Aqui politiza-se muito a coisa", diz este jornalista especializado em política mas que - como correspondente da agência estatal Angop - trata todo o tipo de assuntos.
"O jornalismo é responsabilidade e muitas vezes é pacificação", defende Conceição. "Há algum exagero da nossa liberdade, às vezes: uma notícia mal dada pode ser conflituosa depois." Além de professor de
Jornalismo, o jornalista foi assessor de imprensa do Ministério do Interior de Luanda e considera que a liberdade de imprensa "começa a dar os primeiros passos em Angola: os jornais privados às vezes até
exageram".
Ao correspondente em Portugal da Angop cabe fazer "a cobertura de tudo o que tem a ver com a comunidade angolana", desde política a futebol. Além de escrever sobre todo o tipo de assuntos, Conceição faz as vezes de repórter fotográfico.
Não tem "tempo para ir muito para zonas mais degradadas" onde vive parte da comunidade angolana. Prefere falar de razões para ter orgulho em ser angolano. Como do futebolista Pedro Mantorras, que ainda ontem entrevistou.

Três percursos africanos

Marco Rocha
O mítico dia em que descobriu Cabo Verde no B-leza.
Quando chegou a Portugal, Marco Rocha teve um "grande choque". É que quando o imigrante cabo-verdiano volta para casa aparece com jóias de ouro e gravata, conta o correspondente em Portugal da RTV e da Inforpress. Já em Lisboa, Rocha ficou a conhecer as condições reais em que vive parte da comunidade cabo-verdiana. Em Cabo Verde já trabalhava na televisão e chegou a Lisboa em 1997 para integrara delegação da RTV como jornalista. Entretanto passou a ser o único membro da delegação e colabora há sete anos com a RTP, sobretudo com a RTP África. Licenciou-se em Ciências da Comunicação entre Lisboa e Porto, ao mesmo tempo que trabalhava como jornalista. Em Lisboa, Marco
sente-se em casa e fala da sua primeira ida à discoteca B-Leza como um dia mítico. "Como dizia o outro, Lisboa é a 11a ilha de Cabo Verde."

Jorge da Conceição
Huambo, Moscovo, Luanda, Zâmbia e Lisboa
Antes de ser nomeado correspondente da Angop em Portugal em 2001, Jorge da Conceição esteve um ano na Zâmbia, a acompanhar o processo de paz angolano. Foi professor de Jornalismo em Luanda, intérprete de castelhano e assessor de imprensa do Ministério do Interior. É jornalista da Angop há 22 anos e foi editor de um programa de rádio das Forças Armadas angolanas, com o objectivo de desmobilizar as forças da UNITA. Antes, estudara dois anos de Agronomia no Huambo e Jornalismo em Moscovo, onde foi jogador de basquetebol nas horas vagas. Agora trabalha como jornalista da Angop e gere a imagem de um piloto de Fórmula 3 que corre com as cores de Angola. Além de automobilismo e basquetebol, Conceição gosta de futebol: "Sou benfiquista há muitos anos e sinto quando o Benfica não ganha. O Mantorras precisa de mais oportunidades, mais horas de jogo."

Sérgio Ngoca
Um moçambicano num dos cantos do mundo
A música / Fell Good do telemóvel corta o discurso do jornalista moçambicano Sérgio Ngoca. Estava a dizer que "há uma subtileza no racismo português, com algum paternalismo". Concluirá que o racismo
"continua a ser a tal grande estupidez que anda no mundo". Ngoca tem 45 anos e um curso médio de Jornalismo trazido de Moçambique, onde já trabalhava para a Agência de Informação de Moçambique desde os 23.
Veio para Lisboa em 1997 já como correspondente da AIM e licenciou-se em Direito. Neste momento está a fazer um mestrado em Estudos Africanos no ISCTE e colabora esporadicamente com o jornal moçambicano Notícias. Pelo meio de opiniões sobre média, política internacional e outros assuntos sérios como a importância do estudo, Ngoca vai falando das suas dificuldades logísticas. Uma delas é o transporte. "Aqui não há essa coisa de esticar o dedo [boleia]. Se calhar por não ser tão clarinho ninguém pára, aceleram ainda mais. Isto é um pouco de humor..." Terá que ir embora já a seguir porque tem uma reunião marcada na Embaixada de Moçambique. O mais provável é ir a pé ou de
transportes públicos: "O meu selo [de passe social] é o L1: aí sei que encontro a comunidade." Ou como dissera há pouco, "a minha comunidade". Mesmo com as condições mínimas, Sérgio Ngoca considera
que "seria bom se em cada canto do mundo houvesse alguém de Moçambique a reportar. Em cada canto do mundo que decide sobre o outro mundo".
PUBLICO - 08.04.2006

31-03-2006

SEMANÁRIO SAVANA

SAVANA Maputo 24.03.06
semanário independente

Pela soma de temas de interesse, anexo o Semanário Savana na sua edição electrónica.
Veja:
Download savana_24_mar_06.pdf

16-03-2006

JORNALISTA OSVALDO TEMBE EXPULSO DO ZAMBEZE

Foi, na ultima terça-feira, expulso, pela direcção do “Zambeze”, e entregue a PIC (Policia de Investigação Criminal) o repórter do semanário, Osvaldo Tembe, por ter sido surpreendido a receber, em plena luz do dia, um envelope contendo 35 milhões de meticais de extorsão a uma família, alegadamente, para abafar a publicação de uma investigação jornalística, em curso, envolvendo um membro dessa família.
De acordo com dados da família lesada, confirmados pelo próprio repórter na presença da policia, Osvaldo Tembe, ao invés de proceder em conformidade com as instruções editoriais recebidas da sua chefia, enveredou por um discurso tipo “eu posso parar com essa reportagem se aceitarem pagar-me um determinado valor”, tendo exigido 2 mil dólares EUA como preço para “parar com a reportagem”, valor esse muito aquém das possibilidades da família aflita.
A família em causa fez, numa primeira fase, um adiantamento de 7.500.000,00 MT, que ele recebeu sem comunicar à sua chefia. Mas tarde o mesmo repórter recebeu, da mesma família, mais 3 milhões de meticais.
Contudo, e porque a extorsão já tinha se alojado no coração do repórter, ele continuou a exigir mais dinheiro a família em causa ate que esta comunicou o facto a Policia, abrindo-se um acto de denuncia da extorsão.
ZAMBEZE - 16/03/2006

09-03-2006

Novo semanário em Maputo

(Maputo) Há desde ontem mais um semanário editado em Maputo: o “Meia Noite”. A cerimónia de lançamento contou com a presença do presidente da República, A.E.Guebuza que ocupa integralmente a primeira página do hebdomadário com uma foto e várias páginas interiores com uma entrevista.
O acto de lançamento decorreu no Hotel VIP. Sobressaiu, entre cerca de duas centenas de convidados, a presença de um dos irmãos Seedat, o Director do Semanário «Savana», Kok Nam, e uma cadeira vazia à direita de Guebuza para o presidente do Município de Maputo, Eneias Comiche, que não se fez representar.
O editor do jornal chama-se Rogério Manjate, que assim se estreia no jornalismo. É uma figura conhecida como actor de teatro.
O jornal distingue-se dos outros semanários já existentes pela côr: amarelo. Tem 32 páginas.
Não foi anunciado quem são os donos do jornal, mas a sua edição é atribuída às «Produções Lua, Lda», uma sociedade em nome individual da jornalista da Televisão de Moçambique, Irene Brás.
Os irmãos Seedat (Faizal e Shafik) são proprietários do empresa que edita o jornal «Diário de Moçambique», na Beira, e de que se conhece Armando Emílio Guebuza e Arlindo Lopes (ex-PCA da TV de Moçambique) como titulares do alvará aparentemente alugado. Os irmãos Seedat são também sócios da «Tipografia Académica», uma das 3 tipografias existentes em Maputo capaz de produzir um jornal em off-set. As outras são a do «Notícias», pertencente ao «Banco de Moçambique» e empresas privadas avultadamente devedoras do Estado, e o «Cegraf» de Hermenegildo Gamito um proeminente empresário, banqueiro, causídico e deputado da Assembleia da República pela bancada da Frelimo.
Os irmãos Seedat estiveram no lançamento do novo semanário acompanhados por numerosos e distintos elementos da comunidade muçulmana.
O gerente do Hotel VIP, Gulamussen, quadro do partido Frelimo de que já chegou a ser deputado da Assembleia Popular, recebeu o chefe de Estado à porta do estabelecimento.
O semanário “meianoite” tem uma meia lua por cima do primeiro “i”, um símbolo que habitualmente referencia as iniciativas islâmicas. Confrontado com esse detalhe pelo «Canal de Moçambique» Mahomed Essak não quis fazer qualquer comentário alegando que apenas lhe coube organizar a cerimónia.
A Directora Geral é Irene Brás. Da ficha técnica consta o nome do conhecido jornalista e critico literário, Calane da Silva.
Cada exemplar do novo semanário custa 7.000,00 MT (1 dolar usd = 27.000,00MT). Todos os semanários que se publicam em Moçambique se vendem a 20.000,00MT. (R.)

CANAL DE MOÇAMBIQUE - 09.03.2006

07-03-2006

SEMANÁRIO «MEIANOITE» É LANÇADO HOJE

A empresa moçambicana «Produções Lua» vai lançar HOJE, terça-feira, dia 7 de Fevereiro de 2006, o jornal «Meianoite», com uma tiragem de 11 mil exemplares. A cerimónia de lançamento, para a qual estão convidadas uma centena e meia de personalidades, vai ter lugar no Hotel VIP Maputo, a partir das 19 horas.
Trata-se de um jornal a ser publicado semanalmente e que vai ser dirigido pela jornalista Irene Brás. No seu perfil editorial, o jornal vai abordar assuntos de carácter nacional, regional e internacional, com largos espaços dedicados a assuntos de economia, das artes e espectáculos, do desporto, da ciência e tecnologia.
O «Meianoite» vai oferecer ainda espaços de opinião, com a publicação de textos de opinião e análise, redigidos por influente fazedores de opinião e ainda pelos leitores.
«Estamos convencidos que, ao chegar às mãos do leitor, este em particular, e à sociedade em geral, o novo jornal vai ser bem acolhido, na medida em que o seu surgimento não podia ser mais oportuno» - disse uma fonte da empresa «Produções Lua», proprietária do semanário, que acrescentou:
«Sem pretender tirar espaço aos outros, o semanário «Meianoite» vai preencher um vazio no espaço editorial deste País, procurando ser mais abrangente e desempenhando uma função complementar aos canais de informação já existentes».
A Direcção do jornal «Meianoite» adoptou um código de conduta, orientado por princípios sobre o perfil editorial e sobre o comportamento ético e deontológico dos seus colaboradores quer na investigação em busca da informação, quer na respectiva divulgação.
«Temos plena consciência de que o dever de informar não deve sobrepor-se à função que tempos de contribuir para a estabilidade da paz e da segurança dos cidadãos», disse a fonte da empresa «Produções Lua».

23-02-2006

Revista LATITUDES, nº 25

Latitudes2501

LATITUDES - Cahiers Lusophones, é uma revista editada em França, bilingue em francês e português, que, através de vários números tem dedicado espaço a Moçambique. Ora o nº 25 que ora apresento é quase na totalidade dedicado a Moçambique. Assim aqui deixo o seu sumário, bem como a indicação de nºs. anteriores com conteúdo relacionado com Moçambique. A capa contem um desenho de Chichorro
Veja aqui:
Download latitudes25.pdf

Poderão encontrar nas livrarias Barata, Buchhlolz Portugal, Bulhosa e FNAC

19-02-2006

Conselho Islâmico apela a boicote a semanário Savana

O Conselho Islâmico de Moçambique (CIM) lançou hoje um apelo para "um boicote total e indefinido" ao semanário Savana, de Maputo, após o jornal ter publicado na sexta- feira sete das polémicas caricaturas do profeta Maomé.
"Consideramos que, após toda a polémica causada e depois da atitude compreensiva e conciliadora da sociedade muçulmana em Moçambique, a publicação despropositada destas caricaturas como uma ofensa deliberada à nossa religião, um insulto grosseiro à nossa dignidade e um atentado directo aos nossos direitos cívicos", considera o comunicado publicado hoje na imprensa de Maputo.
Na sua última edição, o Savana publicou sete dos polémicos 'cartoons' do profeta Maomé, numa das páginas interiores e sem chamada à capa.
Num pequeno texto que acompanha os desenhos, o Savana referia os dois pontos de vista no debate criado pelo jornal dinamarquês que primeiro publicou as caricaturas mas, em editorial, assinalou que "alguém viu na publicação das caricaturas uma excelente oportunidade para o despontar de um fanatismo religioso há muito adormecido".
Na sexta-feira, dezenas de muçulmanos concentraram-se junto das instalações do Savana, propriedade da cooperativa Mediacoop, que detém igualmente o diário por fax Mediafax.
Naquele local, no centro de Maputo, os muçulmanos exigiram um pedido de desculpas do jornal, o que foi aceite pelo seu director, Kok Nam, mas ressalvando que o fazia "sob pressão" uma vez que os manifestantes se encontravam a poucos metros e controlados por apenas dois polícias.
Duas horas após terem chegado ao local, os manifestantes debandaram, entoando palavras de ordem como "Morte ao Savana", "Muçulmanos unidos jamais serão vencidos" e "Deus é grande".
Mais tarde, a direcção do Savana, num comunicado dirigido à comunidade muçulmana, afirmou que o objectivo da publicação das caricaturas foi "unicamente o de demonstrar graficamente o que era objecto de debate público" e apresentou as suas "sinceras desculpas".
As desculpas não foram aceites pelo CIM que, hoje, apelou à comunidade muçulmana para aderir "de imediato a um boicote total e indefinido do semanário Savana" e ao fim de "todas as relações comerciais, institucionais, profissionais e sociais" com o semanário e os seus colaboradores.
O comunicado é assinado pelo presidente do CIM, xeque Aminuddin Moahmad, até agora colaborador do semanário Savana.
A comunidade muçulmana de Moçambique é a mais forte do ponto de vista económico mas a sua força raramente se estende ao poder político, como ainda recentemente se queixaram alguns dos seus líderes por não se sentirem representados no novo Conselho de Estado nomeado pelo presidente da República, Armando Emílio Guebuza.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 18.02.2006

18-02-2006

Jornal moçambicano pede desculpa a muçulmanos

Horas depois de ter publicado os «cartoons» de Maomé

O jornal moçambicano «Savana» pediu desculpa à comunidade muçulmana por ter reproduzido na edição de hoje as polémicas caricaturas do profeta Maomé, mas o director do semanário sublinhou ter sido «forçado» a tomar esta decisão.

«Se quiserem que nós peçamos desculpas tudo bem, pedimos desculpas, mas isso é um acto forçado», disse Kok Nam, perante seis líderes muçulmanos, que anunciaram, de seguida, o cancelamento de publicidade no jornal.
Enquanto estavam reunidos, dezenas de fiéis da comunidade muçulmana proferiam insultos, a escassos metros do local do encontro, contra o director e editor da publicação, na presença de apenas dois agentes da polícia.
Elementos da comunidade muçulmana, a mais importante no sector económico do país, concentraram-se junto às instalações do semanário «Savana», em Maputo, para protestar contra a reprodução dos «cartoons» de Maomé, publicados em Setembro passado pelo jornal dinamarquês «Jyllands-Posten».
Embora reconhecendo a ilegalidade das manifestações, os líderes da comunidade muçulmana em Maputo exigiram um pedido de desculpas dos responsáveis do jornal, ameaçando «cortar todo o tipo de relações» com a publicação.

Entre os manifestantes destacavam-se o deputado Kalid Sidat, da Renamo-União Eleitoral, na oposição, e o empresário Nazir Lunat, um dos homens mais fortes da comunidade muçulmana em Maputo.

Nas negociações, testemunhadas por jornalistas, Kok Nam reiterou que o jornal «Savana» «não teve intenção de ofender a comunidade muçulmana».

Durante as três horas do protesto, crentes islâmicos provocaram distúrbios nas instalações do jornal, partindo vidros e vasos no pátio do semanário.

No entanto, Kok Nam assegurou aos líderes muçulmanos que o jornal vai explicar, na próxima edição, as razões que levaram à publicação de oito das 12 caricaturas, que provocaram toda a polémica e violência em diversas partes do mundo.

EXPRESSO AFRICA - 17.02.2006

17-02-2006

“Nova Mais” embargada está na internet

Tribunal moçambicano ultrapassado

(Maputo) A empresa editora da revista «Mais» passou, recentemente, por dias conturbados, por motivo de uma desavença entre os seus sócios. Artur Ferreira, sócio português da editora da revista, natural de Angola, residente ultimamente em Maputo, também proprietário da empresa «África Imagens» com sede em Portugal, manteve-se aliado a parte dos sócios moçambicanos, entre os quais se encontra um parente do ex-Ministro da Educação Ngwenha, e voltou a editar a revista já com outra designação: “Nova Mais”.
A «Nova Mais» mereceu registo do GABINFO por este ter considerado que «Mais» e «Nova Mais» eram designações incapazes de se confundirem.
Os sócios desavindos, no entanto, não se ficaram e recorreram às intâncias judiciais. Um Tribunal de Maputo acabou por aceitar o pedido de uma providência cautelar e a edição número 2 da «Nova Mais» acabou sendo apreendida pelas autoridades alfandegárias no Aeroporto da capital moçambicana. A revista « Nova Mais» é editada em Maputo, mas provinha de Lisboa, capital portuguesa, onde geralmente é paginada e impressa.

A «Mais» que se editava antes da «Nova Mais» também era impressa em Lisboa e transportada para Maputo por via aérea. Artur Ferreira, em retaliação pelo aprisionamento da revista, a partir de algures num outro país, acaba de colocar, desde há dias, a « Nova Mais» na internet. O domínio em que a revista « Nova Mais» pode ser visitada na internet designa-se por «www.africaimagens.com». Do grupo de sócios que entraram em litígio com Artur Ferreira faz parte Joaquim Salvador, editor fundador da «Mais». (R.)

CANAL DE MOÇAMBIQUE - 17.02.2006

07-02-2006

CANAL DE MOÇAMBIQUE - Mais um jornal electrónico

Moçambique e o mundo conta a partir de hoje com mais um jornal electrónico: CANAL DE MOÇAMBIQUE, dirigido pelo jornalista Fernando Veloso.

Veja o nº1, saído hoje:

Download canal_de_moambique01.pdf

Na internet passe a consultar  http://www.canalmoz.com/

Longa vida são os votos do MOÇAMBIQUE PARA TODOS.

01-02-2006

CNN lança prémio jornalista Africano

Em parceria com a MultiChoice
A CNN e a MultiChoice lançou, esta Terça-feira, em Maputo, os prémios para o jornalista Africano do ano 2006.

Os vencedores destes prémios anuais, agora na sua décima primeira edição, serão galardoados durante uma cerimónia de gala.

A propósito deste evento, Chris Crmer, director de gestão da CNN Interncional, exprimiu a sua satisfação pelo facto dos prémios CNN-MultiChoice para o jornalista africano continuarem a movimentar-se por este continente, e a edição de 2006 ter lugar na cidade de Maputo.
AFRICAMENTE - 01.02.2006

30-12-2005

Acordo sobre Cahora Bassa é o principal evento do ano

A transferência da propriedade da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) de Portugal para Moçambique é considerada pela generalidade da imprensa moçambicana um dos principais acontecimentos do ano, que termina este sábado.
Com efeito, quer a chamada imprensa independente, quer a considerada pró-governamental, congratulam-se com o memorando de entendimento celebrado a 03 de Novembro último entre os Governos moçambicano e português.
O documento preconiza a passagem de 85 por cento da HCB de Portugal para Moçambique, mantendo-se o primeiro país como parceiro estratégico, com 15 por cento.
"O memorando de reversão do controlo da HCB é o negócio da independência", escreve o semanário Savana, um dos principais órgãos de comunicação privados em Moçambique.
Com esse enunciado, o jornal aludia ao facto de a transferência da barragem ser tomada pelos moçambicanos como a "segunda independência do país", depois de a "primeira" ter sido alcançada a 25 de Junho de 1975.
Ao eleger o acordo sobre a HCB como o "acontecimento do ano", o Savana sustenta que, uma vez nas mãos dos moçambicanos, a hidroeléctrica vai funcionar como "uma alavanca para projectos adormecidos".
A euforia de um dos mais críticos e influentes jornais privados em Moçambique pela reversão da HCB vai até ao ponto de, em editorial, a publicação render um "obrigado, camarada Presidente. A Luta continua" ao chefe de Estado, Armando Guebuza, através de um termo pelo qual se chamam os membros do partido FRELIMO, no poder em Moçambique.
Também o semanário privado Zambeze escolheu em editorial da edição da última quinta-feira "a transição para a soberania moçambicana da HCB, uma das maiores barragens do mundo, como "uma das coisas mais importantes que aconteceram em 2005 no país".
Por sua vez, o diário de maior circulação no país, o pro- governamental Notícias, num "inquérito" aos seus leitores, aponta a reversão daquele empreendimento para Moçambique, como "um dos acontecimentos que dominaram o ano 2005".
A primeira sucessão em vida na chefia do Estado moçambicano, com o anterior Presidente da República, Joaquim Chissano, a ceder o seu lugar ao actual, Armando Guebuza, os acordos de supressão de vistos entre Moçambique a alguns dos países vizinhos e o início das obras de construção de importantes pontes no país são também apontados pela imprensa moçambicana como importantes eventos em 2005.
A fome, que afecta mais de 800 mil pessoas, a falta de progressos no combate à corrupção e o recrudescimento da criminalidade urbana são algumas das principais notas negativas do ano que finda esta semana, consideram ainda os jornais moçambicanos.

NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 30.12.2005

22-12-2005

MAGAZINE - GRANDE INFORMAÇÃO

Já está nas bancas, em Portugal, o nº 1 da Revista MAGAZINE - GRANDE INFORMAÇÃO:

Magazine01 Magazine01_indice

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21-12-2005

JORNAIS ELECTRÓNICOS E FAX DE MOÇAMBIQUE(2)

Conheça os principais jornais electrónicos (e por fax) de Moçambique:

-DIÁRIO DA ZAMBÉZIA(Quelimane) - Download diario_da_zambezia_21.12.2005.doc

Veja:

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2005/12/a_new_fax_newsl.html

17-12-2005

JORNAIS ELECTRÓNICOS E FAX DE MOÇAMBIQUE

Conheça os principais jornais electrónicos (e por fax) de Moçambique:

CORREIO DA MANHÃ (Maputo) - Download 16.12.2005CM2227.pdf

MEDIA FAX (Maputo) - Download 16.12.2005MF3431.pdf

EXPRESSO (Maputo) - Download 16.12.2005ET-1682.pdf

VERTICAL  (Maputo) - Download 16.12.2005VT972.pdf

SAVANA (Maputo) - Download savana_618.doc (com edição papel)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS (Maputo) - Download 16.12.2005DN544.pdf

O AUTARCA (Beira) - Download 12092005OAutarca.pdf

WAMPHULA FAX (Nampula) - Download edio_424.pdf

Assine e divulgue.

04-12-2005

A new fax newsletter in Mozambique

According to information The Indian Ocean Newsletter has obtained in Maputo, a group of journalists is to create a new publication called Canal Moçambique. Owned by the firm Impresa Livra-te (Imprel), this Canal Moçambique will, to start with, be sent out as a daily newsletter to its subscribers by fax. It could later become a weekly two months after its launch. The publisher of the newsletter has already been officially registered. Its seven shareholders include Fernando Veloso, a former editor of Mediafax, the newsletter founded by the journalist Carlos Cardoso who was assassinated five years ago. Joao Chamusse, another former Mediafax employee, is also part of the new press company, at the same time as some journalists currently working on the independent weekly Savana.

THE INDIAN OCEAN NEWSLETTER - 03.12.2005

30-11-2005

Governo moçambicano autoriza duas rádios islâmicas a operar em Nampula

Duas rádios islâmicas foram autorizadas pelo governo moçambicano a operar em Nampula, a província do norte, que concentra a maior comunidade muçulmana no país, disse hoje à Agência Lusa o Gabinete de Informação de Moçambique (GABINFO).
Segundo uma fonte do GABINFO, o Conselho de Ministros moçambicano concedeu em Agosto último alvarás à Rádio Isslam, de Faizal Ismael Sidat, e à Rádio Ehak, da Associação da Ajuda Mútua, uma organização de solidariedade islâmica.Os dois canais deverão iniciar as suas emissões no prazo de um ano após a obtenção dos respectivos alvarás, segundo a lei moçambicana, encontrando-se neste momento em fase de montagem de equipamentos, acrescentou a mesma fonte.A comunidade muçulmana é a única das mais representativas em Nampula que ainda não tem um canal de rádio, ao contrário do que sucede com a Igreja Católica e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que operam emissoras na província.Nos últimos anos, Nampula tem assistido ao regresso de muitos jovens estudantes formados em universidades islâmicas, principalmente na Arábia Saudita e no Sudão.
AGÊNCIA LUSA - 29.11.2005

01-11-2005

MAGAZINE - GRANDE INFORMAÇÃO

Acaba de ser colocado nas bancas o nº 0 da Revista MAGAZINE - GRANDE INFORMAÇÃO de que apresentamos dois excertos.

A toda a sua equipa os votos de trabalho profícuo e cheio de sucesso.

- DA REVISTA

Download magazine00a.pdf

- MOÇAMBIQUE - DESTINO DE ELEIÇÃO EM ÁFRICA (Reportagem)

Download magazine00b.pdf

Contacto: Sílvia Fernandes   [email protected]

18-08-2005

Relatório Anual sobre o Estado da Liberdade de Imprensa em Moçambique

Leia o relatório na íntegra em

http://www.misa.org.mz/pdf_files/relatorio.pdf

16-07-2005

Zambézia Online o melhor em Moçambique

A comissão para a política de Informática, acaba de anunciar os resultados do Concurso Nacional de Conteúdos electrónicos 2005 e  o Zambézia Online (ZOL) orgulha-se de ter sido nomeado como o melhor Exemplo de conteúdos e-Inclusion em Moçambique "as the best e-Content example in e-Inclusion from Mozambique". Esta é uma iniciativa destinada a promover a produção de conteúdos Electrónicos de qualidade, bem como a criatividade e a inovação.

"We are happy to inform you that your project Zambézia OnLine, ... has been nominated for the World Summit Award Global Contest (www.wsis-award.org)... as the best e-Content example in e-Inclusion from

Mozambique

."  Extrato de parte da carta que anuncia o resultado do concurso.

Entre outros requisitos cada participante do concurso tinha de escolher uma categoria na qual o seu produto se enquadrava depois submetia o seu produto. O ZOL enquadra-se na categoria e-Inclusion - ( Todas as medidas que apoiem a integração dos países menos desenvolvidos na sociedade de informação. Reduzir a "divisão digital" e o "fosso conteudal" entre as potências tecnológicas, grupos e comunidades excluídas, tais como as zonas rurais e as mulheres. Estabelecer uma ponte entre a sociedade através dos multimédia).

As outras categorias eram a e-Learning, e-Culture, e-Science, e-Government, e-Health, e-Business, e-Entretainment.

Este concurso foi organizado pela Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática (UTICT), da Comissão para a política de Informática e trata-se de uma pré-selecção de produtos moçambicanos para a fase final do Prémio Mundial 2005 (World Summit Award), a ser atribuido durante a segunda fase da Cimeira Mundial sobre a Sociedade de Informação, a realizar-se em Tunes, Tunisia em Novembro de 2005.

O Prémio Cimeira Mundial é uma iniciativa nova do género e as suas categorias abrangem todos os aspectos e sectores da Sociedade de Informação emergente, representando um valor acrescentado nos multimedia e conteúdos electrónicos para grupos específicos de utilizadores. É também inovadore devido ao carácter das actividades desenvolvidas em todos os estados membros das Nações Unidos e a sua promoção conduzida pelas organizações e instituições da Internet.

O prémio é administrado de acordo com as regras aprovadas pelo Conselho de Directores, jurados independentes da Academia Europeia dos Média Digitais e na base da experiência similar com o EUROPRIX, editado há cinco anos. O prémio tem a sua sede na ICNM, Áustria.

NOTA: Os meus parabéns a todos quantos trabalham e colaboram no Zambézia Online(ZOL)
Fernando Gil